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Renault Twingo Electric Intens

Artigo
Renault Twingo Electric Intens

Visão geral
Marca:

Renault

Modelo:

Twingo

Versão:

Electric Intens

Ano lançamento:

2021

Segmento:

Citadinos

Nº Portas:

5

Tracção:

Traseira

Motor:

Eléctrico

Pot. máx. (cv/rpm):

82/n.d.

Vel. máx. (km/h):

135

0-100 km/h (s):

12,9

Autonomia eléctrica (km):

190 (Combinado WLTP)

PVP (€):

€23 200/€23 550 (unidade testada)

Gostámos

Tecnologia de propulsão eléctrica evoluída para o segmento, Postura comercial competitiva, Condução fácil, Agilidade em cidade, Acesso ao habitáculo

A rever

Autonomia em cidade anunciada "optimista", Vidros traseiros de abertura a compasso, Preço face ao da versão a gasolina

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Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
7.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
7.0
Equipamento
8.0
Garantias
6.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

O eléctrico mais acessível do mercado na actualidade cumpre com mérito os seus propósitos: a par do posicionamento comercial, oferece um leque de trunfos que lhe permitem superar a concorrência directa, principalmente em termos de autonomia e opções de carregamento, mantendo intocados os principais atributos da versão térmica de que deriva. Jovial por dentro e por fora, e dinamicamente competente, padece, contudo, de algo comum a todos os modelos do género: um preço que, não obstante competitivo, continua a ser elevado face ao praticado pelo seu homólogo animado por um motor de combustão

7.0
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Velocidade máxima anunciada (km/h) 135
Acelerações (s)
0-100 km/h 12,6
0-400 m 18,3
0-1000 m 35,8
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D 7,1
Recuperações 80-120 km/h (s)
Em D 10,2
Distância de travagem (m)
100-0 km/h 35,9
Consumos (kWh/100 km)
Estrada (80-100 km/h) 10,8
Auto-estrada (120-140 km/h) 19,7
Cidade 13,8
Média ponderada (*) 14,38
Autonomia média ponderada (km) 148
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente 1330
Largura atrás 1290
Comprimento à frente 1150
Comprimento atrás 690
Altura à frente 1020
Altura atrás 920

Versão de topo da oferta eléctrica do citadino francês, o Twingo Electric Intens aqui em ensaio representa a forte aposta da Renault em democratizar a mobilidade eléctrica, assumindo-se como o modelo do género mais acessível do mercado. Um trunfo que não é de somenos, numa altura em que os automóveis eléctricos são um dos temas do momento do sector automóvel, porém, por norma conotados com preços de venda pouco apelativos, especialmente quando adquiridos por clientes particulares.

Sendo a motorização o seu principal factor distintivo, o Twingo Electric é, na sua essência, um Twingo, ou seja, um “primo direito” do smart EQ forfour, com o qual partilha a generalidade dos componentes, inclusivamente o motor, ainda que, no domínio da mecânica, com diferenças suficientemente importantes para ganhar o seu próprio espaço de afirmação. Visualmente, e no exterior, o que o distingue de um Twingo a gasolina são os pormenores da praxe que remetem para o tipo de motorização que o anima: elementos em azul no centro das jantes e na grelha frontal; emblema “Z.E. Electric” aplicado no portão traseiro e nos pilares centrais; e faixa autocolante azul na lateral da carroçaria, iniciada, junto aos farolins traseiros, pelo lettering ZE. As jantes de 16” são um extra que custa €350, sendo de série propostas jantes de 15”.

Face à versão com motor térmico, o Twingo Electric distingue-se por alguns detalhes já habituais neste tipo de proposta, como autocolantes e emblemas específicos

Face à versão com motor térmico, o Twingo Electric distingue-se por alguns detalhes já habituais neste tipo de proposta, como autocolantes e emblemas específicos

O interior, bastante jovial, por sinal, apesar da simplicidade da decoração, dominada pelo preto e pelo branco, também não apresenta surpresas de maior. Se a qualidade dos materiais não é mais do que aceitável, o rigor e a robustez de construção acima da média acabam por oferecer uma agradável sensação de solidez (que a prática confirma), com a habitabilidade a ser bastante interessante para um automóvel com 3615 mm de comprimento por 1646 mm de largura e uma distância entre eixos de 2492 mm, ao passo que a capacidade da mala é a possível numa proposta com estas dimensões – 240 litros, pese embora possa ser significativamente ampliada, para 1339 litros, mediante o rebatimento do banco traseiro em duas partes simétricas.

