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Seat Leon 1.5 eTSI DSG FR

Artigo
Seat Leon 1.5 eTSI DSG FR

Visão geral
Marca:

Seat

Modelo:

Leon

Versão:

1.5 eTSI DSG FR

Ano lançamento:

2020

Segmento:

Familiares compactos

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5

Pot. máx. (cv/rpm):

150/5000-6000

Vel. máx. (km/h):

221

0-100 km/h (s):

8,4

Consumos (l/100 km):

5,6-6,4 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

126-143 (Combinado WLTP)

PVP (€):

33 227/37 517 (Unidade testada)

Gostámos

Tecnologia a bordo, Qualidade geral, Comportamento, Consumos, Desempenho dinâmico, Espaço interior

A rever

Alguns materiais, Interface do sistema de infoentretenimento perfectível, Sensibilidade ao piso degradado

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Qualidade geral
8.0
Interior
9.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
7.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

Actual versão de topo da nova geração do compacto espanhol, o Seat Leon 1.5 eTSI DSG FR cumpre de forma praticamente perfeita os pressuposto de um automóvel com a sua vocação, capaz de proporcionar bons momentos de prazer ao volante, mas sem nunca perder de vista a sua vocação original de transportar a família com conforto e segurança

7.9
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O Leon 1.5 eTSI DSG FR aqui presente é, para já, a versão de topo da quarta geração do compacto da Seat, um dos modelos mais importantes para o desempenho comercial da marca espanhola. Tal como o seu nome indica, é animado por um motor 1.5 a gasolina, o mais potente da gama, conjugado com uma caixa robotizada; e adopta a configuração mais dinâmica da família, em termos de estilo como de desempenho, como é da tradição em todas as propostas da casa de Martorell que ostentam a sigla FR. Ou seja, este é o mais vocacionado dos novos Leon para agradar aos amantes de uma maior diversão ao volante.

Se é quase um “clássico” iniciar a avaliação de um novo modelo pela componente estética, ou não continuasse a ser este um dos principais elementos decisórios para os compradores, no caso em apreço tal justifica-se ainda mais, tendo em conta a evidente e substancial evolução registada neste capítulo para a anterior geração. Modernidade é o que não falta ao design do novo Leon, nem uma imediata identificação com o seu construtor. Elegância, conjugada com dinamismo e um toque de classe, também será um atributo do seu visual.

Ainda assim, as linhas da carroçaria não serão, porventura, tão agressivas, arrojadas e apelativas quanto o esperado, principalmente pelos mais fiéis da marca e, principalmente, do modelo, que poderão considerar este Leon como demasiado discreto, ainda que não anónimo, sendo certo que, ao vivo, o impacto causado pelo seu estilo não é tão intenso como em fotografia – não obstante provar, mesmo num primeiro olhar, tratar-se, inquestionavelmente, de um Seat.

Não restam dúvidas de que se trata de um Seat, e de um Leon. Mas a mais recente geração do compacto espanhol poderá não ser tão esteticamente agressiva quanto o desejado por boa parte dos seus mais fiéis adeptos

Não restam dúvidas de que se trata de um Seat, e de um Leon. Mas a mais recente geração do compacto espanhol poderá não ser tão esteticamente agressiva quanto o desejado por boa parte dos seus mais fiéis adeptos

Já o interior é bem mais convincente no que ao estilo diz respeito… e não só! A decoração é sóbria, mas muito cuidada e cativante, contribuindo de modo decisivo para um ambiente interior deveras acolhedor, situação para a qual também concorre a opcional iluminação ambiente por LED configurável. A habitabilidade evoluiu de forma notória, passando a ser das mais generosas do segmento, em especial no que diz respeito ao espaço para pernas atrás, ao passo que a capacidade da mala é sensivelmente a mesma bagageira da geração interior, isto é, mais do que aceitável para um automóvel deste porte.

Trunfo do novo Leon é a sua sólida e cuidada construção, e mesmo que nem todos os materiais utilizados sejam de topo, a verdade é que não existem a este nível exemplos muito melhores neste particular, nem mesmo entre as marcas tido como as prestigiadas. Para além de que a esmagadora maioria dos plásticos mais visíveis, ou mais frequentemente sujeitos ao toque frequente, são de nível superior, ao que há que juntar uma montagem e um cuidado com os acabamentos isentos de reparos de maior, assim e alcançado um resultado final muito convincente, numa atmosfera de qualidade e isenta de ruídos parasitas, que não esmorece face às referências do Grupo VW do mesmo segmento.

