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Jaguar F-Type S Convertible

Artigo
Jaguar F-Type S Convertible

Visão geral
Marca:

Jaguar

Modelo:

F-Type

Versão:

S

Ano lançamento:

2013

Segmento:

Roadsters

Nº Portas:

2

Tracção:

Traseira

Motor:

3.0

Pot. máx. (cv/rpm):

380/6500

Vel. máx. (km/h):

275

0-100 km/h (s):

4,9

CO2 (g/km):

213

PVP (€):

107 619/122 629

Gostámos

Comportamento, Motor e prestações, Prazer de condução, Soluções tecnológicas, Qualidade, Estética deslumbrante

A rever

Capacidade da mala, Pormenores de acabamento

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Qualidade geral
8.0
Interior
9.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
6.0
Conforto
6.0
Equipamento
7.0
Garantias
6.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

O Jaguar F-Type S tem tudo para garantir aquilo a que se propõe: constituir alternativa aos modelos da Porsche. Poderoso, extremamente equilibrado e eficaz, é um das grandes surpresas dos últimos tempos e antevê-se como um digno sucessor do mítimo E-Type da década de 1960.

7.5
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Ainda hoje, mais de meio século volvido, o Jaguar E-Type é um automóvel tão emblemático quanto foi complicado para a marca britânica encontrar para ele um substituto, apesar das várias tentativas feitas nesse sentido. Foi preciso chegar a 2013, e em boa parte graças ao desafogo financeiro garantido por Rajan Tata (o multimilionário indiano que detém o grupo com o seu nome, e desde 2008 integra a marca de Coventry), para conhecer, enfim, uma proposta digna de tal feito: o novo Jaguar F-Type. E é impressionante verificar como o que durante tanto tempo foi tão complicado se tornou, aparentemente, tão simples – tal o encanto que a nova coqueluche da marca exerce sobre qualquer mortal minimamente interessado pelo mundo automóvel…

O segredo está na simplicidade do conceito, na valia das soluções aplicadas e na forma como tudo isto se combina e funciona na perfeição. E nada como recorrer a fórmulas igualmente clássicas e comprovadas para garantir um resultado final de excepção – veja-se as proporções do F-Type, com o seu longo capot, a traseira curta e o cockpit recuado, com os ocupantes a irem praticamente sentados em cima do eixo traseiro, desde logo um sinal de que as sensações fortes serão um dos must do modelo.

Jaguar F-.Type S

Aberto ou fechado, e seja qual for o ângulo através do qual o observemos, o novo Jaguar F-Type tem o condão de encantar todos os que encontra à sua passagem

Só que o F-Type deslumbra ainda antes de se passar à acção. A aparência exterior é simplesmente soberba, fruto das suas linhas expressivas, marcadas pela impressionante secção dianteira (comprida e afilada),  pelo perfil esguio e baixo, onde sobressaem as bonitas jantes de 19”, e pela traseira musculada, caracterizada pelo extractor traseiro, pela dupla ponteira de escape central, pelo deflector retráctil e pela assinatura visual a cargo dos farolins. Ainda mais belo com a capota recolhida (o que demora não mais do que 14 segundos, e exige apenas pressionar um botão) do que com ela montada, o F-Type impõe-se ainda por alguns pormenores deliciosos (os tais que fazem a diferença…), o mais marcante dos quais serão os puxadores das portas embutidos nas mesmas, que se soltam automaticamente à aproximação da mão.

Como se tudo isto não bastasse, o interior não fica em nada atrás da carroçaria. Qualidade de construção de nível superior, decoração fantástica e, também aqui, detalhes dignos de nota, como as saídas de ventilação basculantes (que se elevam para permitir a circulação do ar quando é accionada a ignição) ou a instrumentação com iluminação de fundo branca, que passa a vermelha no velocímetro e conta-rotações quando se selecciona o setting mais desportivo do veículo. A rever, a qualidade do plástico utilizado nas patilhas de comando manual da caixa, assim como a cor (entre o dourado e o acobreado…) da tinta que as reveste e ao botão que serve para colocar em marcha e imobilizar o motor.

