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Kia Optima Sportswagon PHEV

Artigo
Kia Optima Sportswagon PHEV

Visão geral
Marca:

Kia

Modelo:

Optima Sportswagon

Versão:

2.0 CVVT 6AT PHEV

Ano lançamento:

2017

Segmento:

Familiares médios

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.0 Híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

205/6000

Vel. máx. (km/h):

192

0-100 km/h (s):

9,7

Consumos (l/100 km):

5,2/1,4/n.d.
(Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

33

PVP (€):

45 000

Gostámos

Motorização híbrida, Consumos, Facilidade de utilização, Equipamento, Habitabilidade, Qualidade geral, Conforto

A rever

Velocidade máxima, Pneus de série

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
9.0
Equipamento
10
Garantias
10
Preço
8.0
Se tem pressa...

Não há muito a apontar à nova versão híbrida plug-in da já de si convincente Optima Sportswagon. Resta esperar que o Estado português comece a olhar para estas propostas com outros olhos também no caso dos clientes particulares

8.6
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Há cerca de um ano atrás, passou pela Absolute Motors a nova Optima Sportswagon, então acabada de lançar entre nós, e apenas disponível com o motor turbodiesel 1.7 CRDi de 141 cv. Doze meses volvidos, e mais uma vez dando mostras do excelente momento que a Kia atravessa, a carrinha coreana passa a ser proposta no mercado português também na versão híbrida plug-in, e são não poucos os motivos de interesse patentes na novíssima Optima Sportswagon 2.0 CVVT 6AT PHEV.

Claro que a maioria dos seus atributos são comuns à versão convencional. A estética, apelativa, por exemplo, aqui pontuada por detalhes específicos desta variante de cariz mais ambiental, como as jantes de 17” de desenho específico, os logos e emblemas identificativos ou a própria pintura. A muito generosa habitabilidade é das melhores do segmento, em especial atrás; a mala também é bastante ampla, se bem que tenha perdido 12 litros face ao normal, essencial (tal como o depósito com 45 litros, menos 15 litros do que nas versões com motor térmico) para que sob o banco traseiro fosse acomodada a bateria do grupo motopropulsor, além de que é aí que têm de ser guardados os cabos de carregamento, o que acaba por agravar esta penalização.

A arrumação das baterias sob o banco traseiro já implica uma redução da capacidade da mala, agravada por ter de alojar os vários cabos de carregamento

A arrumação das baterias sob o banco traseiro já implica uma redução da capacidade da mala, agravada por ter de alojar os vários cabos de carregamento

Embora também já não constitua novidade, é da mais elementar justiça destacar, ainda no interior, a bem conseguida decoração e, sobretudo, uma qualidade geral que não perde para o oferecido pelas marcas ditas generalistas presentes no segmento, mesmo as mais reputadas. A posição de condução correcta, ainda que um pouco mais elevada do que o ideal, os bancos cómodos e com um apreciável encaixe e um equipamento de segurança e conforto do mais completo que se pode encontrar a este nível são outros atributos a ter em conta nesta derivação híbrida plug-in da Optima Sportswagon.

Só que o que, realmente, faz a diferença nesta carrinha é mesmo a motorização, e aquilo que com a mesma mais directamente se lhe relaciona, e é aí que devem ser concentradas as atenções. Sob o capot está montado o motor 2.0 GDI de injecção directa de gasolina e ciclo Atkinson, com distribuição variável, 156 cv de potência e 189 Nm de binário máximo, combinado com uma caixa automática de seis velocidades em que o conversor de binário dá lugar a um motor eléctrico com 68 cv e 205 Nm, para um rendimento combinado de 205 cv e 375 Nm. Motor este alimentado por uma bateria de polímeros de iões de lítio com 11,3 kWh (9,3 kWh na berlina), elemento que pesa 130 kg e ajuda, em boa parte, a explicar porque a Optima Sportswagon PHEV acusa 1805 kg na balança.

Combinando o motor 2.0 a gasolina de ciclo Atkinson com um motor eléctrico, a Optima SW PHEV oferece 205 cv de potência combinada

Combinando o motor 2.0 a gasolina de ciclo Atkinson com um motor eléctrico, a Optima SW PHEV oferece 205 cv de potência combinada

