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Nissan Navara 2.3 dCi 190 cv N-Connecta Business

Artigo
Nissan Navara 2.3 dCi 190 cv N-Connecta Business

Visão geral
Marca:

Nissan

Modelo:

Navara

Versão:

2.3 dCi 190 cv N-Connecta Business

Ano lançamento:

2017

Segmento:

Pick-up

Nº Portas:

4

Tracção:

Integral

Motor:

2.3 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

190/3750

Vel. máx. (km/h):

184

0-100 km/h (s):

10,8

Consumos (l/100 km):

5,9/6,4/7,4

CO2 (g/km):

167

PVP (€):

33 032/33 532 (unidade testada)

Gostámos

Polivalência, Conforto, Comportamento, Desempenho TT, Relação preço/equipamento

A rever

Alguns materiais interiores, Motor ruidoso

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Qualidade geral
8.0
Interior
7.0
7.1
Segurança
8.0
8.7
Motor e prestações
8.0
8.3
Desempenho dinâmico
8.0
9.1
Aptidões TT
9.0
7.6
Desempenho TT
9.0
9.0
Consumos e emissões
7.0
7.6
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
7.6
Garantias
8.0
8.4
Preço
8.0
8.0
Se tem pressa...

Solução de compromisso imposta pela peculiar fiscalidade lusa, a Nova Nissan Navara Business de três lugares revela-se, apesar disso, como uma das melhores propostas do seu segmento, perfeitamente ajustada ao novo fôlego que este vem registando

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De alguma forma colateral ao fenómeno dos SUV e afins, e ao estilo de vida mais activo e aventureiro que lhes está associado, o inequívoco regresso das pick-ups à lista de opções de compra de muitos consumidores um pouco por toda a Europa, mormente dos que pretendem um veículo que lhes permita uma utilização verdadeiramente polivalente. E, sempre que é este o tema, impossível não levar em linha de conta a Nissan, marca que conta com mais de oito décadas de história e tradição na concepção de propostas deste género, e mais ainda quando há pouco tempo lançou a 12ª geração da Navara, um dos modelos mais emblemáticos do sector, em particular no segmento que mais importa no Velho Continente: o das chamadas pick-ups de “uma tonelada”.

Objectivo primordial da marca nipónica, quando do desenvolvimento da nova Navara, foi conjugar os seus proverbiais dotes para evoluir fora de estrada, a capacidade de carga de 1000 kg, a capacidade de reboque de 3500 kg e uma (re)conhecida resistência e durabilidade com um nível de requinte digno de um crosssover, através de uma notória melhoria do conforto e de um superior refinamento. Em Portugal, por via da sua muito sui generis fiscalidade, uma das variantes mais interessantes do modelo é a de cabine dupla e apenas três lugares aqui em análise, denominada Navara Business – a que consegue praticar um preço realmente competitivo sem perder nenhum dos seus atributos fundamentais, que não a lotação limitada a condutor e, no máximo, dois acompanhantes.

A nova Navara prima pela aparência cuidada e atraente, marcada por elementos típicos da actual linguagem estilistica da Nissan

A nova Navara prima pela aparência cuidada e atraente, marcada por elementos típicos da actual linguagem estilistica da Nissan

Visualmente, nota mais para o look exterior dinâmico e arrojado, mais sofisticado, moderno e apelativo do que na anterior geração, aqui merecendo referência a grelha frontal em “V” e as luzes diurnas por LED em forma de boomerang, típicos da actual linguagem de design da Nissan. A caixa de carga, característica sempre fundamental em qualquer pick-up, não só é ampla, contando agora com 1578 mm de comprimento (mais 67 mm do que anteriormente), como oferece como trunfo de peso adicional o conhecido sistema de carga C-channel, com calhas nas laterais e grampos que deslizam ao longo das mesmas, facilitando a fixação mesmo das cargas com formatos menos convencionais.

No interior da nova Navara a Nissan aplicou princípios semelhantes aos já utilizados em modelos como o Qashqai ou o X-Trail, com o intuito de que estilo, conforto e qualidade pudessem estar ao nível dos oferecidos por um automóvel convencional. O habitáculo foi, por isso, quase totalmente redesenhado, e se os materiais são, na sua maioria, duros, o rigor da montagem e a qualidade dos acabamentos acabam por contribuir decisivamente para o bom ambiente vivido a bordo, e para a quase ausência de ruídos parasitas, mesmo em condições de utilização mais exigentes.

A qualidade de construção e acabamentos, e o design inspirado no dos SUV da marca, ajudam a tornar o interior muito acolhedor

A qualidade de construção e acabamentos, e o design inspirado no dos SUV da marca, ajudam a tornar o interior muito acolhedor

O espaço disponível interiormente também é mais generoso, se bem que este seja um trunfo relativo num automóvel com apenas três lugares, em que o único banco traseiro está instalado atrás do passageiro, por sinal dotado de um assento que se eleva por inteiro 90°, para facilitar o transporte de bagagens quando não a uso, existindo atrás do banco do condutor um compartimento para arrumação de objectos. Dignos de encómios os bancos mais cómodos e com um apreciável apoio lateral, a ergonomia bastante evoluída para a classe e um posto condução dominante, mas muito correcto.

A isto dever-se-á juntar o facto de todas as versões estarem equipadas, de série, com sete airbags, painel de instrumentos a cores, mãos-livres Bluetooth (incluindo streaming de áudio), cruise-control com limitador de velocidade e volante multifunções – ao que a Navara Business adiciona o ar condicionado automático bizona, os sensores de estacionamento, a câmara panorâmica de 360°, o acesso sem chave e um evoluído sistema de infoentretenimento. Também pouco vulgar nesta categoria é o sistema de travagem automática com alerta de colisão, igualmente incluído no equipamento de série.

