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Mitsubishi Eclipse Cross Instyle

Artigo
Mitsubishi Eclipse Cross Instyle

Visão geral
Marca:

Mitsubishi

Modelo:

Eclipse Cross

Versão:

Instyle

Ano lançamento:

2018

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

163/5500

Vel. máx. (km/h):

205

0-100 km/h (s):

10,3

Consumos (l/100 km):

5,7/6,6/8,2
(Extra urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

151

PVP (€):

32 200

Gostámos

Prestações, Solidez construtiva, Equipamento completo, Versatilidade interior, Motor enérgico

A rever

Afinação da suspensão, Ergonomia, Visibilidade traseira

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
7.0
Equipamento
9.0
Garantias
9.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Acompanhando a tendência actual, a Mitsubishi acrescentou mais um SUV à sua oferta, com o novo Eclipse Cross a posicionar-se entre o ASX e o Outlander. Visualmente inconfundível, tem no motor 1.5Turbo de 163 cv, o único para já disponível na gama, um dos seus atributos mais marcantes

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Acompanhando a tendência do mercado, e fazendo jus à sua vasta experiência na criação de modelos do género, a Mitsubishi decidiu acrescentar à sua gama mais um SUV. Eclipse Cross de seu nome, recupera uma designação com muita tradição na marca dos três diamantes, mas no segmento dos desportivos, posicionando-se entre o ASX e o Outlander – sendo mais comprido 110 mm do que o primeiro, e mais curto 290 mm do que o segundo, pese embora todos partilhem a mesma plataforma, com 2670 mm de distância entre eixos.

Para já só disponível com um novo motor 1.5 Turbo a gasolina (numa fase posterior será intriduzido o motor 2.2 turbodiesel de 150 cv conhecido do Outlander, conjugado com uma caixa automática de oito velocidades), o SUV coupé japonês é aqui analisado na sua mais dotada versão de tracção apenas dianteira e caixa mabual de seis velocidades: o Eclipse Cross Instyle. A oferta inclui, ainda, a versão Intense com caixa CVT e tracção dianteira (custa mais €3000 do que a equipada com caixa manual e igual nível de equipamento), assim como a variante com caixa CVT e tarcção integral (que obriga ao dispêndio adicional de €3800 face ao protagonista desta análise).

Comum a todos os Eclipse Cross, inclusive a esta que será das suas mais interessantes derivações para Portugal, é uma estética de que se pode gostar (muito), ou não gostar (nada), mas que é inegável garante ser este um SUV que não se confunde com qualquer outro modelo que exista no mercado. As formas extremamente afiladas, acutilantes até, garantem-lhe uma aparência única que, efectivamente, faz a diferença na classe.

A traseira, com o óculo bipartido e o deflector integrado, é a secção visualmente mais marcante do Eclipse Cross, um modelo impossível de confundir com qualquer outro SUV que actualmente exista no mercado

A traseira, com o óculo bipartido e o deflector integrado, é a secção visualmente mais marcante do Eclipse Cross, um modelo impossível de confundir com qualquer outro SUV que actualmente exista no mercado

Em destaque, elementos como o tejadilho acentuadamente descendente, o óculo traseiro bipartido, os muitos cromados exteriores e uma frente dominada pela colocação dos faróis de nevoeiro e dos piscas numa posição mais baixa do que os grupos ópticos principais e as luzes de circulação diurna. Sem dúvida, uma opção arrojada e original por parte da casa nipónica, e que tem ainda o condão de identificar de imediato o Eclipse Cross com o seu construtor.

Também tipicamente japonesa é a concepção do habitáculo, dominado por plásticos, na sua maioria, rijos, em que somente alguns revestimentos são mais macios, mas que merece ser enaltecido pelos bons acabamentos e pelo elevado rigor construtivo. A ergonomia tab´ºem só podia ter a mesma proveniência, dada a profusão de botões, alguns colocados em local de visibilidade e acesso, no mínimo melhoráveis.

Entre os bancos dianteiros está o novo touchpad para comando do sistema infoentretenimento, suficiente intuitivo e eficiente, embora longe das referências do sector neste particular. A rever, decididamente, o grafismo e a organização dos menus desse mesmo sistema; a colocação do respectivo ecrã táctil, demasiado longínqua do condutor, e com algumas funções nitidamente dispostas a pensar numa condução com à volante, como acontece no mercado natal do Eclipse Cross.

O novo touchpad é uma das formas através das quais é possível controlar o sistema de infoentretenimento

O novo touchpad é uma das formas através das quais é possível controlar o sistema de infoentretenimento

A habitabilidade é generosa em todos os lugares, embora a altura, sobretudo atrás, em boa parte devido ao formato do tejadilho, seja apenas mediana. Já os bancos traseiros com rebatimento assimétrico e regulação longitudinal do assento são um trunfo a ter em conta, por permitirem adaptar a habitabilidade traseira e a capacidade da mala às necessidades do momento. Capacidade essa que não merece reparos de maior, embora o seu acesso elevado não facilite, propriamente, as cargas e descargas, sobretudo de volumes mais pesados.

Uma vez ao volante, elogios para a boa posição condução, elevada e oferecendo uma muito boa visibilidade em redor, bem ao gosto dos apreciadores deste género de proposta. Pena que, pelo contrário, a visibilidade traseira seja condicionada pelo já referido formato bipartido do óculo posterior, a exigir alguma habituação e os devidos cuidados.

