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Mercedes-Benz X 250d 4Matic

Artigo
Mercedes-Benz X 250d 4Matic

Visão geral
Marca:

Mercedes-Benz

Modelo:

X

Versão:

250d 4Matic

Ano lançamento:

2017

Segmento:

Pick-up

Nº Portas:

4

Tracção:

Integral

Motor:

2.2 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

190/3750

Vel. máx. (km/h):

175

0-100 km/h (s):

11,8

Consumos (l/100 km):

6,9/7,9/9,6
(Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

207

PVP (€):

47 809/63 684 (unidade testada)

Gostámos

Imagem, Conforto, Comportamento, Prestações, Travagem, Utilização TT

A rever

Peço elevado, Lista de opcionais, Plásticos interiores, Motor ruidoso

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
9.0
Aptidões TT
9.0
Desempenho TT
9.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
8.0
Equipamento
7.0
Garantias
6.0
Preço
5.0
Se tem pressa...

A estreia da Mercedes no segmento das pick up faz-se ao melhor estilo da marca da estrela: mesmo partindo de um modelo já existente, a Classe X assume-se como o melhor modelo do mercado, mas fazse pagar, e bem, por isso… O ensaio à muito interessante versão X 250d 4Matic com caixa automática é a prova disso mesmo

7.8
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Quando se luta por se ser o maior construtor do mundo no seu domínio de intervenção, nenhum segmento de mercado potencialmente rentável pode ser descurado, e menos ainda aqueles que registam já um efectivo crescimento exponencial. Terá sido este um dos motivos que levou a Mercedes-Benz a emparceirar com a Aliança Renault-Nissan para, a partir da Nissan Navara, desenvolver a nova Classe X, a primeira pick-up da sua história.

Aqui em avaliação, a mais dotada das versões a quatro cilindros da família, e também uma das mais interessantes da gama para o mercado de lazer em Portugal: a X 250d 4 Matic, com motor turbodiesel de 190 cv, tracção integral e caixa automática de sete velocidades. Desde logo sendo importante realçar, por um lado, que a aparência exterior do modelo muito depende dos extras eleitos para a equipar; e que se as alterações que recebeu face à Navara são um pouco mais do que meramente cosméticas, nem por isso a pick up nipónica pode deixar de considerar-se como sua prima direita, tendo em conta que a maioria dos componentes são comuns – inevitabilidade que não deixará de condicionar, para o bem e para o mal, qualquer análise efectuada à novel criação da marca da estrela, não constituindo a presente excepção.

Ciente de que para um automóvel de prestígio é tão importante sê-lo quanto parecê-lo, a casa de Estugarda desde logo investiu na criação de uma imagem exterior para a Classe X que o confirmasse. Mesmo parecendo tentar conjugar uma traseira mais ao estilo Nissan com uma frente tipicamente Mercedes, o trabalho estilístico operado na pick up germânica foi mais além do que simplesmente colocar os letterings e a estrela da marca aqui e ali, antes recorrendo a soluções eu lhe conferem outra imponência e distinção.

Trabalho meritório dos estilistas da Mercedes, que conseguiram incutir na Classe X uma personalidade muito própria, e devidamente identificada com a marca da estrela, assim como uma outra imponência e distinção, não obstante na sua origem estar a Nissan Navara

Trabalho meritório dos estilistas da Mercedes, que conseguiram incutir na Classe X uma personalidade muito própria, e devidamente identificada com a marca da estrela, assim como uma outra imponência e distinção, não obstante na sua origem estar a Nissan Navara

Também é um facto que o apelo visual da unidade testada muito se deve a vários extras na mesma incluídos, e não propriamente muito acessíveis, mormente os pacotes Progressive (€2091) e Style (€3321, e onde se incluem os estribos laterais, as barras tejadilho anodizadas os vidros traseiros escurecidos, as jantes 18” e o vidro do óculo posterior com operação eléctrica). E que o facto novidade tende aqui a desempenhar um papel determinante. Mas, ainda assim, o facto de a maioria dos transeuntes não conseguir ficar indiferente à passagem da nova Classe X já diz algo, só por isso, obriga a que a qualidade do trabalho realizado pelos designers da Mercedes mereça ser reconhecida e enaltecida.

