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Nissan Juke 1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active

Artigo
Nissan Juke 1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active

Visão geral
Marca:

Nissan

Modelo:

Juke

Versão:

1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.0

Pot. máx. (cv/rpm):

117/5250

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

11,1

Consumos (l/100 km):

6,4 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

145 (Combinado WLTP)

PVP (€):

26 000/28 200 (Unidade testada)

Gostámos

Comportamento dinâmico , Consumos, Qualidade geral, Interior acolhedor, Equipamento, Imagem apelativa e dinâmica

A rever

ESP não desligável, Acesso aos lugares traseiros

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
8.0
Equipamento
9.0
Garantias
7.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

O Juke 1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active é a versão de topo da nova geração do SUV de acesso da Nissan, e ilustra bem a notável registada por um modelo que, a par de uma imagem extremamente apelativa, tende a convencer em praticamente todos os domínios. Um regresso ao mais alto nível da marca japonesa a um segmento em que foi pioneira

8.1
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Baptizado com a extensa designação comercial de Juke 1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active, o protagonista deste ensaio é a versão de topo da nova geração do SUV mais acessível da Nissan. Um modelo de indesmentível importância para o fabricante nipónico, que surge nove anos depois do original e pretende, no mínimo, replicar o respectivo sucesso – o que não será pouco, tendo em conta que o que é considerado como o percursor dos SUV do segmento B, revelado na edição de Genebra de 2010, vendeu nada menos do que aproximadamente um milhão de exemplares, a nível global, ao longo dos seus nove anos de carreira.

Numa primeira análise, não será pela estética que tal desiderato não é alcançado. As linhas compactas e extremamente apelativas começam por conferir ao modelo um ar original e desportivo, atlético, até, ao mesmo tempo justificando o epíteto de “coupé”, patente na sua silhueta – com as bonitas jantes de 19” a contribuir para o porte musculado e dinâmico, e um toque extra de refinamento a ser assegurado pela pintura bicolor incluída neste nível de equipamento  (caixas dos espelhos e molduras exteriores – aplicações dianteiras, laterais e traseiras – na cor do tejadilho; pilares da carroçaria em preto).

A estética extremamente cativante dificilmente deixa quem quer que seja indifirente, sendo, inquestionavelmente, um dos maiores atributos do novo Juke

A estética extremamente cativante dificilmente deixa quem quer que seja indifirente, sendo, inquestionavelmente, um dos maiores atributos do novo Juke

Mas também não restam dúvidas, e logo num primeiro olhar, que este é, decididamente, um Juke, muito por culpa dos grandes faróis redondos dianteiros, colocados logo abaixo das esguias luzes diurnas por LED, a que se junta a grelha em forma de “V”, a garantir o desejado ar de família, comum aos restantes modelos da marca. Como tudo isto é fruto de formas bem menos disruptivas e mais consensuais do que anteriormente, se bem que ainda deveras marcantes e personalizadas, será legítimo concluir que, agora, é bastante mais difícil não gostar do Juke a nível estético.

Igualmente determinante, o facto de o novo Juke ter por base a nova plataforma CMF-B da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, a mesma já utilizada pelo Captur e pelo Clio da nova geração. Elemento que não só proporcionou um aumento de 13% da rigidez estrutural, e uma redução do peso de cerca de 23 kg, como conta com uma distância entre eixos 106 mm superior, a que se junta um aumento das dimensões exteriores do modelo, face ao seu antecessor, de 75 mm em comprimento, 52 mm em largura e 30 mm em altura (embora não pareça, de todo, mais alto). É fácil concluir, assim, que a habitabilidade passou a ser outro trunfo de peso do Juke, com destaque para o notório aumento do espaço para pernas atrás; ao passo que a bagageira, com 422 litros de capacidade com os cinco lugares montados (mais 68 litros do que anteriormente), ampliáveis até um máximo de 1189 litros mediante o rebatimento do banco traseiro, é, agora, a maior da classe, contando ainda com um fundo amovível possível de ser colocado em dois níveis de altura. Único senão, o formato descendente do tejadilho a não garantir o melhor acesso aos lugares posteriores – a configuração ao estilo coupé tem os seus custos…

Qualidade geral em progresso, habitabilidade mais generosa, decoração a preceito e um generoso equipamento de série: também por dentro, o novo Juke convence

