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Nissan X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta

Artigo
Nissan X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta

Visão geral
Marca:

Nissan

Modelo:

X-Trail

Versão:

1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta

Ano lançamento:

2020

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.3

Pot. máx. (cv/rpm):

160/5500

Vel. máx. (km/h):

198

0-100 km/h (s):

11,5

Consumos (l/100 km):

7,3 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

166 (Combinado WLTP)

PVP (€):

€34 525/€35 175 (unidade testada)

Gostámos

Habitabilidade e mala, Polivalência, Motor e prestações, Consumos em estrada, Relação preço/equipamento, Conforto, Facilidade de condução, Equilíbrio Global

A rever

Consumo em cidade e em condução mais intensa, Hesitações da caixa DCT, Ausência de comandos da caixa no volante, Atitude em curva a ritmos mais acelerados

Nosso Rating
Rating Leitor
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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
9.0
Equipamento
8.0
Garantias
8.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

"Irmão" mais velho do Qashqai, o Nissan X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta impõe-se pelo porte mais garboso, pela habitabilidade mais generosa, pela bagageira mais volumosa e por uma maior polivalência de utilização, em boa parte garantida por uma outra apetência para o fora de estrada – a que já que juntar, nesta que é a única versão a gasolina da gama, os méritos devido ao conjunto composto pelo motor 1.3 de 160 cv, pela caixa pilotada de dupla embraiagem e sete velocidades e pela tracção dianteira, capaz de garantir um apreciável dinamismo à condução, mesmo que à custa de consumos que nem sempre são os mais comedidos. O preço é outro factor a ter em conta, sobretudo quando se aproveitam todas as campanhas que a Nissan tem em vigor para o seu SUV de maior porte vendido no nosso país

7.8
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Velocidade máxima anunciada (km/h) 198
Acelerações (s)
0-100 km/h 10,9
0-400 m 19,7
0-1000 m 31,5
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D 4,8
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D 6,8
Distância de travagem (m)
100-0 km/h 35,9
Consumos (l/100 km)
Estrada (80-100 km/h) 4,6
Auto-estrada (120-140 km/h) 6,7
Cidade 8,1
Média ponderada (*) 7,12
Autonomia média ponderada (km) 843
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente 1440
Largura atrás 1440
Comprimento à frente 990

O Nissan X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta aqui presente não é só a versão de topo, em termos de motorização, da respectiva gama, no caso dotada do nível de equipamento intermédio. É, também, a única opção a gasolina do SUV de maior porte que a marca japonesa tem à venda no mercado nacional, para mais animado pela declinação mais potente do motor que está instalado sob o respectivo capot.

Por isto, facilmente se depreenderá que a mecânica, e aquilo que com a mesma mais directamente se relaciona, será o principal motivo de interesse no protagonista deste teste. O que não significa que o veículo não tenha outros atributos em que valha a pena atentar, nomeadamente o seu visual bastante apelativo, que lhe é proporcionado pelas linhas modernas e fluídas, que parecem continuar a convencer a maioria (destaque para a assinatura visual assegurada pela ópticas dianteiras), e por uma presença marcante, garantida não só por uma altura ao solo superior ao habitual, como pelo acréscimo de 296 mm no comprimento exterior face ao Qashqai, modelo com o qual partilha a generalidade dos componentes.

A estética do X-Trail parece continuar a convencer a maioria, sublinhada que é pelo comprimento quase 30 cm superior ao do Qashqai, e pela superior altura ao solo

A estética do X-Trail parece continuar a convencer a maioria, sublinhada que é pelo comprimento quase 30 cm superior ao do Qashqai, e pela superior altura ao solo

Comparativamente ao best-seller da casa nipónica, que faz uso da mesma plataforma modular, o X-Trail conta, igualmente, com uma distância entre eixos ampliada em 59 mm, característica que, como é óbvio, tem notória influência na habitabilidade. A qual é mesmo um dos seus principais trunfos, até porque o banco traseiro possui regulação longitudinal do assento e da inclinação das costas, o que significa que, quando este adopta a sua posição mais recuada, o espaço disponibilizado para as pernas dos passageiros traseiros é mais do que desafogado, podendo ser ampliada a volumetria da mala quando se opte por posições mais avançadas.

Por outro lado, como boa parte dos 30 cm que o modelo cresceu no comprimento total foram acrescentados atrás do eixo posterior, tal traduz-se quer na possibilidade de ser proposto em versão de sete lugares (o que exige um dispêndio adicional de €900 no caso do nível de equipamento N-Connecta), quer numa bagageira com uma capacidade por demais generosa, em particular na sua variante de cinco lugares. É este o caso da unidade em apreço, cuja mala oferece 565 litros com os cinco lugares montados, ou uns impressionantes 1996 litros com o banco traseiro totalmente rebatido.

