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Peugeot 508 1.5 BlueHDi 130 Auto Allure

Artigo
Peugeot 508 1.5 BlueHDi 130 Auto Allure

Visão geral
Marca:

Peugeot

Modelo:

508

Versão:

1.5 BlueHDi Auto Allure

Ano lançamento:

2018

Segmento:

Familiares médios

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

130/3750

Vel. máx. (km/h):

210

0-100 km/h (s):

10,0

Consumos (l/100 km):

4,7-5,4 (WLTP)

CO2 (g/km):

124 (WLTP)

PVP (€):

40 564/45 504

Gostámos

Comportamento de eleição, Consumos, Qualidade geral, Conforto, Agrado de condução, Estética

A rever

Espaço atrás, Visibilidade traseira, Visualização do painel de instrumentos

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Mesmo na versão 508 1.5 BlueHDi 130 Auto Allure, a menos potente das animadas por motores a gasóleo, o novo familiar médio da Peugot faz alarde da sua estética apelativa, de uma elevada qualidade geral e, sobretudo, de um comportamento dinâmico de eleição, aqui conjugado com consumos exemplares

7.9
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Ainda que estejam (muito) longe de aí se esgotarem os seus atributos, é difícil não começar pelo estilo a avaliação da mais recente criação da Peugeot, aqui analisada na forma do novo 508 1.5 BlueHDI 130 Auto Allure, a versão a gasóleo mais acessível da gama. Na aparência, um falso três volumes, é, efectivamente, um cinco portas com ares de coupé de quatro portas, como o provam elementos como o formato do portão traseiro, com acesso directo ao habitáculo, o volume da bagageira ou a altura da carroçaria de apenas 1,4 metros.

Mas mais importante do que isso será, seguramente, a forma como ilude na perfeição, cativando e surpreendendo a esmagadora maioria dos que com ele se cruzam. As janelas sem moldura; as linhas, ao mesmo tempo, vanguardistas, elegantes, distintas e bastante agressivas, capazes de transmitir uma sensação de forte dinamismo; a assinatura luminosa assegurada pelos grupos ópticos (dispostos verticalmente na frente, e unidos por uma barra negra a toda a largura da traseira) – tudo concorre para um resultado final extremamente feliz, a que é difícil consegue ficar indiferente, não faltando os mais incrédulos, que recusam acreditar tratar-se de um Peugeot, embora mais pelo arrojo e pela originalidade da forma, já que as linha exteriores se identificam, de forma inequívoca, com a marca do leão.

Com linhas agressivas e dinâmicas, e independentemente do ângulo através do qual seja observado, o novo Peugeot 508 surpreende e atrai pela forma como ilude, parecendo um três volumes de quatro portas

Com linhas agressivas e dinâmicas, e independentemente do ângulo através do qual seja observado, o novo Peugeot 508 surpreende e atrai pela forma como ilude, parecendo um três volumes de quatro portas

O interior, marcado por uma qualidade de construção e materiais de bom nível, também é tipicamente Peugeot e dominado por um ambiente fortemente tecnológico, a condizer com o estilo da carroçaria, algo futurista, “aviónico” até, muito por culpa da elegante elevada consola central inclinada. Aqui, o único reparo vai para o local eleito para posicionar o sistema de carregamento por indução para smartphones, que deixa o equipamento totalmente fora da vista do utilizador – pelo que o melhor é, mesmo, espelhar o mesmo com o sistema de infoentretenimento, já que a visibilidade é nula para o terminal…

Num posto de condução muito envolvente merecem destaque a instrumentação deveras legível, assim como as generosas dimensões do ecrã do sistema de infoentretenimento, com os seus deliciosos botões do tipo teclas de piano. Nesta versão, os bancos contam com regulação manual (excepto para a altura assento e para o apoio lombar), mas nem por isso são menos cómodos e até oferecem um apreciável encaixa, contando, inclusivamente, com regulação da extensão do assento.

O ambiente interior condiz com o arrojo das linhas exteriores, e a qualidade de materiais e construção convence

O ambiente interior condiz com o arrojo das linhas exteriores, e a qualidade de materiais e construção convence

Contudo, também existem alguns pontos que merecem ser revistos. Por exemplo, o célebre i-Cockpit, embora se apresente na sua melhor versão de sempre (muito por culpa do volante “hexagonal”, com seçcões inferior e superior planas), ainda coloca evidentes dificuldades de visualização na plenitude do painel de instrumentos totalmente digital e configurável aos condutores de estatura média e baixa, e que prefiram uma posição de condução mais baixa, não elevando o respectivo banco nem baixando excessivamente a coluna de direccção.

É, igualmente, evidente que a ousadia estilística acaba por ter consequências práticas menos positivas. Se, por um lado, a reduzida altura da carroçaria implica que o acesso aos lugares posteriores, e o espaço aí disponível em altura, estão longe de ser brilhantes; por outro, a visibilidade para trás também é bastante limitada. Ainda no que à habitabilidade concerne, o espaço para pernas traseiro é não mais do que aceitável para a classe, e só porque o banco posterior está colocado numa posição bastante vertical.

