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Suzuki S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX

Artigo
Suzuki S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX

Visão geral
Marca:

Suzuki

Modelo:

S-Cross

Versão:

1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX

Ano lançamento:

2020

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Integral

Motor:

1.4

Pot. máx. (cv/rpm):

129/5500

Vel. máx. (km/h):

190

0-100 km/h (s):

n.d.

Consumos (l/100 km):

6,2 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

140 (Combinado WLTP)

PVP (€):

30 975

Gostámos

Motor evoluído, Prestações e consumos, Comportamento, Utilização fácil e polivalente, Habitabilidade, Relação preço/equipamento

A rever

Qualdidade de materiais, Grafismo do sistema de infoentretenimento, Interior antiquado, Auxiliares de condução

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Qualidade geral
6.0
Interior
7.0
Segurança
6.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
7.0
Equipamento
9.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Com o Suzuki S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX, a marca japonesa dá seguimento à estratégia de hibridização da sua oferta, instalando no seu original modelo um otor competente em termos de rendimento, desempenho, prestações e consumos. O preço concorrencial é outros dos factores a ter em conta

7.4
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Não obstante a extensa designação comercial do Suzuki S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX aqui em análise, mais um exemplo da estratégia de “hibridização” da gama do fabricante japonês, não é linear definir a respectiva segmentação. Se a marca o anuncia como um “crossover” (terminologia tão genérica que, na prática, pouco ou nada acrescenta), há quem o considere como um SUV com ares de carrinha, e quem prefira considerá-lo como uma carrinha compacta com ares de SUV. Certo é que as suas dimensões exteriores são um pouco mais generosas do que as do popular SUV do construtor nipónico, o Vitara (mais 125 mm de comprimento, 100 mm de largura e 100 mm entre eixos), mas as suas formas menos conotadas com esse universo.

O que, só por si, também não é suficiente para caracterizar o S-Cross no plano estético. Esta pode mesmo considerar-se como uma das mais invulgares criações da marca dos últimos tempos, marcada por linhas nada comuns, algo datadas e não especialmente atraentes, em particular para os padrões europeus.  Igualmente curioso, o facto de a Suzuki continuar a não ter uma linha de estilo comum a toda a gama, pelo contrário: todos os seus produtos são visualmente marcantes, mas cada qual possuindo uma imagem muito própria, e uma personalidade bastante vincada, sem partilharem muitos elementos estilísticos fundamentais para além do símbolo do seu construtor.

A estética não será, de todo, o maior atributo do S-Cross, o que não significa que não possua predicados suficientes para fazer desta uma proposta razoavelmente interessante

A estética não será, de todo, o maior atributo do S-Cross, o que não significa que não possua predicados suficientes para fazer desta uma proposta razoavelmente interessante

Quanto ao interior, mormente por via da decoração, é outro elemento já bem indiciador da data de concepção do S-Cross. O que não significa que não tenha os seus trunfos. Como uma apreciável qualidade geral, garantida menos pela nobreza dos materiais utilizados, na sua maioria plásticos duros, do que pela montagem rigorosa e pela perfeição dos acabamentos. Ou um espaço para passageiros e bagagens generoso para um automóvel com estas dimensões, em ambos os casos um pouco superior ao oferecido pelo Vitara, merecendo, neste particular, referência específica o espaço reservado para as pernas dos passageiros traseiros, que beneficiam ainda de regulação da inclinação das costas do respectivo banco, e o piso amovível da bagageira.

Por seu turno, e apesar de elevado, como é tão do agrado de tantos nos dias que correm, o posto de condução é bastante correcto e envolvente, usufruindo, ainda, quem o ocupe de uma instrumentação clara e deveras legível. Quanto ao sistema de infoentretenimento, já bem conhecido de outros modelos da Suzuki, oferece tudo o considerado a este nível, meso que padecendo de um grafismo e uma interface que já mereciam ser actualizados para soluções mais modernas.

A decoração interior também não será a mais moderna, mas o rigor construtivo é factor a ter em conta, tal como o generoso espaço para passageiros e bagagens, ou o completo equipamento oferecido de série

A decoração interior também não será a mais moderna, mas o rigor construtivo é factor a ter em conta, tal como o generoso espaço para passageiros e bagagens, ou o completo equipamento oferecido de série

Mas o que realmente marca a diferença neste S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX é o seu motor, que, neste nível de equipamento de topo, está sempre associado ao sistema de tracção integral Allgrip. Pautado por um funcionamento suave e suficientemente silencioso (sem ser uma referência nesta matéria, por emitir um ruído mais intenso a partir das 3000 rpm, também não é totalmente desagradável ou excessivamente perturbador), este quatro cilindros em linha conta com injecção directa de gasolina, distribuição variável sobre a admissão, turbocompressor e, agora, também com um sistema mild hybrid, que a Suzuki apelida de SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki).

