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Hyundai Ioniq 5 Vanguard + Plug&Power

Artigo
Hyundai Ioniq 5 Vanguard + Plug&Power

Visão geral
Marca:

Hyundai

Modelo:

Inoiq 5

Versão:

Vanguard + Plug&Power

Ano lançamento:

2021

Segmento:

Fsamiliares médios

Nº Portas:

5

Tracção:

Traseira

Motor:

Eléctrico

Pot. máx. (cv/rpm):

217/n.d.

Vel. máx. (km/h):

185

0-100 km/h (s):

7,4

Autonomia eléctrica (km):

481 (Combinada WLTP)

PVP (€):

50 971/51 490 (unidade testada)

Gostámos

Opções de carregamento, Sofisticação tecnológica, Habitabilidade, Qualidade geral, Equipamento, Desempenho dinâmico, Facilidade e agrade de condução, Imagem exterior e interior

A rever

Preço, Direcção pouco informativa, Sensibilidade ao piso mais degradado, Manípulos de abertura das portas pouco funcionais

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Qualidade geral
8.0
Interior
9.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
8.0
Equipamento
9.0
Garantias
8.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Esteticamente atraente, tecnologicamente dotado. No Ioniq 5 Vanguard Plug&Power é notória a particular atenção dada pela Hyundai aos principais factores capazes de fazer do primeiro membro da sua nova família de automóveis 100% eléctricos da nova geração uma referência do mercado. É, em definitivo, uma das propostas mais interessantes e convincentes do momento na sua classe, primando pela sofisticação mas, também, pelo carácter prática, comprovado pelas prestações de bom nível e por uma muito apreciável autonomia. O preço está de acordo com o seu inevejável leque de atributos…

8.1
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O ensaio completo ao novo Ioniq 5 Vanguard + Plug&Power confirma ser justificada toda a expectativa criada, desde que este foi anunciado, em torno do primeiro membro da nova família de modelos 100% eléctricos da submarca da Hyundai. Uma proposta que acaba por comprovar a legitimidade das ambições do construtor sul-coreano em tornar-se uma referência, no domínio da mobilidade eléctrica, não só em termos de vendas, mas também de tecnologia.

Disponível em Portugal apenas na versão com motor traseiro de 217 cv, tracção traseira, bateria com 77,4 kWh de capacidade total e nível de equipamento de topo Vanguard (para o qual só existem três opções: pintura metalizada, solução de alimentação eléctrica para dispositivos externos V2L, e tecto solar), o Ioniq 5 mostra bem ao que vem logo num primeiro olhar. A aposta num certo vanguardismo está patente, por exemplo, nos manípulos de abertura das portas retrácteis (infelizmente, não são ao mais funcionais, pese embora o sistema de acesso e arranque sem chave seja de série) e, principalmente, na originalidade das formas e na deliciosa complexidade dos grupos ópticos dianteiros e traseiros, naturalmente por LED, e com diversas animações consoante a função desempenhada.

Ao mesmo tempo, as linhas da carroçaria, em teoria inspiradas nas do Pony de 1974 (o que não será particularmente evidentes para a maioria…), cativam pela sua simplicidade e originalidade, conferindo ao Ioniq 5 uma aparência exterior que não tem qualquer similaridade com nenhum dos modelos que compõem a actual oferta da Hyundai, o que, por seu turno, é o garante de uma imagem e de uma personalidade muito próprias. Assente na nova plataforma E-GMP (saiba mais aqui), especialmente criada para esta nova gama, o modelo fica indelevelmente marcado também pelas curtas projecções exteriores, por uma enorme distância entre eixos de 3,0 metros (para um comprimento total de 4635 mm) e pelas rodas de 19”.

