CompararComparando ...

Opel Insignia 2.0 CDTI (140 cv) Cosmo

Artigo
Opel Insignia 2.0 CDTI (140 cv) Cosmo

Visão geral
Marca:

Opel

Modelo:

Insignia

Versão:

2.0 CDTI (140 cv) Cosmo

Ano lançamento:

2013

Segmento:

Familiares médios

Nº Portas:

4

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.0 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

140/4000

Vel. máx. (km/h):

205

0-100 km/h (s):

10,5

CO2 (g/km):

98

PVP (€):

35 500/36 620

Gostámos

Binómio eficácia/conforto, Consumos, Interior versátil, Simplicidade do sistema Intellilink, Qualidade geral

A rever

Recuperações, Caixa longa, Peso elevado

Nosso Rating
Rating Leitor
Para avaliar, registe-se ou inicie sessão
Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
7.0
Motor e prestações
6.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
7.0
Garantias
6.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

Com a sua primeira actualização geral, o Opel Insignia recebe também um novo motor turbodiesel de 2,0 litros e 140 cv que consegue combinar uma actualização agradável com custos de utilização deveras apelativos. Não será a proposta mais dinâmica da gama, mas o factor economia não é de somenos nos tempos que correm!

7.2
Nosso Rating
Rating Leitor
You have rated this

Lançado em 2009, o Insignia tem proporcionado à Opel bons resultados no segmento em que se insere, pelo que era altura do construtor operar algumas melhorias no seu modelo de topo. No exterior, e sem perverter o estilo original, os designers da marca germânica levaram a cabo alguns retoques que permitiram actualizar uma estética distinta e com alguma agressividade. Ainda assim, pessoalmente, a versão carrinha do familiar médio teutónico continua a parecer mais apelativa do que a sua variante de três volumes e quatro portas aqui analisada.

No interior continuamos a encontrar uma eleva qualidade geral, garantida por materiais globalmente de bom nível, e acabamentos a condizer, assim como aquele ambiente sóbrio tipicamente Opel, e tipicamente alemão, se bem que muito menos “pesado” do que no modelo original. Grande parte da responsabilidade por este feito deve-se a uma das principais novidades introduzidas pelo renovado Insignia, o sistema de infoentretenimento Intellilink, que praticamente revolucionou o aspecto da consola central, suprimindo quase na totalidade os botões anteriormente existentes parfa controlar o sistema de bordo, o ar condicionado ou o sistema de som, entre outros.

A unidade ensaiada contava ainda com o touchpad para controlo do Intellilink (opcional com o rádio incluído de série nesta versão), que em muito facilita a operação de todo o sistema – pena que este não contasse com todas as funcionalidades de que pode dispor, nomeadamente a navegação. Ainda assim, há alguns aspectos a melhorar nesta solução, que nem sempre é a mais intuitiva, acabando o utilizador por ansiar por alguns botões, ou atalhos no ecrã, que dessem acesso a determinadas funções. Também em termos de design dos menus há pormenores a rever, como as cores para destacar algumas funções, como a que garante o desligar do telefone… Em compensação, os comandos por voz são soberbos, até pela eficácia de reconhecimento dos comando instruídos.

Insignia1

O sistema de infoentretenimento Intellilink é uma das grandes novidades introduzidas pelo renovado Opel Insignia, mas o comando touchpad só é de série nas versões mais evoluídas deste dispositivo

Há, pois, que reconhecer que, não sendo perfeito, o Intellilink é suficientemente fácil de utilizar e permitiu que todo o painel frontal do novo Insignia se tornasse muito mais “limpo” e fluído, a que se junta o painel de instrumentos “mistos” bastante apelativo e com excelente legibilidade – dispõe de um velocímetro central de “agulha”, dois menus auxiliares digitais de cada um dos seus lados, e, no exterior destes, mais três mostradores convencionais (conta-rotações à esquerda; temperatura do líquido de refrigeração e nível de combustível à direita). Este painel de instrumentos conta com vários temas de apresentação selecionáveis pelo condutor, sendo o Sporto o visualmente mais apelativo.

Onde não há alterações a registar é no espaço oferecido pelo Insignia, que continua a ser bastante generoso tanto para os passageiros como para as bagagens. E mesmo que nenhum destes seja a referência da classe, ambos estão entre os melhores que na mesma se podem encontrar, aos mesmos se juntando a versatilidade garantida pelos muitos espaços de arrumação espalhados pelo habitáculo. O posto de condução, por seu turno, continua a ser correcto, mesmo que os bancos pudessem oferecer maior apoio lateral.

