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Hyundai i10 1.0 MPi AMT Comfort

Artigo
Hyundai i10 1.0 MPi AMT Comfort

Visão geral
Marca:

Hyundai

Modelo:

i10

Versão:

1.0 MPi AMT Comfort

Ano lançamento:

2020

Segmento:

Citadinos

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.0

Pot. máx. (cv/rpm):

67/5500

Vel. máx. (km/h):

156

0-100 km/h (s):

17,8

Consumos (l/100 km):

5,5 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

125 (Combinado WLTP)

PVP (€):

14 795/15 500 (Unidade testada)

Gostámos

Consumos, Agilidade em cidade, Equipamento de série, Segurança, Garantias, Apelo visual

A rever

Caixa pilotada lenta, Prestações

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Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
6.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
7.0
Equipamento
7.0
Garantias
9.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

O citadino sul-coreano renovou-se, e o teste ao Hyundai i10 1.o MPi AMT Comfort prova que a evolução foi positiva. Ágil em cidade, robusto e bem equipado, tem na opcional caixa pilotada um argumento importante em termos de facilidade de utilização em cidade, mas que, devido a um desempenho muito perfectível, condiciona deveras tanto o agrado de condução como o conforto

7.5
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O Hyundai i10 1.0 MPi AMT Comfort que protagoniza este teste insere-se num segmento que, não tendo a importância que já teve noutras épocas em Portugal, continua a ter um peso relevante no mercado, por ser composto, em boa parte, por propostas como esta, em que racionalidade, baixo custo de utilização e preço acessível são factores determinantes. O interesse pelo citadino sul-coreano foi recentemente reforçado pela renovação de que foi alvo, altura em que a gama, agora composta por um só motor e um único nível de equipamento, passou a incluir, também, uma transmissão automática, por sinal instalada na unidade em apreço.

Atributo indelével do renovado i10 é a sua aparência exterior, tipicamente oriental, mas cativante, graças às linhas simpáticas e modernas da carroçaria, e a um ar indiscutivelmente dinâmico e aguerrido, que lhe é conferido também por elementos como as jantes de liga leve de 15” de desenho apelativo, o pequeno deflector integrado no topo do portão traseiro ou os faróis de nevoeiro redondos integrados no topo da grelha frontal. Uma característica que era substancialmente reforçada no “nosso” i10, pela feliz combinação cromática da carroçaria pintada de preto com o tejadilho vermelho. Curioso, e invulgar, o logótipo i10 gravado em relevo na aplicação em plástico aplicada no topo dos pilares traseiros.

As linhas simpáticas e aguerridas ganham apelo adicional nesta combinação cromática, com carroçaria em preto e tejadilho em vermelho

As linhas simpáticas e aguerridas ganham apelo adicional nesta combinação cromática, com carroçaria em preto e tejadilho em vermelho

Bem mais sóbrio, o interior, onde predominam o preto e, como é quase obrigatório neste segmento, os plásticos duros – se bem que o proverbial rigor construtivo da Hyundai, como da generalidade das marcas orientais, assegure um nível de qualidade geral apreciável para a classe. A habitabilidade, por seu turno, sem ser referencial, é correcta para a classe, ainda que, para que o espaço para pernas atrás seja acima da média, os ocupantes do banco traseiro tenham que sentar-se numa posição que obriga a uma postura excessivamente vertical das costas. Mais convincente é a capacidade da mala, a variar entre 252 litros com todos os lugares montados, e 1050 litros com o banco traseiro totalmente rebatido.

Outros detalhes dignos de menção no habitáculo, o ecrã táctil de 8” do sistema de infoentretenimento; os bancos dianteiros com um razoável apoio; o volante em pele; a aplicação em preto brilhante na moldura do painel de instrumentos e do ecrã do sistema de infoentretenimento; e a instrumenção simples, mas completa e muito legível. A posição de condução, mesmo que um pouco elevada, é correcta, para o que concorrem a regulação em altura tanto do banco do condutor como da coluna de direcção.

Sóbrio, o habitáculo é dominado por plásticos duros, mas o elevado rigor construtivo garante um apreciável nível de qualidade geral

Sóbrio, o habitáculo é dominado por plásticos duros, mas o elevado rigor construtivo garante um apreciável nível de qualidade geral

A animar o i10 1.0 MPi AMT está o pequeno motor a gasolina de 998 cc, 67 cv e 97 Nm, uma unidade competente e muito económica mesmo que não seja dos três cilindros da nova geração mais discretos do mercado, pois logo a partir 3000-3500 rpm faz bem sentir sua presença a quem segue a bordo. Não obstante, e suficiente solícito e voluntarioso para garantir uma condução desembaça em meio urbano e suburbano, o fundo, o habitat natural deste modelo.