A caixa de carga, não obstante ser liminarmente mais comprida (9 mm) do que a da Navara, conta com o mesmo (e prático e funcional) sistema de fixação de cargas da Nissan, assim como com uma tomada de corrente e iluminação especifica. A capacidade de carga e de reboque é, naturalmente, a mesma em ambos os modelos: de mais de uma tonelada e de 3500 kg, respectivamente.

No habitáculo, e tal como na Navara, o espaço disponível é bastante razoável para acomodar facilmente cinco ocupantes, até porque a posição vertical do banco posterior permite que o espaço para pernas atrás seja suficiente para que aí se viage com desafogo. Sendo que o respectivo assento rebate na vertical, para dar acesso a dois alçapões de arrumação, onde se encontram já o macaco, a chave de rodas e afins.

Também no interior se vive um ambiente tipicamente Mercedes, pese embora, tal como acontece com a carroçaria, o grau de agradabilidade muito dependa da quantidade e qualidade dos opcionais eleitos para equipar a Classe X

Também no interior se vive um ambiente tipicamente Mercedes, pese embora, tal como acontece com a carroçaria, o grau de agradabilidade muito dependa da quantidade e qualidade dos opcionais eleitos para equipar a Classe X

E mesmo que não seja através dos plásticos, na sua maioria duros, que tal acontece, a verdade é que a Mercedes voltou a ser eficaz na criação de um ambiente abordo de acordo com os seus pergaminhos e padrões. Para isso concorrendo diversos elementos característicos da marca, como o volante, o painel instrumentos, a maioria dos botões de comando, o sistema de infoentretenimento e respectivos joystcik e touchpad de comando, e as bonitas saídas de ventilação.

Inevitável sublinhar, aqui, que também o interior muito depende dos extras para convencer em pleno. Se o equipamento desta unidade é de topo, muito dele é opcional, e dispendioso, aqui se incluindo os bancos eléctricos e aquecidos revestidos a pele e Alcantara, as aplicações a imitar carbono e o excelente sistema de infoentretenimento Command – com ecrã de grandes dimensões, e pleno de funções invulgares numa pick-up, é também aqui que são projectadas as imagens da câmara panorâmica de 360°, embora exija o dispêndio de €3629. Pelo contrário, capítulo em que a Classe X se destaca sem para tal obrigar a custos extra é o dos sistemas de segurança e assistência ao condutor, neste particular se distinguindo da Navara por oferecer, entre outros, o alerta de saída involuntária da faixa de rodagem e o sistema de leitura de sinais de trânsito.

E eis que é chegado o tempo de passar à acção, e usufruir da boa posição de condução garantida pelos bancos e volante multireguláveis, e pela correcta ergonomia. Sob o capot estão o mesmo motor turbodiesel de 190 cv e 450 Nm, e a mesma caixa automática de sete velocidades com “redutoras”, já conhecidos da Navara. Similar é, ainda, o sistema de tracção integral inserível à frente, com os modos de tracção total, tracção integral e tracção integral com relações baixas, ao passo que o bloqueio do diferencial traseiro obriga a gastar mais €750.

Apesar desta proximidade, a Mercedes garante ter operado na mecânica algumas melhorias que garantem ao seu modelo um melhor desempenho. E a verdade é que, não obstante anunciar um peso superior em cerca de 200 kg ao da Navara (em boa parte devido aos reforços operados no châssis), a X 250 d 4Matic bate a sua “prima” em todas as acelerações, e por diferença ainda mais substancial nas recuperações. Já os consumos são sempre mais elevados, e se bem que contidos q.b. em estrada e auto-estrada a velocidades estabilizadas, não o são tanto em cidade, e basta aumentar um pouco o ritmo para superar ao 10,0 l/100 km de média, não sendo difícil ficar longe dos 13,0 l/100 km quando se percorre um traçado mais sinuoso a ritmos mais empenhados, ou se enfrenta um percurso TT um pouco mais exigente.

Motor, caixa de velocidades e sistema de tracção integral provêm da Nissan Navara, mas a Mercedes soube operar as afinações certas para que, uma vez em marcha, a X 250d 4Matic supere a sua "prima" japonesa em praticamente todos os domínios

Motor, caixa de velocidades e sistema de tracção integral provêm da Nissan Navara, mas a Mercedes soube operar as afinações certas para que, uma vez em marcha, a X 250d 4Matic supere a sua “prima” japonesa em praticamente todos os domínios

Também é certo que o motor não é particularmente silencioso, em especial em carga e a regimes mais elevados. Por seu turno, a caixa também não é especialmente rápida nos arranques e, como na Nissan, oferece o comando manual em sequência na alavanca, mas não patilhas no volante, pecando igualmente por permitir sempre reduções e desmultiplicações automáticas, quando se activa o kick down ou se alcança a red line, respectivamente, mesmo que o modo manual seja o utilizado na altura.

