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Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle

Artigo
Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle

Visão geral
Marca:

Honda

Modelo:

CR-V

Versão:

Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.0 híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

184/6200

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

8,8

Consumos (l/100 km):

6,6 (Ciclo combinado WLTP)

CO2 (g/km):

122-190 (Ciclo combinado WLTP)

PVP (€):

46 925

Gostámos

Consumos, Facilidade de utilização, Qualidade geral, Habitabilidade, Equipamento

A rever

Ruído do motor em condução mais intensa, Pormenores de ergonomia

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
9.0
Equipamento
8.0
Garantias
8.0
Preço
5.0
Se tem pressa...

O Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle é a versão com tracção dianteira e nível de equipamento intermédio do primeiro SUV da marca japonesa a ser vendido na Europa com motorização híbrida. Uma proposta bastante competente e extremamente eqiulibrada, que, como pretendido, tem nos consumos contidos um dos seus maiores trunfos

7.8
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Velocidade máxima anunciada (km/h) 180
Acelerações (s)
0-100 km/h 8,4
0-400 m 16,3
0-1000 m 29,6
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D 4,8
Recuperações 80-120 km/h (s)
Em D 6,8
Distância de travagem (m)
100-0 km/h 38,4
Consumos (l/100 km)
Estrada (80-100 km/h) 4,7
Auto-estrada (120-140 km/h) 6,9
Cidade 5,7
Média ponderada (*) 5,74
Autonomia média ponderada (km) 993
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente 1480
Largura atrás 1430
Comprimento à frente 1120
Comprimento atrás 850
Altura à frente 1020
Altura atrás 970

O Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle aqui em análise assume particular importância por ser o primeiro SUV com motorização híbrida proposto pela marca japonesa na Europa, não obstante o seu longo historial no domínio da electrificação, muito anterior a este ter-se tornado num dos temas dominantes da indústria automóvel. A versão em avaliação é a dotada do nível de equipamento intermédio e tracção apenas dianteira, estando o modelo disponível também com tracção integral e este mesmo grupo propulsor, assim como com o motor 1.5 turbo a gasolina, com 173 cv na variante de duas rodas motrizes, e com 193 cv na derivação de tracção total. Motor Diesel é que já não existe, sendo, por isso, esta a opção recomendada para os que buscam uma maior economia de utilização.

Factor determinante na nova geração do CR-V, independente do motor que esteja montado sob o capot, é a aparência exterior. A carroçaria é marcada pelas linhas pouco vulgares, algo futuristas, até, se bem que de acordo com a actual linha de design da Honda, e inequivocamente capazes de atrair e despertar atenções. Para um porte dinâmico, impositivo e musculado contribuem, também, o desenho dos grupos ópticos, mormente os traseiros, e as elegantes jantes de 18”.

Invulgares, as linhas da carroçaria garantem que o Honda CR-V dificilmente passará despercebido

Invulgares, as linhas da carroçaria garantem que o Honda CR-V dificilmente passará despercebido

Também o interior honra as tradições da Honda neste particular. Com uma apreciável qualidade de materiais, e mais ainda de acabamentos e montagem, exibe o habitual ambiente sóbrio, quase austero, dominado que é pelo cinzento escuro e pelas linhas simples, bem mais convencionais do que as da carroçaria. A contrastar com tal sobriedade, a consola central inclinada, de inspiração “aeronáutica”, onde estão colocados os botões de comando da transmissão, do travão de estacionamento eléctrico e dos modos de condução, e a qual conta ainda com diversos compartimentos destinados à arrumação de pequenos objetos – por sinal, algo que é possível encontrar um pouco por todo o habitáculo, provando a aposta na funcionalidade.