Simples, mas não simplistas, as linhas exteriores conferem ao Ioniq 5 uma aparência moderna, sofistica e evoluída, com laivos de algum futurismo, decisiva para um forte apelo estético. Ao vivo, o modelo é bem maior do que aparenta ser em fotografia

Simples, mas não simplistas, as linhas exteriores conferem ao Ioniq 5 uma aparência moderna, sofistica e evoluída, com laivos de algum futurismo, decisiva para um forte apelo estético. Ao vivo, o modelo é bem maior do que aparenta ser em fotografia

Aliás, um dos atributos das formas exteriores é mesmo conferirem ao Ioniq 5 uma elegância e uma fluidez estilísticas que disfarçam com grande eficácia um porte bem mais generoso do que parece à primeira vista. As suas dimensões são muito idênticas às do Santa Fe (face ao qual é ligeiramente mais curto, mas, também, mais largo), mas tal só se torna verdadeiramente evidente quando colocado o veículo lado a lado com outros modelos que sirvam de referencial a quem o observa.

Como é obvio, estas são características que têm incontornável influência em termos de habitabilidade. Isto porque o espaço interior é extremamente amplo, sobretudo o disponibilizado para as pernas dos passageiros traseiros, cujo banco oferece, além do mais, aquecimento e regulação, tanto da inclinação das costas como longitudinal do assento, neste caso de 135 mm. Uma solução que permite ajustar a habitabilidade traseira e a capacidade da mala às necessidades do momento, algo muito bem-vindo também porque o volume da bagageira não é tão referencial quanto isso (varia entre 527-1587 litros, a que há que somar os 57 litros oferecidos pelo compartimento existente sob o capot dianteiro), e o plano de carga é algo elevado – menos mal que portão traseiro é eléctrico, e a chapeleira pode ser colocada em duas posições, para que tudo fique sempre longe dos olhares dos amigos do alheio, independentemente da posição adoptada o para banco posterior.

Como o banco traseiro oferece regulação da inclinação das costas, e longitudinal do assento, a (muito generosa) habitabilidade traseira e a capacidade da mala podem ser ajustadas às necessidades do momento

Como o banco traseiro oferece regulação da inclinação das costas, e longitudinal do assento, a (muito generosa) habitabilidade traseira e a capacidade da mala podem ser ajustadas às necessidades do momento

Na frente, nada a dizer. Os bancos deveras cómodos, e com um apreciável apoio lateral, são quase poltronas; contribuindo, ainda, para a ampla liberdade movimentos a ausência de túnel transmissão e de alavanca de comando da transmissão, e, sobretudo, a consola central deslizante 140 mm, que permite circular entre bancos da frente sem ter que sair-se do veículo. De referir, igualmente, que todos os bancos estão colocados em posição elevada, também porque sob o piso está instalada a bateria, garantindo aos respectivos ocupantes uma boa visibilidade para o exterior, e uma indesmentível facilidade em entrar e sair do habitáculo.

Mas há mais para enaltecer no interior do Ioniq 5. Como a decoração minimalista, muito sóbria e distinta, assente numa combinação cromática que conjuga o preto com tons suaves de cinzento e creme, do que resulta um acolhedor ambiente interior. Por seu turno, a qualidade de construção, em termos de montagem e acabamentos, está ao nível do habitual na Hyundai, mas sendo aqui conjugada com materiais melhores, mais nobres e refinados, do que os normalmente utilizados nos modelos da marca, mesmo os reciclados, estes aplicados em elementos como os revestimentos das portas, o tablier, os bancos e os tapetes.

O posto de condução não é menos convincente. Dominador, sem ser excessivamente elevado, ao estilo SUV/crossover, beneficia de um volante multifunções, com botões sensíveis ao toque, e senhor de dimensões correctas e de uma boa pega; de uma evoluída ergonomia; e da quase inexistência de comandos físicos, que não os de controlo da climatização e os instalados no volante e coluna de direcção.

Para tal é decisivo o contributo prestado pelos dois ecrãs de 12,3” colocados lado a lado, o da esquerda servindo de painel de instrumentos totalmente digital, o da direita para comando do sofisticado, muito completo e bastante intuitivo sistema de infoentretenimento. Ambos repletos de funções e informações, e com algumas possibilidades de personalização, são complementados pelo head-up display com realidade aumentada, que projecta diversão informações no pára-brisas, defronte do condutor, numa diagonal com nada menos do que 44”.

