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Posted Junho 7, 2017 by António de Sousa Pereira in |Notícias
 
 

Novo Rolls-Royce Phantom VIII revelado a 27 de Julho

Será no dia 27 de Julho, em Mayfair que a Rolls-Royce inaugurará uma exposição em que se juntam as oito gerações do que será, porventura, o seu modelo mais emblemático. E como, desde 1925, este só conheceu sete edições, confirma-se que o evento servirá, também, para revelar o novíssimo Phantom, de que ainda não existem informações oficiais, sendo apenas possível vislumbrar, no vídeo de promoção do evento, a respectiva grelha e um pormenor do habitáculo.

Nascida em 1925, Phantom é a designação utilizada, ininterruptamente, há mais tempo em toda a indústria automóvel. Sinónimo de luxo, ao longo de praticamente um século, o Phantom tem sido eleito por inúmeras celebridades dos mais diferentes sectores, da política à finança, passando pela realeza e pelas artes dos mais variados géneros, mormente a música e o cinema.

Na exposição em apreço, cada exemplar das anteriores sete gerações do Phantom terá uma história especial para contar, desde logo por pertencer, ou ter pertencido, a alguém de relevo na sua área de actuação. Ao longo das próximas oito semanas, a Rolls-Royce promete divulgar actualizações regulares relativas à iniciativa, mas já se sabe que o Phantom I em exibição em Mayfair pertenceu ao ícone do cinema Fred Astaire, tendo sido cedido para o efeito pelo Museu Petersen de Los Angeles, seu actual proprietário.

Originalmente, o Phantom montava um motor de seis cilindros em linha e 7668 cc, e ficou célebre, também, por ter efectuado várias voltas à recém-inaugurada pistas de testes de quatro milhas (6,43 quilómetros) da General Motors, no estado do Michigan, a uma velocidade de 128 km/h sem registar qualquer falha.  Isto quando a maioria dos automóveis que por lá passava dificilmente conseguia cumprir duas sem danificar o motor…

Em 1929, com base num châssis totalmente novo, e dotado de um motor profundamente revisto, foi lançado o Phantom II. Já o Phantom III foi o último projecto em que Henry Royce, um dos fundadores da marca, participou – viria a falecer em 1933, com 70 anos, cerca de 12 meses volvidos sobre o arranque do desenvolvimento do modelo. Apresentado em 1935, e produzido desde 1936 até ao eclodir da II Grande Guerra, recorria a um motor de 12 cilindros, e o seu último châssis foi fabricado em 1941, mas só recebeu a carroçaria em 1947, já depois de terminado o conflito.

Chegou a temer-se que o Phantom viesse a ser mais uma das vítimas da guerra, mas, em 1950, acabou por surgir o Phantom IV. Começou por ser criado como exemplar único, destinado ao Príncipe Filipe e à, então, princesa Isabel, mas, uma vez tornado realizado, mais 17 exemplares foram encomendados por membros de outras famílias reais e chefes de Estado de vários pontos do globo. O seu motor de oito cilindros em linha permitia-lhe oferecer um desempenho soberbo a baixa velocidade, o ideal para participar em paradas e cerimónias afins, e exibia já no radiador o Spirit of Ecstasy, a emblemática estatueta característica da Rolls-Royce.

Com 519 exemplares produzidos entre 1959 e 1968, o Phantom V foi a escolha de personalidades como a Rainha Mãe, o Rei Olav da Noruega ou John Lennon. Durante doze longos anos foi fabricado o Phantom VI, que no seu currículo conta com uma forte proximidade com a realeza, incluindo uma versão de tecto elevado especialmente criada para celebrar os 25 anos da Rainha Isabel II no trono, e utilizada também no casamento dos Duques de Cambridge.

Por fim, em 2003, foi lançado o Phantom VII, o modelo que marcou o renascimento da Rolls-Royce, já sob a égide do Grupo BMW (no período em que o Grupo VW deteve a marca, não existiu qualquer geração do Phantom). Produzido na nova sede da marca, em Goodwood, até finais de 2016, começou por montar um V12 de 6,75 litros e 453 cv, capaz de o levar dos 0-100 km/h em 5,9 segundos. Verdadeiro ícone do luxo e do requinte, declinou nas versões de distância entre eixos mais comprida (Extended Wheelbase), descapotável (Drophead Coupé) e de duas portas (Coupé), e recebeu uma importante actualização em 2012.


António de Sousa Pereira