Já o posto de condução é correcto e suficientemente acolhedor, mesmo que a coluna de direcção disponha de regulação apenas em altura. Quanto ao acesso aos lugares traseiros, até é bastante fácil, pelo que é pena que as janelas das respectivas portas só ofereçam abertura a compasso. Deste modo, o que acaba por fazer a diferença no habitáculo são o logótipo “Z.E.” gravado no punho da alavanca de comando da transmissão; as soleiras das portas dianteiras específicas; e os menus exclusivos do sistema de infoentretenimento Renault Easy Easy Link, com ecrã táctil de 7″ e tomadas USB e Aux, naturalmente relacionados com o desempenho do motor eléctrico.

Interior jovial, como em qualquer Twingo, mas também caraterizado por diversos detalhes exclusivos, tanto decorativos como funcionais

Interior jovial, como em qualquer Twingo, mas também caraterizado por diversos detalhes exclusivos, tanto decorativos como funcionais

Motor que é, basicamente, o mesmo que o montado no smart EQ forfour. Instalado na traseira, e fazendo mover as rodas posteriores, disponibiliza 82 cv e 160 Nm, rendimento que, face a um peso de 1168 kg, até garante prestações bastante interessantes para um veículo de vocação assumidamente citadina, em termos de acelerações como de recuperações, e em tudo equivalentes ao do seu homólogo germânico, a não ser na velocidade máxima, que é aqui de 135 km/h (130 km/h no smart).

Também como no smart, a bateria de alta tensão está alojada sob o banco traseiro, não interferindo com a volumetria da mala, mas o paralelismo entre os dois modelos termina aqui, pois a Renault não só decidiu montar no Twingo Electric uma bateria da LG Chem com 22 kWh (21,3 kWh úteis), 165 kg de peso e refrigeração líquida (o EQ forfour recorre a uma bateria de 17,6 kWh), como este é o primeiro eléctrico do segmento a dispor de regulação da intensidade, em três níveis, da regeneração de energia em desaceleração, através da função “B” comandada através do selector da transmissão. Para preservar ao máximo a carga da bateria, existe um modo de condução Eco que, quando activo, reduz a resposta ao acelerador e limita a velocidade máxima a 105 km/h.

Tal permite à Renault anunciar uma autonomia de 180 km em ciclo combinado (120-135 km mo smart), e de cerca de 250 km no ciclo urbano WLTP. Na prática, nas nossas medições, o que obtivemos foi cerca de 200 km em estrada, um pouco mais de 100 km em auto-estrada e ligeiramente menos do que 170 km em circuito urbano, para uma autonomia média ponderada de 148 km. E se é um facto que uma frequente e boa utilização da referida função “B” poderá incrementar um pouco a autonomia em cidade, só por si é insuficiente para alcançar o valor prometido pela marca do losango, eventualmente possível de cumprir apenas através de uma condução já excessivamente condicionada.

O sistema de carregamento é dos mais evoluídos do segmento, oferecendo múltiplas opções de escolha, com os tempos de recarga a variarem entre uma e quinze horas

O sistema de carregamento é dos mais evoluídos do segmento, oferecendo múltiplas opções de escolha, com os tempos de recarga a variarem entre uma e quinze horas

Digno de encómios é o sistema de carregamento da bateria, semelhante ao do novo Zoe e anunciado como o mais flexível da classe – até quatro vezes mais rápido do que o oferecido pela concorrência, e capaz de receber carga tanto em corrente contínua como alternada, até 22 kW (o carregador de bordo de 22 kW, no smart, é uma opção que custa €1000). Deste modo, uma recarga demora 15h00m numa tomada de corrente doméstica a 2,3 kW e 10 A; 8h00 numa Wallbox monofásica a 3,7 kW e 16 A; 4h00 numa Wallbox monofásica a 3,7 kW e 32 A; 2h10m num posto de carregamento trifásico a 16 A (80%); ou 1h03m num posto de carregamento rápido trifásico a 32 A (80%). Só se lamenta que o cabo FlexiCharge, para carregamento em tomadas convencionais, seja opcional e custe €600…

Com uma suspensão mais firme, e um centro de gravidade mais baixo, do que nas versões térmicas, o Twingo Electric não deixa, por isso, de ser um automóvel extremamente fácil e agradável de conduzir em cidade, pela forma como se desembaraça tanto no trânsito, graças à sua apreciável capacidade de aceleração, como nas vias mais estreitas ou congestionadas, fruto das dimensões contidas e de um reduzido diâmetro de viragem – os pisos em mau estado é que não são da sua preferência, acabando por causar um evidente desconforto a quem segue a bordo. Em estrada aberta, ou em traçados mais sinuosos, a direcção, precisa e bastante directa, e a agilidade garantida pelas reduzidas dimensões, pela contida distância entre eixos e pelo motor e tracção traseiros, traduzem-se numa utilização que chega a ser divertida, pela tendência natural para uma certa deriva de traseira nas solicitações mais exigentes, e, também, sempre segura, por via de reacções sempre bastante previsíveis, e pela forma como a electrónica controla de forma eficaz e em permanência excessos de ousadia ou optimismo.

