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Renault Clio 0.9 tCe 90 cv S&S Luxe

 
Renault Clio 0.9 tCE Luxe
Renault Clio 0.9 tCE Luxe
Renault Clio 0.9 tCE Luxe

 
Ficha Técnica
 

Marca:
 
Modelo:
 
Versão:
 
Ano De Lançamento:
 
Segmento:
 
Número De Portas:
 
Motor:
 
Potência máxima (cv/rpm): 90/5250
 
Velocidade máxima (km/h): 182
 
0-100 km/h (s): 12,2
 
Consumos Extra-urbano/combinado/urbano (l/100km): 3,9/4,5/5,6
 
Emissões de CO2 (g/km): 105
 
PVP/preço da unidade testada (€): 16 500/17 770
 
Qualidade geral
6.0


 
Interior
7.0


 
Segurança
8.0


 
Motor e prestações
5.0


 
Desempenho dinâmico
9.0


 
Consumos e emissões
8.0


 
Conforto
8.0


 
Equipamento
9.0


 
Garantias
8.0


 
Preço
7.0


 
Total Score
7.5


User Rating
65 total ratings

 

Gostámos


Equipamento, Dinâmica, Consumos aceitáveis

A rever


Qualidade geral inferior à da geração anterior, prestações do motor


Se tem pressa...

A versão de equipamento Luxe do Renault Clio comprova que, muitas vezes, não é no meio que está a virtude. Esta espécie de “topo de gama” é a escolha óbvia na hora de comprar um Clio. O 0.9 tCe é poupado… mas não espere grandes prestações.

4
PostedDezembro 8, 2014 by

 
Artigo completo
 
 

Ficha de Medições

Velocidade máxima anunciada (km/h)182
Acelerações (s)
0-100 km/h13,3
0-400 m18,9
0-1000 m34,5
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em 3ª7,6
Em 4ª10,8
Em 5ª15,6
Recuperações 80-120 km/h (s)
Em 4ª13,8
Em 5ª22,9
Distância de travagem (m)
100-0 km/h37
Consumos (l/100 km)
Estrada (80-100 km/h)4,2
Auto-estrada (120-140 km/h)5,8
Cidade6,0
Média ponderada (*)5,6
Autonomia média ponderada (km)804
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente1360
Largura atrás1330
Comprimento à frente1080
Comprimento atrás640
Altura à frente970
Altura atrás910

Numa altura em que o número de rivais directos não pára de crescer – vem aí o novo Opel Corsa e o Skoda Fabia “aterrou” agora mesmo -, importa cada vez mais revisitar o Renault Clio, aqui testado com o seu motor a gasolina mais “apetecível”, o 0.9 tCe com 90 cv, e dotado de uma versão de equipamento Luxe – a pseudo-versão topo-de-gama para o utilitário francês se descontarmos a existência da GT, que é uma espécie de versão de equipamento mais orientada para um visual desportivo.

Rever o Renault Clio é rever um utilitário excelente em inúmeros aspectos, quase todos relacionados com a experiência de condução. Muito se falou sobre a descida na qualidade dos materiais utilizados no interior, o que não deixa de ser um aspecto negativo já que cada nova geração deve melhorar, e não piorar, o que tem; tirando isso, o utilitário francês exibe-se com um motor relativamente poupado, ainda que lento, um interior moderno e, como já referido, uma experiência de condução referencial no segmento.

Renault Clio 0.9 tCE Luxe

O sistema R-Link é um opcional de 590 euros que adiciona um conjunto de aplicações de valor, como a actualização do trânsito em tempo real fornecida pela TomTom. Ainda assim, se preferir investir dinheiro noutro opcional qualquer, fique a saber que o sistema “default” do Clio já tem navegação e integração Bluetooth – e funciona na perfeição

Comecemos exactamente por aí: a dinâmica excepcional. O Clio recorre a uma cremalheira substancialmente mais leve e rápida do que a anterior geração e, apesar de exibir uma artificialidade característica, é fidedigna e progressiva na resposta. Melhor ainda, e talvez interesse mais para o “palco” principal do Clio, a nova direcção torna possível fazer uma boa parte do trânsito urbano com pouco mais que meia volta de volante, tornando-se possível conduzir de forma exemplarmente fluída e sempre com as mãos às “nove horas e um quarto”. Falta alguma progressividade ao pedal de travão, é certo (o ataque inicial está muito “à flor” do pedal), mas o conjunto caixa-embraiagem e acelerador têm uma acção natural e progressiva, a caixa ligeiramente arcaica na resistência à passagem de caixa, mas com um tacto mecânico e à prova de “prego”. O modo “Eco”, acessível através de um botão à frente do travão de mão, funciona como uma espécie de placebo ao limitar a resposta do acelerador e ao castrar o funcionamento do ar condicionado, tornando ainda mais “frágil” o processo de ponto de embraiagem – o motor 0.9 tCe tem uma ligeira curva de aprendizagem que tem de ser ultrapassada até se conseguir conduzir de uma forma normal em cidade. A diferença, em termos de consumos é nula, especialmente se, tal como no modo “Eco”, desligar o ar condicionado…

