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TAG Heuer Connected Modular 45

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TAG Heuer Connected Modular 45

É a grande novidade relojoeira da semana. Foi com os olhos postos em soluções técnicas vanguardistas e fazendo jus à iniciais TAG (Techniques d’Avant Garde) do seu nome que a TAG Heuer apresentou a nova geração do seu smartwatch: o Connected Modular 45. A modularidade e o labéu Swiss Made estiveram tanto ou mais em destaque do que o conteúdo electrónico. O piloto Filipe Albuquerque já o experimentou e ficou convencido.

De facto, tem-se falado muito de smartwatches e de como o seu advento poderia afectar a indústria relojoeira tradicional. A TAG Heuer, em vez de combater tal ameaça, abraçou o conceito e está semana mostrou ter passado à frente da Apple: a segunda geração do seu smartwatch apresenta significativas diferenças relativamente à primeira e passa por ser o primeiro smartwatch modular da indústria relojoeira suíça, por cumprir os parâmetros que lhe permitem exibir a designação Swiss Made.

A apresentação do TAG Heuer Connected Modular 45 foi feita nesta última terça-feira e tanto a Google como a Intel, que tiveram representantes na conferência de imprensa, contribuíram decisivamente para um sistema operativo avançado que abre um universo de novas soluções técnicas no que diz respeito ao software. No entanto, essas possibilidades quase ilimitadas em virtude da sua conectividade acabam por nem ser tão relevantes tendo em conta a incrível capacidade de personalização na estrutura exterior do relógio: a modularidade é mesmo a caraterística fundamental do Connected Modular 45, que está não só dotado de um sistema rápido de troca de braceletes como também permite a escolha de diferentes tipos de luneta, caixa e asas (em titânio, ouro rosa ou cerâmica). Essa capacidade modular permite igualmente a troca do corpo do relógio (mostrador e mecanismo), sendo possível passar do Connected Modular 45 para o exclusivo cronoturbilhão Heuer 02T num ápice.

Se a nova geração do smartwatch da TAG Heuer já inclui a possibilidade de escolha entre cerca de 4000 mostradores diferentes (incluindo vários mostradores inspirados em modelos históricos e contemporâneos da marca), no que diz respeito à estrutura exterior do Connected Modular 45 estarão disponíveis 56 combinações diferentes – 11 na coleção regular e 45 por encomenda. Todas elas com a assinatura Swiss Made, uma vez que novo relógio é desenhado, desenvolvido, montado e testado no quartel-general da TAG Heuer em La Chaux-de-Fonds (mesmo tendo em conta o processador Atom Z34XX da Intel e o sistema operativo Android Wear 2.0, logicamente produzidos fora de portas), enquanto o anterior era maioritariamente montado por fornecedores exteriores.

Para além de o tamanho da caixa a passar dos 46mm da primeira geração para os 45mm referidos na nomenclatura do novo Connected Modular 45, também houve uma afinação no design da luneta e das asas; o vidro de safira (touch screen) é mais espesso. Outras caraterísticas relevantes incluem WiFi, GPS, sensor NFC para pagamentos, ecrã AMOLED, 4GB de memória, microfone para aceder ao controlo via Google Voice, bateria de lítio de última geração para 24 horas de uso continuado e estanqueidade até 50 metros.

Como foi referido, a tão proclamada modularidade estende-se à possibilidade de se usar o corpo de um relógio automático Calibre 5 ou do Heuer 02T Tourbillon, com um sistema de intermutabilidade a partir de molas nas asas da bracelete. E há 18 braceletes diferentes disponíveis, com diversas cores de cauchu, alternativa em pele com base em cauchu, e a tradicional solução à base de elos em titânio ou cerâmica. Também há lunetas e asas cravejadas de diamantes para um look mais feminino ou exclusivo.

Filipe Albuquerque, o piloto de Coimbra que é amigo da marca para Portugal, já teve a oportunidade de o experimentar. “Tenho a primeira geração do Connected e o novo Connected Modular 45 é uma versão claramente melhorada”, refere. “Permite-nos escolher entre um alargado leque de mostradores, o sistema de troca de braceletes é muito simples e podemos mudar nós próprios o look do relógio com uma bracelete diferente sem termos de ir a uma loja, para além das restantes caraterísticas modulares. Faz todo o sentido que seja à prova de água – o Connected  da primeira geração era somente splash proof’ – para atividades mais desportivas sem estarmos tão preocupados. O interface também está melhorado e dá muito jeito para o meu treino: para a corrida, para a bicicleta, apresenta desafios diários para as flexões e os abdominais. Tem GPS e um conjunto de novas aplicações que são muito interessantes, para além do conceito do relógio ser já em si extremamente interessante”.

Miguel Seabra
Espiral do Tempo

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Miguel Seabra
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