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Range Rover Sport 3.0 SDV6 HEV HSE

Artigo
Range Rover Sport 3.0 SDV6 HEV HSE

Visão geral
Marca:

Land Rover

Modelo:

Range Rover

Versão:

Sport 3.0 SDV6 HEV HSE

Ano lançamento:

2015

Segmento:

Todo-o-terreno

Nº Portas:

5

Tracção:

Integral permanente

Motor:

3.0-V6 Diesel Híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

340 /4000

Vel. máx. (km/h):

210

0-100 km/h (s):

6.7

CO2 (g/km):

169

PVP (€):

102 235/113 042

Gostámos

Consumos, Prestações, Conforto, Aptidões TT, Qualidade geral, Preço face à versão SDV8

A rever

"Falsas" protecções da carroçaria, Espaço na terceira fila de bancos exíguo

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Interior
9.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
8.0
Aptidões TT
9.0
Desempenho TT
9.0
Consumos e emissões
10
Equipamento
8.0
Garantias
8.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Tendo em conta a realidade portuguesa, é “só” o melhor Range Rover Sport do momento. Aos atributos já (re)conhecidos a qualquer versão deste modelo, a variante híbrida junta consumos que nenhum outro membro da sua gama consegue alcançar, e um preço que é substancialmente inferior ao do SDV8 (com rendimento e prestações equivalentes), e até mais acessível do que o praticado pelo SDV6 com o mesmo nível de equipamento e “apenas 306 cv

8.6
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Não é, propriamente, fácil introduzir o conceito de racionalidade na análise de um automóvel com praticamente cinco metros de comprimento, mais de 2,3 toneladas de peso e um preço que vai para lá da centena de milhar de euros. Só que, sendo estas características comuns a quase todos os Range Rover Sport, então, à luz do que será sempre um veículo pouco racional, a nova versão híbrida do impressionante SUV britânico acaba por ser uma opções mais lógicas dentro da respectiva gama. Isto porque o novo Range Rover Sport 3.0 SDV6 HEV HSE consegue ser, ao mesmo tempo, tão ou mais potente e célere que o seu “irmão” equipado com motor 4.4-V8 turbodiesel; bastante mais frugal que este; e quase 30 mil euros mais barato.

Vantagem adicional é que, no essencial, esta versão híbrida pouco se distingue das outras que compõem a gama do RR Sport. No exterior, a imponente e impressionante silhueta do modelo mantém-se quase inalterada, sendo apenas de fazer notar o logo Hybrid colocado nas entradas de ar laterais dianteiras e no portão traseiro. O habitáculo, esse, é o de sempre: esmagador, senhor de um nível soberbo de qualidade, luxo e requinte, e com espaço para (quase) tudo e todos, tem como principais sinais identificativos (especialmente para quem o conduz) os ecrãs e modos específicos do painel instrumentos e do sistema infoentretenimento, que prestam as habituais informações acerca do consumo energético, da eficiência de condução ou dos fluxos de potência, entre outros.

A sigla Hybrid, colocada nos flancos e no portão traseiro, é dos raros elementos que distinguem, exteriormente, esta versão híbrida dos restantes Range Rover Sport

A sigla Hybrid, colocada nos flancos e no portão traseiro, é dos raros elementos que distinguem, exteriormente, esta versão híbrida dos restantes Range Rover Sport

Junto ao “centro de comando” instalado entre os bancos dianteiros está ainda o botão EV, que acaba por ser mais um gadget que outra coisa, quando não uma “muleta” psicológica para quem pretenda lavar consciências, alegando ter comprado um automóvel de luxo mas capaz de rolar em modo de emissões zero… É que, apesar de a Land Rover prometer estar o RR Sport HEV apto a percorrer 1,6 quilómetros em modo eléctrico, só com muito esforço, mil cuidados (e toda os restantes utentes da via a desesperar com a minha lenta progressão na estrada, até porque a velocidade máxima permitida com esta função activada é de 50 km/h) consegui aproximar-me do milhar de metros percorridos neste modo.