Essencial nesta versão do i10, até por ser opção não muito vulgar nesta categoria, a caixa de cinco velocidades com embraiagem pilotada, em tese uma solução tendente a aumentar agrado de utilização num automóvel que tem como principal destino a condução citadina. E se é um facto que esta é uma das características determinantes do i10 1.0 MPi AMT Comfort, não o é menos que nem sempre tal acontece pelos melhores motivos…

No fundo, o que sucede é que a caixa, apesar da resposta rápida que oferece, padece dos handicaps típicos desta solução mais simplista e económica, com apenas uma embraiagem. O que significa que, sempre que se processa uma troca de mudança em aceleração, o processo composto pelas fases de corte de alimentação, desembraiar, troca de mudança, embraiar e regresso da alimentação traduz-se em desagradáveis solavancos, tanto mais notórios quanto mais elevado for o ritmo que se esteja a imprimir. Quem dúvidas possa manter acerca da perfectibilidade desta solução, é atentar nos valores anunciados pela Hyundai para o modelo nos 0-100 km/h: 14,8 segundos com caixa manual; 17,8 segundos com caixa pilotada!

A caixa pilotada deveria tornar a condução mais confortável, mas é algo brusca no seu funcionamento e prejudica excessivamente as prestações

A caixa pilotada deveria tornar a condução mais confortável, mas é algo brusca no seu funcionamento e prejudica excessivamente as prestações

Menos mal que a solução para este óbice existe, embora à custa do desejado aumento do conforto de condução, dado que implica algum trabalho e atenção por parte do condutor. O “truque” passa por não mais do que aliviar o pedal de acelerador sempre que se sente que a troca de mudança vais ser processada, voltando a acelerar depois desta realizada. Ainda mais eficaz é aliviar o acelerador, e forçar a troca de mudança através do comando manual sequencial da caixa, disponível na respectiva alavanca de comando.

Assim sendo, se o i10 1.0 MPi já será um modelo dinamicamente concebido mais a pensar na economia de combustível do que na performance, tal torna-se particularmente evidente nesta sua versão com transmissão automática, em que as prestações são bastante humildes. Em jeito de compensação, os consumos são praticamente iguais aos da versão com caixa manual, ou seja, muito bons, nomeadamente em cidade, em que uma condução convencional proporcionará médias liminarmente acima dos 6,0 l/100 km, mas em que alguma contenção adicional poderá traduzir em registos abaixo deste valor.

Em estrada e auto-estrada a frugalidade continua a ser notável, mas, mais uma vez aqui, com consequências para o agrado de utilização, devido ao escalonamento bastante longo da caixa, em especial das suas duas últimas relações. Se, em quarta velocidade, já é algo penosa a progressão para lá dos 130 km/h, em quinta tal tarefa chega a tornar-se desesperante, já que esta é, nitidamente, uma mudança de prise, que tem como única função reduzir o regime do motor a velocidades de cruzeiro e, assim, poupar gasolina. Significa isto que é altamente recomendado a quem pretender impor ritmos um pouco mais intensos, sobretudo em percursos com maiores variações de velocidade, o recurso ao já mencionado comando manual da transmissão.

Dinamicamente, os grandes trunfos do i10 1.0 MPI AMT são os consumos muito comedidos e o comportamento honesto e privisível

Dinamicamente, os grandes trunfos do i10 1.0 MPI AMT são os consumos muito comedidos e o comportamento honesto e privisível

Em termos de desempenho dinâmico, o i10 1.0 MPi AMT Comfort cumpre com o esperado. Ágil em cidade e outros terrenos mais “apertados”, o seu comportamento é são e previsível, a direcção correctamente assistida não é tão vaga como tantas vezes acontece a este nível, e, mesmo não tendo qualquer pretensão desportiva, não deixa de permitir desligar o ESP em duas fases, dando liberdade de escolha a quem o conduz. O conforto é que não é mais do que aceitável, não sendo este o melhor modelo para enfrentar pisos muito degradados ou irregularidades mais acentuadas.

Mas há que reconhecer que, não obstante alguns pecadilhos, o renovado i10 1.0 MPi AMT Comfort cumpre com brio aquilo a que se propõe, e é lícito esperar de um automóvel deste género. A isso há que juntar um preço interessante, abaixo dos quinze mil euros, que sobe para os €15 500 na unidade ensaiada, devido à inclusão de dois opcionais (pintura metaliza e câmara de estacionamento traseira), mas que pode baixar para €14 075 caso se opte pelo financiamento da marca (a versão com caixa manual é €1000 mais barata).

Não menos relevante, o facto de a este montante estar associada não só uma garantia de fábrica de sete anos sem limite de quilómetros, bem como um completo equipamento de série. Em destaque, neste capítulo, em termos de segurança, o assistente à manutenção na faixa de rodagem, a travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal e detcção de peões, o sistema de leitura de sinais de trânsito, o alerta de atenção do condutor, o alerta de veículos em contra-mão e o assistente de máximos. A que há que juntar, no domínio do conforto, elementos como os sensores de estacionamento traseiros, o alarme ou as ligações Android Auto, Apple CarPlay e Bluetooth – para além do já considerado obrigatório a este nível.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
ABS+EBD+BAS
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal e detecção de peões
Assistente à mabutenção na faixa de rodagem
Alerta de fadiga do condutor
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Alarme
Ar condicionado manual
Computador de bordo
Banco do condutor com regulação em altura
Banco rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura
Volante multifunções
Sistema de infoentretenimento com ecrã táctil de 8"+leitor de mp3+entradas USB/Aux+4 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Vidros dianteiros eléctricos
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Faróis de nevoeiro
Jantes de liga leve de 15″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura metalizada (€370)
Câmara de estacionamento traseira (@370)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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