Desempenho dinâmico de bom nível, graças a prestações interessantes e a uma autonomia razoável para uma utilização urbana

Desempenho dinâmico de bom nível, graças a prestações interessantes e a uma autonomia razoável para uma utilização urbana

Quanto ao posicionamento comercial do Twingo Electric Intens, não merece reparos de maior: proposto por €23 200, é quase €5000 mais barato do que o seu principal directo com dotação de equipamento equivalente, e os €1000 que custa a mais do que a versão Zen são plenamente justificados por incluir, de série, espaços de arrumação nas portas traseiras e sob os bancos traseiros; jantes em liga leve; sistema Easy Link; cruise control com limitador de velocidade; sensores de estacionamento traseiros e câmara de auxílio ao estacionamento, e vidros escurecidos.

O principal problema do Twingo Electric, neste particular, e comum a todas as propostas deste género, poderá ser, pois, a comparação com os seus homólogos animados por motores de combustão interna. O próprio Twingo SCe a gasolina, de 65 cv, é cerca de €10 000 mais barato, ou seja, custa pouco mais de metade, um diferencial significativo, que o custo por quilómetro cerca de cinco vezes menor, ou os custos de manutenção muito inferiores, dificilmente compensarão numa perspectiva exclusivamente economicista.

Motor
Tipo Síncrono de íman permanente, transv., tras.
Potência máxima (kW-cv/rpm) 82/4000
Binário máximo (Nm/rpm) 160/n.d.
Corrente Alternada
Bateria
Tipo Iões de lítio
Voltagem (V) 340
Capacidade (kWh) 17,6
Tempo de recarga Carregador de bordo de 2-22 kW: 1h00m (80% – carregador trifásico 32 A); 2h10m (80% carregador trifásico 32 A); 4h00m (Wallbox monofásica 7,4 kW/32 A); 8h00m (tomada de corrente 3,7 kW); 15h00m (tomada de corrente doméstica 2,3 kW/10 A)
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm) 3615/1646/1541
Distância entre eixos (mm) 2492
Largura de vias fte/trás (mm) 1452/1425
Jantes FR – TR (série) 5Jx15" – 5 1/2JX15"
Pneus FR – TR (série) 165/65 – 185/60
Jantes FR – TR (instaladas) 6Jx16" – 6 1/2Jx16"
Jantes FR – TR (instalados) 185/50 – 205/45 (Michelin Primacy 4)
Pesos e capacidades
Peso (kg) 1168
Relação peso/potência (kg/cv) 14,24
Capacidade da mala 240-1336
Transmissão
Tracção Traseira
Caixa de velocidades Grupo redutor, 1 vel.+m.a.
Direcção
Tipo cremalheira com assistência eléctrica variável
Diâmetro de viragem (m) 8,6
Travões
Dianteiros (ø mm) Discos ventilados (260)
Traseiros (ø mm) Tambores (229)
Suspensões
Dianteira MacPherson
Traseira Eixo rígido com ponte DeDion
Barra estabilizadora frente/trás sim/não
Garantias
Garantia geral 2 anos sem limite de quilómetros
Garantia de pintura 2 anos
Garantia anti-corrosão 12 anos
Garantia da bateria 8 anos ou 160 000 km
Intervalos entre manutenções 25 000 km ou 12 meses

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência
Assistente aos arranques em plano inclinado
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Cruise-control+limitador de velocidade
Banco do condutor regulável em altura
Banco traseiro rebatível 50/50
Volante em pele regulável em altura
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Vidros dianteiros eléctricos
Vidros traseiros de abertura a compasso
Vidros traseiros escurecidos
Sistema de infoentretenimento Easy Link com rádio/leitor de mp3+ecrã táctil de 7"+entradas USB/Aux
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Sistema de navegação
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Luzes diurnas por LED
Sensores de luz+chuva
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Jantes de liga leve de 15"
Kit de reparação de furos

Jantes em liga leve de 16" (€350)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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