De resto, no interior, não há muito mais a destacar, que não sejam os novos bancos e volante, ou alguns acabamentos mais refinados, mais agradáveis tanto à vista como ao tacto. A este propósito, refira-se que a qualidade geral é de nível elevado, que a funcionalidade está em bom plano (menção para os muitos espaços para arrumação de pequenos objetos espalhados pelo habitáculo) e que o agrado de viajar atrás é ainda incrementado pela colocação elevada do banco posterior, a permitir a quem o ocupa desfrutar de uma boa panorâmica para o exterior. Quanto ao condutor, usufrui de um posto de condução correcto e envolvente, mesmo que a Nissan, à semelhança da generalidade das marcas orientais, insista em colocar demasiados botões de comando na secção inferior esquerda do tablier, em local de acesso menos fácil e condicionada visibilidade.

Decoração moderna, qualidade geral de bom nível, posto de condução correcto e uma ampla habitabilidade marcam o interior do X-Trail

Decoração moderna, qualidade geral de bom nível, posto de condução correcto e uma ampla habitabilidade marcam o interior do X-Trail

Passando ao que realmente interessa neste X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta, nada como começar pelo motor, um quatro cilindros de 1332 cc, com injeção directa de gasolina e turbocompressor, desenvolvido em conjunto pela Aliança Renault-Nissan e pelo Grupo Daimler, e já utilizado em diversas propostas tanto da Nissan, como da Renault e da Mercedes. No caso presente, trata-se da sua versão mais potente, com 160 cv e 270 Nm de binário máximo, tendo, aqui, sempre acoplada a caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e sete velocidades.

Propondo os modos de condução Eco, Normal e Sport, é quando se elege o primeiro que, obviamente, se alcançam os melhores valores em termos de consumos. Os quais não são, efectivamente, o melhor predicado deste modelo: mais do que aceitáveis em estrada e auto-estrada, desde que a velocidades moderadas e minimamente estabilizadas, são, todavia, demasiado sensíveis à toada imposta, tendendo a registar variações ainda mais acentuadas do que o aumento do ritmo de condução,  sempre que se coloca mais pressão sobre o pedal da direita. Além de que, em circuito urbano, é difícil ficar aquém dos 8,0 l/100 km a não ser quando se adopta uma condução muito cuidadosa e pouco prática. Por isso, numa condução mais dinâmica, o melhor é contar com médias na casa dos 10,0 l/100 km, não sendo difícil superar os 12,0 l/100 km numa utilização realmente intensa.

O reverso da medalha, e à laia de compensação, é a pronta resposta evidenciada por este 1.3 DIG-T de 160 cv logo desde os baixos regimes, tanto mais convincente quanto mais se for evoluindo nos modos de condução, sendo o Sport aquele em que a mesma é mais generosa. Usufruindo, também, de um binário máximo que se mantém constante entre as 1800-3250 rpm, esta é uma unidade que sobe de rotação com grande vivacidade, exibindo um bom “fôlego” num alargado leque de regimes, e oferecendo prestações deveras interessantes – é fácil alcançar e manter velocidades de cruzeiro na ordem dos 180 km/h, ou mesmo para além disso, também não sendo despiciendo um funcionamento muito suave e silencioso, o qual, conjugado com o apreciável isolamento do habitáculo, garante que somente perto da red line, ou em carga mais intensa, este se faz ouvir, mas nunca excessivamente, e com uma sonoridade que nem é de todo desagradável.

Não sendo o mais frugal da categoria, o motor 1.3 a gasolina de 160 cv convence pela prontidão da resposta e pelas boas prestações que permite alcançar

Não sendo o mais frugal da categoria, o motor 1.3 a gasolina de 160 cv convence pela prontidão da resposta e pelas boas prestações que permite alcançar

De facto senhor de um desempenho dinâmico digno de encómios, em especial no modo de condução Sport, o X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta consegue oferecer uma ainda maior envolvência quando bem utilizado o comando manual em sequência da transmissão, dado que a caixa, apesar de suave, e rápida na maioria das situações, por vezes denota algumas hesitações nas solicitações mais exigentes, ainda mais evidentes e recorrentes nos modos de condução Normal e Eco. Só é pena que esta função apenas esteja disponível através da respectiva alavanca de comando, e com orientação oposta ao que seria natural (desmultiplica quando a mesma é “empurrada” para a frente, reduzindo quando esta é “puxada” para trás), pelo que patilhas no volante seriam mais do que bem-vindas para executar esta operação, até porque a mesma revela-se útil também para reduzir os consumos, uma vez que, não raro, o sistema tende a manter pr tempo excessivo uma relação mais curta do que o necessário para as exigências do momento.

Relativamente ao comportamento, o evoluído châssis do X-Trail, com suspensões independentes nas quatro rodas, começa por assegurar um impressionante conforto de marcha em qualquer circunstância, mesmo nos pisos mais exigentes e degradados, ou nas incursões pelo fora de estrada. É verdade que o porte mais generoso, o peso superior ao do Qashqai, o centro de gravidade mais elevado e a afinação específica dos elementos elásticos (indispensável para garantir-lhe uma outra desenvoltura no fora de estrada, como mais adiante se comprovará) se traduz numa atitude em curva um pouco mais “bamboleante”, sobretudo a ritmos mais intensos, e em algumas perdas de motricidade quando se esmaga o acelerador com as rodas viradas. Mas também é imperioso sublinhar que este não deixa de ser um automóvel muito seguro e fácil e agradável de conduzir, até porque os movimentos da carroçaria são sempre bem controlados, e a direcção e travões não merecem reparos de maior.

