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Volvo XC40 T3 R-Design

Artigo
Volvo XC40 T3 R-Design

Visão geral
Marca:

Volvo

Modelo:

XC40

Versão:

T3 R-Design

Ano lançamento:

2018

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

156/5000

Vel. máx. (km/h):

200

0-100 km/h (s):

9,4

Consumos (l/100 km):

5,4/6,2/7,6 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

144

PVP (€):

41 925/47 294 (unidade testada)

Gostámos

Qualidade geral, Facilidade e agrado de condução, Conforto, Imagem, Motor suave e silencioso, Segurança

A rever

Consumo urbano, Prestações aquém do esperado, Acesso aos lugares posteriores, Visibilidade traseira

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Qualidade geral
9.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Aptidões TT
6.0
Desempenho TT
6.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
9.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

É a versão mais acessível da mais recente coqueluche da Volvo, e estreia o primeiro motor de três cilindros em mais de nove década de existência da marca sueca. Numa época em que os automóveis a gasolina voltam a estar em alta, ao novo XC40 T3 R-Design não faltam argumentos para convencer

7.7
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Por mérito próprio, o mais compacto SUV da Volvo tem-se revelado um tal sucesso, que torna mais do que oportuna a análise do XC40 T3 R-Design, a variante mais dinâmica da versão mais acessível da gama. Uma proposta que, além de recorrer, como todos os XC40, à plataforma modular CMA da marca sueca (já preparada receber motorizações híbridas plug-in, e que servirá quer os futuros integrantes da nova série 40, quer modelos da própria Geely, o construtor chinês que controla os seus destinos), estreia o primeiro motor de três cilindros em mais de 90 anos de história do construtor nórdico.

Mesmo que acabe por ser o motor, e aquilo que com o mesmo diretamente se relaciona, o que mais marca a diferença entre este XC40 e a versão a gasóleo D3 já testa pela Absolute Motors (saiba tudo aqui), até pela sua ainda curta carreira no mercado, vale bem a pena aquilatar das suas principais característica. Como seja uma aparência exterior por demais apelativa, dominada por vários elementos típicos da linguagem visual do fabricante de Gotemburgo, e que permitem ao modelo de imediato ser reconhecido como um Volvo, mas que nem por isso o impede de exibir uma personalidade própria e bastante vincada.

Seja qual for o nível de equipamento adoptado, ou a motorização que o anime, o novo Volvo XC40 tem o condão de cativar os olhares da maioria

Seja qual for o nível de equipamento adoptado, ou a motorização que o anime, o novo Volvo XC40 tem o condão de cativar os olhares da maioria

Mais dinâmico visualmente que os seus irmãos mais velhos, e mais ainda quando dotado do nível de equipamento e acabamentos R-Design, a unidade testada voltou a comprovar ser o XC40 um automóvel a que é difícil ficar indiferente, em parte, também, porque a sua pose acaba por ser bem mais impositiva e distinta do que aquilo que as dimensões exteriores compactas deixariam antever à partida.

Passando ao habitáculo, a proximidade entre XC40, XC60 e XC90 é maior, mesmo que a qualidade geral do primeiro fique algo aquém da dos seus irmãos – embora ao nível dos melhores representantes desta classe. A isto há que juntar uma generosa habitabilidade, em que é digno de merecido destaque o espaço disponível para pernas atrás, onde três passageiros viajam com desafogo, tanto mais que p túnel central é pouco intrusivo – pelo que o único senão acaba por ser o desenho do sobredimensionado pilar posterior não facilitar acesso ao banco traseiro. Quanto à bagageira, a sua capacidade é não mais do que mediana para o segmento, mas tem a virtude de oferecer um fácil acesso, um piso de carga plano, mesmo com o banco traseiro rebatível, e um alçapão sob o qual é possível guardar alguns objectos adicionais.

Muito boa é a posição de condução, envolvente e não demasiado alta, como tantas vezes sucede nos SUV, aqui se usufruindo, igualmente, de uma excelente ergonomia e da elevada comodidade e apreciável apoio oferecidos pelos bancos dianteiros. Também não é demais voltar a referir o sistema de infoentretnimento Sensus – completo, intuitivo e fácil de operar, também dá o seu contributo para uma condução fácil e segura.

