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Ford Focus ST 2.3 EcoBoost

Artigo
Ford Focus ST 2.3 EcoBoost

Visão geral
Marca:

Ford

Modelo:

Focus

Versão:

ST 2.3 EcoBoost

Ano lançamento:

2019

Segmento:

Desportivos compactos

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.3

Pot. máx. (cv/rpm):

280/5500

Vel. máx. (km/h):

250

0-100 km/h (s):

5,7

Consumos (l/100 km):

6,2/7,9/10,8 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

179

PVP (€):

41 892/48 335 (unidade testada)

Gostámos

Comportamento eficaz, Motor e prestações, Equilíbrio global, Polivalência, Preço competitivo

A rever

Interior excessivamente discreto, Pormenores de ergonomia

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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Com o novo Focus ST, a Ford dá continuidade à sua estratégia de contar, não com um modelo, mas quase com uma "gama", no segmento dos desportivos compactos. O Focus ST 2.3 EcoBoost de 280 cv é, para já, o representante mais dotado da marca na classe, primando pelas óptimas prestações que oferece, por um châssis brilhante, pelo extremo equilíbrio e progressividade, pela polivalência e, não menos importante, pelo competitivo posicionamento comercial

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O novo Ford Focus ST 2.3 EcoBoost aqui em ensaio é mais um daqueles modelos que confirmam o paradoxo de, numa época em que a eficiência de combustível tende a ser, se não a principal, pelo menos uma das principais preocupações do sector automóvel, o subsegmento dos desportivos continuar a assumir um protagonismo preponderante para as marcas que no mesmo concorrem – quando não em termos comerciais e de vendas, pelo menos no capítulo da imagem. De facto, são cada vez mais, e melhores, as propostas que no mesmo podem ser encontradas, não faltando opções capazes de satisfazer as mais diversas pretensões e ambições.

Como é seu apanágio de há já algum tempo a esta parte, a marca da oval azul participa nesta classe de forma algo sui generis. No topo da escala, com o mais extremo Focus RS, cuja nova geração será apresentada no decorrer do presente ano, modelo que voltará a distinguir-se da maioria dos demais do segmento pela afinação mais radical, pelo rendimento mais elevado, pela tracção integral e por um preço a condizer. Ao mesmo tempo, propõe o Focus ST, em versões a gasolina (aqui em análise) e Diesel, a primeira com um nível de potência e performance equivalente ao dos melhores rivais, e um preço dos mais competitivos.

À excepção da sigla ST na traseira e na grelha, e de mais un spoucos pormenores, pouco há que distinga o Focus ST 2.3 EcoBoost de um qualquer outro Focus com nível de equipamnto ST-Line

À excepção da sigla ST na traseira e na grelha, e de mais un spoucos pormenores, pouco há que distinga o Focus ST 2.3 EcoBoost de um qualquer outro Focus com nível de equipamnto ST-Line

Para o conseguir, o Focus ST 2.3 EcoBoost tem como uma das suas principais características algo que pode ser um trunfo para alguns, mas tenderá a ser um handicap para muitos: uma aparência exterior extremamente (demasiado?) sóbria e discreta. Não fossem o deflector traseiro de maiores dimensões, as jantes de 19” (através das quais são visíveis as pinças de travão vermelhas) e o emblema ST colocado na grelha frontal e no portão traseiro, e pouco o distinguiria de uma qualquer outra versão da gama dotada do nível de equipamento ST-Line.

O interior é quase tão discreto quanto a carroçaria. Aqui, a fazer a diferença, somente as soleiras das portas com a inscrição Ford Performance; o volante desportivo com secção inferior plana, logótipo ST e soberbas dimensões e pega; as baquets Recaro em pele e Alcantara, com logótipo ST gravado nas costas, um muito bom apoio e regulações eléctricas; e a pedaleira metálica (que merecia outro alinhamento entre travão e acelerador, e/ou um pedal de acelerador de maiores dimensões, para favorecer a manobra “ponta-tacão”).

Como mais adiante se poderá confirmar, tanta simplicidade pagará os seus dividendos ao nível do preço. Não sendo menos verdade que, por apelativa que seja, não é a aparência, exterior ou interior, que faz de um automóvel deste género um bom desportivo. E, no que à mecânica diz respeito, ao novo Focus ST 2.3 EcoBoost não faltam argumentos.

