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Ao volante do revisto Hyundai Kauai. Já disponível desde €21 500

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Ao volante do revisto Hyundai Kauai. Já disponível desde €21 500

A Hyundai acaba de apresentar a mais recente actualização do Kauai, modelo determinante para o desempenho da marca no Velho Continente, ou não tivesse já vendido do mesmo, desde o seu lançamento, em 2017, mais de 228 mil unidades na Europa (mais de seis mil exemplares em Portugal). Agora, o popular SUV compacto sul-coreano recebe não alguns retoques estilísticos exteriores e interiores, como uma oferta de motores revista, diversos melhoramentos ao nível da suspensão e, não menos importante, um reforço substantivo dos seus argumentos no domínio da tecnologia a bordo e da conectividade.

Visualmente, as modificações introduzidas foram suficientes para modernizar a aparência exterior, tornando-a mais actual e dinâmica, mas sem desvirtuar o estilo do modelo original, ou fazer com que este fique, prematuramente, demasiado datado. O renovado Kauai continua a ser, inequivocamente, um Kauai, mantendo o apelo de sempre, mas distinguindo-se pela frente redesenhada (secção superior do capot alongada, terminando sobre a grelha frontal, contribuindo para uma presença mais marcante); pela traseira em que se destacam os novos farolins, horizontalmente mais alongados, replicando a assinatura luminosa da frente, e o novo pára-choques de cor contrastante, condicente com as protecções de carroçaria existente na dianteira e nas laterais (e que ajuda a explicar o aumento de 40 mm do comprimento exterior); e as jantes bicolores de novo desenho, que continuam a ser de 18” em todas as versões. Estão, ainda, disponíveis cinco novas cores exteriores, que se juntam a outras tantas que transitam da anterior geração, todas podendo ser combinadas, em opção, com o tejadilho e as caixas dos espelhos em preto.

Passando ao habitáculo, referência para as molduras dos altifalantes e das saídas de ventilação com acabamento alumínio, o que confere ao interior uma aparência mais sofisticada e requintada, para as novas combinações cromáticas e para a adopção de alguns materiais de superior qualidade e mais agradáveis à vista e ao toque. Ainda assim, a grande novidade, aqui, é o painel de instrumentos totalmente digital de 10,25”, estreado no novo i20, extremamente completo e fácil de utilizar, senhor de um design deveras apelativo, e, também ele, oferecido de série em todas as variantes do modelo.

Quanto ao sistema de infoentretenimento, conta, de série, com um ecrã táctil de 8” (anteriormente de 7”), além de oferecer um novo grafismo, indubitavelmente mais actual, apelativo, intuitivo e fácil de utilizar. Opcionalmente, está disponível a versão mais dotada e evoluída deste dispositivo, com ecrã de táctil 10,25”, conectividade Android Auto e Apple CarPlay sem fios, multi-ligações Bluetooth, navegação conectada, definição de perfis de utilizador e reconhecimento de voz (não em português), entre outras funcionalidades, nomeadamente no domínio da conectividade e do acesso remoto a diversas funções.

Em termos de segurança, o Kauai dispõe, agora, em adição ao já conhecido, de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão e reconhecimento de peões e ciclistas; sistema de leitura de sinais de trânsito com assistente de velocidade máxima; alerta de arranque do veículo da frente; sistema de chamada de emergência e-call; e aviso de passageiros no banco traseiro (alerta o condutor para a presença de ocupantes ou objectos no banco posterior quando este abandona a viatura).

Estando a chegada das motorizações híbrida e totalmente eléctrica agendada apenas para o final do primeiro trimestre deste ano, a oferta de motores do renovado Kauai está, por agora, limitada a duas unidades de combustão interna, uma a gasolina, a outra a gasóleo. No primeiro caso, trata-se do 1.0 T-GDi com injecção directa e turbocompressor, capaz de disponibilizar 120 cv e 172 Nm, bloco sempre associado à caixa manual de seis velocidades e que, até à data, foi o escolhido por 65% dos clientes do modelo no mercado português.

Por seu turno, a opção Diesel toma forma no novo 1.6 CRDi de 136 cv com tecnologia mild hybrid de 48 Volt, motor que oferece 280 Nm de binário quando combinado com a caixa manual “inteligente” iMT de seis relações, ou 320 Nm quando tem acoplada a opcional caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e sete velocidades. Sucedendo ao anterior 1.6 CRDi de 115 cv, a Hyundai garante que o novo motor, apesar do superior rendimento, garante, ainda assim, face a este, uma redução de 10% das emissões poluentes, e de 10% do consumo.

