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Mercedes-Benz E 220 d

 

 
Ficha Técnica
 

Marca:
 
Modelo:
 
Versão:
 
Ano De Lançamento:
 
Segmento:
 
Número De Portas:
 
Tracção:
 
Motor:
 
Potência máxima (cv/rpm): 194/3800
 
Velocidade máxima (km/h): 240
 
0-100 km/h (s): 7,3
 
Consumos Extra-urbano/combinado/urbano (l/100km): 3,6/3,9/4,3
 
Emissões de CO2 (g/km): 102
 
PVP/preço da unidade testada (€): 58 550/67 688
 
Qualidade geral
9.0


 
Interior
8.0


 
Segurança
9.0


 
Motor e prestações
9.0


 
Desempenho dinâmico
7.0


 
Consumos e emissões
9.0


 
Conforto
9.0


 
Equipamento
7.0


 
Garantias
7.0


 
Preço
6.0


 
Total Score
8.0


User Rating
7 total ratings

 

Gostámos


Qualidade geral, Motor refinado e evoluído, Prestações e consumos, Conforto de Marcha, Requinte e sofisticação

A rever


Maioria das inovações tecnológicas são opção, Estética discreta e banal


Se tem pressa...

O automóvel mais completo e equilibrado entre os grandes familiares de prestígio, o novo Mercedes Classe E é a nova referência da sua categoria. Na versão E 220 d, sem dúvida a mais ajustada à realidade nacional, brilha ainda o novo motor turbodiesel de 2,0 litros e 194 cv

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PostedJunho 1, 2016 by

 
Artigo completo
 
 

As fotografias efectuadas pela Absolute Motors são realizadas exclusivamente com equipamento Sony Alfa 99; lentes 70-200 mm/F2.8 e 16-105 mm/F3.5

Ficha de Medições

Velocidade máxima anunciada (km/h) 240
Acelerações (s)
0-100 km/h7,4
0-400 m15,5
0-1000 m28,3
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D4,4
Recuperações 80-120 km/h (s)
Em D5,3
Distância de travagem (m)
100-0 km/h34,8
Consumos (l/100 km)
Estrada (80-100 km/h)4,3
Auto-estrada (120-140 km/h)5,2
Cidade6,3
Média ponderada (*)5,70
Autonomia média ponderada (km)1158
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente1470
Largura atrás1440
Comprimento à frente1160
Comprimento atrás780
Altura à frente1020
Altura atrás950

O Classe E tem sido, historicamente, um dos modelos mais emblemáticos da história da Mercedes-Benz, e também um dos mais populares e preponderantes para os seus resultados comerciais e financeiros. Tanto assim é que, por tradição, tem-lhe cabido, ao longo dos anos, estrear muitas das inovações tecnológicas alcançadas pela marca da estrela – regra que a sua mais recente geração, acabada de chegar ao mercado nacional, também não quebrou. Prova disso mesmo, a tarefa que lhe cabe de introduzir na oferta do seu construtor boa parte das mais recentes evoluções registadas pela Mercedes em domínios como a telemática ou a condução autónoma – e, não menos importante, o seu novo motor turbodiesel de quatro cilindros, aquele que animava a versão E 220 d aqui em análise.

Seja em ambiente “fechado” (como um salão automóvel ou um stand de vendas), seja na via pública, inserido no restante parque automóvel circulante, o novo Classe E é um automóvel que, apesar da sua aparência exterior inequivocamente moderna e atraente, não consegue reunir consensos no plano estético. É um facto que respeita os mais recentes cânones estilísticos da Mercedes, exibindo vários elementos já sobejamente conhecidos das berlinas da Classe C e Classe S. Contudo, e porventura fazendo jus à tradição, acaba por exibir uma aparência exterior mais clássica, o que faz com que, para alguns, a sua imagem seja pouco original e, sobretudo, distinta; e, para outros, este seja um automóvel demasiado fácil de confundir com os seus irmãos de gama – sendo mais os que o aparentam com um Classe C do que com um Classe S, o que estará longe de lhe ser benéfico.