Qualidade geral em alta e ampla habitabilidade num interior assumidamente minimalista, mas nem por isso menos acolhedor. Tecnologia e conectividade são outros trunfos a ter em conta

Qualidade geral em alta e ampla habitabilidade num interior assumidamente minimalista, mas nem por isso menos acolhedor. Tecnologia e conectividade são outros trunfos a ter em conta

O novo Leon é ainda anunciado como o mais conectado de sempre, permitindo, inclusive, o aceso remoto a várias das suas funções através de App Seat Connect, ao mesmo tempo que aposta forte nos comandos vocais e hápticos para criar um interior minimalista (atente-se, por exemplo, nas dimensões do selector da caixa de velocidades …). O que, inquestionavelmente, proporciona vantagens evidentes, tanto estilísticas, como em termos de espaço e facilidade de operação, embora ainda existam algumas melhorias a fazer.

Não tanto ao nível do posto de condução, que beneficia das múltiplas regulações do banco e do volante, e de uma apurada ergonomia. Para que tudo esteja sob seu controlo, o utilizador dispõe de dois ecrãs de generosas dimensões, um deles destinado ao painel de instrumentos totalmente digital configurável, Seat Digital Cockpit de seu nome, com 10,25”, grafismo apelativa e fácil e intuitiva interacção através dos comandos no volante.

Ao centro do tablier, ligeiramente orientado no sentido do condutor, está o segundo ecrã, no caso da unidade testada táctil e com 10” (opcional proposto por €646,46, e em que se inclui, ainda, o sistema de navegação), através do qual é controlado o sistema de infoentretenimento – por sinal, também muito completo e informativo, e cujo grafismo poderá não ser o mais sofisticado, mas tem a vantagem de ser muito claro e perceptível. O que não seria despropositado era existirem atalhos, mesmo que virtuais, sem recurso a botões físicos, para determinadas funções a que poderá ser útil ou necessário recorrer a qualquer momento ou com frequência, algumas das quais directamente relacionadas com a condução, como sejam o selector dos modos de condução ou a configuração do controlo electrónico de tracção.

Na sua versão mais evoluída, o sistema de infoentretenimento é muito completo e intuitivo, mas algumas funções mereciam dispor de um acesso mais directo, como é o caso do selector dos modos de condução

Na sua versão mais evoluída, o sistema de infoentretenimento é muito completo e intuitivo, mas algumas funções mereciam dispor de um acesso mais directo, como é o caso do selector dos modos de condução

Já rumo à vertente dinâmica, cabe começar por abordar o motor que está instalado sob o capot do Leon 1.5 eTSI DSG FR: o novo quatro cilindros a gasolina de 1,5 litros, capaz de disponibilizar 150 cv de potência, e um binário máximo de 250 Nm, constante entre as 1500-3500 rpm. Com injecção directa e turbocompressor, esta unidade conta, ainda, quer com um sistema de desactivação de cilindros (sempre que as condições o permitem, funciona no modo de apenas dois cilindros, ou desliga mesmo o motor por completo – função conhecida como andar “à vela”), quer com tecnologia mild hybrid, na forma de um gerador/motor de arranque integrados, que auxilia o motor de combustão no início das acelerações, e acumula a energia regenerada nas desacelerações e travagens numa bateria de iões de lítio a 48 Volt colocada sob o banco do passageiro dianteiro.

Por aqui se percebe que a eficiência de combustível foi uma das principais preocupações quando do desenvolvimento deste propulsor. E os consumos provam isso mesmo: muito bons tanto em estrada e autoestrada (e tanto mais quanto mais estabilizado for o ritmo imposto, e cumpridos os limites de velocidade) como em circuito urbano – inferiores, até, ao de motores da mesma categoria com menos rendimento. Numa condução mais dinâmica, é de contar com médias na casa dos 8,0 l/100 km; a ritmos realmente intensos, estes tenderão a ficar um pouco abaixo dos 10,0 l/100 km; registando-se cerca de 12,5 l/100 km quando da mecânica se pretende extrair, em permanência, tudo o que esta tem para dar.