Atributo fundamental do novo CR-V é a ampla habitabilidade, das melhores da classe, ligeiramente mais generosa, até, do que a oferecida por aquele que se pode considerar como o seu mais directo rival, o Toyota RAV4, merecendo aqui especial menção o excelente espaço disponibilizado para as pernas dos ocupantes do banco traseiro, sinónimo de grande desafogo, logo, conforto, especialmente em deslocações mais longas. Inversamente, a bagageira, com 497 litros de capacidade com os cincos lugares montados, ampliável até um máximo de 1692 litros mediante o rebatimento do banco traseiro (possível de efectuar a partir da própria mala, através das alavancas colocadas para o efeito nos respectivos painéis laterais), não deixando de ser apreciável, e de oferecer um plano de carga correcto, acaba por contar com menos 83 litros, na configuração de cinco lugares, do que a do seu conterrâneo e concorrente.

Elevado, como esperado num SUV, mas não excessivamente, garantindo um bom domínio da estrada sem que tal se traduza numa postura ao volante menos correcta, o posto de condução é muito bom, merecendo ainda aqui referência quer a ampla liberdade de movimentos oferecida, que os óptimos bancos dianteiros em pele, confortáveis mas com um apreciável encaixe, o qual, inclusivamente, se estende aos lugares laterais traseiros, embora isso implique que o lugar central posterior seja ainda menos acolhedor do que o habitual. O painel de instrumentos totalmente digital é deveras informativo e extremamente legível, ao passo que o sistema de infoentretenimento, muito completo, peca por um grafismo algo elementar, e por uma interacção que podia ser mais intuitiva. Igualmente perfectíveis são a visibilidade traseira e a ergonomia, neste caso devido ao excesso de botões colocados na secção inferior do tablier, à esquerda do volante, no que continua a ser quase um “must” em automóveis oriundos de construtores orientais.

Num interior dominado pela sobriedade, destacam-se a vanguardista consola central inclinada e o painel de instrumemtos totalmente digital. A habitabilidade é das mais generiosas da classe

Num interior dominado pela sobriedade, destacam-se a vanguardista consola central inclinada e o painel de instrumemtos totalmente digital. A habitabilidade é das mais generiosas da classe

A animar o CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle está um grupo motopropulsor híbrido cujo funcionamento pode ser acompanhado em tempo real no ecrã existente no painel de instrumentos, e em que o sistema denominado i-MMD gere, de forma automática, os três motores que o compõem: um quatro cilindros a gasolina de 2,0 litros de ciclo Atkinson, com 145 cv e 175 Nm; um eléctrico de propulsão; e um segundo eléctrico, que funciona como gerador – sendo a energia acumulada numa bateria de iões de lítio com 1,8 kWh de capacidade, alojada sob o banco traseiro. Não sendo revelados pela Honda os dados relativos a qualquer dos motores eléctricos, sublinhe-se que o rendimento combinado anunciado para o modelo é 184 cv e 315 Nm, estando a transmissão a cargo de uma engrenagem epicicloidal.

Ao seu dispor, o utilizador tem os modos de condução Normal, Econ, EV (totalmente eléctrico) e Sport. Em qualquer deles, pode contar-se com uma resposta franca na maioria das situações, e com uma progressão linear, embora nunca “explosiva”. Este é um SUV de vocação nitidamente familiar, que não está, de todo, fadado para grandes “correrias”, ainda que, no modo de condução Sport, a reposta do motor de combustão seja nitidamente mais intensa do que nos restantes. As prestações são de bom nível, não diferindo assim tanto das oferecidas pelo RAV4 2.5 Hybrid de 218 cv, nas acelerações como nas recuperações (em ambos, a velocidade máxima está limitada a 180 km/h).

Há que sublinhar, igualmente, que cumprir grandes distâncias em modo exclusivamente eléctrico também não é aquilo para que a versão híbrida do CR-V tem maior propensão. A bateria permite, segundo a Honda, percorrer até um máximo de dois quilómetros no modo EV, mas, para que tal seja exequível, é forçoso dispensar tais cuidados ao pedal da direita (a entrada em funcionamento do motor térmico depende mais da carga sobre o acelerador do que, propriamente, da velocidade a que se circula), que só em cidade, e adoptando um estilo de condução muito pouco natural, tal desiderato será cumprível.