A animar a nova Navara Business está o motor 2.3 dCi de 190 cv, que disponibiliza um binário máximo de 450 Nm de forma constante entre as 1500-2500 rpm, além de contar com sistema start/stop sempre que combinado com a caixa de velocidades manual, argumento que, em conjunto com o catalisador de redução SCR com AdBlue, permite à Nissan anunciar para o modelo anunciar valores de consumos e de emissões dos mais baixos do segmento. Na prática, e apesar de longe dos anunciados, os valores obtidos em condições reais de utilização são francamente atraentes, tendo em conta o peso do veículo e o rendimento do motor, especialmente a velocidades estabilizadas e quando praticada uma condução moderada – mas mesmo numa utilização sem grandes preocupações com o acelerador tenderão a ficar aquém dos 10,0 l/100 km, e isto sem que para tal a caixa de velocidades, não obstante exigir alguma virilidade no seu manuseamento, necessite de adoptar um escalonamento excessivamente longo, o que terá óbvios reflexos positivos em termos prestacionais.

Em estrada, a Navara conduz-se quase como um automóvel "normal", e até as prestações são de bom nível

Em estrada, a Navara conduz-se quase como um automóvel “normal”, e até as prestações são de bom nível

De facto, apesar de um pouco ruidoso, este quatro cilindros Diesel biturbo não só exibe bastante força a baixo regime, como se exige numa pick-up, como oferece uma boa resposta na generalidade das circunstâncias e garante óptimas prestações, com a Navara Business a revelar-se muito lesta até aos 160-180 km/h no velocímetro, tanto nas acelerações como nas reprises, ajudando a disfarçar um peso do conjunto que não é dos mais ligeiros da classe. Ainda neste particular, referência, também, para a boa capacidade de travagem da Navara, em termos absolutos como de resistência à fadiga.

Em termos de desempenho dinâmico, e em boa parte graças a um châssis robusto e resistente, que conta com uma das mais generosas distâncias entre eixos da classe, e a vantagem rara na classe de recorrer a uma suspensão traseira independente multilink de cinco braços (20 kg mais leve do que a anterior, de molas de lâminas), o conforto de marcha é de muito bom nível, e só em pisos realmente mais demolidores o eixo traseiro tende a tornar-se um pouco “saltitão”. Em estrada, o comportamento é muito eficaz, permitindo aos amantes do género “matar saudades” de um puro veículo de tracção traseira, que com um simples toque botão permite desligar por completo o ESP. Por isso, andar de lado na terra, ou sobre pisos de baixa aderência, é quase uma brincadeira, com as derivas de traseiras a serem tão fáceis de provocar como de controlar – manobra mais difícil de executar em asfalto seco, devido à apreciável largura e aderência dos pneus, e ao rendimento disponibilizado pelo motor.

É quando se abandona o asfalto que a Navara dá mostra de todo o seu brilhantismo, chegando a quase qualquer lado com um invejável nível de conforto

É quando se abandona o asfalto que a Navara dá mostra de todo o seu brilhantismo, chegando a quase qualquer lado com um invejável nível de conforto

Quando as condições de aderência do asfalto se degradam notoriamente, ou para circular fora do alcatrão, a Navara Business conta com um sistema de tracção integral que permite passar de duas a quatro rodas motrizes em andamento, com as conhecidas “redutoras”, com o diferencial traseiro de bloqueio electrónico, com o sistema electrónico de controlo de descidas HDC e com o assistente aos arranques em plano inclinado. Junte-se a isto os excelentes ângulos característicos, e temos um veículo que chega a praticamente qualquer lugar sem dificuldades de maior, tantas vezes sendo-lhe as principais limitações impostas, ou pelas capacidades dos pneus para enfrentar situações mais radicais, ou pelo próprio atrevimento de quem o conduz…

Tudo somado, a Navara Business assume-se como uma pick-up suficientemente robusta e resistente para quase todo o serviço, refinada q.b. para ser minimamente confortável em todas as situações de utilização, e, também por isso, perfeitamente utilizável no dia-a-dia, tanto mais que prestações e consumos agradam de igual modo. O preço liminarmente superior a 33 mil euros com o nível de equipamento N-Connecta da unidade ensaiada (cerca de 28 mil euros com o nível Acenta) será o suficiente para convencer quem não precise de mais de três lugares (a versão equivalente de Cabine Dupla e cinco lugares obriga ao dispêndio adicional de mais de dez mil euros…), até porque nesta verba se incluem quatro anos de manutenção gratuita e uma garantia de cinco anos ou 160 mil quilómetros, mais um trunfo exclusivo da pick-up da Nissan.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em subida
CControlo electrónico de descidas
Sistema anti-colisão frontal
Fixações Isofix
Fixações Isofix
Ar condicionado bizona
Computador de bordo
Cruise-control+limitador de velocidade
Banco do condutor com regulação em altura Acesso+arranque sem chave
Volante multifunções em pele regulável em altura+profundidade
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Sistema de som com leitor de CD/mp3+tomadas USB/Aux+6 altifalantes
Sistema de infoentrenimento NissanConnect com ecrã táctil de 7"+navegação 3D+Apps via smartphone
Mãos-livres Bluetooth
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Câmara de estacionamento traseira
Sensor de luz
Jantes de liga leve de 18”
Faróis de nevoeiro
Barras de tejadilho
Estribos laterais
Sistema de fixação de cargas C-Channel
Pneu suplente de emergência

Pintura metalizada (€500)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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