Moderno e atraente, o novo Classe E padece, contudo, de uma excessiva similitude com os Classe S e Classe C – sobretudo com este último…

Moderno e atraente, o novo Classe E padece, contudo, de uma excessiva similitude com os Classe S e Classe C – sobretudo com este último…

Totalmente o oposto do que acontece assim que se acede ao habitáculo. A qualidade de construção é simplesmente fantástica; a decoração interior, discreta mas elegante e sofisticada, é de um extremo bom gosto – tudo contribuindo para um interior que, em termos de requinte, de momento, não tem paralelo na classe. Basta atentar, por exemplo, nos materiais utilizados, e respectivos acabamentos; no toque de cada botão de comando; na preciosa ergonomia.

Numa vertente mais prática, refira-se que a habitabilidade, sendo generosa, não é referencial, mas existem muitos espaços para a arrumação de objectos, ao passo que a mala é não só bastante ampla, como oferece um bom acesso e pode ser ampliada mediante o rebatimento do banco traseiro, que agora já é proposto de série – uma alteração de postura da Mercedes que muito se saúda. O posto de condução, esse, é praticamente perfeito para um automóvel com a vocação do Classe E: bancos cómodos, amplos e já com algum apoio lateral, dotados de múltiplas regulações, tal como a coluna de direcção, permitem que qualquer um rápida e facilmente encontre a melhor postura ao volante.

A parte menos boa do referido pioneirismo do novo Classe E, no plano tecnológico, prende-se com o facto de boa parte dos dispositivos que o garantem fazerem parte da lista de opções do modelo, muito encarecendo o seu preço final para quem queira dos mesmos usufruir. Algo que é válido para os sistemas de condução autónoma e de segurança activa, e para as soluções de telemática: na unidade ensaiada, por exemplo, alguns elementos que muito contribuem para o agrado de utilização eram opcionais, caso do touchpad (muito prático, mas aquém da concorrência no que à competência no reconhecimento da escrita diz respeito); do muito legível head-up display; do fabuloso painel de instrumentos digital; do Pack Parking (composto pela câmara de 360° e pelo sistema de estacionamento remoto); ou do pack de integração de smartphones. Neste particular, o novo Classe E continua a ser um verdadeiro Mercedes… Menos mal que a dotação de segurança passiva é significativa, e que os botões sensíveis ao toque colocados nos extremos dos braços transversais do volante (um para controlar o ecrã existente painel frontal, o outro para comandar o ecrã principal montado ao centro do tablier) não fazem parte dessa lista.

Mais uma vez, a qualidade geral exibida pelo Classe E não tem paralelo no segmento. Pena que parte considerável das inovações tecnológicas tenham sido relegadas para a lista de opcionais

Mais uma vez, a qualidade geral exibida pelo Classe E não tem paralelo no segmento. Pena que parte considerável das inovações tecnológicas tenham sido relegadas para a lista de opcionais

Atributo de monta do novo Classe E é, também, a sua sofisticação mecânica. Desde logo por assentar numa nova plataforma modular, que garantiu uma significativa redução do peso, sendo este E 220 d (que acusa menos de 1700 kg na balança) cerca de somente 35 kg mais pesado do que um Classe C 250 d, algo que acarreta naturais benefícios em termos de eficiência energética e desempenho dinâmico. Mas o principal elemento em destaque, neste particular, é mesmo o novíssimo motor turbodiesel de 2,0 litros totalmente construído em alumínio, que nesta sua versão de estreia anuncia 194 cv de potência e um binário máximo de 400 Nm (mais tarde terá outras declinações, com diferentes níveis de rendimento), e que a Mercedes afirma ser o mais evoluído do mercado na sua categoria, e o único a conseguir cumprir já as normas de emissões vigentes respeitando os novos testes em condições reais de utilização, que serão implementadas na Europa a partir  do Outono do próximo ano.

