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Audi AI:Trail quattro: “TT” eléctrico e futurista

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Audi AI:Trail quattro: “TT” eléctrico e futurista

Com o AI:Trail quattro, a Audi completa o prometido quarteto de propostas visionárias para o futuro, composto, ainda, pelo Aicon, pelo AI:Me e pelo AI:Race. No caso em apreço, trata-se de um protótipo de um mais extremo veículo de todo-o-terreno com quatro lugares, propulsão eléctrica e condução autónoma, com uma superfície vidrada lateral que se prolonga até ao extremo inferior da carroçaria, o que garante, desde logo, uma luminosidade interior e uma visibilidade para o exterior invulgares.

Com 4,15 m de comprimento, 2,15 m de largura e 1,67 m de altura, o AI:Trail quattro impõe-se, desde logo, pelo radicalismo da forma, que não deixa dúvidas quanto à sua vocação e capacidades para evoluir fora de estrada, confirmadas pelas rodas de 22” com pneus com 850 mm de largura, assim como por uma altura ao solo de 340 mm, ou uma capacidade de passagem a vau de 1,6 m. Construída em aço, alumínio e fibra de carbono, a estrutura do modelo pretende ser, ao mesmo tempo, ligeira e capaz de garantir uma elevada rigidez torsional pesando o AI-Trail não mais do que 1750 kg, não obstante a sua bateria de elevada capacidade.

Inovadora, a iluminação, exterior e interior. As luzes de presença dianteiras por LED, ajustáveis, estão integradas nos pilares A, e tanto servem como iluminação exterior, como interior – o mesmo acontecendo com os farolins traseiros, que também ervem para iluminar o compartimento de bagagens. Para operar a função de “médios” e “máximos” existem cinco drone triangulres sem rotor, de operação eléctrica, que tanto podem aterrar nas barras de tejadilho como no próprio tejadilho, para o que contam com poderosos imans, ficando ligados ao sistema de carregamento por indução das respectivas baterias.

Denominados Audi Light Pathfinders (ALP), estes engenhos têm a forma de uma lanterna, mas incluindo muito mais funcionalidade, obtêm sustentação da mesma forma que as ventoinhas sem pás geram o seu fluxo de ar, e podem mesmo voar à frente do AI:Trail para iluminar o caminho. Possuem, inclusivamente, micro-câmaras que podem captar imagem e transmiti-la, via rede sem fios, para o ecrã colocado diante do condutor. Se o veículo estiver imobilizado, também podem servir para iluminar a aárea em torno do veículo, ou o seu interior, através do tecto panorâmico, sendo totalmente coordenados, de forma automática, pelo próprio AI:Trail – por norma, voarão em pares, mas podem formar grupos de mais elementos, até um máximo, naturalmente, de cinco.

Totalmente envolto por vidros de formato poligonal, o habitáculo é amplo e oferece uma visibilidade ao estilo de um helicóptero, além de recorrer, em boa parte, a materiais reciclados. O acesso de passageiros e bagagens é facilitado tanto pelas portas traseiras de abertura invertida, como pelo pára-brisas e portão traseiro com amplo ângulo de abertura, ao passo que o pára-choques traseiro tem integrado um compartimento autónoma para arrumação de objectos sujos ou enlameados. Os bancos dianteiros com cintos de quatro pontos de fixação, e os bancos traseiros removíveis (passiveis de utilizar no exterior do veículo), são outros dos elementos a ter, aqui, em conta – a par do posto de condução minimalista, em que o smartphone ligado directamente ao topo da coluna de direcção é o elemento de interacção entre condutor e automóvel, para além, é claro, do volante, dos pedais e de uns poucos botões de comando.

Dotado de suspensões MacPherson com braços transversais, molas helicoidais e amortecimento adaptativo, e de pneus de desenho especial, que, por si só, asseguram um adicional de 60 mm de curso da suspensão, além de contarem com regualação automática da respectiva pressão, em função das condições e necessidades do momento, o AI:Trail já recorre a um sistema de condução autónoma de nível 4. Quanto à motorização, e tendo em conta que a vocação do veículo será, essencialmente, a circulação em áreas em que a infraestrutura de carregamento não existirá, a sua bateria está a apta a garantir uma autonomia de 400-500 em estrada, ou em terrenos que não o asfalto pouco existentes – passando esta a ser de 250 km em condições “TT” realmente exigentes.

Por forma a que tal desiderato seja alcançável, a velocidade máxima em estrada está limitada a 130 km/h, não obstante com um motor eléctrico por roda, com um rendimento combinado de 435 cv e 1000 Nm. Por outro lado, a capacidade do sistema, de entregar a cada roda o binário máximo ideal a cada momento, garante ao AI:Trail uma elevada competência para evoluir fora de estrada, sem que para tal necessite de recorrer a bloqueios de diferencial e soluções análogas.

 

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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