No habitáculo, qualidade de materiais nitidamente superior ao habitual nos modelos da Hyundai, ampla liberdade de movimentos, equipamento de série extremamente completo e dotação tecnológica de referência

No habitáculo, qualidade de materiais nitidamente superior ao habitual nos modelos da Hyundai, ampla liberdade de movimentos, equipamento de série extremamente completo e dotação tecnológica de referência

Tanto ou mais importante que outros atributos, e como é expectável num automóvel de propulsão eléctrica, interessa no Ioniq 5 Vanguard + Plug&Power a sua dotação mecânica, e respectivo desempenho. A animar o veículo está um motor montado no eixo traseiro, com 217 cv e 350 Nm, alimentado por uma bateria com 77,4 kWh (capacidade útil de 72,6 kWh). A qual pode ser recarregada através do carregador de bordo trifásico de 10,5 kW (carregamento completo em 10h30m numa Wallbox a 11 kW), ou em postos de carregamento rápido, seja a 50 kW e 400 V (80% da carga em 56 minutos), ou a 350 kW e 800 V (80% da carga em 17 minutos, ou seja, 100 km de autonomia em cera de 5 minutos). A função Plug&Power significa que esta versão do Ioniq 5 está para a alimentar dispositivos eléctricos externos, até 3,6 kW, através da tomada de carregamento exterior da bateria, ou da existente sob o banco traseiro.

Passando ao consumo energético, e numa condução descontraída, sem preocupações de maior com o pedal da direita, a média ronda os 23 kWh/100 km, o que significa que uma carga completa dará para percorrer, sem grande ansiedade, cerca de 300 km – ou quase 400 km numa utilização predominante citadina. Em estrada, não superando os limites de velocidade impostos pela lei portuguesa, a autonomia rondará já os 450 km, descendo para um pouco menos de 300 km em auto-estrada, mais uma vez respeitando os 120 km/h legais. De referir, a este propósito, que o Ioniq 5 consegue ser mais poupado do que um Hyundai Ioniq EV com cerca de metade da potência (136 cv), o que não deixa de ser elogiável.

Garantido que está um convívio fácil e sereno com o modelo, pelo menos no que à sua capacidade de chegar ao destino pretendido diz respeito, importa sublinhar que a condução, nas restantes vertentes de análise, não e menos convincente. O imediatismo e a constância da resposta às solicitações do acelerador, típica dos motores eléctricos, muito por culpa do elevado binário disponibilizado logo desde o arranque, traduz-se em acelerações e reprises de nível superior, e numa notória facilidade em alcançar os 190 km/h no velocímetro, seguramente muito próximos dos 185 km/h anunciados pela marca como velocidade máxima.

Não sendo a referência absoluta em termos de consumo, o Ioniq 5 é mais poupado, por exemplo, do que o Ioniq EV de 136 cv, e a sua bateria oferece uma autonomia que se traduz numa bem-vinda despreocupação quando à possibilidade de chegar-se à maioria dos destinos pretendidos

Não sendo a referência absoluta em termos de consumo, o Ioniq 5 é mais poupado, por exemplo, do que o Ioniq EV de 136 cv, e a sua bateria oferece uma autonomia que se traduz numa bem-vinda despreocupação quando à possibilidade de chegar-se à maioria dos destinos pretendidos

Muito fácil e agradável de utilizar, o Ioniq 5 conta, igualmente, com diversas soluções que permitem ao utilizador interagir com o automóvel, e ajustar o respectivo desempenho, às necessidades e pretensões do momento. Desde logo o selector de modos de condução, que oferece as opções Eco, Normal e Sport, com diferenças notórias entre si, a que se junta o mais específico modo Snow, para efrentar pisos com neve ou gelo, ou especialmente escorregadios. Não menos relevantes, as patilhas no volante: permitem gerir os cinco níveis de regeneração de energia em desaceleração disponíveis, desde o menos interventivo ao mais extremo, denominado i-Pedal, e que dispensa o recurso ao travão em boa parte da condução em cidade, e o seu bom uso sem dúvida concorrerá para um apreciável incremento da autonomia.