O ambiente interior é tipicamente Volvo, e praticamente decalcado do conhecido dos XC60 e XC90, e a qualidade geral está em plano superior

O ambiente interior é tipicamente Volvo, e praticamente decalcado do conhecido dos XC60 e XC90, e a qualidade geral está em plano superior

E eis que chega, enfim, a oportunidade de conhecer de perto uma das mais recente inovações da Volvo de sempre, o seu novo motor 1.5 Turbo de 156 cv e 265 Nm, uma unidade modular, com a mesma cilindrada unitária dos T4 e T5 de quatro cilindros, mas menos um cilindro. Um propulsor capaz de motivar sentimentos ambivalentes, entre os derivados da utilização e os decorrentes de uma análise mais matematicamente objectiva do seu desempenho.

Uma vez ao volante, começam por vir ao de cima trunfos como o seu funcionamento deveras silencioso e suave, para mais tratando-se de uma unidade com arquitectura tricilíndrica, a que se junta o meritório trabalho levado a cabo em termo de isolamente do habitáculo. Sendo que, mesmo quando se faz ouvir, a regimes mais elevados, a sonoridade emitida nem é totalmente desagradável.

Cativante, ainda, a facilidade de resposta, e a disponibilidade logo a partir das 1500 rpm, em boa parte devidas a um binário máximo que é atingido ainda antes das 2000 rpm, e se mantém constante para lá 3600 rpm. E, também, a facilidade e progressividade como sobe de rotação, praticamente até ao regime máximo de funcionamento, transmitindo a sensação de um apreciável dinamismo, e provando que permite adoptar ritmos muito interessantes, mesmo uma condução divertida, quando bem mantido na sua faixa de utilização ideal para uma utilização mais dinâmica e intensa.

O primeiro três cilindros de sempre da história da Volvo convence pelo seu funcionamento linear e progressivo, mesmo que o consumo em cidade não seja brilhante

O primeiro três cilindros de sempre da história da Volvo convence pelo seu funcionamento linear e progressivo, mesmo que o consumo em cidade não seja brilhante

Sem contrariar estas sensações e potencial, o facto é que a frieza dos números acaba por demonstrar eu o cenário não é assim tão idílico. Apesar da designação R-Design, e de contar com mais 6 cv do que a versão D3 a gasóleo, perde para esta 65 Nm e recorrer a uma caixa manual de seis velocidades que não é especialmente curta, pese embora senhora de um excelente comando, muito preciso, suave, rápido e curso curto.

E como o peso até lhe é ligeiramente favorável, aqui residirá boa parte da explicação para que as prestações do XC40 T3 sejam não mais do que razoáveis, acabando por revelar-se um pouco mais lento do que o D3 em todas as acelerações e reprises. Porventura mais importante, o ser, em média, quase 50% mais gastador: se os consumos são razoáveis em estrada e auto-estrada, a velocidades estabilizadas, em cidade são apenas aceitáveis e com condução cuidadosa –  as distracções facilmente fazem subir a médias para perto dos 10,0 l/100 km; a ritmos mais dinâmicos supera mesmo este valor; e, numa utilização realmente intensa, não é difícil ficar próximo dos 15,0 l/100 km.

Isento de qualquer dualidade está o desempenho dinâmico, mais uma vez marcado pelo conceito por demais apropriado que Volvo adoptou neste particular, até por via da vocação do modelo e do seu cliente-tipo potencial. Extremamente fácil de conduzir, e oferecendo em permanência um superior nível de conforto, o XC40 T3 acaba por transmitir a quem vai ao volante uma reconfortante sensação de segurança, graças a uma afinação de châssis cuja principal missão é facilitar a sua tarefa.

Seja qual for a versão, o XC40 prima por um desempenho dinâmico deveras convincente, conjugando uma eficáccia, uma facilidade de condução e um conforto dignos de registo

Seja qual for a versão, o XC40 prima por um desempenho dinâmico deveras convincente, conjugando uma eficáccia, uma facilidade de condução e um conforto dignos de registo

Muito neutro em curva, e com um pisar refinado, mesmo nesta versão R-Design o XC40  adorna um pouco em curva, mas sempre com um excelente controlo movimentos carroçaria, beneficiando de uma frente rápida e precisa, e da forma como a traseira permite uma ligeira e natural deriva em apoio, para oferecer aquele extra de agilidade, até ser contrariada pela intervenção do ESP, que apenas permite adoptar um modo (ligeiramente) mais permissivo, nunca desligando por completo. Nota mais, igualmente, para a elevada tracção, mesmo nas solicitações mais vigorosas e com pneus que estão longe de ser uma referência nesta matéria.