Ao mesmo tempo, este é um motor muito refinado e suave, e que, sem nunca ser explosivo, é sempre bastante linear, e com grande disponibilidade para responder com prontidão e decisão às solicitações do acelerador, o que acaba por traduzir-se em prestações de bom nível para um automóvel com estas características, seja nos arranques como nas recuperações. A caixa pilotada DSG, de dupla embraiagem e sete velocidades, com a sua proverbial rapidez, também contribui para este resultado, oferecendo os modos de funcionamento D/E e S, e contando, também, com patilhas no volante para comando manual em sequência, que permitem obviar qualquer eventual hesitação – pena que, neste modo manual, o sistema continua sempre a seleccionar uma mudança superior quando se atinge a redline, e a reduzir quando se vence a mola do kickdown, seja qual for o modo de condução seleccionado. O que mais impressiona será o Eco, suberbo a cumprir a sua missão de proporcionar os consumos mais contidos possível: não só o motor e a caixa são, nitidamente, menos responsivos, como são fornecidas sugestões preditivas de condução eficiente tão úteis quanto eficazes, nomeadamente libertar o acelerador na aproximação a zonas em que se antevê obrigatória redução substantiva da velocidade de circulação (rotundas, curvas lentas, stops, cruzamentos, aproximação a veículos mais lentos ou perturbações de tráfego antecipadas pela navegação) –, a que se junta o ajuste automático da transmissão para a mudança correcta à chegada ao obstáculo.

Os modos Comfort e Normal primam pelo equilíbrio, ao conjugarem um desempenho mais intenso do motor com um amortecimento mais macio (o modo Eco adopta sempre o amortecimento mais firme). Isto quando está instalado no Leon o sistema DCC, com suspensão com amortecimento pilotado, como acontecia na unidade testada, dotada do opcional Pacote Dinâmico e de Conforto (por €704,21, inclui, ainda, o selector de modos de condução, a direcção com assistência progressiva e a interface Sport).

Não fazendo do modelo um desportivo, o motor de 150 cv garante ao novo Leon 1.5 eTSI DSG FR óptimos consumos e prestações suficientes para tornar a condução por demais agradável, mesmo a ritmos mais intensos

Não fazendo do modelo um desportivo, o motor de 150 cv garante ao novo Leon 1.5 eTSI DSG FR óptimos consumos e prestações suficientes para tornar a condução por demais agradável, mesmo a ritmos mais intensos

Como seria de esperar, no modo Sport, tudo é mais extremo em termos de resposta do motor, da caixa e do sistema DCC. Neste caso, o amortecimento, que nunca é o mais macio, torna-se bastante firme, o que não só trará algum desconforto para eventuais passageiros, sobretudo os traseiros, como tende a tornar o veículo algo “saltitão” e menos eficaz em mau piso, em especial a ritmos mais intensos, como é suposto quando se elege esta opção. Neste caso, a melhor solução é eleger o quinto modo disponível, personalizável e denominado Individual, e seleccionar a opção Sport para motor, caixa e direcção, e a opção Comfort para os amortecedores.

Gratificante é verificar que, não obstante a aposta na conectividade e na tecnologia, a eficácia e o prazer de condução também não deixaram de ser prioridade para a Seat nesta novel geração do seu familiar compacto. Esta versão de topo conta já com a mais evoluída versão da plataforma modular MQB Evo, com eixo independente multilink traseiro (eixo semi-rígido nas variantes menos potentes), o que significa dispor de um óptimo châssis, para mais dotado de diferencial dianteiro electrónico XDS em todas as versões.

A primeira conclusão que, logo nos primeiros quilómetros, é possível retirar é a de que este châssis está muito acima das capacidades do motor, apesar da solicitude deste último. Com muita tracção (a boa aderência dos pneus Bridgestone Turanza T005 ajuda), e um grande equilíbrio global, o Leon 1.5 eTSI DSG FR não é fácil de colocar em cheque, nem mesmo nos limites e quando se conduz com o controlo de tracção desligado (o funcionamento do controlo de estabilidade não é possível inibir).

