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Posted Abril 18, 2017 by António de Sousa Pereira in |Notícias
 
 

Volkswagen I.D. Crozz revelado em Xangai

I.D. Crozz é o nome do mais recente membro da futura família de automóveis eléctricos da VW, um CUV (Crossover Utility Vehicle) que pretende resultar da fusão entre um SUV e um coupé de quatro portas, com outros tantos lugares e desprovido de pilares centrais. É tido pela marca germânica como determinante para o seu plano de lançar uma nova gama de modelos eléctricos a partir de 2020 (com o compacto I.D. mostrado no último Salão de Paris), que lhe garanta vendas de um milhão de unidades/ano a partir de 2025.

Na base do I.D. Crozz, claro, a nova plataforma modular MEB da VW, desenvolvida especificamente para modelos eléctricos. Com 4625 mm de comprimento, 1891 mm de largura, 1609 mm de altura, 2773 mm de distância entre eixos, e vias com 1592 mm de largura na frente, e 1594 mm atrás, é ligeiramente mais compacto do que o novo Tiguan Allspace (77 mm mais curto, 47 mm mais baixo e 56 mm mais largo), mas garante oferecer um espaço interior pelo menos tão amplo quanto o novo SUV de sete lugares da VW.

O aceso ao habitáculo, do tipo “open space”, é feito através de portas de abertura e fecho eléctricos (tal como o portão traseiro e o capot), as dianteiras abrindo num generoso ângulo de 90°, as traseiras com abertura lateral deslizante. O interior conta com quatro bancos individuais integrais, com cintos de segurança integrados, e, a par de um espaço para pernas traseiro referencial, oferecerá várias soluções de vanguarda no domínio da operação digital.

Exemplos disso mesmo, o head-up display com realidade aumentada e projecção de imagens tridimensionai; o painel de instrumentos totalmente digital Active Info Display de 5,8”; oubo tablet para controlo do sistema de infoentretenimento. Inéditos comandos capacitivos, instalados nos painéis das quatro portas, permitem a cada ocupante controlar, individualmente, a climatização, assim como a abertura e fecho dos vidros e das portas, entre outras funcionalidades. Uma chave digital, especifica para cada utilizador, garantirá a adaptação automática de todos os parâmetros de bordo a cada condutor mal este se aproxime da viatura e esta for pela mesma reconhecida.

Os espelhos retrovisores exteriores e interior foram substituídos por câmaras, a iluminação ambiente garantida pelo tejadilho panorâmico pode ser controlada por comandos gestuais, a cor da iluminação interior dos painéis e inserções nas portas varia em função da luz exterior e da posição dos bancos. Bancos esse que, na traseira, são do tipo sala de cinema, permitindo levantar o assento para facilitar o transporte de cargas mais volumosas. A bagageira, com 515 litros de capaicidade, pode servir como ponto de entrega e recolha de encomendas quando o veículo se encontra imobilizado.

O I.D. Crozz recorre, também, ao sistema I.D. Pilot, capaz de funcionar no modo de condução totalmente autónoma a partir de 2025. Quando activo, o volante recolhe para o tablier, enquanto que os faróis activos, por matriz de LED, servem para comunicar com os outros utilizadores da estrada, saudando também o condutor quando este se aproxima do veículo.

Mecanicamente, referência primeira para o pack de baterias de iões de lítio, com 83 kWh de capacidade, apto a garantir uma autonomia de 500 quilómetros, e capaz de recuperar 80% da sua carga em apenas 30 minutos quando ligado a um posto de carregamento de corrente contínua de 150 kW. A animar o I.D. Crozz estão dois motores eléctricos, o dianteiro com 102 cv e 140 Nm, o traseiro com 204 cv e 310 Nm, para uma potência máxima combinada de 306 cv.

Em condições normais, a tracção é exclusivamente traseira, passando a ser integral sempre que as condições de utilização assim o exigem. Também é possível circular em permanência no modo 4×4 quando o condutor o pretender, por exemplo, para lidar com condições de aderência mais precárias, seja sob pisos cobertos de neve ou gelo, seja no fora de estrada.

O único dado relativo às prestações avançado pela VW é a velocidade máxima de 180 km/h, decerto limitada para poupar a carga da bateria. Mais interessante será a promessa da marca de Wolfsburg de que o comportamento estará ao nível do do Golf GTI, para o que contribuirão decisivamente a repartição do peso pelos dois eixos de 48% para a frente e 52% para trás (mercê da colocação da baterias sob o piso), a nova suspensão multi-link traseira (a dianteira adopta uma convencional arquitectura MacPherson), o amortecimento pilotado e as jantes de 21” revestidas por pneus de medida 245/45.


António de Sousa Pereira