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Citroën C3 1.5 BlueHDi C-Series

Artigo
Citroën C3 1.5 BlueHDi C-Series

Visão geral
Marca:

Citroën

Modelo:

C3

Versão:

1.5 BlueHDi C-Series

Ano lançamento:

2020

Segmento:

Utilitários

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

102/3500

Vel. máx. (km/h):

188

0-100 km/h (s):

11,4

Consumos (l/100 km):

4,4-4,5 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

116-118 (Combinado WLTP)

PVP (€):

21 772/22 222

Gostámos

Originalidade, Conforto de marcha, Consumos, Mecânica competente, Espaço e mala, Agrado de utilização

A rever

Dotação de dispositivos de segurança, Acesso aos lugares traseiros

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Qualidade geral
6.0
Interior
6.0
Segurança
6.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
9.0
Equipamento
8.0
Garantias
6.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Na sequência da recente actualização operada pela marca do double chevron no seu utilitário, o renovado Citroën C3 1.5 BlueHDi C-Series comprova a pertinência das ligeiras modificações introduzidas pela marca francesa no seu emblemático e popular modelo, que progrediu em diversos domínios sem ter visto pervertido o seu conceito original, ou condicionados os méritos que já lhe eram (re)conhecidos. Original e pleno de carácter, por dentro como por fora, e, agora, oferecendo o triplo das possibilidades de personalização, ainda que se destine a um cliente potencialmente em "vias de extinção" (os que pretendem um pequeno automóvel a gasóleo), nem por isso deixa de brilhar no plano dinâmico, seja pelo extremo conforto oferecido, pelo comportamento seguro e equilibrado, ou por consumos a que é impossível ficar indiferente

7.3
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Mercê da recente actualização de meio de ciclo sofrida pela terceira geração do utilitário da Citroën, importava avaliar a evolução registada pelo modelo, aqui presente na forma do C3 1.5 BlueHDi C-Series. Monta a única motorização a gasóleo disponível na gama, já não tanto como antigamente, mas ainda a registar uma apreciável procura, combinada com o novo nível de equipamento, aquele que a marca do double chevron criou com a intenção de conquistar a maioria dos clientes do renovado C3.

Em jeito de introdução, convém sublinhar que a mencionada renovação não introduziu, propriamente, modificações radicais em nenhuma área, antes se traduz num progresso em variados domínios. Por isso, não espantará que as alterações estilísticas aplicadas sejam mínimas, dado que as linhas exteriores foram não mais do que ligeiramente retocadas, mantendo-se tão simples quantos originais e apelativas, com o carácter e personalidade de sempre, sem perverter o conceito original estreado em 2016, e depois vertido na restante oferta da marca.

Assim sendo, a distinguir o revisto C3, neste particular, estão elementos como os novos chevrons dianteiros, unidos às luzes de circulação diurna através de uma faixa cromada; as ópticas dianteiras redesenhadas; as molduras dos faróis de nevoeiro coloridas; as jantes de maiores dimensões (de 16” no nível C-Series) e novo desenho; os alargamentos dos guarda-lamas; a nova decoração nos pilares posteriores; os farolins traseiros por LED de efeito tridimensional; e os chevrons aplicados em preto brilhante com contorno cromado no portão traseiro.

A renovação de meio de ciclo do C3 não inclui mais do que meros apontamentos no que ao visual exterior diz respeito, continuando o popular utilitário francês a exibir o visual bastante original e personalizado que inaugurou em 2016, e depois foi aplicado em todos os novos modelos da Citroën

A renovação de meio de ciclo do C3 não inclui mais do que meros apontamentos no que ao visual exterior diz respeito, continuando o popular utilitário francês a exibir o visual bastante original e personalizado que inaugurou em 2016, e depois foi aplicado em todos os novos modelos da Citroën

O que aumentou significativamente foram as possibilidades de personalização, com o número de combinações exteriores possíveis a passar de 36 para 97, resultado da conjugação entre sete cores exteriores, quatro cores para tejadilho, caixas dos espelhos e decoração dos vidros traseiros, e quatro Pack Color – com a unidade testada a contar, neste particular, com o Pack Color Red Regal (rebordo dos faróis de nevoeiro e Airbump em vermelho oxidado), proposto de série, e com o tejadilho em preto (€200) e a pintura opaca Branco Banquise (€200).

Identificar as modificações introduzidas no habitáculo também exige um olhar atento. A mais notória serão os bancos dianteiros Advanced Comfort, do tipo poltrona, bastante cómodos (embora não propriamente primando pelo apoio lateral), dotados de uma espuma mais espessa e apoio lombar reforçado – os dianteiros reguláveis em altura, e com apoio de braços para o condutor. De resto, o interior continua a exibir o seu estilo muito próprio, tão jovial quanto as formas exteriores, apenas destoando o painel de instrumentos analógico, já um pouco datado face às mais recentes tendências do mercado, não fatando no seio do grupo francês exemplos de soluções bem mais avançadas.