Também o interior prima pela sobriedade e discrição, sendo o volante e as baquets Recaro os elementos de maior destaque

Também o interior prima pela sobriedade e discrição, sendo o volante e as baquets Recaro os elementos de maior destaque

Para não fugir à regra, comecemos pelo motor. Sob o capot deixou de estar o cinco cilindros de 2,5 litros e 250 cv, ocupando, agora, o seu lugar o quatro cilindros turbo de 2,3 litros já conhecido do Mustang, com uma potência de 280 cv/5500 rpm, e um binário máximo de 420 Nm constante entre as 3000-4000 rpm – uma unidade com uma sonoridade discreta a baixo regime, mas muito mais audível, entusiasmante e envolvente a alta rotação e em carga. A caixa é manual de seis velocidades, contando com uma função que eleva ligeiramente a rotação do motor nas reduções (replicando o “ponta-tacão”), e ainda com um comando de curso curto, rápido e preciso, e um escalonamento que não merece reparos de maior para um automóvel que, ao mesmo tempo, pretende brilhar em condução desportiva, mas também não pode furtar-se a uma utilização mais racional e familiar.

Neste ponto, valerá a pena dedicar alguma atenção aos consumos. Graças a uma excelente disponibilidade a médio regime, o motor permite conduzir o Focus ST 2.3 EcoBoost, em estrada e auto-estrada, e dentro dos limites de velocidade em vigor, praticamente sem que seja necessário recorrer à caixa de velocidades, e daí a sua mais do que convincente frugalidade nestas circunstâncias. Já em cidade, a média obtida não é mais do que aceitável para uma proposta deste género, sendo necessários alguns cuidados para que estes fiquem abaixo dos 11,0 l/100 km.

Numa utilização mais dinâmica, mas sem grandes radicalismos, o melhor será contar valores um pouco acima dos 12,0 l/100 km. Para, numa condução realmente intensa, em que o objectivo é extrair o máximo da mecânica, a média tender a situar-se entre os 15-20 l/100 km, dependendo do tipo de traçado que se enfrenta.

Menos mal que os gastos com combustível são plenamente compensados por prestações de nível superior. E, ainda, por um desempenho dinâmico que não deixa de convencer, e  isto sem condicionar de forma decisiva a vertente mais familiar do modelo, que continua a oferecer um nível de conforto ainda muito razoável, mesmo que os ressaltos mais acentuados, ou os pisos em pior estado de conservação, já não sejam imperceptíveis para os ocupantes – algo que também não é inédito em automóveis com esta vocação, até porque a suspensão foi rebaixada 10 mm, ao mesmo tempo que recebeu molas e amortecedores mais firmes (30% na frente e 13% atrás), e barras estabilizadoras de maior diâmetro.

As óptimas prestações, o brilhante châssis e a facilidade de condução em utilização mais intensa são atributos da (por ora) mais extrema versão do Focus

As óptimas prestações, o brilhante châssis e a facilidade de condução em utilização mais intensa são atributos da (por ora) mais extrema versão do Focus

Quem ocupar o melhor lugar a bordo do Focus ST 2.3 EcoBoost tem ao seu dispor três modos de condução: para piso escorregadio, normal e Sport. A que se junta o modo Track quando equipado o veículo com o opcional Pack Performance, como acontecia com a unidade aqui em apreço, o qual inclui, igualmente, a função Launch Control, para arranques fulgurantes, como o comprovam os 6,0 segundos que o “nosso” Focus ST 2.3 EcoBoost gastou para cumprir os tradicionais 0-100 km/h.

Primeiros quilómetros percorridos, e rapidamente se conclui que um dos grandes argumentos do novo desportivo compacto da Ford é o seu excelente châssis: ágil, e extremamente equilibrado e progressivo, faz deste um automóvel que não exige excepcionais dotes para ser conduzido, de forma fácil e segura, bastante depressa, e que, por isso, facilmente oferece emoção e prazer a quem ocupa o melhor lugar a bordo. O condutor pode contar, ainda, com o excelente tacto mecânico do todos os comandos, assim estabelecendo com o veículo uma relação particularmente profícua.

Com muita tracção e motricidade, e um autoblocante que resolve boa parte das dificuldades quando se exagera nesta matéria, o Focus ST 2.3 EcoBoost conta ainda com uma direcção muito precisa e comunicativa, 15% mais directa do que a dos restantes Focus, e que permite saber, a cada momento, onde estão, e o que fazem as rodas dianteiras. E uma vez que o controlo electrónico de estabilidade oferece tanto um modo mais permissivo, como pode ser totalmente desligado, também não custa fazer uso das ligeiras derivas de traseira para apontar melhor a frente à saída das curvas com o pedal da direita esmagado.

