CompararComparando ...

smart EQ forfour

Artigo
smart EQ forfour

Visão geral
Marca:

smart

Modelo:

EQ

Versão:

forfour

Ano lançamento:

2020

Segmento:

Citadinos

Nº Portas:

5

Tracção:

Traseira

Motor:

Eléctrico

Pot. máx. (cv/rpm):

82/4000

Vel. máx. (km/h):

130

0-100 km/h (s):

12,7

Autonomia eléctrica (km):

153 (NEDC)

PVP (€):

23 745/29 880 (Unidade testada)

Gostámos

Condução fácil, Agilidade em cidade, Imagem apelativa, Acesso ao habitáculo

A rever

Consumos/autonomia, Ruídos provenientes do tejadilho de abrir em lona, Conforto em mau piso

Nosso Rating
Rating Leitor
Para avaliar, registe-se ou inicie sessão
Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
6.0
Conforto
7.0
Equipamento
7.0
Garantias
6.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Pequenos retoques estéticos e uma nova designação é o que o smart EQ forfour tem para apresentar face ao conhecido de quando era apenas a versão eléctrica da família, e não o seu único representante. Nada que condicione, claro está, a eficiência do modelo no seu habitat natural - a cidade

6.9
Nosso Rating
Rating Leitor
You have rated this

Protagonista do presente teste, o “novo” smart EQ forfour é um dos três elementos que compõem a renovada oferta da marca de citadinos. No fundo, é praticamente o mesmo modelo que o construtor lançou em 2017, deste apenas se destacando por uma ligeira actualização estilística exterior; pela nova designação (de que passou a fazer parte a sigla EQ, com que a Daimler identifica todos os seus automóveis “electrificados”); e pelo facto de a gama da smart ter deixado, desde o início deste ano, de incluir qualquer motor térmico.

Em termos estéticos, um breve olhar é suficiente para perceber que se está aqui em presença de um smart e de um forfour. As linhas da carroçaria, tão originais quanto apelativas, são o garante de uma personalidade marcante, reforçada pela redesenhada secção dianteira, onde pontificam a nova grelha e as ópticas de novo desenho com luzes diurnas por LED (integralmente por LED, no caso da unidade ensaiada, mas porque esta estava equipada com o opcional Pack Exclusive).

Como todos os smart, o forfour passou a ser proposto exclusivamente com motorização eléctrica, no fundo, a mesma mecânica já conhecida da anterior geração

Como todos os smart, o forfour passou a ser proposto exclusivamente com motorização eléctrica, no fundo, a mesma mecânica já conhecida da anterior geração

No interior também não há surpresas a registar, nem mesmo o facto de vários elementos evocarem a génese comum dos actuais smart forfour e Renault Twingo. A qualidade de construção e materiais, sem encantar, também não desilude para um veículo desta classe; a habitabilidade é bastante aceitável, e mas ainda o é a facilidade de acesso a todos os lugares; a capacidade da mala, com todos os lugares disponíveis, é a esperada de um veículo assumidamente citadino, mas pode sempre ser substancialmente ampliada mediante o rebatimento em duas partes simétricas do banco posterior; e o posto de condução é bastante correcto e acolhedor, mesmo que a coluna de direcção apenas regule em altura.

Depois, características há menos convincentes, como o facto de os vidros traseiros apenas abrirem a compasso; o opcional sistema de infoentretenimento algo datado e demasiado simplista; ou o isolamento não mais do que sofrível do opcional tejadilho de abrir em lona, a permitir que, mesmo quando este se encontra fechado, o de outra forma muito calmo e aprazível ambiente interior seja invadido pelos ruídos exteriores. E outras típicas de automóveis de modelos eléctricos, caso do mostrador montado no topo esquerdo do tablier, com indicador de carga da bateria e do consumo energético em percentagem; e dos separadores específicos da vertente eléctrica exibidos no computador de bordo.

O interior em nada mudou, mantendo todas as virtudes e defeitos já bem conhecidos do forfour

O interior em nada mudou, mantendo todas as virtudes e defeitos já bem conhecidos do forfour

Por ousada, e comercialmente penalizadora, que possa ter sido a opção da smart em passar a dispor de uma gama exclusivamente eléctrica, não há como negar que a mesma encerra alguma lógica. Ou não fosse em meio urbano que o uso do automóvel piores consequências acarreta para o ambiente, e este o local em que os veículos eléctricos mais evidenciam as suas virtudes, tanto em termos de emissões poluentes como, até, de utilização.

No caso do smart EQ forfour, a mecânica é já bem conhecida: motor eléctrico de 82 cv e 160 Nm montado sob o piso da mala, com a tarefa de fazer mover as rodas traseiras e alimentado por uma bateria de iões de lítio com 17,6 kWh de capacidade, instalada sob o piso do habitáculo. Tendo em conta o peso do conjunto de 1200 kg, em boa parte a cargo da própria bateria, com 160 kg, as prestações ter-se-ão que considerar interessantes para um automóvel de cariz iminentemente citadino, tanto em termos de acelerações como de recuperações.

Temos, assim, que circular com este automóvel nas grandes urbes acaba por ser tarefa bastante fácil e agradável, pela forma como se desembaraça tanto no trânsito, graças à sua apreciável capacidade de aceleração, como nas vias mais estreitas ou congestionadas, fruto das dimensões contidas e de um reduzido diâmetro de viragem. Tudo acompanhado por um ruído de funcionamento da mecânica praticamente nulo, só perturbado, como referido, pela rumorosidade proveniente do exterior, através do deficiente isolamento do tejadilho de abrir.