Renault Clio 0.9 tCE Luxe

O botão Eco esconde-se entre a caixa de velocidades e o travão de mão, assim como o botão que activa o limitador de velocidade ou cruise control. Estes últimos dois sistemas são, depois, regulados através dos comandos no volante

Fora da cidade, os mesmos predicados: a mesma direcção que tão bem funciona em ambiente urbano, quando em velocidades de auto-estrada, exibe uma inserção em curva feita de forma praticamente telepática; inserção essa que também deve algum crédito ao trabalho de amortecimento que, em poucas palavras, é muito bom, apenas rivalizado pelo do VW Polo que oferece um acerto ligeiramente mais confortável. O rolamento de carroçaria do Clio é extremamente contido, a resistência à subviragem é elevada, e, apesar do ESP indesligável, o Clio oferece bons momentos de condução e uma traseira com algum grau de ajuste.

O motor 0.9 tCe de 90 cv tem start/stop e apresenta um nível de emissões de CO2 abaixo das 100 g/km. É um motor que gosta de rodar (a potência máxima surge às 5250 rpm) e está acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades, mas… é inacreditavelmente lento para a potência que tem. Os mais de 13 segundos que compõe o processo de arranque 0-100 km/h parecem uma eternidade, e as recuperação 80-120 km/h, então, parecem afundar-nos num buraco espaço-temporal. Salva-o uma média de consumo de 5,5 l/100 km que, para um motor a gasolina, é um valor bastante aceitável.

Face à versão de equipamento Dynamique S, a Luxe oferece um visual com pormenores em preto no interior e no exterior, retrovisores com rebatimento eléctrico, ar condicionado automático (o da Dynamique S é manual), volante em couro, jantes de 16″ e a possibilidade de se adquirir o sistema R-Link por mais €590, (tem informação de trânsito em tempo real e um sem-número de aplicações). Tudo somado, ultrapassa, por muito, o custo de 1200 euros a que o upgrade obriga. E como aquilo que acrescenta tem toda a validade, das escolhas estéticas, passando pelo volante em couro (muito superior) e terminando no ar condicionado automático, não há dúvida de que a Luxe, apesar de dispendiosa, é a versão de equipamento a escolher quando se compra um Clio. Resta saber que tipo de campanhas fará agora a marca para combater o preço ultra-competitivo do Opel Corsa 1.0 Turbo 115 cv Cosmo que, pelo mesmo preço, oferece um motor incomensuravelmente superior e equipamento em barda…

Dados Técnicos e Equipamento

Dados Técnicos

Motor
Tipo3 cil. linha, transv., diant.
Cilindrada (cc)898
Diâmetro x curso (mm)72,2×73,1
Taxa de compressão9,5:1
Distribuição2 v.e.c./12 válvulas
Potência máxima (cv/rpm)90/5250
Binário máximo (Nm/rpm)135/2500
Alimentaçãoinjecção directa
Sobrealimentaçãoturbocompressor
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm)4062/1732/1448
Distância entre eixos (mm)2589
Largura de vias fte/trás (mm)1506/1506
Jantes – pneus6×16″ – 195/55 (Michelin Energy Saver)
Pesos e capacidades
Peso (kg)1084
Relação peso/potência (kg/cv)11,7
Capacidade da mala/depósito (l)300/45
Transmissão
TracçãoDianteira
Caixa de velocidadesManual de 5+m.a.
Direcção
TipoCremalheira com assistência eléctrica variável
Diâmetro de viragem (m)10,6
Travões
Dianteiros (ø mm)Discos ventilados (258)
Traseiros (ø mm)Tambores (203)
Suspensões
DianteiraMcPherson
TraseiraBarra de torção
Barra estabilizadora frente/trásnão/sim
Garantias
Garantia geral5 anos/150 000 km (2 primeiros anos sem limite de km)
Garantia de pintura3 anos
Garantia anti-corrosão12 anos
Intervalos entre manutenções30 000 km/2 anos

