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Ford Fiesta ST

Artigo
Ford Fiesta ST

Visão geral
Marca:

Ford

Modelo:

Fiesta

Versão:

ST

Ano lançamento:

2018

Segmento:

Pequenos desportivos

Nº Portas:

3

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

200/6000

Vel. máx. (km/h):

232

0-100 km/h (s):

6,5

Consumos (l/100 km):

5,1/6,0/7,6 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

136

PVP (€):

29 153/32 126 (Unidade testada)

Gostámos

Eficácia dinâmica, Motor e prestações, Prazer de condução, Relação preço/emoções ao volante, Autoblocante mecânico

A rever

Alinhamento pedaleira, Decoração interior demasiado sóbria

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Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
10
Conforto
7.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Se o objectivo é usufruir de um pequeno desportivo em que a eficácia e o prazer de condução estão acima de tudo o resto, então, o novo Ford Fiesta ST é a opção! Sem abdicar de outros atributos, o facto é que, aqui, tudo está focado na performance e na excelência do comportamento, de uma forma que nenhum seu rival consegue igualar

7.9
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Pelo seu historial, a versão mais aguerrida do utilitário da Ford tende a ser mais do que apenas mais um pequeno desportivo. Pelo seu potencial, o novo Fiesta ST, protagonista deste ensaio, corrobora-o na plenitude, e será mesmo o modelo a ter em conta no segmento no presente momento, pelo menos para um muito específico tipo de cliente, que coloca a eficácia dinâmica e o prazer ao volante acima de qualquer outro atributo.

Ainda que, visualmente, e sem desagradar, longe disso, o Fiesta ST esteja longe de surpreender. Mesmo na sua configuração de três portas, por definição mais agressiva do que a de cinco portas, o que sobressai são as linhas cativantes de todos os Fiesta, aqui sublinhadas pelos habituais alargamentos e apêndices aerodinâmicos (com destaque para o deflector instalado no topo do óculo posterior), pela dupla ponteira de escape, pelas atraentes jantes de 18” e pelos logótipos ST, aplicados na grelha frontal de malha exclusiva e no portão traseiro.

Sem dispensar os habituais elementos exteriores que definem um desportivo, o novo Ford Fiesta ST acaba por ser um automóvel relativamente discreto para a classe

Sem dispensar os habituais elementos exteriores que definem um desportivo, o novo Ford Fiesta ST acaba por ser um automóvel relativamente discreto para a classe

Quem valorize sobremaneira um habitáculo extremamente personalizado também não terá no Fiesta ST a opção mais convincente, já que os principais elementos diferenciadores são de carácter iminentemente prático, e não chegam para contrariar o ambiente interior algo discreto – demasiado, até, para os mais exigentes nesta matéria. É o caso do soberbo volante, com uma magnífica pega e logótipo ST colocado junto à sua secção inferior plana, e das excelentes baquets Recaro revestidas a pele e Alcantara, com um encaixe primoroso e as únicas no segmento dotadas de aquecimento.

Dois atributos que, todavia, são essenciais para desfrutar do modelo naquela que é a sua principal vocação, contribuindo de forma indelével para um posto de condução deveras correcto e envolvente. Neste particular, apenas se lamenta o classicismo de uma instrumentação pouco desportiva, ainda que completa e muito legível, e, principalmente, o alinhamento perfectível do travão e do acelerador, que não é o mais efectivo para facilitar a manobra ponta-tacão – o que também podia ser obviado mediante a adopção de um pedal da direita mais largo.

As baquets Recaro, revestidas a pele e Alcantara, e aquecidas, são um dos principais atributos interiores, oferecendo um encaixe precioso, por demais útil em condução desportiva

As baquets Recaro, revestidas a pele e Alcantara, e aquecidas, são um dos principais atributos interiores, oferecendo um encaixe precioso, por demais útil em condução desportiva

De resto, o mais desportivo dos Fiesta mantém os interessantes atributos do modelo enquanto utilitário, e que ajudam a fazer desta uma das mais populares propostas da sua classe a nível europeu. Seja a apreciável habitabilidade, à frente como atrás (ainda que, aqui, subsista uma sensação de uma certa exiguidade imposta pelos elevados flancos, consequência da carroçaria três portas), seja a qualidade de construção de bom nível, seja o equipamento de série generoso, em que se destacam o sistema de infoentretenimento Sync3 completo e fácil de operar, e a elevada qualidade sonora do sistema de som Bang&Olufsen.

Neste ponto, os mais atentos não deixaram de dedicar atenção especial ao Fiesta ST, e de notar a forma orgulhosa como este exibe, recordando, que o seu desenvolvimento esteve a cargo da célebre Ford Performance, a reputada divisão desportiva da marca da oval azul. Patente nas embaladeiras e na tampa do motor, e sinal inequívoco de que o melhor, está, efectivamente, para vir.