Quando utilizado da forma para que foi concebido, o CR-V Hybrid revela-se um SUV deveras económico, e muito fácil e garadável de conduzir

Quando utilizado da forma para que foi concebido, o CR-V Hybrid revela-se um SUV deveras económico, e muito fácil e garadável de conduzir

Aliás, uma das características do CR-V Hybrid 2.0 i-MMD é, até, a facilidade e rapidez com que a bateria descarrega e volta a carregar, em especial em cidade – a tal capacidade se devendo, em boa parte, os excelentes consumos que o modelo consegue registar numa utilização convencional e moderada, nomeadamente em ambiente urbano, aquele em que é possível tirar melhor partido da vertente eléctrica. Isto é, seja a assegurar em exclusivo a progressão, seja a auxiliar o motor de combustão nessa tarefa, o motor eléctrico de propulsão entra em acção sempre que possível, e numa miríade de situações de utilização, sendo, por isso, determinante para que com este SUV facilmente se registem médias de consumo em cidade abaixo dos 6,0 l/100 km.

Fazendo bom uso das patilhas montadas no volante, destinadas a gerir os três níveis de intensidade da regeneração de energia em desaceleração (por omissão, é sempre selecionado o menos intenso), até é possível obter valores ainda mais convincentes, não só em cidade, mas também em estrada aberta. Sendo prova adicional da eficiência do modelo neste capítulo o facto de, mesmo a ritmos mais acelerados, o consumo de combustível tender a ficar liminarmente acima dos 7,6 l/100 km.

Só que há que ter em atenção que, sempre que se pretenda imprimir ritmos mais intensos, e usufruir de uma reposta mais substantiva da mecânica, como é típico da transmissões de variação contínua, o motor térmico sobe de imediato para o seu regime máximo de funcionamento, aí se mantendo em permanência até seja aliviada a pressão sobre o acelerador. Em consequência, o habitáculo é invadido pelo ruído de funcionamento elevado, algo esforçado e nada agradável, emitido pelo motor 2.0 a gasolina a alta rotação, algo que nem o bom isolamento acústico consegue disfarçar, e que acaba por perturbar o bom ambiente que, as mais das vezes, se vive a bordo.

Assim sendo, o melhor é mesmo desfrutar do CR-V Hybrid 2.0 i-MMD da forma em que o mesmo se revela mais competente e convincente: através de um uso moderado do acelerador.  Quando assim é, este assume-se como um SUV bastante sólido e estável, fácil e agradável de conduzir, com um comportamento honesto e deveras equilibrado, proporcionado por uma direcção directa e comunicativa, e por uma suspensão evoluída e bem afinada, tendo em conta a sua vocação. É certo que as dimensões e o peso consideráveis estão sempre presentes, e que o amortecimento macio, a privilegiar o conforto (objectivo que alcança na plenitude), permite um certo adornar da carroçaria em curva, sobretudo nas solicitações mais exigentes. Ainda assim, os movimentos da carroçaria são sempre bem controlados, como são bem geridas as as trocas de apoio, e correspondentes transferências de massa, mesmo que, nos limites, o CR-V não seja ágil e competente, logo, envolvente, quanto o “omnipresente” Toyota RAV4.

Com tracção apenas dianteira, e uma altura ao solo que até é inferior à da versão a gasolina, o CR-V Hybrid de duas rodas motrizes tem capacidades naturalmente limitadas para progredir o fora de estrada

Com tracção apenas dianteira, e uma altura ao solo que até é inferior à da versão a gasolina, o CR-V Hybrid de duas rodas motrizes tem capacidades naturalmente limitadas para progredir o fora de estrada