Seja como for, o conjunto acaba por cumprir com brio a sua missão, e convencer na generalidade das situações. Tanto mais que o desempenho dinâmico é muito equilibrado, com um conforto de referência para a classe, que assegura que a traseira só saltita em pisos realmente muito degradados. De facto, nota-se, aqui, como na estabilidade do veículo em geral, as alterações operadas pela Mercedes na suspensão (amortecedores e molas mais firmes, e barras estabilizadoras mais grossas), e no reforço do châssis.

Fácil de conduzir, naturalmente que as dimensões e o peso generosos, e o longo curso da suspensão, permitem que a X 250d 4Matic exiba o adornar da carroçaria em curva típico de um veículo com estas características, mas, ainda assim, inferior ao da concorrência, o que acaba por inspirar confiança e tornar a condução mais agradável. Ao mesmo tempo, o eixo dianteiro é bastante fiel, a direcção é mais directa e as vias mais largas do que na Nissan, tudo concorrendo para uma maior eficácia, se bem que à custa de um maior diâmetro de viragem maior. O que não merecerá contestação é o excelente desempenho da pick up Mercedes em termos de travagem, em que denota substancial vantagem face à Navara, tirando pleno partido do seu sistema de travagem com discos ventilados nas quatro rodas.

Em estrada como fora dela, a X 250d 4Matic é muito fácil e agradável de conduzir, e assume-se como uma das mais confortáveis propostas do sey segmento. As prestações são boas, a travagem excelente, mas os consumos não são os mais apelativos

Em estrada como fora dela, a X 250d 4Matic é muito fácil e agradável de conduzir, e assume-se como uma das mais confortáveis propostas do sey segmento. As prestações são boas, a travagem excelente, mas os consumos não são os mais apelativos

Fora estrada, os dados oficiais dizem que todas as aptidões TT da Classe X, à excepção da passagem a vau, ficam ligeiramente aquém das da Navara. Na prática, a verdade é que o seu leque de atributos permite-lhe chegar aos mesmos locais, com igual desenvoltura, e, lá está!, com outro nível de conforto. À laia de curiosidade, refira-se que este será o único Mercedes do momento, que não da família AMG, em que é possível desligar totalmente ESP, e com apenas um toque num botão – trunfo que, entre outras valências, permite aos mais afoitos retirar um outro prazer da condução, por exemplo, em estradões de terra batida, ou asfalto húmido ou molhado…

Tudo somado, não há como evitar considerar a Classe X como a melhor pick up do mercado da actualidade. Atributo que a Mercedes faz pagar como habitualmente. No caso da X 250d 4Matic em análise, o preço base ligeiramente inferior a 48 mil euros já não é dos mais simpáticos, mas todos os opcionais instalados levam-no para um patamar superior a 63 mil euros, e com os pacotes de equipamento extra a não serem construídos da forma mais perceptível, evidente ou lógica. São os custos da qualidade, da reputação e da exclusividade…

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Controlo electrónico de descidas
Sistema anti-colisão frontal
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Assistente aos arranques em subida
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise-control+limitador de velocidade
Bancos em pele
Bancos dianteiros eléctricos+regulação do apoio lombar+aquecidos
Volante multifunções em pele regulável em altura+profundidade
Vidros eléctricos FR/TR
Vidro traseiro eléctrico
Vidros traseiros escurecidos
Sistema de som com 8 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Retrovisor interior electrocromático
Sensores de estacionamento
Sensor de luz+chuva
Jantes de liga leve de 18”
Faróis por LED
Faróis de nevoeiro
Barras de tejadilho
Estribos laterais
Calhas de fixação de cargas
Pneu suplente de emergência
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura metalizada (€775)
Pack Progressive (€2091)
Pack Parking com câmara de estacionamento panorâmica (€1390)
Pack Comfort (€1870)
Pack Style (€3321)
Pack Winter (€517)
Caixa automática de sete velocidades (€1722)
Revestimento do tejadilho em preto (€326)
Sistema de infoentretenimento Command Online (€3629)
Equipamento eléctrico para gancho de reboque (€197)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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