Começando por este último: sob o capot está o três cilindros turbocomprimido da família EcoBoost, com 1,5 litros de capacidade e um respeitável rendimento: nada menos do que 200 cv de potência, e um binário máximo 290 Nm, disponível de forma constante entre as 1600-4000 rpm. Uma unidade que convence em todas as situações de utilização, pela forma rápida como sobe de regime, pelo seu invejável “pulmão” até às 6500 rpm a que está definida a red line.

As origens do Fiesta ST são orgulhosamente evocadas pela Ford nas solieras das portas e na tampa do motor. Prenúncio de muitos momentos de verdadeiro prazer ao volante

As origens do Fiesta ST são orgulhosamente evocadas pela Ford nas solieras das portas e na tampa do motor. Prenúncio de muitos momentos de verdadeiro prazer ao volante

Trunfos que lhe permitem ajustar-se, com igual facilidade, tanto a uma utilização pacata em cidade, ou em viagem, sem exigir excessivo recurso à caixa de velocidades (por sinal, bastante rápida, precisa e suave, e muito bem escalonada), como a ritmos mais intensos em traçados sinuosos, ou deslocações mais céleres em auto-estrada. Havendo a isto que juntar uma sonoridade deveras estimulante, sobretudo quando seleccionado o modo de condução mais dinâmico.

Como se adivinharia, as prestações são de nível superior, como o provam a velocidade máxima superior a 230 km/h, os 0-100 km/h cumpridos em pouco mais de 7,0 segundos e as céleres recuperações asseguradas por uma robusta resposta do propulsor logo desde as 1500 rpm. Os consumos, por seu turno, são bastante aceitáveis, podendo, até, ser considerados comedidos, a velocidades estabilizadas e a ritmos moderados, mormente quando cumpridos os limites de velocidades a que a lei portuguesa obriga – não sendo aqui, de todo, alheio o sistema de desactivação cilindros, que desliga o terceiro cilindro sempre que a necessidade de binário é inferior a 95 Nm.

Em termos práticos, e no dia-a-dia, sem preocupações de maior com o pedal da direita, a média tenderá a rondar os 10,0 l/km; a ritmos mais impositivos, é de contar com valores na casa dos 13,0 l/km; tirando pleno partido da motorização, não é difícil aflorar os 15,0 l/km. Por outras palavras, tudo valores que não espantarão, tendo em conta a vocação, e as capacidades, do automóvel em questão.

O châssis do Fiesta ST, pela sua soberba afinação, não deixará de encantar os verdadeiros amantes da condução desportiva. O patamar de excelência é alcançado quando instalado o opcional diferencial dianteiro autloblocante

O châssis do Fiesta ST, pela sua soberba afinação, não deixará de encantar os verdadeiros amantes da condução desportiva. O patamar de excelência é alcançado quando instalado o opcional diferencial dianteiro autloblocante

Seja como for, é quando utilizado perto dos limites que o Fiesta ST mostra o melhor de si, pelo que os verdadeiros apreciadores deste tipo de proposta, tenderão a seleccionar, entre os modos de condução disponíveis (Normal, Desporto e Pista de Corridas), os dois últimos, assim dando início à verdadeira diversão. Já o controlo de estabilidade permite optar entre os modos normal, desportivo e totalmente desligado, cabendo a cada qual decidir em função dos objectivos, das condições do piso e das suas próprias capacidades…

Inquestionável é que o châssis do Fiesta ST é simplesmente fantástico, por via da sua frente com imensa motricidade (o sistema de vectorização binário e os excelentes pneus Michelin Pilot Super Sport são, neste capítulo, dois trunfos preciosos!), e muito acutilante e fiel, e de uma direcção muito rápida e precisa, a que se junta uma traseira ágil, sobretudo quando se conduz com o ESP desligado. Aqui, é especialmente notória a tendência sobreviradora, invulgar num tracção dianteira, mesmo de vocação desportiva, e mais ainda neste segmento, com o eixo posterior a soltar-se com a mesma facilidade que se controla com o devido doseamento de acelerador e volante.

Quem pretender levar a condução desportiva para outro patamar, não pode deixar de mandar instalar no seu Fiesta ST o autoblocante mecânico Quaife presente na unidade testada, pelo acréscimo de motricidade que garante nas solicitações exigentes, praticamente eliminando a subviragem, mesmo nas situações mais extremas. Nesta configuração, o gozo proporcionado pelo Fiesta ST em traçados sinuosos não tem igual, fazendo lembrar os pequenos desportivos “à antiga2, no que de mais meritório a expressão encerra, oferecendo uma agilidade verdadeiramente ímpar, e um prazer a condizer a quem ocupa o lugar mais apetecido a bordo.