Menção, ainda, para as suspensões, revistas ao nível das molas, amortecedores e barras estabilizadoras, com o objectivo de aprimorar o conforto, mas sem prejudicar a eficácia nem o prazer ao volante. Com o mesmo intuito, a direcção foi reajustada em conformidade, ao passo que os anteriores pneus Continental ContiSportContact 5 deram lugar aos ContiPremiumContact 6, menos ruidosos e com menor atrito, logo, capazes de reduzir os consumos e as emissões.

O lançamento em Portugal do actualizado Kauai foi acompanhado de um primeiro contacto dinâmico com o modelo por parte dos jornalistas lusos, no caso com a versão Kauai 1.0 T-GDi Premium, a que se prevê venha a ser a favorita dos portugueses. Visualmente, não há como negar que esta continua a ser uma das mais felizes criações da Hyundai dos últimos tempos no plano estilístico, com o modelo a reforçar o seu apelo estético mercê das melhorias operadas, enquanto que o interior mantém intocados os seus atributos em domínios como a apreciável qualidade de construção ou o generoso espaço oferecido aos passageiros (a capacidade da mala está não mais do que na média para a classe), reforçado, agora, por alguns materiais mais convincentes, assim como por uma mais fácil interacção entre utilizador e veículo, por via quer do eficiente painel de instrumentos digital, quer do novo e mais competente interface do sistema de infoentretenimento.

Durante os pouco mais de cem quilómetros percorridos, foi, de igual modo, possível confirmar o elevado equilíbrio dinâmico deste SUV compacto. Apesar do eixo semi-rígido traseiro, o conforto de marcha é digno de nota, primando o comportamento por uma apreciável eficácia, mesmo nas solicitações mais exigentes, decorrentes de uma utilização que dificilmente será a preferida da maioria dos seus potenciais compradores, mas que muito acaba por contribuir para um notável agrado de utilização: direcção precisa e directa q.b., frente incisiva (porventura mais do que o esperado de uma proposta deste género), movimentos da carroçaria bem controlados, agilidade em curva digna de elogios. Mesmo quando se cometem alguns excessos, o Kauai 1.0 T-GDi exibe reacções sempre honestas e previsíveis, e até em piso (muito) molhado o controlo electrónico de estabilidade, por sinal desligável em duas fases, só intervém em situações limite, e, as mais das vezes, de forma tão eficaz quanto discreta.

A motorização, essa, ajusta-se na perfeição à filosofia desta versão. A par de um funcionamento suave e silencioso, oferece uma reposta célere e suficientemente generosa na maioria das situações, de molde a garantir uma condução fácil em cidade ou em estrada, nem sequer se negando a enfrentar uma toada mais intensa, em que é possível ter melhor noção das razoáveis prestações por si permitidas, ainda que, como seria de esperar, seja necessário, para manter um ritmo mais acelerado em traçados sinuosos, fazer bom uso da caixa de velocidades, cujo único pecadilho é não ser particularmente atreita a um manuseamento mais rápido.

Tão ou mais importante para o cliente-alvo deste Kauai 1.0 T-GDi serão os consumos. Mais do que convincentes numa utilização condicente com a postura do modelo, tanto em estrada e auto-estrada, como em cidade, também não desiludem, bem pelo contrário, quando se pretende fazer uso de todo o potencial da unidade motriz, tendendo a ficar abaixo dos 10,0 l/100 km quando numa condução mais dinâmica.

Por fim, os preços a que o renovado Kauai é proposto no mercado nacional. Para já, como o novo nível de equipamento N-Line só estará disponível lá mais para perto do Verão, todas as motorizações são conjugadas com o nível Premium, que já inclui, entre outros, elementos como ar condicionado automático; cruise control com limitador de velocidade; acesso e arranque sem chave, barras de tejadilho, espelhos eléctricos, aiquecidos e rebatíveis electricamente; faróis de nevoeiro; Bluetooth; alarme; câmara de estacionamento traseira; sensores de luz e chuva; e o conjunto de assistentes à condução Hyundai Smart Sense (composto pela travagem autónoma de emergência, pelo assistente à manutenção na faixa de rodagem, pelo alerta de fadiga do condutor, pelo assistente ao arranque em plano inclinado, e pelo alerta de passageiros no banco traseiro).

Já os preços são de €21 500 para a versão 1.0 T-GDi Premium; e de €28 825 para a variante 1.6 CRDi 48V (€30 650 com caixa DCT). Em qualquer dos casos, é possível adicionar o tejadilho e caixas dos espelhos em preto, por €600; a pintura metalizada, por €390 euros; e o Pack Plus, por €1425 (composto pelas ópticas dianteiras e farolins traseiros por LED; pelo assistente de máximos; pelo sistema de infoentretenimento com ecrã de 10,25, rádio digital DAB, navegação e sistema Bluelink; e pelo sistema de som Krell com oito altifalantes).

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zyrgon