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Kia Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line

Artigo
Kia Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line

Visão geral
Marca:

Kia

Modelo:

Proceed Shooting Brake

Versão:

1.0 T-GDI GT Line

Ano lançamento:

2019

Segmento:

Familiares compactos

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.0 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

120/6000

Vel. máx. (km/h):

190

0-100 km/h (s):

11,1

Consumos (l/100 km):

4,8/5,4/6,8 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

127

PVP (€):

30 891/32 289 (Unidade testada)

Gostámos

Comportamento eficaz, Agrado de condução, Imagem exterior, Bagageira, Habitabilidade, Garantia

A rever

Prestações modestas, Acesso aos lugares traseiros

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Qualidade geral
8.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
9.0
Garantias
9.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Encómios para a Kia, que teve a saudável de criar uma carrinha diferente num segmento, por norma, dominado por uma certa monotonia. Na versão da acesso Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line, o modelo brilha o que seu motor lhe permite no plano dinâmico, mas beneficiando da competência de todas as suas congéneres nos restantes capítulos, e de uma muito apelativa relação preço/equipamento

8.1
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Perseguindo de modo consistente a sua estratégia de apelar cada vez mais aos consumidores europeus, a Kia decidiu, na mais recente geração do seu familiar compacto, adicionar à respectiva gama uma carrinha com formato de coupé, imagem dinâmica e desempenho a condizer – aqui analisada na forma da Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line, a sua variante mais acessível. Um modelo em que o nome diz quase tudo, e que acaba como que por suceder ao anterior hatchback de três portas, agora descontinuado, inclusive recuperando a respectiva nomenclatura, embora aglutinando-a de modo distinto e acrescentado a elucidativa sigla Shooting Brake. E, para que não restem dúvidas sobre as ambições da casa sul coreana, sublinhe-se que a família Ceed se apresta a acolher, igualmente, um inédito SUV.

A reforçar o carácter mais desportivo e emocional da Proceed Shooting Brake, está, desde logo, o facto de apenas ser disponibilizada com o nível de equipamento GT Line (excepção feita à versão de topo, animada pelo motor 1.6 Turbo de 204 cv, dotada de nível GT específico, e que em breve aqui será, também, avaliada). Ao mesmo tempo, e como é óbvio, este é um modelo em que a estética é um factor determinante: partilhando a secção dianteira, dominadas pelas ópticas integralmente por LED, com o dois volumes e meio de cinco portas, assim como com a carrinha SW, a partir dos pilares dianteiros, toda a carroçaria é específica, solução mais onerosa, mas também o garante de uma maior diferenciação e de uma outra exclusividade.

Neste domínio, é impossível não realçar a linha de tejadilho em acentuada quebra em direcção à secção posterior, onde se funde com o portão traseiro com deflector integrado e formato, também ele, muito próprio; ou as lâminas aplicadas nas terceiras janelas laterais. O resultado final é francamente convincente, poucos são os que se cruzam com o modelo que não lhe dispensam, pelo menos, um segundo olhar mais atento, não faltam os que têm dificuldade em crer tratar-se de um Kia, e há mesmo quem encontre alguns pontos de contacto com o Porsche Panamera Sport Turismo. Analogias à parte, indubitável é que a marca teve o mérito de arriscar com um modelo arrojado e origina que, no mínimo, não deixará de reforçar a sua imagem.

A secção traseira é, naturalmente, a mais marcante na Proceed Shooting Brake, conferindo à carrinha compacta da Kia uma aparência distinta, arrojada e dinâmica

A secção traseira é, naturalmente, a mais marcante na Proceed Shooting Brake, conferindo à carrinha compacta da Kia uma aparência distinta, arrojada e dinâmica

Mas os objectivos da Kia não se ficam por aqui: as suas pretensões comerciais também são assumidas, pelo que à emoção visual (e sensitiva, como mais adiante se poderá confirmar) havia que aliar uma vertente prática condicente com a vocação familiar da Proceed Shooting Brake. Tal foi conseguido, em parte, pela colocação mais baixa do banco traseiro, para que a habitabilidade pelo mesmo oferecida não fosse dramaticamente inferior ao das versões hatchback e SW. Missão cumprida, até porque o espaço para pernas é generoso, embora à custa de um acesso um pouco mais tortuoso, e de uma posição menos natural de quem aqui se senta, que acaba por condicionar o correspondente conforto.