Qualidade geral em progresso, habitabilidade mais generosa, decoração a preceito e um generoso equipamento de série: também por dentro, o novo Juke convence

Não bastasse esta evolução, o interior é, ainda, bastante atraente, em consonância com as formas exteriores, e, também, acolhedor. Nesta versão, os revestimentos em Alcantara de parte dos painéis portas, da faixa central tablier e do apoio de braços dianteiro conferem ao ambiente a bordo um toque de requinte e desportividade, a que se junta uma qualidade de construção e materiais em evidente progresso, uma ergonomia acima de críticas de maior e um muito completo equipamento de série, capítulo em que merece destaque o sistema ProPilot (em que se reúnem os auxiliares de condução, nomeadamente o evoluído e eficaz  cruise control adaptativo). Menção, também, para o óptimo sistema de som Bose opcional, com altifalantes integrados nos encostos cabeça dianteiro, em que só se lamenta não ser possível regular a distribuição espacial do som na sua plenitude.

O posto de condução, suficientemente alto para proporcionar um bom domínio da estrada e agradar aos adeptos dos SUV, mas não excessivamente que comprometa uma correcta postura ao volante e uma apreciável envolvência, também convence. Os excelentes bancos dianteiros desportivos, com encostos de cabeça integrados e logótipo Juke nas costas, são forrados a pele e contam com secção lateral interior em Alcantara, tal como os traseiros; o volante com secção inferior plana dispõe de dimensões e pega excelentes, ainda que as patilhas de comando da caixa pilotada DCT pudessem ser maiores; o painel de instrumentos, com dois mostradores redondos clássicos de grandes dimensões e ecrã digital central multifunções, é muito informativo, legível e claro; e o sistema de infoentretenimento com ecrã de grandes dimensões, igual a outros modelos da Nissan de segmentos superiores, é completo e fácil de usar, mesmo que o grafismo e a organização dos menus sejam já algo simplistas e antiquados.

Embora, numa fase posterior de comercialização, não esteja posta de parte a possibilidade de vir a contar com uma motorização híbrida, como já acontece com o seu “primo” Captur, da Renault, para já, o novo Juke é proposto com um único motor: o três cilindros turbo de 999 cc, com 117 cv e 190 Nm. Uma unidade motriz refinada, com um desempenho aceitável numa condução regular, calma e descontraída, capaz de oferecer uma resposta razoável na generalidade das circunstâncias e uma apreciável frugalidade.

O motor 1.0 de 117 cv, único disponível de momento para o novo Juke, convence mais pelo refinamento e pela frugalidade do que pela performance, ficando nitidamente aquém das capacidades do châssis

O motor 1.0 de 117 cv, único disponível de momento para o novo Juke, convence mais pelo refinamento e pela frugalidade do que pela performance, ficando nitidamente aquém das capacidades do châssis

Com mais 2 cv e mais 10 Nm do que o anterior quatro cilindros de 1,2 litros, é liminarmente mais rápido do que este tanto em aceleração pura como nas reprises (embora, quando combinado com a caixa DCT de sete velocidades, seja 0,7 segundos mais lento nos 0-100 km/h). E, também, ligeiramente mais económico, sendo que mesmo nos ritmos mais intensos tende a registar médias inferiores a 8,5 l/100 km. O utilizador tem à sua disposição os modos de condução Eco, Standard e Sport, com as diferenças entre eles a fazerem-se sentir mais no “peso” da direcção e na rapidez das passagens de caixa do que, propriamente, no vigor do propulsor e na respectiva resposta às solicitações do acelerador.

Ainda assim, em marcha, torna-se evidente que este motor é, de facto, realmente limitado para quem pretenda impor uma toada mais acelerada, particularmente quando é necessário enfrentar percursos mais sinuosos, com relevo mais acentuado ou com maior quantidade de carga a bordo. Por isso, para auferir de algum prazer ao volante em traçados com maiores variações de velocidade, percorridos a ritmos mais elevados, é essencial fazer uso das patilhas da caixa para manter a unidade motriz na sua faixa ideal de funcionamento – e, mesmo assim, a verdade é que o desempenho fica sempre aquém do desejável face às capacidades do châssis.