No fora de estrada, as limitações do XC40 T3 R-Design são as obvias de um veículo que, apesar dos seus 211 mm de altura ao solo, e do modo de condução Off Road, não dispõe de tracção integral. Está, por isso, apto a enfrentar as aventuras em que se lhe não deparem desafios por demais exigentes para superar – sendo aqui de salientar que, até fora do asfalto, o conforto continua a ser notável.

Para encerrar o capítulo da dinâmica, três notas. Duas pela positiva: a direção bem assistida, precisa e informartiva, e o sistema de travagem competente. A rever: o selector dos modos de condução, que, para além das opções Comfort, Dynamic, Eco e Off Road, continua a pecar por não oferecer um modo personalizado (Individual), o que leva a que, por vezes, se eleja, por exemplo, o modo Dynamic só para usufruir da direcção mais “pesada”, mesmo quando não é necessária uma resposta mais assetiva do motor.

Sem deixar de se identificar imediatamente coom um Volvo, o novo XC40 não deixa de exibir um carácter muito próprio

Sem deixar de se identificar imediatamente coom um Volvo, o novo XC40 não deixa de exibir um carácter muito próprio

Senhor de um invejável leque de atributos, que dele faz uma das melhores opções do mercado do momento, na sua categoria, o SUV mais acessível da Volvo tem no XC40 T3 R-Design uma proposta com um preço interessante, mas que, não fosse a recente “diabolização” do Diesel, e dificilmente constituiria verdadeira alternativa à variante D3 nos mercados em que a vertente económica tende a ter um peso decisivo na opção de compra, como é caso do português – e a excepção seria, porventura, os adeptos indefectiveis dos motores a gasolina. É inegável que oferece uma condução mais agradável, envolvente em até, dinâmica, mas não o é menos que gasta mais, e anda o mesmo ou menos ao cronómetro, sendo apenas liminarmente mais barato.

Já numa época em que o futuro dos motores a gasóleo é anunciado como cada vez mais negro, abrem-se outras perspectivas a este tipo de opção. Sendo, ainda, grande a expectativa por ver esta unidade motriz associada a um motor eléctrico na futura versão hibrida plug-in Twin Engine do XC40, solução em que todos os factores desta equação tenderão a ser diferentes, não admirando que o resultado final mude completamente de figura, e para a(ainda) melhor.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Sistema de travagem autónoma de emergência com reconhecimento de peões
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Assistente aos arranques em subida
Controlo automático de descidas (HDC)
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Painel de instrumentos digital de 12,3″
Bancos em camurça/pele R-Design
Bancos dianteiros reguláveis em altura com extensão manual do assento
Banco do condutor com regulação eléctrica do apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante desportivo R-Design multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Sistema multimédia com ecrã táctil de 9" e tomada USB
Mãos-livres Bluetooth
Direcção com assistência electrohidráulica variável
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Cruise control+limitador de velocidade
Aplicações em alumínio
Sensor de chuva
Sensores de estacionamento traseiros
Ópticas dianteiras por LED
Barras de tejadilho em preto brilhante
Jantes de liga leve de 18″
Kit de reparação de furos
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura especial Branco Cristal Inscription (€1371)
Alarme (€492)
Estofos em couro (€1230)
Pack Mirror (€455 – inclui: retrovisores exteriores rebatíveis electricamente+retrovisores exteriores/interior electrocromáticos)
Pack Xeniun R-Design (€1894 – inclui: ar condicionado automático bizona+bancos dianteiros eléctricos com memórias para o condutor+tecto panorâmico eléctrico)
Pack Versatility Pro (€1058 – inclui: rede de protecção de carga da bagageira; suporte de mercearias; bancos traseiros rebatíveis electricamente; gaveta sob o banco do condutor; portão traseiro eléctrico; tomada de 12 Volt na bagageira; acesso+arranque sem chave)
Roda suplente de emergência (€98)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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