Segundo a Kia, esta bateria permite ao modelo percorrer um máximo de 62 quilómetros no modo totalmente eléctrico, disponível até aos 120 km/h. Praticando-se uma condução cuidada, mas sem grandes restrições, não é difícil ficar muito perto deste valor em ambiente urbano, ou mesmo superá-lo redobrando-se as cautelas, com o consumo urbano a registar uns excelentes 2,6 l/100 km quando a bateria está totalmente carregada, ficando-se pelos 6,6 l/100 km se cumprido o mesmo exercício já com a bateria descarregada, o que não deixa de ser notável. E tal acontece porque, na prática, a carga real da bateria nunca baixa de um pouco mais de 10%, o que significa que, mesmo depois de teoricamente esgotada a autonomia eléctrica, a Optima Sportswagon PHEV arranca sempre modo eléctrico, do mesmo modo que tem sempre a capacidade de executar as manobras a baixa velocidade sem recorrer ao motor térmico.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o consumo em estrada é de 2,6 l/100 km com a bateria totalmente carregada, e de 4,7 l/100 km sem autonomia eléctrica, valores que passam a ser de 3,7 l/100 km e de 6,6 l/100 km, respectivamente, em auto-estrada. Pelo que a média ponderada por nós obtida foi de 3,06 l/100 km, e de 6,38 l/100 km, consoante um caso ou o outro, sempre valores que não deixam de ser francamente interessantes para um automóvel com mais de 200 cv.

Os consumos da Optima SW PHEV são francamente atraentes, e comportamento é pautado pelo conforto e honestidade de reacções

Os consumos da Optima SW PHEV são francamente atraentes, e comportamento é pautado pelo conforto e honestidade de reacções

As prestações, excepção feita à velocidade máxima, que se fica pelos 192 km/h (longe de ser uma referência para um modelo com este nível de rendimento), também são de bom nível, menos a aceleração 0-100 km/h cumprida em 9,4 segundos do que as muito convincentes recuperações. Apesar disso, há que sublinhar que a Optima Sportswagon PHEV não foi feita para grandes “correrias”, já que tudo foi optimizado no sentido da eficiência, além de que a suspensão algo macia também não contribui para que o trem dianteiro coloque com a desejável eficácia no chão as elevadas descargas de potência e binário nas solicitações mais vigorosas, situação agravada pelo sofrível desempenho dos pneus Nexen Nefera SU1 propostos de série, que, em conjunto com o aumento de peso, também acabam por prejudicar as distâncias de travagem,.

Melhor será, portanto, tirar pleno partido dos reduzidos consumos, dos comandos precisos, do bem equilibrado e honesto châssis, do excelente conforto de marcha e, não menos importante, de um silêncio e de uma suavidade absolutos até velocidades da ordem dos 100-120 km/h, já que o motor a gasolina só faz sentir a sua presença a alta rotação, ou nas acelerações mais exigentes, e, mesmo assim, nunca sendo especialmente incómodo. A caixa de velocidades, porventura por ter o motor eléctrico a funcionar como conversor de binário, por vezes denota algumas hesitações e/ou uma reposta mais brusca nas solicitações mais impetuosas, mas sendo sempre muito mais eficaz e suave do que a de dupla embraiagem nontada no Niro PHEV. Discutível é a utilidade do seu comando manual no selector, a não ser para antecipar reduções naquela toada mais “desportiva” para a qual a Optima Sportswagon PHEV não está especialmente fadada, já que, para tirar o máximo do grupo motopropulsor, basta esmagar acelerador.

A versão híbrida plug-in da carrinha familiar coreana é mais uma prova do excelente momento que a Kia atravessa

A versão híbrida plug-in da carrinha familiar coreana é mais uma prova do excelente momento que a Kia atravessa

Nota final para o sistema de infoentretenimento, e para o extensíssimo leque de informações que presta acerca do estado e funcionamento do sistema híbrido, incluindo os tempos de carregamento da bateria, com uma carga completa a demorar cerca de 2h30m num posto da rede pública, e de 3h30m numa tomada doméstica a 220 Volt.

Quanto ao preço, os 50 mil euros oficialmente pedidos pela Optima Sportswagon PHEV estão ao nível do exigido pela VW pela sua única rival digna desse nome (a Passat Variant GTE), mas o desconto de €5000 oferecido pela marca coreana e o equipamento de série muito mais generoso acabam por, na prática, criar uma diferença de quase uma dezena de milhar de euros entre os dois modelos, a que há que adicionar a garantia única de sete anos oferecida pela Kia. No caso das empresas, convém levar em linha de conta a possibilidade de amortização do valor total de aquisição e a dedução do IVA, também na totalidade.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Sistema de auxílio à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira e detecção de peões
Assistente aos arranques em subidas
Travão de estacionamento eléctrico
Alarme
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Bancos em pele
Bancos dianteiros aquecidos, com regulação eléctrica+memória para o condutor
Volante multifunções em pele regulável em altura+profundidade
Direcção de assistência eléctrica
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de som Harman Kardon+8 altifalantes+tomadas USB/Aux
Sistema de navegação com ecrã de 8″
Carregamento por indução para smartphones
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Cortinas laterais traseiras
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Portão traseiro eléctrico com função “mãos-livres”
Cruise-control adaptativo
Faróis integralmente por LED com luzes de curva
Assistente de máximos
Sensor de luz/chuva
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira
Jantes de liga leve de 17″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos

 

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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