Já os adeptos de uma condução mais extrema deverão ter em conta não só o acima referido para a motorização, como o facto de, em situações limite, o eixo dianteiro evidenciar uma certa dificuldade em gerir o binário que lhe é transmitido, e em colocar toda a potência no chão, especialmente à saída das curvas com o acelerador esmagado. Algo que se torna ainda mas notório quando se conduz com a electrónica no modo ESP Off, o qual, na prática, mais não é do que um modo mais permissivo do controlo de estabilidade, em que é inibido o funcionamento do controlo de tracção, pois nunca a chega ser possível desligar por completo o sistema. Por fim, no que às incursões por outros terrenos que não o asfalto diz respeito, o facto de este CR-V montar pneus de estrada, contar apenas com tracção dianteira (a tracção integral obriga ao dispêndio adicional de mais de €7000) e ter 190 mm de altura ao solo (208 mm nas versões a gasolina) dirão bem das suas reduzidas capacidades nesta matéria.

Mas como o Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Lifestyle também não foi concebido para ser um verdadeiro “TT”, mais importante será realçar que este é um SUV com um importante leque de atributos, bastante económico e extremamente convincente enquanto familiar, que, respeitando-se a sua vocação, oferece um desempenho de nível superior. Claro que, como é da praxe, todas estas qualidade têm um preço, o qual, no caso em apreço, mesmo não estando ao alcance de todas as bolsas, ter-se-á que considerar correcto, não só por ao mesmo estar já associado um completo equipamento de série, como por alinhar com o praticado pela principal concorrência.

Motor de combustão
Tipo 4 cil. linha, transv., diant.
Cilindrada (cc) 1993
Diâmetro x curso (mm) 81,0x96,7
Taxa de compressão 13,0:1
Distribuição 2 v.e.c./16 válvulas com distribuição variável i-VTEC
Potência máxima (cv/rpm) 145/6200
Binário máximo (Nm/rpm) 175/4000
Motor eléctrico
Tipo Síncrono de magneto permanente
Potência máxima (cv/rpm) n.d./n.d.
Binário máximo (Nm/rpm) n.d./n.d.
Bateria iões de lítio
Rendimento combinado
Potência máxima combinada (cv/rpm) 184/6200
Binário máximo combinado (Nm/rpm) 315/n.d.
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm) 4600/1855/1689
Distância entre eixos (mm) 2662
Largura de vias fte/trás (mm) 1601/1630
Jantes – pneus 7 1/2Jx18″ – 235/60 (Bridgestone Dueller H/L)
Pesos e capacidades
Peso (kg) 1657
Relação peso/potência (kg/cv) 9,00
Capacidade da mala/depósito (l) 497-1692/57
Transmissão
Tracção dianteira
Caixa de velocidades CVT de variação contínua e relação única+m.a.
Direcção
Tipo cremalheira com assistência eléctrica
Diâmetro de viragem (m) 11,4
Travões
Dianteiros (ø mm) Discos ventilados (282)
Traseiros (ø mm) Discos maciços (259)
Suspensões
Dianteira MacPherson
Traseira Triângulos sobrepostos
Barra estabilizadora frente/trás sim/sim
Garantias
Garantia geral 7 anos sem limite de km (5 anos ou 100 000 km para o sistema híbrido)
Garantia de pintura 3 anos
Garantia anti-corrosão 10 anos
Intervalos entre manutenções 20 000 km ou 12 meses

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Encostos de cabeça activos
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira
Sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Sistema de monitorização do ângulo morto
Assistente aos arranques em subida
Sistema de chamada de emergência
Travão de estacionamento eléctrico
Cruise-control adaptativo com função stop&go+limitador de velocidade
Alarme
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Bancos em pele
Bancos dianteiros com regulação em  altura+apoio lombar (eléctrica)
Bancos dianteiros aquecidos
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante multifunções em pele regulável em altura+profundidade
Patilhas no volante
Direcção com assistência eléctrica variável
Sistema de infoentretenimento Honda Connect Navi com ecrã táctil de 7", 9 altifalantes, leitor de mp3 e tomadas 2x2USB/Aux
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisor interior electrocromático
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis eléctricamente
Sensores de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros+dianteiros
Câmara de estacionamento traseira
Ópticas dianteiras por LED com assistente de máximos+função de curva
Faróis de nevoeiro por LED
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de pneus

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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