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VW T-Roc 1.0 TSI 115 cv Style

Artigo
VW T-Roc 1.0 TSI 115 cv Style

Visão geral
Marca:

VW

Modelo:

T-Roc

Versão:

1.0 TSI 115 cv Style

Ano lançamento:

2017

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.0

Pot. máx. (cv/rpm):

115/5000

Vel. máx. (km/h):

187

0-100 km/h (s):

10,1

Consumos (l/100 km):

4,5/5,1/6,0

CO2 (g/km):

116

PVP (€):

26 036/31 168 (unidade testada)

Gostámos

Desempenho dinâmico honesto e previsível, Conforto elevado, Motor disponível, Habitabilidade e mala

A rever

Qualidade dos plásticos, Consumos demasiado “sensíveis” à utilização imposta

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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
9.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

A versão mais acessível do VW T-Roc mostra que o SUV Made in Portugal tem argumentos que cheguem para vingar no mercado nacional, inclusive no plano comercial.

7.7
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Para a maioria dos portugueses, em especial os apaixonados por automóveis, o novo VW T-Roc tenderá a ser mais do que apenas mais um SUV compacto, redobrando de interesse a respectiva análise, quanto mais não fosse, pelo inevitável orgulho do seu estatuto de Made in Portugal. A versão aqui em apreço do modelo produzido em Palmela pela Autoeuropa é o T-Roc 1.0 TSI 115 cv Style de tracção dianteira, a mais acessível da gama em termos de motorização, e dotada do nível de equipamento intermédio, aquele que incluirá, já, quase tudo o considerado essencial pelo comprador tipo de uma proposta deste género e nível de preço.

Primeiras impressões, obrigatoriamente, para o design, com o T-Roc a exibir uma estética apelativa, mas que está longe de surpreender. A frente é tipicamente VW, cabendo a uma secção traseira mais personalizada, que confere ao modelo, ao mesmo tempo, um ar mais jovial e uma pose mais distinta, a principal responsabilidade por um visual que, ainda assim, não deixa de ser um atributos a ter (muito ) em conta no T-Roc. Naturalmente, como hoje se impõe nesta classe, tudo tende a variar em função das inúmeras possibilidades de personalização, exteriores e interiores, disponíveis, mormente o tejadilho de cor distinta e as sete cores interiores.

A traseira será a secção mais personalizada do T-Roc, aquela que lhe garante boa parte do seu apelo estético

Antes de passar ao habitáculo, importa perceber quais os objectivos da VW para o T-Roc, assim como o seu posicionamento no seio da respectiva gama. Apesar de ter por base a mesma plataforma modular MQB (aquela que, entre muitos outros modelos do grupo, também serve o Golf), tem dimensões mais contidas do que o Tiguan de cinco lugares em todos os sentidos (incluindo a distância entre eixos), e pretende rivalizar com os modelos de referência do subsegmento dos SUV mais popular na Europa, o chamado B SUV, onde pontificam propostas como o incontornável Nissan Qashqai.

Assim se explica, pelo menos em parte, uma qualidade de materiais algo decepcionante, por pouco ter que ver com o conhecido do Golf, a berlina da marca que, em termos mecânicos como de dimensões, mais se aproximará do T-Roc. Para ajudar a garantir um preço bem mais interessantes do que o do Tiguan, os plásticos são, na sua esmagadora maioria, bastante duros e algo ásperos, daqueles que facilmente se riscam com um objecto mais pontiagudo, e vale ao modelo os acabamentos de nível superior e uma montagem rigorosa para garantir que os ruídos parasitas não o deverão afectar com a inexorável passagem do tempo e da quilometragem.

Em compensação, a habitabilidade é generosa, ao nível da principal concorrência em termos de espaço para pernas atrás, e referencial em termos de largura e altura, o mesmo acontecendo com a capacidade da bagageira. O apelo visual, por seu turno, beneficia muito da faixa horizontal que atravessa o tablier e se estende às portas, e da moldura que ornamenta a consola central, ambas na mesma cor da carroçaria, sendo ainda mais convincente caso se despendam mais €460 no opcional painel de instrumentos totalmente digital Active Info Display instalado unidade testada.

Para garantir um preço competitivo, a maioria dos plásticos são duros, nada tendo que ver com o conhecido do Golf. Mas a montagem é boa e as aplicações interiores na cor da carroçaria garantem apelo

Passando à acção, primeiro encómio para a posição de condução, mais alta do que numa berlina, como se espera e pretende num SUV, mas, felizmente, não à custa de uma colocação demasiada elevada do banco face aos outros elementos do habitáculo, do que resulta postura ao volante muito correcta. Uma vez em marcha, há maior proximidade com o Golf em termos do pisar típico de um VW, sólido, firme, mas superando com competência as irregularidades, desde logo transmitindo aquela sensação de conforto tipicamente germânico, capaz de conjuga comodidade com uma sensação de permanente controlo que acaba por confirmar-se na prática.