Isto porque a bateria de iões de Lítio colocada sob o banco do passageiro, destinada a alimentar o pequeno motor eléctrico de 48 cv e 170 Nm que está acoplado à caixa ZF de oito velocidades (uma solução com várias outras aplicações já conhecidas da indústria automóvel), não tem mais de 1,7 kWh de capacidade, o que significa que descarrega quase com a mesma rapidez com que volta a carregar através da travagem regenerativa ou do motor térmico. O que está longe de ser criticável: é graças a esta solução que este Range Rover Sport começa por garantir consumos inalcançáveis por qualquer outro membro da sua gama, mormente em cidade (8,5 l/100 km), onde a poupança é de praticamente 40% face ao obtido pela mais versão a gasóleo do modelo, com 258 cv! Mas não só: cabe também à vertente eléctrica da motorização dar um contributo imprescindível para que este RR Sport HEV seja capaz de alcançar prestações ao nível da (muito) mais gastadora e onerosa versão V8 turbodiesel, bem como oferecer uma resposta extremamente suave e fulgurante em todas as situações, e tudo isto com uma suavidade e silêncio de funcionamento exemplares, com o motor praticamente não se fazendo sentir no interior (virtude para que também concorre, claro está, o soberbo isolamento acústico do habitáculo).

O painel de instrumentos presta, naturalmente, informações específicas relacionadas com a vertente eléctrica do sistema de propulsão híbrido

O painel de instrumentos presta, naturalmente, informações específicas relacionadas com a vertente eléctrica do sistema de propulsão híbrido

Provado que está o potencial deste Range em domínios como a performance e a economia de combustível, resta apurar das suas restantes capacidades dinâmicas – que são de altíssimo nível, assim não se pretenda dele um desempenho mais desportivo (ou, pelo menos, tanto quanto o conceito faça sentido num SUV com estas dimensões, peso e aptidões TT – já lá chegaremos). Em cidade, o posto de condução propositadamente elevado ajuda o condutor a ter uma boa perspectiva do que o rodeia, ao mesmo tempo que a motorização híbrida oferece uma resposta imediata à mínima solicitação do acelerador e a suspensão absorve qualquer irregularidade com total competência, tornando-as imperceptíveis para quem segue a bordo. Já a auto-estrada será um dos terrenos de eleição deste modelo, onde alcança velocidades proibitivas com enorme facilidade, mas com uma estabilidade direccional notável, mantendo-se imperturbável perante factores como os ventos laterais ou as trocas de faixa mais impetuosas.

Em estrada, e em particular nos traçados mais sinuosos, é preciso não exigir do RR Sport HEV aquilo que se pode esperar, por exemplo, de um BMW X6 ou de um Porsche Cayenne. Quando o ritmo adoptado é moderado, e a condução “civilizada”, pouco a haverá a apontar-lhe: fácil de conduzir, pauta-se por uma atitude relativamente neutra e suficientemente previsível, em boa parte graças a uma electrónica que corrige a esmagadora maioria dos potenciais excessos de optimismo de quem vai ao volante. Já quem adoptar um atitude mais empenhada terá que debater-se com as suas naturais limitações, decorrentes das dimensões e de um peso substanciais, e traduzidas num significativo adornar da carroçaria em curva, numa certa dificuldade para lidar com as travagens em apoio e numa intervenção quase constante do ESP para contrariar a sua tendência subviradora nas entradas em curva mais impetuosas, e sobreviradora nas transferências de massa em apoio mais exigentes. Algo que as opcionais barras estabilizadoras activas minimizam substancialmente, e cuja inclusão, por isso, se recomenda a todos aqueles que pretendam ampliar os limites deste SUV.

Sem barras estabilizadoras activas, o Range Rover Sport não é o melhor SUV do mercado a lidar com troços de asfalto sinuosos, percorridos a ritmos mais empenhados – mas é, indubitavelmente, uma referência no fora de estrada, e no conforto que oferece em qualquer circunstância

Sem barras estabilizadoras activas, o Range Rover Sport não é o melhor SUV do mercado a lidar com troços de asfalto sinuosos, percorridos a ritmos mais empenhados – mas é, indubitavelmente, uma referência no fora de estrada, e no conforto que oferece em qualquer circunstância

Em compensação, quem tiver coragem suficiente para levar mais de cem mil euros de automóvel para outros terrenos que não o asfalto poderá, aí, sim, desfrutar da “magia” que fez a fama e o proveito da Land Rover. Mesmo nos terrenos mais demolidores, o amortecimento pneumático continua a garantir um conforto exemplar, verdadeira referência do mercado a este nível. E também contribui para as invejáveis aptidões TT do RR Sport HEV, por permitir incrementar a altura ao solo para um total de 300 mm.