Atitude em curva exemplar, direcção soberba, travagem competente: pelo dinheiro que custa, o Fiesta ST não tem, actualmente, rival quando a eficácia dinâmica for o critério de decisão

Atitude em curva exemplar, direcção soberba, travagem competente: pelo dinheiro que custa, o Fiesta ST não tem, actualmente, rival quando a eficácia dinâmica for o critério de decisão

Referência, ainda, para a travagem potente, progressiva e resistente à fadiga, e para um nível de conforto que, mesmo em piso degradado, não deixa de ser mais do que aceitável para um automóvel com a postura do Fiesta ST. A melhorar, porventura, apenas a relativa facilidade com que a suspensão atinge o limite do seu curso, e de forma brusca, patente na sonoridade e na viração resultantes do contacto com o batente, nos ressaltos mais acentuados e nas acelerações mais intempestivas, nomeadamente à saída das curvas ainda com as rodas viradas.

Não obstante, e tudo somado, o novo Fiesta ST, pelo lote de méritos elencado, já seria uma das mais apetecíveis propostas de um segmento tão particular quanto exigente. Mas as coisas assumem contornos ainda mais vincados quando se leva em linha de conta o seu posicionamento comercial: tendo em conta o preço a que é proposto entre nós, aliado a um equipamento de série generoso, que nem sequer deixa de fora nada do essencial em termos de conforto e segurança, a verdade é que não há nada, actualmente, no mercado que ofereça tanta eficácia e tanto prazer pelo mesmo dinheiro.

Contas feitas, graças ao desconto directo de €2410 euros atribuído pela Ford nesta fase de lançamento, a que é possível somar o apoio adicional à retoma de €1200, pode adquirir-se um Fiesta ST de três portas por uns muito competitivos €25 543. Sendo que a tudo isto se adiciona a oferta de €800 extras à escolha do cliente: ponto em que, não é demais voltar a sublinhá-lo, se recomenda vivamente adicionar a esta verba €115 euros, para não dispensar, de todo, o Pack Driver, que inclui, entre outros “mimos”, o precioso autoblocante mecânico que muito ajuda a fazer do Fiesta ST um pequeno desportivo de eleição.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal
Sistema de auxílio à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranque em subida
Ar condicionado
Computador de bordo
Cruise control+limitador de velocidade
Bancos dianteiros desportivos Recaro em pele, com regulação do apoio lombar+aquecidos
Banco do condutor regulável em altura
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante desportivo em pele multifunções regulável em altura+profundidade
Direcção com assistência eléctrica variável
Rádio com leitor de CD/mp3+ecrã táctil 6,5"+6 altifalantes+ tomada USB
Sistema de som B&O
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Vidros dianteiros eléctricos
Retrovisores exteriores eléctricos/aquecidos
Acesso+arranque sem chave
Sensores de estacionamento traseiros
Sensor de luz+chuva
Faróis de nevoeiro com função de curva
Assistente de máximos
Jantes de liga leve de 18"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Suspensão desportiva
Pedaleira em alumínio

Pintura "Performance Blue" (€432)
Protecção das portas (€127)
Alarme (€152)
Faróis integralmente por LED (€661)
Pack Performance (€991 – inclui:sensor de chuva+ retrovisor interior electrocromático)
Pack Driver (€915 – inclui: diferencial dianteiro autoblocante; função Launch-control; indicadores luminosos de performance)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
2Comentários
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  • Manuel Pereira
    10/05/2019 at 1:27

    Boa noite,
    Onde fez o ensaio?
    Qual foi a média final de consumo do ensaio?
    O que achou do carro?
    É um carro apto para carro do dia-a-dia?
    Cumprimentos,

    • 10/05/2019 at 11:29

      Caro Manuel Pereira,
      o ensaio foi realizado tanto no perímetro urbano da chamada “Grande Lisboa” (no centro da cidade como nas suas imediações), como em várias estradas e auto-estradas da região sul, incluindo, naturalmente, aqueles troços preferidos e que melhor conhecemos, especialmente importantes para avaliar a eficácia do comportamento dinâmico.

      A média final do teste ficou próxima dos 11,0 l/100 km, mas importa aqui esclarecer que é um dado que não pode ser extrapolado para uma utilização convencional, já que o período em que o veículo esteve à disposição da Absolute Motors para ser testado obrigou a que, em parte significativa do mesmo, tivesse sido sujeito a ritmos muito intensos (logo, de elevado consumo), situação que dificilmente será replicada (pelo menos, por sistema) por um utilizador comum no seu quotidiano.

      Os meus considerandos sobre o veículo considero ficaram bem expressos no respectivo teste. Quanto ao poder ser um automóvel para o dia-a-dia, a resposta, muito directamente, é sim, se o potencial comprador for apreciador de um elevado potencial desportivo: a meu ver, algumas características que apresenta (mormente a firmeza da suspensão) não são suficientes para condicionar uma utilização quotidiana, e são plenamente compensadas pelo prazer que oferece.

      Um abraço,
      ASP

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