Equipamento de série

Airbags dianteiros
Airbags laterais dianteiros
Sistema de assistência ao arranque em subida
Controlo de tracção e controlo de estabilidade
Cruise-control
Fixações Isofix nos bancos traseiros e no banco do passageiro dianteiro
Pára-choques dianteiro e traseiro na cor da carroçaria
Jantes de alumínio 16″ Passion
Kit antifuro
Barras de tejadilho em cromado acetinado
Bancos em tecido acolchoado carbono escuro e inserções em tecido cinza com serigrafia
Acabamentos em preto brilhante no volante, ventiladores, selector da caixa de velocidades,
e frisos interiores das portas dianteiras
Acesso sem chave
Direcção assistida eléctrica e variável
Volante em couro regulável em altura e profundidade
Indicador de mudança de velocidade
Faróis de nevoeiro
Sensores de luz e chuva
Luzes diurnas LED
Faróis de halogéneo
Retrovisores exteriores eléctricos + aquecidos + sonda de temperatura + rebatíveis electricamente
Ar condicionado automático com filtro de habitáculo
Sistema Media Nav + ecrã 7″ táctil + navegação + Bluetooth + entradas USB e Aux
Sistema de trancamento automático das portas em movimento
Tomada 12 V

Extras da unidade testada

Sistema R-Link + tablet multimédia com ligação Internet + ecrã táctil 7″+ comandos por voz + navegação TomTom + streaming de áudio + Bluetooth + entradas USB e Aux + processador de som Auditorium «3D» by Arkamys (€590)
Sensores de estacionamento traseiros (€120)
Pneu suplente (€70)
Jantes 16″ em cor preta (€90)
Pintura metalizada (€400)


Pedro Mosca

 
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4 Comentários


  1.  
    rm

    boas

    não acho o motor lento nem sinto falta de potencia e ando em serra com ele, acho que quem critica esse ponto é um adolescente que quer é espremer a maquina, supera um 1.4 atmosférico em tudo. quem quer potencia suba de segmento e de valores €€. É excelente a condução em cidade e mais que suficiente em estrada, os consumos andam nos 4.7 em estrada e 5.8 (50 % montanha + 40 % estrada +10 % cidade)




    • Profile photo of Pedro Mosca
       

      Caro rm,

      Antes de mais, muito obrigado pelo feedback. É-nos importante que os leitores exprimam as suas opiniões, ainda para mais quando tem a oportunidade de conduzir o automóvel em questão no seu dia-a-dia. Quando é referido no texto que o motor é lento, não se trata de uma avaliação subjectiva, mas sim objectiva e assente em análise científica. O motor 0.9 tCe 90 cv é um motor lento porque, efectivamente, assim o é face aos rivais do segmento – leia-se, o 1.0 Ecoboost da Ford (seja na variante de 100 ou 125 cv), ou o 1.0 Turbo 115 cv da Opel: todos têm três cilindros, todos são sobrealimentados e as cilindradas são muito semelhantes. Na próxima edição digital da Absolute Motors, nas bancas “digitais” na próxima quarta-feira, poderá ficar a saber um pouco mais sobre este assunto, se assim o desejar.

      Cumprimentos!




  2.  
    Joaquim Santana
    9.0

    Boas
    Tenho um TCe 0.9 desde Setembro de 2013,já vai com 80 mil kms,zero problemas!
    Penso também que depois de nos habituarmos a cx. velocidades, a condução fica muito agradável ,e o motor sempre com uma boa resposta (para um 0.9 turbo)
    estou mesmo muito contente !
    de lamentar os discos de travão não terem feito sequer 40 mil kms,e depois de muito “bate boca” com a a renault,terem dito que era da minha condução,como se eu nunca tivesse conduzidos varios renauts entre outros,feito milhares de kms,e nunca me ter acontecido tal coisa!!!
    de resto nada a apontar! consumos na casa dos 5,7 lt.
    abraços




  3.  
    Joao
    6.0

    Comprei um há dois meses novo ainda não fiz 3mil km nele tb não o acho lento pois se tivermos a comparar com o fiesta de 100 ou 125 cv ou com o corsa 115cv pode ser o mesmo segmento mas sejamos realistas o Clio dos 3 é mais carro. Possivelmente tb será mais pesado e… estamos a falar em potências superiores 100,115 e 125cv estranho seria se o tce fosse tão rápido como esses. Se estivéssemos a falar que a renault deveria ter lançado um motor no mínimo de 100 ou 110 cv para estar mais ao nível de performance da concorrência aí sim concordo. Quanto às médias …. bom 90% cidade ainda não baixou dos 6.3 em que se abusar um pouco mais anda nos 7litros.





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