Isto também por beneficiar de uma frente deveras rápida e precisa, e de uma traseira muito fiel. Pelo que, numa toada mais aguerrida, as mais das vezes, mais não é preciso do que travar (nota para a boa potência do sistema de travagem, e para o óptimo tacto do respectivo pedal), apontar a frente, através de uma direcção rápida, precisa, directa e informativa, ao ponto de entrada em curva desejado, e constatar como tudo se processa com extrema simplicidade, eficácia e, mesmo, elegância, até chegar o momento de voltar a acelerar.

A qualidade do châssis é um dos principais atributos deste Leon 1.5 eTSI DSG FR, ficando muito acima das capacidades do motor. Comportamento dinâmico de nível superior

A qualidade do châssis é um dos principais atributos deste Leon 1.5 eTSI DSG FR, ficando muito acima das capacidades do motor. Comportamento dinâmico de nível superior

Numa utilização mais familiar, conduzir o Leon 1.5 eTSI DSG FR é, de igual modo, tarefa bastante fácil e agradável. O único senão serão os maus pisos, dado que, mesmo no modo mais confortável, a suspensão possui sempre um amortecimento firme, sublinhado pelos pneus de baixo perfil, que acaba por traduzir-se numa menor comodidade para quem segue a bordo, ainda que nunca chegue a ser um automóvel verdadeiramente desconfortável.

No final, é fácil concluir que, mesmo nesta configuração, mesmo com todos os seus elementos definidos para uma atitude mais dinâmica, o Leon 1.5 eTSI DSG FR não é um verdadeiro desportivo compacto – nem será essa a sua pretensão, em boa parte devido a um motor que não se ajusta a tal definição, mesmo que desempenhando de forma meritória a sua função. Mas não deixa de ser um familiar compacto que excuta com brio a sua tarefa; e que, ao mesmo tempo, cumpre em pleno os pressupostos de um automóvel que ostenta a sigla FR, oferecendo uma resposta do motor e prestações suficientes para que seja possível praticar uma condução mais dinâmica, em que a qualidade do châssis consegue garantir apreciáveis níveis de prazer e divertimento ao volante.

O preço é, no mínimo, interessante, mas há que ter em atenção uma lista de opcionais já consideravelmente extensa, e em que se incluem vários são altamente recomendáveis, pelo que contribuem para uma sã e aprazível convivência quotidiana com o modelo. A unidade ensaiada é prova cabal disso mesmo, ao contar com mais de €4300 em extras.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão e detecção de peões e ciclistas
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Alerta de fadiga do condutor
Assistente aos arranques em plano inclinado
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Cruise control+limitador de velocidade
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático de três zonas
Computador de bordo
Bancos dianteiros desportivos
Banco dianteiros com regulação em altura+apoio lombar
Banco rebatível 60/40
Volante multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Patilhas de comando da caixa no volante
Direcção com assistência eléctrica
Diferencial de bloqueio electrónico XDS
Sistema de infoentretenimento com rádio/mp3+ecrá táctil de 8,25"+7 altifalantes+tomadas 2x2USB
Mãos-livres Bluetooth
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Farolins traseiros por LED
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro por LED com função de curva
Sensor de luz+chuva
Vidros traseiros escurecidos
Sensores de estacionamento traseiros
Câmara de estacionamento traseira
Jantes de liga leve de 17”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos
Suspensão desportiva

Forro do tejadilho em preto (€195,77)
Câmara de estacionamento traseira (€240,84)
Pacote Dinâmico e de Conforto (€704,21 – inclui: selector de modos de condução, amortecimento pilotado DCC, direcção com assistência progressiva, interface Sport)
Pacote Segurança e Condução L em combinação com Sistema de Navegação Plus 10" (€616,88)
Sistema de Navegação Plus 10" (€646,46)
Roda suplente de 18" (€67,60)
Park Assist + sensores de estacionamento dianteiros e traseiros (€339,43)
Iluminação ambiente por LED (€267,60)
Acesso+arranque sem chave com função Safe (€222,53)
Jantes de liga leve de 18" maquinadas com pneus 225/40 (588,72)
Iluminação exterior integralmente por LED (€1055)
Seat Connect gen3 ( €156,10 – inclui: segurança e serviços de acesso remotos para sistema de navegação)
Alarme (€303,01)
Connectivity Box (€187,87 – inclui: carregador por indução + amplificador de sinal móvel)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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