Não espantará, de igual modo, que a capacidade da mala seja menos generosa do que a da Kia SW, só que o diferencial entre ambas acaba por ser nem mais contido do que o expectável num automóvel que aposta tão forte na imagem, não excedendo os 31 litros com os cinco lugares montados.  Ou seja: com 594 litros de volume, ampliáveis até um máximo de 1545 litros, chegará e sobrará para satisfazer as exigências da esmagadora maioria dos seus utilizadores, memso que o formato do portão traseiro e do tejadilho exigem algum “contorcionismo” quando se trará de colocar na bagageira objectos mais volumosos e/ou de formato mais irregular.

Não obstante o design mais ousado, a Kia Proceed Shooting Brake continua a cumprir satisfatoriamente a sua vocação familiar, como o prova a bagageira, que não perdeu mais do que 31 litros de capacidade face à mais tradicional carrinha Ceed SW

Não obstante o design mais ousado, a Kia Proceed Shooting Brake continua a cumprir satisfatoriamente a sua vocação familiar, como o prova a bagageira, que não perdeu mais do que 31 litros de capacidade face à mais tradicional carrinha Ceed SW

De resto o habitáculo é bastante semelhante ao que se pode encontrar nas restantes versões da gama Ceed, embora com a vantagem de exibir a desportividade, a sofisticação e o requinte assegurados pelo nível GT Line. Trunfos patentes, entre outros, no muito completo nível de equipamento de série; nos bancos desportivos, com apreciável apoio e revestidos a pele e Alcantara; na pedaleira em alumínio; ou no revestimento em pele da secção superior do tablier, que oculta parcialmente da vista o recurso a plásticos, maioritariamente, duros, e condiz bem com uma qualidade de construção, montagem e acabamentos que muito contribui para a ausência de ruídos parasitas.

Visualmente atraente, familiarmente capaz, é tempo de passar à acção e perceber como se comporta a Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line. Nota primeira para o posto de condução, correcto, mas mais elevado do que o ideal, para mais tendo em conta a postura tão dinâmica (em termos de estilo como de comportamento) desta carrinha. Já a reduzida visiblidade traseira é mais feitio do que defeito, porque óbvia e assumida consequência das cedências feitas ao design.

O ambiente a bordo é muito bom, com o nível de equipamento GT Line, único disponível na Proceeed Shooting Brake, a prestar aqui um inestimável contributo em termos de requinte e desportividade

O ambiente a bordo é muito bom, com o nível de equipamento GT Line, único disponível na Proceeed Shooting Brake, a prestar aqui um inestimável contributo em termos de requinte e desportividade

Tecnicamente, virá a propósito esclarecer que a Proceed Shooting Brake é, na sua essência, um Hyundai i30 Fastback com uma roupagem distinta, e que, nas respectivas derivações animadas por este motor de três cilindros, com 120 cv e 170 Nm, prestações e consumos são muito semelhantes em ambos. Significando isto que se trata de uma unidade motriz que se esmera para mover o veículo com a celeridade possível, mas que, obviamente, apresenta naturais limitações para conseguir fazê-lo com um à vontade condicente quer com a aparência exterior, quer com a qualidade do châssis.

Estas limitações são tanto mais evidentes quanto maior for a carga e/ou o número de passageiros, em que até o ruído emitido pelo propulsor denota o esforço dispendido. Porém, com não mais do que duas pessoas a bordo, as acelerações e recuperações acabam por ser aceitáveis face a uma relação peso/potência de 10,7 kg/cv, ao passo que os consumos conseguem ser contidos a velocidades estabilizadas e praticando-se uma condução moderada, com as médias, a ritmos mais despreocupados, a aproximarem-se dos 10,0 l/100 km, e numa utilização verdadeiramente intensa a aflorarem com relativa facilidade os 12,0 l/100 km.