Insignia 2

Com 140 cv, mas um apreciável binário de 350 Nm (370 Nm em Overboost), o motor 2.0 CDTI até cumpre com brio a sua função, mas a caixa de velocidades bastante longo, para garantir consumos reduzidos, condiciona deveras as prestações

A Opel aproveitou este restyling também para introduzir no Insignia novas soluções mecânicas. A mais relevante para Portugal será, seguramente, a disponibilização de uma versão equipada com o motor 2.0 CDTI com 140 cv, que anuncia um consumo médio de 3,7 l/100 km, correspondente a emissões de CO2 de somente 98 g/km. Estando, naturalmente, longe de ser um sprinter, o Insignia 2.0 CDTI de 140 cv até acaba por surpreender nalguns aspectos, provando a validade da aposta da Opel tendo em conta o cliente que pretende atingir.

Isto porque, não obstante o significativo peso do modelo (1613 kg, traduzido numa relação peso potência de 11,5 kg/cv), o Insignia 2.0 CDTI consegue combinar ritmos interessantes em estrada aberta com consumos extremamente reduzidos, atingindo um dos seus principais objectivos. É um facto que as prestações são modestas, mas tal fica mais a dever-se mais a uma caixa bastante longa, sobretudo nas suas três últimas relações, e em particular na sexta, do que ao próprio motor, que até oferece um bom binário a um regime interessante. Já quando é necessário enfrentar percursos com maiores alterações de velocidade (por via seja do relevo, seja das condições de trânsito), as prestações medíocres levam a que o recurso permanente à caixa seja uma certeza – menos mal que esta conta com um comando suave e preciso.

Insignia3

Sólido, robusto e fácil de conduzir, o Opel Insignia 2.0 CDTI oferece ainda um óptimo conforto em quaisquer condições de utilização

Em face desta premissa, é óbvio que este não é o Insignia que melhor se adeque aos adeptos de uma condução mais empenhada. Ainda assim, vale a pena salientar que nem por isso o comportamento desilude, com o Insignia 2.0 CDTI a revelar-se um automóvel seguro, fácil de conduzir e com reacções bastante honestas e previsíveis, com alguma tendência natural para a subviragem nos limites, devido ao peso significativo que incide sobre o eixo dianteiro, o que acaba por lhe retirar alguma agilidade (ainda assim, os mais exigentes não deixarão de apreciar o facto de o controlo de estabilidade poder ser desligado por completo).

Sem dúvida mais importante é o elevado nível de conforto que o Insignia 2.0 CDTI oferece aos seus passageiros em qualquer circunstância, e mais ainda com a opcional suspensão de controlo electrónico FlexRide (instalda na unidade ensaida), que garantir sempre uma correcta absorção das irregularidades, traduzida num pisar sólido e consistente. O sistema permite ao condutor optar por três modos de funcionamento distintos, sendo o Normal o eleito sempre que se põe o motor em marcha, estando ainda disponíveis o mais suave Tour e ainda o Sport, capaz de oferecer um controlo mais efectivo dos movimentos da carroçaria.

Outro dos argumentos do Insignia 2.0 CDTI será o seu posicionamento comercial, já que a versão Selection mais acessível está disponível por €31 550, orçando a mais dotada Cosmo aqui em avaliação em €35 500. Um valor no qual se inclui uma razoável dotação de equipamento de série, embora seja altamente recomendável a adição de, pelo menos, dois opcionais: a suspensão FlexRide (€1000) e a versão mais evoluída do sistema de infoentretenimento Intellilink (€800). Assim configurado, o Insignia 2.0 CDTI acaba por ser uma proposta bastante interessante para o seu segmento no nosso país, combinando uma pose distinta, uma elevada qualidade geral, um desempenho dinâmico correcto e óptimos consumos, que mesmo com todos os abusos possíveis de imaginar dificilmente alcançam os 10,0 l/100 km, mas rondarão metade deste valor quando conduzido o veículo da forma que foi idealizado e por aqueles a quem se destina.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Châssis rebaixado
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Bancos condutor com regulação eléctrica altura+apoio lombar
Bancos desportivos/parcialmente em couro
Banco rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Rádio com cartão SD+ecrã táctil de 8″+7 altifalantes+entrada USB
Mãos-livres Bluetooth
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+electrocromático lado do condutor
Retrovisor interior electrocromático
Cruise-control
Faróis bi-Xénon adaptativos
Faróis de nevoeiro
Jantes de liga leve de 18″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit anti-furo
Sensores de estacionamento FR+TR
Sensor de luz/chuva
Travão de estacionamento eléctrico

Comando multifunções Touchpad na consola central (€120)
Suspensão de controlo electrónico FelxRide (€1000)

 

Qual é a sua reação?
Excelente
33%
Adoro
0%
Gosto
50%
Razoavel
8%
Não gosto
8%
Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
Comentários
Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

4 × 5 =

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.