Sucessor do conhecido, e muito popular, bloco de 2,2 litros, este propulsor pauta-se, desde logo, pelo seu generoso binário disponível num amplo leque de regimes (o valor máximo mantém-se constante entre as 1800 rpm e as 2800 rpm), traduzido numa excelente resposta em todas as circunstâncias, além de garantir uma notável capacidade de aceleração, existindo potência disponível mesmo para lá das 3000 rpm. Na prática, o desempenho desta unidade motriz provou ser incomparavelmente superior ao do referido 2.2 em todas as áreas, das prestações aos consumos, passando pelo seu funcionamento muito mais refinado, seja em termos de suavidade como de ruído (ainda que a rumurosidade a bordo tenha ficado um pouco acima do esperado em situações de maior esforço, mormente a alta rotação).

O novíssimo motor 2.0 turbodiesel de 194 cv, estreado pelo E 220 d, é um dos grandes atributos do modelo, representando um extraordinário progresso face à conhecida unidade de 2,2 litros a que sucede

O novíssimo motor 2.0 turbodiesel de 194 cv, estreado pelo E 220 d, é um dos grandes atributos do modelo, representando um extraordinário progresso face à conhecida unidade de 2,2 litros a que sucede

Nota mais, portanto, para as prestações apenas liminarmente abaixo das garantidas pelo C 250 d de 204 cv; e para os consumos extremamente contidos, em particular no modo de condução Eco (para um automóvel com este porte e rendimento, pouco mais de 6,0 l/100 km em e mesmo abusando do acelerador, as médias tendem a ficar aquém dos 9,0 l/100 km). Para este resultado concorre, ainda, de modo decisivo, a caixa automática de nove velocidades, soberba em termos de suavidade de funcionamento e capaz de retirar o melhor partido do rendimento, da capacidade de resposta e da linearidade deste motor, as mais das vezes elegendo de forma tão rápida quanto eficaz a relação que melhor se ajusta a cada momento da condução – só é pena que o comando manual sequencial, activável somente através das patilhas no volante, apenas fique activo enquanto estas são operadas em permanência, voltando o sistema ao modo automático passados alguns segundos sem que o condutor intervenha sobre a transmissão.

Nada que manche, ainda assim, um desempenho dinâmico de alto nível. No caso do E 220 d aqui em análise, equipado com uma suspensão praticamente de série, com molas de aço e amortecedores convencionais, apenas rebaixada 15 mm, e pneus de medida 225/55 montados em jantes de 17”, o maior elogio vai para a direcção com uma assistência soberba e para o excelente resultado alcançado pelos técnicos germânicos na combinação entre conforto e eficácia. Enfrentando sem problemas de maior mesmos os pisos mais degradados, o E 220 d revela-se extraordinariamente cómodo para um automóvel desprovido de amortecimento pilotado, ou mesmo pneumático, mas sem que isso implique um menor controlo dos movimentos da carroçaria – soluções, naturalmente, possíveis de encontrar na lista de opcionais.

Na sua configuração base, sem suspensão desportiva nem amortecimento activo, o E 220 d revelou-se um automóvel por demais fácil e agradável de conduzir, e imbatível em termos de conforto

Na sua configuração base, sem suspensão desportiva nem amortecimento activo, o E 220 d revelou-se um automóvel por demais fácil e agradável de conduzir, e imbatível em termos de conforto

Claro que esta não é a configuração ideal do Classe E para os que pretendem praticar uma condução mais empenhada: sem o popular pacote AMG, e um châssis de afinação mais assertiva, o E 220 d não terá a mesma agilidade e acutilância de outros concorrentes, levando os pneus de perfil relativamente elevado a facilmente atingirem os seus limites, e a permitirem uma prematura deriva da dianteira. Mas, sem exigir investimento adicional, bate esses mesmos rivais, sem qualquer apelo, em domínios como o conforto e a facilidade de condução, ao mesmo tempo que oferece uma condução envolvente, fácil e muito agradável – assim fazendo jus aos proverbiais pergaminhos da Mercedes num domínio que lhe é tão caro: a confiança e a sensação de segurança que transmite a quem o conduz, garantida por reacções neutras, sempre previsíveis e deveras progressivas nos limites.