Depois, há que contar com as “redutoras” e com os eficientes sistemas Terrain Response (seja no modo automático, ou nos seus múltiplos modos de funcionamento seleccionáveis pelo condutor, e destinados a outros tantos tipos de piso e/ou obstáculos) e HDC para enfrentar, sem receios, a generalidade das dificuldades que ao condutor podem deparar-se-lhe fora de estrada. Na certeza, porém, de que, na maioria dos casos, será mais a ousadia de quem segue ao volante, e as limitações dos pneus mistos, a definirem os locais a que este RR não consiga chegar.

Ainda neste particular, uma nota: pena que as “falsas” protecções da carroçaria sob os pára-choques dianteiro e traseiro, que parecem metálicas mas são apenas em plástico pintado, sejam facilmente “arrancadas” caso o fundo do veículo roce no chão nas situações mais delicadas. Definitivamente, um ponto a rever pela marca britânica num modelo com tais capacidades TT – mesmo que estas não venham a ser apreciadas e avaliadas se não por uma pequena maioria dos seus condutores, os que o pretendam fazer merecem melhor…

Se o Range Rover Sport HEV é capaz de chegar a quase todos os lugares, nas incursões mais temerárias, as falsas protecções da carroçaria, em plástico pintado, e colocadas sob os pára-choques, são bem capazes de ficar pelo caminho…

Se o Range Rover Sport HEV é capaz de chegar a quase todos os lugares, nas incursões mais temerárias, as falsas protecções da carroçaria, em plástico pintado, e colocadas sob os pára-choques, são bem capazes de ficar pelo caminho…

Mas este é apenas um pecadilho num automóvel verdadeiramente soberbo, que consegue convencer mesmo os que se afirmam pouco ou nada adeptos do conceito SUV de luxo. Claro que o preço será uma limitação para a maioria, até porque é sempre possível inflacioná-lo através de uma lista de opcionais tão atractiva quanto extensa e onerosa – só a unidade ensaiada contava com mais de dez mil euros em extras (um dos quais a terceira fila de bancos, que acabam por ser pouco mais do que simbólicos, dado o pouco espaço que aí existe, mesmo com os da segunda fila chegados ao máximo à frente – já o sistema eléctrico destinado ao seu rebatimento e recolhimento, com comandos na bagageira e nos próprios bancos, proporciona um espectáculo digno de nota…). Mas também é assumido que um Range Rover de topo nunca será barato, e este tem a vantagem de ser pouco mais caro do que a versão Diesel de 306 cv, e muito mais barato do que a variante V8 a gasóleo com rendimento e prestações equivalentes – nada perdendo da exclusividade e do prazer de utilização que o actual Range Rover Sport é capaz de proporcionar em qualquer uma das suas declinações!

Airbag para condutor e passageiro
Airbags laterais dianteiros+traseiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade com vectorização de binário e diferencial traseiro activo de controlo electrónico
Controlo electrónico de estabilidade do reboque
Controlo electrónico de descidas (Hill Descent Control)
Controlo electrónico do rolamento (Roll Stability Control)
Auto Terrain Response
Assistente aos arranques em subida
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise-control
Bancos em pele
Bancos dianteiros com regulação eléctrica (14 vias)
Volante em pele regulável electricamente em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Rádio com leitor de CD/mp3+ecrã táctil de 8″+tomadas USB+Aux+8 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Comandos por voz
Sistema de navegação
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira
Faróis bi-Xénon+lava-faróis+luzes diurnas por LED
Faróis de nevoeiro
Sensores de luz+chuva
Travão de estacionamento eléctrico
Portão traseiro de abertura/fecho eléctricos
Jantes de liga leve de 20”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Pneu sobressalente de emergência
Pré-instalação eléctrica para gancho de reboque
Alarme perimétrico

Pintura metalizada Mariana Black (€1851)
Ar condicionado automático de quatro zonas (€1094)
Assistente de máximos (€161)
Retrovisores exteriores electrocromáticos (€252)
banco traseiro rebatível 60/40 com regulação longitudinal+inclinação (€99)
Terceira fila de bancos de accionamento eléctrico (€1430)
Tejadilho panorâmico (€1851)
Vidros escurecidos Privacy (€413)
Cruise-control adaptativo com função de travagem de emergência (€1071)
Acesso sem chave (€925)
Sensor de profundidade de passagem a vau+sistema de monitorização do ângulo morto+sensor de aproximação de veículos pela traseira (€811)
Patilhas de comando da caixa no volante (€176)
Sistema de câmaras Surround (€673)
Jantes de liga leve de 21″ (opção sem custo)
Pack fumador (opção sem custo)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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