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Posted Maio 30, 2017 by António de Sousa Pereira in |Notícias
 
 

McLaren P1 LM é o novo rei do Nürburgring



Não dá sinais de abrandar a luta pelos melhores tempos no “inevitável” circuito de Nürburgring. Depois de, em meados deste mês, o Nio EP9 ter sido coroado como o automóvel de produção mais rápido no mítico traçado do Nordschleife (graças a uns notáveis 6m45s900, tirou praticamente seis segundos ao tempo do Lamborghini Huracán Performante), o hiperdesportivo  chinês continua a ser o automóvel totalmente eléctrico mais rápido na pista germânica, mas o seu crono foi batido em praticamente três segundos pelo McLaren P1 LM, que efectuou uma volta ao Nordschleife, com o vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, Kenny Brack, ao volante, nuns ainda mais impressionantes 6m43s220 – quase nove segundos menos do que a conseguida pelo modelo italiano.

O P1 LM, apresentado no Festival de Goodwood de 2016, é uma versão do McLaren P1 GTR modificada pela Lanzante Motosrport com autorização da McLaren, de que serão produzidos cinco exemplares, já todos com dono. Caracteriza-se por estar homologada para circulação na via pública, ao contrário do que sucede com o P1 GTR (prova dessa capacidade, o facto de a unidade que bateu o recorde na Alemanha ter regressado, logo em seguida, ao Reino Unido pelos seus próprios meios – leia-se: A a rolar e por estrada!), e por ter recebido uma série de melhoramentos destinados a incrementar o seu desempenho.

Por isso, o a capacidade do V8 biturbo aumentou de 3,8 litros para 4,0 litros, os turbocompressores oferecem maior pressão, o isolamento térmico do compartimento do motor é revestido a ouro e o motor eléctrico é mais poderoso, com a potência combinada a rondar os 1000 cv. Já o peso foi reduzido em 60 kg graças às janelas em materiais compósitos, à supressão do macaco hidráulico integrado (fundamental para uma utilização em competição, destino principal do P1 GTR), a diversos elementos do sistema de escape em Inconel (superliga com base de níquel e crómio) e ao tejadilho integralmente construído em fibra de carbono não pintada. Há que juntae a isto a aerodinâmica ainda mais apurada, por via da asa traseira modificada e do splitter dianteiro mais largo, entre outras modificações de pormenor, que permitiu aumentar downforce em 40%.

Há, contudo, quem questione a legitimidade de considerar como de “produção em série” automóveis de que apenas se previa a produção de 16 exemplares (caso do EP6, com a Nio a anunciar, entretanto, que irá avançar para a produção de um segundo lote de 10 unidades), ou de que não são fabricadas mais do que cinco unidades (como acontece com o McLaren P1 LM, com os rumores a referirem que quem conseguiu ser eleito para fazer parte de tão curta lista teve de despender qualquer coisa como 3,5 milhões de euros…). Os mais pragmáticos não deixarão de encantar-se com os feitos já alcançados, ansiando por saber quais serão os novos candidatos ao título, e quem irá destronar o novo recordista britânico.

 


António de Sousa Pereira