Poucas dúvidas restarão, portanto, que, por ora, o novo Mercedes Classe E se assume como o modelo mais confortável e refinado do seu segmento. E, também, como o mais evoluído em termos tecnológicos, ainda que parte significativa das soluções que o garantem estejam relegadas para a tabela de opcionais. No caso do E 220 d de acesso à gama, brilhou de forma evidente o novo motor Diesel de 2,0 litros, que contribuiu decisivamente para um resultado final de grande nível. Já o preço de €58 550 não deixa de estar ajustado à qualidade desta proposta, e ao praticado pela concorrência – é um facto que uma configuração mais interessante fará disparar esta verba para valores menos simpáticos, mas nem isso é novo na Mercedes, nem algo que também não aconteça com os seus rivais.

A Mercedes não facilitou quando do desenvolvimento do novo Classe E, criando o automóvel mais completo e equilibrado deste segmento de mercado

A Mercedes não facilitou quando do desenvolvimento do novo Classe E, criando o automóvel mais completo e equilibrado deste segmento de mercado

Dados Técnicos e Equipamento

Dados Técnicos

Motor
Tipo4 cilindros em linha Diesel, long., diant.
Cilindrada (cc)1950
Diâmetro x curso (mm)82,0×92,3
Taxa de compressão15,5:1
Distribuição2 v.e.c./16 válvulas
Potência máxima (cv/rpm)194/3800
Binário máximo (Nm/rpm)400/1600-2800
Alimentaçãoinjecção directa common-rail
SobrealimentaçãoTurbocompressor VGT+intercooler
Pressão máx. sobrealimentação (bar) 2,05
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm)4923/1852/1468
Distância entre eixos (mm)2939
Largura de vias fte/trás (mm)1616/1619
Jantes – pneus7Jx17″ – 225/65
Pesos e capacidades
Peso (kg)1680
Relação peso/potência (kg/cv)8,65
Capacidade da mala/depósito (l)540/66
Transmissão
Tracçãotraseira
Caixa de velocidadesautomática de 9+m.a.
Direcção
Tipocremalheira com assistência eléctrica
Diâmetro de viragem (m)11,60
Travões
Dianteiros (ø mm)Discos ventilados (305)
Traseiros (ø mm)Discos ventilados (300)
Suspensões
DianteiraMacPherson, com triângulos sobrepostos
TraseiraMultilink
Barra estabilizadora frente/trássim/sim
Garantias
Garantia geral2 anos
Garantia de pintura2 anos
Garantia anti-corrosão30 anos (se assistência realizada na marca)
Intervalos entre manutenções25 000 km (ou 24 meses)

Equipamento de série

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema Pre-Safe
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Attention Assist
Adaptive Brake com secagem de travões e assistente de subidas
Active Brake Assist
Sistema de chamada de emergência
Capot de motor activo para protecção de peões
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise control+limitador de velocidade
Bancos dianteiros reguláveis em altura+aquecidos
Bancos em pele
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante regulável em altura+profundidade
Volante em pele multifunções
Rádio Audio 20 USB com ecrã de 8,4″+2 entradas USB
Mãos-livres Bluetooth (telefone+áudio)
Sistema de navegação Garmin Map Pilot
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente+electrocromáticos
Retrovisor interior electrocromático
Sensores de luz+chuva
Faróis por LED
Sistema de estacionamento activo (inclui sensores de estacionamento FR/TR+câmara de marcha-atrás
Jantes de liga leve de 17″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de pneus
Kit de primeiros socorros

Extras da unidade testada

Estofos em pele (€2150)
Pintura metalizada (€1100)
Garantia adicional de 2 anos (€640)
Pack Tecnológico (€3600 – inclui: Head-Up Display+Cockpit Panorâmico+Assistente de sinais de trânsito+Comand Online [inclui: touchpad+serviço Concierge durante 12 meses+informação de tráfego em tempo real+leitor de DVD+Linguatronic+Pack Integração Smarthpone)
Pack Parking (€750 – inclui: Câmara de 360°+Remote Parking Pilot)
Sistema de acesso e arranque sem chave Keyless-Go (€900)

António de Sousa Pereira

 

One Comment


  1.  
    Manuel

    Os acabamentos interiores em plástico (tablier e portas), não são condignos com um produto deste segmento… Enfim!





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