A animar o Eclipse Cross Instyle está um novo motor a gasolina da família MIVEC, com quatro cilindros, 1,5 litros de capacidade, injecção directa, sobrealimentação por turbocompressor e distribuição variável, apta a oferecer 163 cv de potência e um binário máximo de 250 Nm, constante entre as 1800-45000 rpm. Enérgica e muito disponível, esta unidade garante prestações de bom nível, em termos de velocidade máxima e acelerações, sendo as recuperações condicionadas pelo escalonamento longo da suave e precisa caixa de velocidades, em especial das suas duas últimas relações.

Ainda assim, o amplo leque de regimes em que o binário máximo está disponível até permite que o recurso à caixa, numa utilização mais pacata e moderada, fique aquém do esperado, do mesmo modo que há que enaltecer o fulgor do propulsor acima das 2500 rpm. E se, em carga como a alta rotação, o seu ruído de funcionamento não é, propriamente, imperceptível, tem, pelo menos, a vantagem de emitir uma sonoridade que está longe de ser desagradável.

Animado por um motor enérgico e solícito, o Eclipse Cross oferece boas prestações e uma condução agradável

Animado por um motor enérgico e solícito, o Eclipse Cross oferece boas prestações e uma condução agradável

Pelo contrário, abaixo deste regime, não são raras as situações em que se sente que a electrónica condiciona a resposta da unidade motriz por forma a controlar consumos e emissões, em especial quando o modo de condução Eco está activado justamente com esse propósito, o que se traduz nalgumas hesitações, como se o motor estivesse “engasgado”. Quanto aos consumos, são não mais do que aceitáveis, tendo em conta as características do modelo, numa utilização moderada, embora seja difícil baixar muito de uma média na casa dos 10,0 l/100 km numa condução sem excessivas preocupações, a partir daí aumentado exponencialmente os valores em função do ritmo imposto.

Em contraciclo com a disponibilidade do motor para suportar uma utilização mais intensa está a afinação da evoluída suspensão independente às quatro rodas (MacPherson na frente e multilink atrás). Excessivamente macia, porventura com a função de favorecer o conforto, ainda assim o eixo traseiro mostra-se sempre um pouco saltitante em pisos mais degradados, devido à prevalência da mola sobre o amortecedor, ao mesmo tempo que permite um substancial adornar carroçaria em curva.

Uma opção que se traduz numa evidente dificuldade em controlar os movimentos da carroçaria nas transferências de massa mais exigentes, notória na forma como o veículo lida com as trocas de apoio mais intensas e consecutivas. E que também explica as perdas de motricidade nos arranques mais intempestivos e nas saídas de curva em potência mais vigorosas, de que resulta uma subviragem precoce, que o equipamento pneumático também não ajuda a disfarçar, acabando por caber à electrónica corrigir – com eficácia – a situação (ou ao condutor quando este opte por desligar por completo o controlo de estabilidade).

A suspensão bastante macia desaconselha a adopção de ritmos mais intensos em traçados mais sinuosos, onde prevalecem as perdas de motricidade e a subviragem prematura

A suspensão bastante macia desaconselha a adopção de ritmos mais intensos em traçados mais sinuosos, onde prevalecem as perdas de motricidade e a subviragem prematura

Fora de estrada, apesar do seu ar de SUV, e de uma altura razoável, o Eclipse Cross Instyle, com tracção dianteira e pneus essencialmente estradistas, está pouco fadado para aventuras mais radicais. Por tudo isto, o melhor mesmo é optar por uma condução mais civilizada, e desfrutar da apreciável facilidade de condução que oferece nestas circunstâncias.

Para concorrer num segmento altamente competitivo, a Mitsubishi definiu para o novo Eclipse Cross uma política comercial bastante interessante, em que os preços agressivos se conjugam com dotações de equipamento de série extremamente generosas. No caso do Eclipse Cross Instyle em apreço, basta atentar na sua lista de equipamento para perceber que bem se justificam os €32 200 pedidos pela marca por esta versão em que a única opção é a pintura metalizada.

Quem não puder dispor deste montante, pode sempre poupar €3000 caso opte pela versão Intense, embora tendo, nesse caso, que dispensar a câmara panorâmica de 360°, os estofos em pele, o  banco do condutor eléctrico, os bancos diateiros aquecidos, o tecto de abrir eléctrico panorâmico, os faróis por LED, a monitorização do ângulo morto, o alerta de tráfego cruzado pela traseira e o sistema de som Rockford Fosgate. Seja como for, a exclusividade e a diferença estarão sempre garantidas.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal
Alerta de transposição involuntária da faixa de rodagem
Sistema de monitorização do ângulo morto com assistente de direcção
Alerta de tráfego cruzado pela traseira
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Head-up display
Estofos em pele
Bando do condutor com regulação eléctrica
Bancos dianteiros aquecidos
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele multifunções regulável em altura+profundidade
Direcção com assistência eléctrica variável
Rádio com ecrã táctil de 7"+leitor de mp3+DAB+2 tomadas USB
Sistema de som Rockford Fosgate
Mãos-livres Bluetooth
Vidros dianteiros+traseiros eléctricos
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Cruise control+limitador de velocidade
Sensor de luz+chuva
Tecto de abrir panorâmico eléctrico
Acesso+arranque sem chave
Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros
Câmara panorâmica de 360° com comandos no volante
Faróis dianteiros por LED
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro por LED
Farolins traseiros por LED
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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