A propósito de equipamento, refira-se o que acrescenta, de série, o novo nível C-Series ao Feel Pack, que está na base da oferta: Pack Visibility (sensores de luz e chuva, sistema folow me home e sensores de estacionamento traseiros); Pack Color; vidros posteriores e óculo traseiro escurecidos; decorações e tapetes específicos; vidros traseiros eléctricos; e jantes em liga de 16” (em aço no Feel Pack). Pena que, nem mesmo como opção, seja possível dispor do opcional Citroën Connect Box, disponível apenas nos dois níveis de equipamento de topo, por ser aqui que se incluem a travagem autónoma de emergência com alerte de colisão frontal, e o assistente de máximos.

Num interior mais tecnológico e conectado, originalidade e jovialidade continuam a não ser palavras vãs. O novo nível de equipamento C-Series conta com uma dotação bastante interessante, incluindo, entre outros, os muito cómodos bancos Advanced Comfort

Num interior mais tecnológico e conectado, originalidade e jovialidade continuam a não ser palavras vãs. O novo nível de equipamento C-Series conta com uma dotação bastante interessante, incluindo, entre outros, os muito cómodos bancos Advanced Comfort

Ainda no habitáculo importará reter que a maioria dos plásticos utilizados são duros, mas a construção razoavelmente robusta e os acabamentos de bom nível. Domínios em que o C3 continua a brilhar, os da habitabilidade e da capacidade da mala (300-992 litros), em qualquer dos casos dos melhores da classe (nota especial para a largura interior, ao nível de muitos modelos do segmento acima), mesmo que o acesso aos lugares traseiros não seja isento de reparos. Já o posto de condução é bastante correcto, tal como a ergonomia, permitindo as várias regulações oferecidas pelo banco e pelo volante que a maioria encontra rápida e facilmente a melhor posição de condução.

Mecânica e dinamicamente, o revisto C3 1.5 BlueHDi C-Series também não apresenta novidades de maior. O bem conhecido motor turbodiesel de 102 cv e 250 Nm, a par de um funcionamento suave e silencioso q.b., não só garante uma utilização fácil e despreocupada na generalidade das condições, fruto de uma boa resposta logo desde os baixos regimes, como consumos por demais convincentes, e tanto mais quanto mais regrado for o estilo de condução adoptado. Já quando se adoptam ritmos mais intensos é exigido maior recurso à suave e precisa, mas não propriamente muito rápida, caixa manual de cinco velocidades, em boa parte devido ao escalonamento ao longo das suas duas últimas relações, e em particular da quinta, condição essencial para o alcançar dos referidos consumos de referência.

Com motor turbodiesel de 100 cv, naturalmente que o C3 1.5 BlueHDi não está fadado para grandes corCom motor turbodiesel de 102 cv, naturalmente que o C3 1.5 BlueHDi não está fadado para grandes correrias, mas a sua condução é muito fácil e agradável, os consumos notáveis e o conforto de marcha uma referênciarerias, mas a sua condução é muito fácil e agradável, os consumos notáveis e o conforto de marcha uma referência

Com motor turbodiesel de 102 cv, naturalmente que o C3 1.5 BlueHDi não está fadado para grandes correrias, mas a sua condução é muito fácil e agradável, os consumos notáveis e o conforto de marcha uma referência

O comportamento é muito são, honesto e previsível, dificilmente colocando o condutor perante situações de difícil resolução. Ainda assim, o melhor atributo da suspensão será o notável conforto que oferece a quem segue a bordo, absorvendo com eficácia as irregularidades, ao ponto que conseguir que a maioria delas acaba por ser imperceptível para quem segue a bordo.

No final, fica a certeza de que, na sequência desta actualização, o utilitário da Citroën mantém intactos os atributos que lhe são (re)conhecidos, mas conseguindo progredir de forma apreciável em diversas áreas. Uma proposta deveras agradável e equilibrada, com um carácter muito próprio, e que também no plano comercial tem um argumento decisivo, ao conjugar um preço muito competitivo com um equipamento bastante completo.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Alerta de transposição involuntária da faixa de rodagem
Alerta de atenção do condutor
Assistente aos arranques em subida
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Banco do condutor regulável em altura
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 7″+tomadas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Vidros traseiros escurecidos
Luzes diurnas por LED
Farolins traseiros por LED
Faróis de nevoeiro
Pack Visibility (inclui: sensores de luz+chuva/sistema Follow Me Home)
Sensores de estacionamento traseiros
Jantes de liga leve de 16”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Pack  Color Red Regal (incui moldura dos faróis de nevoeiro e Airbump em vermelho oxidado)

 

Tejadilho em preto (€250)
Pintura opaca Branco Banquise (€200)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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