Jaguar F-Type S int

Posição de condução perfeita, elevada qualidade geral e decoração deliciosa. O equipamento de série é correcto, mas as possibilidades de personalização são praticamente intermináveis (assim como a factura a pagar pelos opcionais…)

Convém neste ponto esclarecer que o F-Type pretende constituir alternativa às crónicas e incontornáveis referências da classe, por sinal ambas provenientes do mesmo construtor, a Porsche: Boxster e 911. Em Portugal, a versão preferida do modelo tem sido a S aqui em análise, equipada com a versão de 380 cv do motor 3.0 V6 sobrealimentado – a meio caminho, em termos de preço, entre Boxster S e 911 Carrera Cabrio, mas mais potente do que ambos. Proposto por €107 619, o F-Type é, contudo, um daqueles automóveis difíceis de adquirir na versão “base”, tal a qualidade, extensão e complexidade da lista de opcionais, em que é possível encontrar quase tudo, para satisfazer quase qualquer gosto e pretensão de personalização.

Veja-se a unidade ensaiada, que montava cerca de €15 000 em extras, alguns deles altamente recomendáveis, pelo que melhoram a experiência de condução, sobretudo para os que compram um desportivo deste calibre porque o pretendem utilizar como tal – caso do sistema de travagem Jaguar Super Performance com discos de maiores dimensões, ou do excelente volante desportivo em couro perfurado. O sistema que, à pressão de um botão, torna a sonoridade do escape ainda mais estimulante não é determinante para a eficácia, mas não deixa de assumir a sua quota parte de responsabilidade na forma como estimula o condutor a tirar pleno partido do F-Type…

Já ao volante, primeiros elogios para a posição de condução muito baixa (como se impõe num verdadeiro desportivo) e para os bancos desportivos de regulação eléctrica (tal como o volante), que conseguem combinar um excelente encaixe, em boa parte garantido pelo apoio lateral regulável, com uma apreciável dose de conforto. O volante oferece uma pega e dimensões perfeita, e mesmo a secção inferior plana faz sentido por ser a direcção bastante directa. Pressionado o botão de ignição, o motor acorda com uma aceleração automática que é tudo menos discreta, inconveniente até em certas situações… O selector da caixa de velocidades, do tipo joystick, por vezes não é o mais colaborante quando se pretende alternar rapidamente entre as posições “D” e “R” (como uma inversão de marcha “súbita”), embora o óbice tenda a diminuir com a habituação.

Jaguar F-Type S motor

O motor 3.0-V6 de 380 cv, sobrealimentado, é poderoso o suficiente para fazer do F-Type um desportivo de excepção

Antes de “atacar” os primeiros quilómetros, convém desfrutar primeiro de uma das novidades introduzidas pelo F-Type: o Dynamic Mode, dispositivo que permite configurar a gosto do utilizador diversos parâmetros do veículo, como a resposta do motor, a sensibilidade do acelerador, a firmeza da suspensão ou a resposta da direcção (ao lado do comando da caixa existem ainda os comandos para seleccionar o modo de funcionamento do ESP, a sonoridade do escape e manter sempre elevado o deflector traseiro). Apesar de estarem disponíveis diversos modos intermédios para cada qual, é de crer que a maioria alternará, a esmagadora maioria das vezes, entre o mais suave para todos eles, e o mais extremista…

Iniciando viagem optando pelo primeiro, obviamente de capota aberta, desde logo se nota que, mesmo no modo mais brando, a suspensão é firme, o que, conjugado com o posicionamento dos bancos junto ao eixo traseiro, significa que o conforto é significativamente reduzido sempre que o piso não é perfeito, e quase inexistente quando este deteriora sobremaneira (e pior ainda quando se opta pela configuração desportiva da suspensão). Por contraste, a protecção aerodinâmica com capota aberta é apreciável até velocidades da ordem dos 160 km/h, ao mesmo tempo que o isolamento acústico convence quando esta se encontra montada. A caixa, numa condução calma, prima pela suavidade na troca de mudanças.

Mas verdadeiramente inebriante (e viciante) é tirar – de capota aberta, sempre que possível – o máximo partido do enorme potencial do châssis, do motor e dos dois em conjunto. Eleito os modos mais desportivos para motor, direcção e suspensões, e activadas as válvulas de escape que tornam a sonoridade do motor num verdadeiro rugido (mas ainda com o controlo de estabilidade no modo mais permissivo, mas não completamente desligado), é tempo de esmagar o acelerador e gozar o troar do V6 sobrealimentado e as excelentes prestações (275 km/h de velocidade máxima, menos de cinco segundos nos 0-100 km/h e recuperações rapidíssimas dificilmente deixam alguém indiferente!).