O meio urbano ainda é, verdadeiramente, o terreno de eleição dos automóveis eléctricos, e mais ainda dos citadinos

O meio urbano ainda é, verdadeiramente, o terreno de eleição dos automóveis eléctricos, e mais ainda dos citadinos

Factor sempre determinante nos automóveis eléctrico do momento é a autonomia. Não sendo este, em boa verdade, o maior predicado do smart EQ forfour. Numa utilização convencional em cidade, sem excesso, mas também sem grandes restrições, uma carga de bateria chegará para cumprir facilmente mais de uma centena de quilómetros, sendo, até, possível ficar perto dos 153 km anunciado pela marca com alguns cuidados extra com o pedal da direita – e tendo sempre o modo de condução Eco activado.

Já quando se adoptam ritmos mais vivos, com acelerações mais intensas, ou se pretende enveredar por percursos de estrada e, sobretudo, de auto-estrada, as coisas mudam definitivamente de figura. No primeiro caso, já é mais complicado percorrer 100 km sem recarregar a bateria; em auto-estrada, cumprindo os 120 km/h permitidos (o que é o mesmo que andar praticamente a fundo, já que a velocidade máxima permitida pelo smart EQ forfour é, oficialmente, 130 km/h (na prática, um pouco mais, mas não muito), não será fácil percorrer muito mais do que 50 km até ser necessário ligar o veículo a um posto de carregamento.

Neste ponto, convém esclarecer que o smart EQ forfour inclui, de série, um carregador de bordo de 4,6 kW, que permite carregar a bateria na totalidade em 3h30m numa Wallbox, ou em 8h00m numa tomada corrente doméstica. Pelo que, em especial aos que necessitem de percorrer maiores distâncias, muito se recomenda a eleição do opcional carregador de bordo de 22 kW (€995), para que estas mesmas operações possam ser efectuadas em 40 minutos e 06h00, respectivamente. Importando, ainda, não esquecer que o cabo para carregamento tomada de corrente doméstica é mais uma opção neste caso orçada em €310.

Para carregar o smart EQ forfour numa tomada convencional é necessário adquirir o respectivo cabo de corrente, opcional orçado em €310

Para carregar o smart EQ forfour numa tomada convencional é necessário adquirir o respectivo cabo de corrente, opcional orçado em €310

Preocupação possivelmente secundária, ou mesmo terciária, do cliente tipo do smart EQ forfour é a sua eficácia dinâmica. O que não significa que a mesma não seja merecedora de análise. Aqui, primeiro encómio para a direcção, precisa e bastante directa, a que se junta a agilidade esperada de um automóvel de reduzidas dimensões, contida distância entre eixos e motor e tracção traseiros.

Claro que, ainda que as reacções sejam sempre bastante previsíveis, é natural a tendência para uma certa deriva de traseira nas solicitações mais exigentes, que a electrónica controla de forma eficaz em permanência, como rapidamente perceberão os condutores mais afoitos, pela presença constante da luz laranja intermitente no painel de instrumentos, indicadora da actuação do controlo de estabilidade. O conforto, esse, é aceitável quando perante pisos em bom estado de conservação, não tanto (sobretudo para os passageiros traseiros) quando surgem os ressaltos ou pisos mais irregulares. Condicionante ainda mais notória na unidade ensaiada, porque dotada da linha Pulse (que inclui a suspensão rebaixada 10 mm) e de jantes de 16” com pneus de perfil mais baixo.

Apesar disso, naquele que é o seu habitat natural, o smart EQ forfour não deixa de cumprir com brio a sua missão, e com uma distinção que lhe é muito particular. O preço base de €23 745 espelha, por um lado, uma autonomia reduzida e, por outro, um equipamento de série não muito extenso, que só convence quando acompanhado de alguns extras – como o prova a unidade testada, com um valor final de €29 880.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Cruise-control
Banco do condutor regulável em altura
Banco traseiro rebatível 50/50
Volante em pele regulável em altura
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Vidros dianteiros eléctricos
Vidros traseiros de abertura a compasso
Sistema de som com rádio/leitor de mp3
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Luzes diurnas por LED
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Jantes de liga leve de 15"
Kit de reparação de furos
Carregador de bordo de 4,6 kW
Cabo de carregamento trifásico com  5 m para Wallbox e estações públicas)

Carregador de bordo de 22 kW (€995)
Linha Pulse (€605 – inclui: jantes de liga leve de 16"; suspensão rebaixada 10 mm)
Pack Exclusive (€2730 – inclui: faróis por LED; tecto panorâmico; iluminação ambiente; câmara de estacionamento traseira; retrovisor interior electrocromático; sensores de luz+chuva; faróis de nevoeiro com luzes de berma; rádio digital com ecrã táctil e navegação integrada)
Tejadilho de abrir em lona (€625)
Vidros escurecidos (€175)
Pack cabos de carregamento (€310 – inclui: cabo de carregamento monofásico para tomada doméstica+cabo de carregamento trifásico com  5 m para Wallbox e estações públicas)
Pintura metalizada dos painéis da carroçaria (€435)
Célula de segurança Tridion em cinzento metalizado

Qual é a sua reação?
Excelente
0%
Adoro
0%
Gosto
0%
Razoavel
100%
Não gosto
0%
Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
Comentários
Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

19 + 13 =

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.