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Indústrias náuticas: reestruturação a nível europeu é imperativo

Artigo
Indústrias náuticas: reestruturação a nível europeu é imperativo

Num documento do Comité Económico e Social Europeu (European Economic and Social Committee – EESC), datado de 2012, foram identificadas várias fragilidades que prejudicam o desenvolvimento das indústrias náuticas europeias e sugeridas acções conctetas, sobretudo no que diz respeito ao crescimento sustentado do sector da náutica de lazer e de todas as indústrias a ele directamente ligadas.

Nesse curto documento encontram-se várias propostas, medias e acções (de fácil implementação e com custos residuais) extremamente pertinentes e necessárias para que este sector possa beneficiar de enquadramento e legislação a nível europeu.

A aplicar-se esse enquadramento europeu neste sector, países como Portugal beneficiariam sobremaneira, pois seria a única forma de deixarmos de ter a náutica sob uma legislação desadequada, antiquada e bacoca, mas também e sobretudo deixaríamos de ter a náutica de lazer maniatada a imposições do poder militar.

A náutica como motor de criação de riqueza não poderá continuar a reger-se por uma legislação que em tudo, ou quase tudo, está desenhada para dificultar o acesso dos nautas à água, à navegação e à fruição de uma actividade que no meu entender, não é só de lazer, mas em grande parte também educativa e cultural. Isto se só quisermos entender a náutica de recreio como actividade de lazer, pois a náutica encera em si um tremendo potencial de desenvolvimento económico que, em Portugal, muita gente com responsabilidades enche discursos, mas estou convicto, ainda não entenderam as suas próprias palavras.

Por tudo isto e muito mais é imperativo que se assegure uma coordenação a nível internacional europeu, equilibrada e transversal que assegure o desenvolvimento das indústrias náuticas europeias.

Os agentes económicos já entenderam há muito toda esta problemática e têm soluções muito concretas a propor e implementar, mas sem um diálogo profícuo com quem legisla e convenhamos; “não entende nada da poda”, não se irá para além das palavras.

Mais. Neste momento os agentes económicos estão organizados e conscientes do bom trabalho que em conjunto estão a desenvolver. Desperdiçar este dinamismo e as orientações europeias seria, no mínimo, criminoso para a indústria náutica.

Deixo aqui o link para o documento da EESC. Não deixem de o ler. É curto e muito elucidativo: http://www.eesc.europa.eu/?i=portal.en.ccmi-opinions.24258

Bons ventos, boas marés!

Vasco Macide
Editor Náutico da Absolute Motors

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Vasco Macide