Jaguar F-Type S

Dinamicamente, o Jaguar F-Type S é “só” um dos desportivos mais eficazes da sua classe, uma referência entre os que têm o motor instalado na dianteira

Gasto rapidamente mais de meio depósito (os consumos relativamente moderados a velocidades controladas facilmente superam os 20 l/100 km numa utilização mais abusiva), a distância percorrida e o tempo despendido haviam sido já suficientes para perceber o enorme poder de travagem do F-Type, assim como a respectiva resistência à fadiga; a direcção precisa, directa e com um excelente feedback, transmitindo com todo o rigor ao condutor a informação sobre o que se passa com as rodas; a extrema rapidez da caixa de velocidades, sobretudo quando comandada manualmente através das patilhas no volante.

Era chegado, pois, o momento de desligar por completo o controlo de estabilidade e desfrutar dos troços mais retorcidos a bordo de um dos desportivos de motor dianteiro mais equilibrados do momento. Travando tarde e apontando a frente ao interior da curva, o F-Type S é bastante mordaz a responder às ordens do condutor, mas a sua principal virtude reside no facto de, nos limites, se tornar sobrevirador antes de ser subvirador, pelo que é fácil e extremamente emocionante, em pisos de elevada aderência, nas curvas mais rápidas, fazer uso das saídas de traseira para ganhar mais agilidade, tal a facilidade com que estas são controladas com a dose correcta de acelerador e volante – é provocar a traseira, deixar escorregar, apontar a frente para o ponto de saída e reacelerar, gerindo tudo coma  direcção.

Com a vantagem de nem sequer ser necessária muita velocidade para executar esta manobra, dado o generoso binário disponível e o facto de a maior parte do peso incidir sobre o trem dianteiro. Claro que, em mudanças mais curtas, ou sobre asfalto mais escorregadio, há que redobrar os cuidados sobre o pedal da direita, ainda que o diferencial autoblocante mecânico seja aqui um importante auxiliar para quem do mesmo saiba fazer bom uso.

Alguns dias, muitos quilómetros (e alguns depósitos de gasolina…) passados, o Jaguar F-Type S afirmou-se como um dos desportivos mais emocionantes dos últimos tempos. Pode até nem ser tão perfeito quanto os seus principais competidores germânicos, mas é, sem dúvida, um dos automóveis mais eficazes da sua categoria, extremamente veloz e emocionante de conduzir nos limites, compensando alguns pecadilhos com um motor poderoso e todo aquele encanto que só as criações de inspirações britânica conseguem oferecer. E a bagageira? Pois, essa para pouco mais dá do que para levar o essencial destinado a um fim-de-semana fora de casa. Mas o que é que isso interessa face a tudo o resto?…

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Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Banco dianteiros reguláveis electricamente
Bancos em pele
Volante desportivo em pele regulável electricamente em altura+profundidade com função “easy-entry”
Volante multifunções
Rádio com leitor de CD/DVD/mp3+ecrã táctil de 8″
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Lava-faróis
Deflector traseiro activo
Jantes de liga leve de 19”

Pintura metalizada Stratus Grey (€910)
Volante desportivo em pele perfurada com secção inferior plana (€360)
Bancos desportivos Performance em pele Softgrain (€2519)
Aplicações em alumínio na consola central (€459)
Pack de memórias para bancos dianteiros (€1173 – inclui memóriaspara n+bancos+vidros fumados+espelhos recolhíveis electricamente)
Pack conveniência (€820 – inclui espaços de arrumação no habitáculo com tampa e fechadura, acesso+arranque sem chave e tapetes em couro)
Pack visibilidade (€1910 – inclui sensor de luz+sensor de chuva+faróis bi-Xénon adaptativos com luzes de curva e luzes diurnas por LED+sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento)
Pack tecnologia (€2767 – inclui sistema de som com 180 Watt, seis altifalantes e entradas Aux/USB+sistema de navegação+Bluetooth+cruise-control+limitador de velocidade)
Interior em pele Premium (€1279)
Pack clima (€1165 – inclui pára-brisas aquecido com temporizador, bancos aquecidos, volante aquecido, ar condicionado bizona))
Sistema de travagem Jaguar Super Performance (€1037 – inclui discos dianteiros de 380 mm, discos traseiros de 376 mm e pinças pretas)
Recirculação automática (€68)
Sistema de escape activo seleccionável pelo condutor (€196)

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Sobre o autor
zyrgon