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Posted Junho 12, 2017 by António de Sousa Pereira in |Notícias
 
 

NEVS InMotion: o eléctrico e autónomo do futuro

Apostada em provar que as suas ambições vão muito para além da produção e comercialização das versões eléctricas dos antigos Saab 9-3, de cujos direitos é proprietária, a NEVS apresentou um protótipo futurista de um veículo que dificilmente conhecerá produção, mas que dá à joint-venture controlada por capitais chineses uma outra visibilidade enquanto marca, até pela sua pretensão de redefinir o conceito de automóvel. Mais parecendo um “salão com rodas”, em que nem as rodas são visíveis, o InMotion é animado por uma motorização eléctrica, com sistema de carregamento sem fios por indução, estando também dotado de um sistema de condução totalmente autónoma de nível 5, capaz de dispensar por completo a intervenção humana.

Mas é o interior, ao qual se acede através de uma única porta de grandes dimensões de abertura vertical, tipo “asa de gaivota”, o elemento mais marcante do InMotion, pela sua flexibilidade e pelas soluções que propõe para interagir com o utilizador. Através de uma aplicação para smartphones, denominada InMotion App, é possível remotamente optar por uma das três configurações interiores: privada, social e de reunião, sendo, em consonância, alterada não só a configuração dos quatro bancos reclináveis, como as definições da iluminação ambiente e do sistema de climatização.

O InMotion pretende, igualmente, constituir-se como uma forma de proporcionar um acesso fácil e flexível a um automóvel, sem que, para isso, seja necessário adquiri-lo. Para a NVES, num futuro, porventura ainda distante, os utilizadores poderão partilhar diversos tipos de veículos, em função das suas necessidades e preferências. O InMotion inscreve-se nessa visão, podendo funcionar no modo de car sharing, através da referida App, contribuindo para reduzir o número de automóveis presentes nas estradas, o que, por seu turno, permitirá optimizar a mobilidade e substituir alguns dos espaços para estacionamento actuualmente existentes por áreas verdes, para reduzir a poluição.

 


António de Sousa Pereira