No que toca ao desempenho dinâmico, é pautado, acima de tudo, por um bom compromisso entre eficácia e conforto. Ainda assim, a suspensão revela alguma “secura” nas solicitações mais exigentes, algo que não é raro neste género de veículo, em que a taragem dos elementos elásticos tem que ser definida também para lidar com o elevado peso imposto pela bateria (o Ioniq 5 acusa na balança praticamente duas toneladas), daqui resultando que os ressaltos mais acentuados não passem incólumes para quem segue a bordo, sobretudo os passageiros traseiros. Nunca sendo desconfortável, também não é um “tapete rolante”.

Quanto ao comportamento, também não é tão desportivo quanto o de outros eléctricos com níveis de potência equivalentes, indicando que a Hyundai decidiu, aqui, escolher um rumo porventura mais racional e condicente com o perfil típico do potencial cliente do Ioniq 5. Se a frente é rápida e precisa, a traseira estável e os movimentos da carroçaria bem controlados, não deixa de existir algum rolamento, para não condicionar excessivamente o conforto de marcha, o que acaba por fazer com que o peso se faça sentir nas trocas de apoio mais intensas.

Sempre seguro e previsível, e bastante confortável na generalidade das circunstâncias, o Ioniq 5 é, acima de tudo, um automóel extremamente fácil e agradável de conduzir

Sempre seguro e previsível, e bastante confortável na generalidade das circunstâncias, o Ioniq 5 é, acima de tudo, um automóel extremamente fácil e agradável de conduzir

A direcção, se bem que precisa e directa q.b., é sempre um pouco “leve” e pouco informativa, mesmo no modo Sport, e, no caso em apreço, a possibilidade de desligar em duas fases o controlo de estabilidade não se traduz numa maior envolvência ao volante. Como a aceleração é mais intensa, linear e constante do que, propriamente, explosiva, acaba por não ser assim tão fácil quebrar a ligação entre o asfalto e os pneus traseiros, e só forçando o desequilíbrio se consegue usufruir da tracção posterior para dispor de uma (ligeira…) deriva de traseira que, as mais das vezes, nada acrescenta à condução, em termos de eficácia ou emoção.

Mas também não terá sido que com esse objectivo que a Hyundai criou e configurou o Ioniq 5 Vanguard + Plug&Power, antes dedicando particular atenção a todos os factores que fazem desta uma das propostas mais interessantes e convincentes do momento na sua classe, e à qual é difícil apontar verdadeiros defeitos, acabando os seus pontos positivos por não serem mais do que pecadilhos. Extremamente evoluído, prático e apelativo, do que o modelo não se distingue da maioria dos seus rivais é no preço, só ao alcance de não muitas bolsas: na versão ensaiada, custa qualquer coisa como €51 490, embora seja possível beneficiar de uma redução do mesmo de €3000 caso se opte pelo financiamento da marca. Tirando isso, é mesmo um dos melhores eléctricos do momento!

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência
Assistente activo à manutenção na faixa de rodagem
Alerta de fadiga do condutor
Assistente aos arranques em subida
Sistema de monitorização activa do ângulo morto
Assistente àcondução em auto-estrada
Alerta de arranque do veículo da frente
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Banco dianteiros reguláveis electricamente
Bancos dianteiros aquecidos+ventilados
Banco traseiro aquecido+rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções+aquecido
Pedaleira em alumínio
Direcção com assistência eléctrica
Sistema de infoentretenimento com ecrã táctil de 12,3"+sistema de som Bose+entradas 3xUSB/Aux+integração Apple CarPlay/Android Auto
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Painel de instrumentos digital de 12,3"
Head-up display de 44" com realidade aumentada
Carregador por indução para smartphones
Tomadas de carregamento AC/DC
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Iluminação ambiente por LED configurável
Cruise control adaptativo+limitador de velocidade
Acesso+arranque sem chave
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros
Câmara de estacionamento traseira
Portão traseiro eléctrico
Iluminação exterior integralmente por LED
Assistente de máximos
Jantes de liga leve de 19"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Cabo de carregamento ICCB
Cabo de carregamento Tipo 2
Função V2l (carregamento para dispositivos externos baixa tensão/alta tensão)

Pintura metalizada (€519)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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