Por tudo isto, e porque a caixa manual de seis velocidades, algo longa nas suas duas últimas relações, mais favorece a economia do que a performance (o que o seu manuseamento suave e preciso, mas não particularmente rápido, ajuda a confirmar), a Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line sente-se particularmente mais à vontade em ritmos de cruzeiro, mesmo que mais acelerados, do que em percursos com grandes variações de velocidade. Aí, para usufruir de um maior prazer ao volante, os pais de família mais apressados terão de recorrer com incontornável frequência à caixa, e esquecer as duas mudanças mais desmultiplicadas, para manter o motor acima das 2500 rpm e, assim, desfrutar de uma maior emoção e um outro grau de divertimento.

Mesmo nesta versão de acesso, a Kia Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI dá mostras da sua competência, assegurada por um châssis evoluído e afinado de acordo com as preferências europeias, a que o motor de 120 cv não faz justiça plena

Mesmo nesta versão de acesso, a Kia Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI dá mostras da sua competência, assegurada por um châssis evoluído e afinado de acordo com as preferências europeias, a que o motor de 120 cv não faz justiça plena

A partir daqui, não são necessários muito quilómetros para realizar que, apesar dos seus méritos, este não é, de facto, o motor ideal para tirar pleno partido de um châssis que recebeu uma suspensão rebaixada, e com afinação específica (molas mais firmes 13% na frente, e 44% trás), e uma direção mais directa e precisa. Modificações que, face aos restantes Ceed, tornam a Shooting Brake muito ligeiramente menos confortável em mau piso, mas nada que condicione de forma decisiva o bem estar a bordo, e é plenamente compensado pela quase ausência de rolamento, e por um comportamento em curva mais incisivo, mesmo quando equipado o veículo com uns pouco desportivos pneus Michelin Primacy 3, sendo sempre possível ganhar um acréscimo de agilidade através do controlo electrónico de estabilidade desligável em duas fases.

Tudo somado, e assim exista adesão do público numa época marcada pelos SUV, há que reconhecer que parece fazer bastante sentido a criação desta carrinha mais exclusivista por parte da Kia, mesmo que se lhe não possa exigir o sucesso alcançado, por exemplo, pela Mercedes CLA Shooting Brake. No caso da Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line de acesso à gama, acabam por ser notórias, mas não determinantes, as limitações de um modelo criado para cumprir minimamente com as suas pretensões, o que consegue de forma indelével,  e, ao mesmo tempo, oferecer um posicionamento comercial competitivo.

E, nesse particular, pouco haverá a apontar a esta proposta, não sendo, por isso, difícil de imaginar tornar-se numa das mais procuradas da família no mercado nacional. Senhora de um equipamento de série extremamente completo, em que apenas existem como opções a pintura metalizada, o tecto panorâmico, o sistema de som JBL e dois pacotes de sistemas avançados de assistência à condução, a Proceed Shooting Brake 1.0 T-GDI GT Line está disponível a partir de €30 891, valor que passa para €27 491 usufruindo do desconto em vigor no âmbito da campanha lançamento, e que pode mesmo chegar aos €26 241 adicionando-lhe o apoio de €1250 concedido ao abrigo do programa de financiamento da marca.

 

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em subida
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal
Sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Alarme
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Cruise control+limitador de velocidade
Travão de estacionamento eléctrico
Bancos em pele+Alcantara
Bancos dianteiros desportivos com regulação em altura+apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Pedaleira em aumínio
Sistema de infoentretenimento com ecrã táctil de 8″+leitor de mp3+entradas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Sensores de estacionamento traseiros+câmara de estacionamento traseira
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Acesso+arranque sem chave
Carregamento por indução para smartphones
Ópticas dianteiras integralmente por LED
Faróis de nevoeiro
Assistente de máximos
Sensor de luz+chuva
Jantes de liga leve de 17"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos

Pintura Metalizada  (€430)
Tecto panorâmico (€968)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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