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Uma visão construtiva

Artigo
Uma visão construtiva

Estamos no Verão, época de eleição para férias e talvez por isso, hoje gostaria de elogiar o bom trabalho e os bons resultados, resultantes de Politicas coerentes e sustentadas, ao longo de pelo menos os últimos cinco anos, independentemente da cor dos governantes.

Os resultados extraordinários de que aqui gostaria de falar referem-se aos que estamos a conseguir, no Turismo em Portugal.

Sendo um dos setores de maior transversalidade económica e social, o impacto do Turismo na economia e na criação de emprego direto e indireto, tem um efeito exponencial em matéria social.

A manutenção de políticas e de um plano de médio prazo (ainda que com alguns ajustamentos) na área do turismo, desde o ministro Manuel Pinho (2007) até à atualidade, está a dar frutos.

De fato, a primeira versão do Plano Estratégico de Turismo de Portugal apresentado em 2007 e revisto em 2010 pelo então Secretário de Estado Bernardo Trindade, revisto, muito apurado e dinamizado por Cecília Meireles em 2011 e finalmente por Mesquita Nunes, tem sido implementado sem grande ruído mediático e com grande impacto económico e social.

O peso nas exportações foi em 2013 de quase 20% (inserido na rubrica de serviços, onde representa quase 50% destes) com um crescimento de 7,5% gerando mais de 9,2 mil Milhões de euros de receitas. A balança turística é altamente superavitária com uma cobertura de quase 300% em 2013, com mais de 6 mil Milhões de saldo.

Recorde-se que aquando da apresentação dos seus objetivos estratégicos para este Plano em 2011, a Secretária de Estado Cecília Meireles ambicionava conseguir 15,8% das exportações para o turismo em 2015. Provavelmente esse já será o peso do saldo liquido, nesse ano.

Portugal ocupa atualmente a nível global a 36º posição em entradas de turistas internacionais, a 26º posição nas receitas do turismo internacional e apenas o 43º nas despesas em turismo internacional, o que reitera a boa alocação e focalização dos recursos nesta área. Um exemplo de ganho de eficiência notório.

Nada é por acaso.

Para além da importância da estabilidade de politicas e da implementação focalizada de um plano, comprova-se também que os bons resultados podem depender muito mais da vontade política, da focalização e capacidade inovadora, do que dos recursos financeiros.

Equipas que têm aliado a experiência à juventude, combinando o esforço entre o público e o privado, interessadas em perceber o interesse dos turistas alvo e com técnicas de comunicação e marketing contemporâneas, têm sido outros fatores nucleares neste processo, bem sucedido.

Finalmente, os 16 “oscáres” atribuídos a Portugal pelo World Travel Awards muito à frente de países concorrentes como a Itália, França, Espanha ou a Grécia; as capas de revistas e artigos em publicações internacionais (Portugal, Douro e Porto, Lisboa e Alentejo); os prémios a hotéis ou à TAP, são outros exemplos do bom trabalho efetuado por estas meritórias equipas, lideradas por quem quer fazer e contribuir para a nossa economia e sociedade, lado a lado com a comunidade empresarial deste setor.

Por ser merecido, pela relevância económica e social e porque a comunicação social nem sempre está tão atenta ao sucesso como ao fracasso, aqui presto a homenagem às equipas do Turismo de Portugal e em particular aos seus lideres políticos e táticos que entusiasticamente nos estão a fazer progredir nesta área, com especial relevo para a ex-Secretária de Estado Cecília Meireles e o atual titular do cargo Mesquita Nunes, Luis Patrão ex-Presidente do Turismo de Portugal e ao seu sucessor João Figueiredo.

Bem hajam, continuem pois estamos no bom caminho. As nossas gentes, mais ou menos jovens, do Minho ao Algarve, merecem e colaboram com a sua atitude anfitriã, única no Mundo. O potencial está todo cá!

Mário Lopes
Atlas Seguros
(Mario.Lopes@Atlas-Seguros.com)

 

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