É um facto que o comportamento não é especialmente envolvente, antes ficando marcado por uma inequívoca competência, graças à correcta afinação das suspensões, aos travões devidamente dimensionados e a uma direcção precisa e directa. Não é demais reiterá-lo, segurança, neutralidade e facilidade de condução são factores determinantes, com o T-Roc a fazer tudo muito bem, com notável honestidade e eficácia, mesmo sem nunca apelar propriamente à emoção. Fora de estrada, não dispondo de tracção integral, e não sendo possível inibir mais do que o controlo de tracção (o ESP está sempre activo), o condutor do T-Roc não deverá aspirar a mais do que enfrentar terrenos que também não seriam inacessíveis a uma vulgar berlina, ainda que com o acréscimo de à vontade que lhe é garantido por uma altura ao solo um pouco mais elevada.

Quanto ao motor, o desempenho da unidade 1.0 TSI de 125 cv e 200 Nm acaba or ser meritório tendo em conta o porte e o peso de praticamente 1300 kg deste T-Roc, ainda para mais sendo tendencialmente longo o escalonamento da caixa manual de seis velocidades, em especial da sua última relação, para garantir consumos comedidos – bastante aceitáveis em cidade, e ainda mais frugais em estrada e auto-estrada, mas só se se adoptar um ritmo e um estilo de condução bastante “civilizados”. Neste ponto, vale a pena referir que basta o revelo ser mais acentuado para os valores começarem a aumentar, pelo que, numa utilização normal, o melhor, mesmo, é contar com médias próximas dos 8,0 l/100 km, que sem dificuldade se aproximam dos 10,0 l/100 km a ritmos mais dinâmicos, ou quando se transporta maior quantidade de passageiros e/ou carga.

Muito fácil e agradável de conduzir, o T-Roc destaca-se, dinamicamente, pelo comportamento sempre honesto e previsível, conjugado com um elevado conforto

As prestações, essas, sem fazerem do T-Roc 1.0 TSI um sprinter, acabam por ser bastante razoáveis, e até é possível usufruir de outro divertimento ao volante fazendo bom uso da caixa para retirar todo o potencial do solícito três cilindros turbo de apenas 999 cc. Será, também, apenas nestas circunstâncias de maior carga, e regimes mais elevados, que o ruído do motor se fará sentir de forma mais intensa no habitáculo, dado que, as mais das vezes, o bom isolamento acústico ajuda a assegurar que este passa praticamente despercebido para os ocupantes

Tudo somado, há que reconhecer que, para a grande maioria dos seus utilizadores tipo, o novo T-Roc 1.0 TSI Style é um SUV capaz de cumprir com as suas necessidades e expectativas, e com a vantagem nada negligenciável de um preço de entrada liminarmente acima dos 26 mil euros. Não é o mais acessível da classe, mas também não é tão mais caro face à concorrência como costuma ser da praxe na VW, além de que, por ora, adquirir uma variante a gasóleo do modelo obriga a gastar praticamente 45 mil euros, dado que a única, para já, disponível é a equipada com o motor 2.0 TDI de 150 cv e tracção total 4Motion. E até mesmo quando chegar ao mercado a variante 1.6 TDI de 116 cv e tracção dianteira, este 1.0 TSI decerto que continuará a ter uma palavra a dizer para o sucesso do T-Roc no seu país “natal”.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal e reconhecimento de peões
Sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de detecção de fadiga do condutor
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Bancos dianteiros reguláveis em altura
Gaveta sob o banco do passageiro dianteiro
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele multifunções regulável em altura+profundidade
Direcção com assistência eléctrica variável
Rádio com ecrã táctil de 8"+leitor de mp3+6 altifalantes+tomadas USB/Aux-in
Mãos-livres Bluetooth
Vidros dianteiros+traseiros eléctricos
Retrovisor interior electrocromático
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Cruise control adaptativo+limitador de velocidade
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros
Luzes diurnas por LED
Faróis de nevoeiro com função de curva
Farolins traseiros por LED
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 16"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura especial (€625)
Jantes de liga leve de 18" (€883)
Ópticas dianteiras por LED (€996)
Retrovisoes exteriores rebatíveis electricamente (€158)
Pacote Style Plus (€390)
2 tomadas USB adicionais (€64)
Portão traseiro eléctrico (€157)
Barras de tejadilho cromadas (€157)
Vidros traseiros escurecidos (€283)
Mãos-livres Bluetooth com carregamento por indução (€428)
Sistema de proteccção proactiva dos passageiros (€146)
Painel de instrumentos digital Active Info Display (€460)
App Connect (€184)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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