Uma solução assente num sistema eléctrico de 48 Volt e numa pequena bateria de iões de lítio, que armazena a electricidade gerada através da recuperação de energia em travagem e desaceleração, e está apta a fornecer 14 cv extra em aceleração a baixo e médio regime, mas sem que o rendimento do conjunto supere os anunciados 129 cv e 235 Nm (mais 15 Nm do que na anterior geração do modelo). Na prática, o que acontece é, nas solicitações mais exigentes, o motor térmico ser menos solicitado do que o seria se não contasse com o auxílio do SHVS, o que, naturalmente, se traduz em menores consumos para níveis equivalentes de performance. Algo que a boa resposta logo desde os baixos regimes confirma, permitindo praticar uma condução calma e descontraída sem exigir excessivo recurso à caixa de velocidades, mesmo em ambiente urbano.

Agradando pela elasticidade, energia e disponibilidade, este motor também convence no plano da economia, registando valores de muito bom nível, especialmente a velocidades moderadas e estabilizadas. E mesmo a ritmos mais intensos a média tenderá a sitaur-se na casa dos 8,0 l/100 km, não chegando a alcançar os 11,0 l/100 km quando se pretende retirar, em permanência, da mecânica tudo o que esta tem para oferecer.

O motor 1.4 turbo com tecnologia mild hybrid convence pelo desempenho, pelas prestações e pelos consumos, sendo uma das maiores qualidades do S-Cross

O motor 1.4 turbo com tecnologia mild hybrid convence pelo desempenho, pelas prestações e pelos consumos, sendo uma das maiores qualidades do S-Cross

As prestações são, também elas, mais do que razoáveis para um modelo com estas características, e este nível de rendimento, assim contribuindo para garantir que o S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX consegue oferecer um desempenho de bom nível até a ritmos mais acelerados, especialmente quando seleccionado o modo de condução Sport. A partir das 3000 rpm, a unidade motriz até parece ganhar novo folego, subindo fácil e decididamente de regime até à red line. Mesmo em traçados mais sinuosos, ou percursos com maiores variações de velocidade, é possível impor uma toada mais intensa, ainda que as três últimas relações de transmissão algo longas, em especial a sexta, obriguem, nestas condições, a um recurso mais frequente à caixa de velocidades suave, rápida e precisa.

A combinar com a competência da mecânica, o comportamento dinâmico eficaz, sempre acompanhado de um elevado nível de conforto. Ainda que a altura ao solo de 180 mm, e a suspensão com algum curso e amortecimento macio, permitam algum adornar em curva (curiosamente, mais até do que no Vitara), e o qual é, obviamente, mais notório nas solicitações mais exigentes, a verdade é que os movimentos da carroçaria são bem controlados, e que a frente se inscreve em curva com precisão e rapidez, a que se junta uma direção directa q.b. e bem calibrada, merecendo, por isso, elogios a forma como este S-Cross se comporta seja qual for o tipo de condução praticado, para o que também dá uma ajuda preciosa o sistema de tracção total.

O desempenho dinâmico, em estrada, e, até, fora dela, é mais um dos bons trunfos do modelo japonês nesta versão de topo, com tracção integral

O desempenho dinâmico, em estrada, e, até, fora dela, é mais um dos bons trunfos do modelo japonês nesta versão de topo, com tracção integral

O mesmo que, por sinal, também é decisivo para uma qualidade que poderá surpreender boa parte dos potenciais compradores do S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX: a sua aptidão para enfrentar outros pisos que não o asfalto. Mesmo em situações mais exigentes, progride, não raro, com inesperada facilidade, sobretudo quando inibido o controlo de estabilidade, e seleccionado o modo de condução Neve+Lock, que assegura uma repartição constante do binário de 50% para cada eixo a velocidades abaixo dos 60 km/h (o utilizador tem ainda à disposição os modos Auto, para utilização quotidiana, e o modo Neve, em que o nome diz tudo).

Tudo somado, e descontando a questão da aparência, sobretudo exterior, o Suzuki S-Cross 1.4T Boosterjet Mild Hybrid 4WD Allgrip GLX acabou por revelar-se um automóvel bastante em todas as situações que se lhe podem deparar, com um desempenho prático que acaba por tender a fazer esquecer um projecto que já não é, propriamente, novo. A seu favor joga ainda o preço, já que, graças a uma campanha de desconto directo de €3700, é possível adquirir esta versão de topo, muito bem equipada, por uns bastante competitivos €27 275. Para quem esta verba esteja fora de cogitação, há a ter em conta que existe a opção de tracção apenas dianteira e com menos equipamento – mas a verdade é que não é bem a mesma coisa…

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de travagem de emergência em cidade
Assistente aos arranques em subida
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Bancos parcialmente em pele
Bancos dianteiros reguláveis em altura
Bancos dianteiros aquecidos
Banco traseiro rebatível 60/40
Banco traseiro reclinável
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Vidros traseiros escurecidos
Acesso+arranque sem chave
Rádio digital/leitor de mp3+ecrã táctil+entradas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Comandos por voz
Sistema de navegação
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Ópticas dianteiras e farolins traseiros por LED
Faróis de nevoeiro
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros
Câmara de estacionamento traseira
Alarme
Tomada de 12 Volt na bagageira
Tecto de abrir panorâmico
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 17”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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