E é pena que assim seja, já que o comportamento deveras equilibrado do novo Juke é mesmo um dos seus maiores trunfos, algo para que os óptimos pneus Goodyear Eagle F1 concorrem de forma decisiva, como o provam, desde logo, as distâncias de travagem bastante mais curtas do que no modelo anterior. Extremamente estável, mesmo a alta velocidade e com vento lateral intenso, o Juke 1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active beneficia, ainda, de uma direção precisa e directa, de uma frente rápida e incisiva e de uma traseira fiel e confiável, inclusive nas travagens apoio, o que lhe oferecer uma apreciável agilidade nos traçados com curvas mais retorcidas.

O comportamento dinâmico não merece reparos de maior, graças a um châssis equilibrado, que garante eficácia, facilidade de condução e conforto

O comportamento dinâmico não merece reparos de maior, graças a um châssis equilibrado, que garante eficácia, facilidade de condução e conforto

Este é, igualmente, um automóvel muito fácil e agradável de conduzir, mesmo nos limites, embora se lamente o cada dia maior “afrancesamento” dos modelos da Nissan. E isto porque, tal como sucede nas propostas da Renault, só é possível desligar o ESP abaixo dos 50 km/h, para permitir arrancar sobre pisos de menor aderência – o que significa que, apesar de ser notória a vontade da traseira para ganhar outro protagonismo nas solicitações mais intensas, especialmente quando se alivia acelerador em apoio, ao invés de tal se poder traduzir numa créscimo de agilidade e emoção caso fosse possível inibir o controlo de eatbilidade, a consequência quase imediata é a intervenção, por vezes algo brusca, da electrónica. Menos mal que, apesar das jantes de 19”, o conforto é elevado na maioria das situações, pois só nas irregularidades mais notórias se nota algum excesso de firmeza.

Evoluindo em todas as áreas, mormente nos aspectos considerados como menos positivos no seu antecessor, o novo Juke 1.0 DIG-T 117 cv DCT N-Design Active não é, obviamente, um automóvel perfeito. Mas também não tem grandes defeitos que lhe possam ser apontados, o que não é pouco.

Como se tal não bastasse, o preço bastante competitivo a que é proposto inclui um muto generoso equipamento de série (com destaque para a ampla dotação de sistema avançados de assistência à condução), sendo ainda mais convincente quando se tira pleno partido dos apoios criados pela Nissan neste domínio: €1500 de desconto directo, a que há que adicionar um desconto adicional de €3000 caso se opte por uma unidade já existente em stock, e ainda mais €1000 de desconto para quem eleger o financiamento da marca. Tudo somado, a redução de preço pode chegar aos €5500 face aos €26 000 indicados pela tabela oficial – um triunfo adicional que pode ser determinante para a marca japonesa poder voltar a bilhar num dos segmentos em maior crescimento no mercado.

Airbag para condutor e passageiro
Airbag para os joelhos do condutor
Airbags laterais
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão e detecção de peões e ciclistas
Assistente activo à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Assistente aos arranques em plaano inclinado
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Cruise control
+limitador de velocidade
Chassis Control (controlo inteligente da trajectória+controlo inteligente da carroçaria)
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Estofos em pele
Bancos dianteiros desportivos
Banco do condutor regulável em altura
Banco rebatível 60/40
Volante multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Patilhas de comando da caixa no volante
Direcção com assistência eléctrica variável
Sistema de infoentretenimento com rádio DAB/mp3+ecrá táctil de 8"+tomadas USB+Aux
Mãos-livres Bluetooth
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Retrovisor interior electrocromático
Iluminação exterior integralmente por LED
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro por LED
Sensor de luz+chuva
Vidros traseiros escurecidos
Bagageira com duplo piso
Sensores de estacionamento traseiros
Câmara de estacionamento traseira
Jantes de liga leve de 19”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos

Pack Technology (€1300 – inclui: câmara de visão de 360° com detecção de objectos em movimento+sensores de estacionamento dianteiros; ProPilot [assistente activo à manutenção na faixa de rodagem+cruise control adaptativo com assistente de engarrafamentos]; alerta de fadiga do condutor; sistema de monitorização do ângulo morto; sistema de estacionamento com alerta de tráfego)
Sistema de navegação (€300)
Sistema de som Bose com oito altifalantes, incluindo nos encostos de cabeça dianteiros (€600)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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