A reduzida altura da carroçaria tem implicações na habitabilidade traserira, no acesso aos lugares exteriores e na visibilidade para trás

A reduzida altura da carroçaria tem implicações na habitabilidade traserira, no acesso aos lugares exteriores e na visibilidade para trás

Atributo determinante do novo familiar médio da marca francesa é, decididamente, o seu desempenho dinâmico. No caso do 508 1.5 BlueHDi em apreço, o conjunto composto pelo motor turbodiesel de 130 cv e pela caixa automática de oito velocidades (é sempre possível optar pela caixa manual de seis relações, e poupar cerca de €2300) é bastante convincente, com o principal elogio a ir para os soberbos consumos: mesmo numa condução despreocupada com a vertente da economia, é fácil registar médias em torno dos 5,5 l/100 km, e até abusando ao máximo do pedal da direita, e explorando na plenitude o potencial da mecânica, os valores tendem a ficar aquém dos 9,0 l/100 km.

As prestações são, naturalmente, menos exuberantes, como não se estranhará face a uma relação peso/potência superior a 10.0 kg/cv. Mas tal não significa que este seja um automóvel com dificuldades de locomoção, bem pelo contrário, cumprindo na plenitude com a sua vocação familiar e com o seu posicionamento comercial, evoluindo com facilidade em todas as circunstâncias. Com uma importante vantagem: a suavidade de funcionamento da unidade motriz e o bom isolamento do habitáculo garantirem que o motor praticamente não faz sentir a sua presença aos ocupantes, mesmo nas situações mais exigentes.

O motor 1.5 BlueHDi garante prestações aceitáveis para a categoria, e brilha no capítulo dos consumos

O motor 1.5 BlueHDi garante prestações aceitáveis para a categoria, e brilha no capítulo dos consumos

Ainda mais convincente, o comportamento dinâmico. Mesmo que não sejam muito sensíveis as diferenças entre os modos de condução disponíveis (Eco, Normal e Sport), a verdade é que a substancial redução do peso proporcionada pela nova plataforma, que garante, ainda, um centro gravidade mais baixo, em conjunto com a sofisticação e a eficácia das ligações ao solo, fazem deste um dos modelos mais agradáveis de conduzir da sua classe na actualidade.

Aqui, há que sublinhar a forma como a suspensão, sem que para isso tenha que adoptar um amortecimento excessivamente brando (pelo contrário!), passa pela esmagadora maioria das irregularidades com um “desprezo” quase absoluto, tornando-as praticamente imperceptíveis para quem segue a bordo, ao mesmo tempo que controla de forma correcta os movimentos da carroçaria, mesmo nas transferências de massa mais substantivas. Por seu turno, a direcção muito rápida e precisa, e com um óptimo feedback, actua de forma exemplar sobre um eixo dianteiro acutilante e incisivo, que se combina de forma perfeita com uma traseira ágil e confiável.

A forma soberba como o novo Peugeot 508 conjuga um conforto exmeplar com uma soberba eficácia faz desta uma das referências do segmento em termos dinâmicos

A forma soberba como o novo Peugeot 508 conjuga um conforto exmeplar com uma soberba eficácia faz desta uma das referências do segmento em termos dinâmicos

Na prática, e mais ainda quando se adoptam ritmos mais intensos, o novo 508 é um automóvel com reacções sempre muito rápidas, mas nem por isso menos honestas e previsíveis, marcado por um comportamento dinâmico referencial, assente numa das melhores relações eficácia/conforto de sempre do segmento, mesmo desprovido de suspensão activa. É um automóvel que oferece um elevado divertimento em qualquer circunstância, e que, mesmo quando equipado com pneus de medida e vocação nada desportivas (como acontece com esta versão 1.5 BlueHDi), impressiona pela eficácia e pelo prazer que é capaz de proporcionar a quem segue ao volante.

Sobram, assim, elogios para a Peugeot, pela ousadia de lançar, numa época em que a condução autónoma é dos temas do momento (neste ponto, menção para o eficiente cruise control adaptativo com assistente à manutenção na faixa de rodagem, que já permite rodar cerca de 45 segundos antes de exigir ao condutor voltar a colocar as mãos no volante), um automóvel absolutamente focado no condutor, e em que o prazer de condução é um seus dos principais trunfos. E que conta ainda com a vantagem de uma estética a que é difícil resistir, uma apreciável qualidade geral e um preço de €40 564, cuja competitividade é reforçada pelo generoso equipamento de série que lhe está associado.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Travão de estacionamento eléctrico
Controlo electrónico de estabilidade
Alerta de fadiga do condutor
Pack Safety Plus (inclui: travagem autónoma de emergência com alerta de colisão; alerta de transposição involuntária da faixa de rodagem; sistema alargado de leitura de sinais de trânsito; sistema de monitorização do ângulo morto; sistema de detecção de fadiga do condutor; assistente de máximos)
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Bancos dianteiros com regulação em altura+regulação eléctrica do apoio lombar
Banco rebatível 60/40
Bancos parcialmente em pele
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 10″+6 altifalantes+função mirror screen (Apple CarPlay+Android Auto+MirrorLink)+2 tomadas USB dianteiras+2 tomadas USB traseiras
Sistema de navegação
Mãos-livres Bluetooth
Carregamento por indução para smartphones
Peugeot Connect Box (chamada de emergência+assistência permanente)
Acesso+arranque mãos-livres
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Sensores de estacionamento traseiros
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Pack Visibilidade (sensor de chuva+sensor de luz+retrovisor interior electrocromático)
Pack City 1 (Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros; câmara de estacionamento traseira)
Iluminação interior por LED
Jantes de liga leve de 17″
Pneu suplente de emergência

Pintura metalizada (€610)
Revestimento interior em pele (1500)
Portão traseiro com sistema "mãos-livres" (€450)
Faróis integralmente por LED (€1200)
Tecto de abrir eléctrico panorâmico (€1200)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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