Mesmo não sendo a proposta mais radical da sua classe, o Focus ST 2.3 EcoBoost é capaz de cunmprir enquanto desportivo, e, também, enquanto familiar

Mesmo não sendo a proposta mais radical da sua classe, o Focus ST 2.3 EcoBoost é capaz de cunmprir enquanto desportivo, e, também, enquanto familiar

Competente numa toada familiar, excelente em estrada a alta velocidade, ou mesmo num troço mais sinuoso, menos fadado está o Focus ST 2.3 EcoBoost para uma utilizaçãonos limites em estradas verdadeiramente retorcidas, com curvas de baixa velocidade e curtas rectas. Aqui, há que atentar que as mudanças mais curtas tendem a passar às rodas mais binário do que estas são capazes de suportar, sobretudo em pisos com aderência inferior ao óptimo, também por via de recorrer o modelo a pneus menos desportivos do que os seus melhores opositores. Ao mesmo tempo que o motor, não obstante ter sempre muita força e energia, e vontade para subir de regime até à redline, é a média rotação que exibe todo o seu fulgor, não tendo muito para oferecer para além das 5500 rpm a que é atingida a potência máxima, assim obrigando a mais uma troca de caixa. Por fim, o sistema de travagem, até então merecedor de elogios, acaba por denotar alguma fadiga numa utilização realmente intensiva, comprovando que este ainda não é o mais dotado de todos os Focus.

Em resumo, o novo Focus ST 2.3 EcoBoost pode não ser a principal referência entre os desportivos compactos, para quem a pura eficácia esteja acima de tudo o resto, mas não deixa de ser uma proposta por demais interessante. Uma das melhores, mesmo. Pela versatilidade, pelas excelentes prestações, pelo brilhante châssis, pelo extremo equilíbrio, pela elevada competência dinâmica – pelo prazer que é capaz de proporcionar a quem o conduz.

E, até, pelo preço. Sem extras, e sem campanhas, um Focus ST 2.3 EcoBoost custa em Portugal menos de 42 mil euros. Com todos os opcionais instalados na unidade testada, alguns deles muito recomendáveis, o valor final de tabela já supera os 48 mil euros – mas como a Ford tem em vigor uma campanha que assegura mais de €3000 de desconto, a oferta de €800 em extras de fábrica, e um apoio adicional de €1000 em caso de retoma, tudo somado, uma unidade com tudo o que interessa, como a que protagonizou este ensaio, acaba por praticar um preço por demais competitivo – o que está longe de ser um argumento de somenos.

Airbag de duplo estágio para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em subida
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Cruise control adaptativo+limitador de velocidade
Selector de modos de condução
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Bancos desportivos Recaro em pele
Bancos dianteiros aquecidos+regulação em altura/apoio lombar (eléctrica para o condutor)
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante desportivo em pele multifunções regulável em altura+profundidade
Alarme
Rádio  com leitor mp3+ecrã táctil de 8"+6 altifalantes+tomadas 2xUSB+comandos por voz Sync
Sistema de navegação
Mãos-livres Bluetooth
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira
Faróis dianteiros por LED
Farolins traseiros por LED
Faróis de nevoeiro com luzes e curva
Jantes de liga leve de 19"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Suspensão desportiva

Pintura metalizada (€636)
Carregador por indução para smartphones (€152)
Head-up display (€407)
Sistema de navegação premium+sistema de som B&O Play (€305)
Sistema de monitorização do ângulo morto (€407)
Acesso+arranque sem chave (€356)
Iluminação ambiente (€102)
Roda suplente de emergência (€102)
Vidros traseiros escurecidos (€102)
Tecto panorâmico (€1118)
Tejadilho e caixas dos espelhos em peeto (€407)
Pack Família (€163 – inclui: trancamento eléctrico das portas para crianças, ajuste manual de 4 vias para o banco do passageiro dianteiro, banco rebatível 60/40 com vão porta-skis)
Pack Winter (€407 – inclui: pára-brisas dianteiro aquecido, indicador de mudança, Launch Control, sincronizador de regime do motor/caixa, iluminação ambiente configurável)
Pack Performance (€1220 – inclui: selector de modos de condução, jantes de liga leve de 18", vidros escurecidos, ópticas dianteiras por LED adaptativas com assistente de máximos)
Pack Driver (€152 – inclui: sistema de estacionamento automático, câmara de visão traseira, protecções nas portas)
Pack Driver Plus (€407 – inclui: sistema de leitura de sinais de trânsito, assistente de máximos, sistema de detecção de obstáculos e cruise control adaptativo)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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