Por seu turno, o ajuste mais macio, e com maior curso, da suspensão, a par da altura ao solo de 210 mm, e do ESP totalmente desligável (função que os mais afoitos, em estrada, não deixarão de utilizar para usufruir de um extra de agilidade em curva), permitem ao X-Trial enfrentar com outro à vontade as incursões por outros pisos que não o alcatrão. Claro que este não é, propriamente, o veículo ideal para enfrentar os percursos mais “trialeiros”, tanto mais que dispõe de tracção apenas dianteira (em Portugal, as versões 4×4 só estão disponíveis com o motor turbodiesel 1.7 dCi de 150 cv), e de pneus nitidamente mais vocacionados para o asfalto. Mas não deixa de oferecer capacidades “TT” interessantes, em especial para um SUV, capazes de satisfazer os praticantes de modalidades que obriguem a aceder a locais mais recônditos, ou aqueles que, por necessidade ou prazer, percorrem com frequência estradões de terra.

O comportamento em estrada é seguro e previsível, e alguma perda de agilidade face ao Qashqai é comprensada por uma outra propensão para enfrentar outros pisos que não o asfalto

O comportamento em estrada é seguro e previsível, e alguma perda de agilidade face ao Qashqai é comprensada por uma outra propensão para enfrentar outros pisos que não o asfalto

Assim sendo, o grande equilíbrio global será, porventura, a maior qualidade deste X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta, um SUV que faz boa figura em todas as áreas de avaliação. Sendo um facto que os consumos são muito sensíveis ao estilo de condução adoptado, não é menos verdade que, com as devidas cautelas, os valores registados são bastante razoáveis; e que, para quem gosta do prazer ao volante, a unidade motriz cumpre com indesmentível brio a sua tarefa sempre que a tal é instada.

Junte-se a isto um generoso equipamento de série, nomeadamente no que aos sistemas de assistência à condução diz respeito, e um preço, no mínimo, interessante (€34 525), e esta já seria uma proposta sempre a ter em conta na sua categoria. Mas sê-lo-á mais ainda quando se atenta que a Nissan tem em vigor para o X-Trail uma campanha que não só lhe atribui um desconto directo de €2000, como acresce ao mesmo um desconto adicional de €1000 a quem optar pelo financiamento da marca. Já quem estiver na disposição, e tiver a sorte, de encontrar no stock existente da Nissan em Portugal uma unidade que corresponda aos seus anseios, beneficiará de um desconto extra de €5300, ou seja, acaba por poder levar o seu X-Trail 1.3 DIG-T 160 cv DCT N-Connecta por uns praticamente irrecusáveis €26 225!

Motor
Tipo 4 cil. linha, transv., diant.
Cilindrada (cc) 1332
Diâmetro x curso (mm) 72,2×81,3
Taxa de compressão 10,5:1
Distribuição 2 v.e.c./16 válvulas
Potência máxima (cv/rpm) 160/5500
Binário máximo (Nm/rpm) 270/1800-3250
Alimentação injecção directa de gasolina
Sobrealimentação turbocompressor+intercooler
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm) 4690/1820/1710
Distância entre eixos (mm) 2705
Largura de vias fte/trás (mm) 1575/1575
Jantes – pneus (série) 7Jx18″ – 225/60 (Bridgestone Atenza 001)
Pesos e capacidades
Peso (kg) 1515
Relação peso/potência (kg/cv) 9,47
Capacidade da mala/depósito (l) 565-1996/60
Transmissão
Tracção dianteira
Caixa de velocidades pilotada de dupla embraiagem de 7+m.a.
Direcção
Tipo cremalheira com assistência eléctrica
Diâmetro de viragem (m) 11,2
Travões
Dianteiros (ø mm) Discos ventilados (300)
Traseiros (ø mm) Discos maciços (297)
Suspensões
Dianteira McPherson
Traseira Multibraços
Barra estabilizadora frente/trás sim/sim
Garantias
Garantia geral 3 anos ou 100 000 km
Garantia de pintura 3 anos
Garantia anti-corrosão 12 anos
Intervalos entre manutenções 20 000 km ou 12 meses

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Controlo inteligente da trajectória
Controlo inteligente da carroçaria
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Sistema de travagem automática de emergência com alerta de colisão frontal e detecção de peões
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Assistente aos arranques em subida
Alerta de fadiga do condutor
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo TFT a cores de 5″
Bancos dianteiros reguláveis em altura
Banco do condutor com regulável do apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Sistema de som com leitor de CD/mp3+ecrã táctil de 7,0″+6 altifalantes+tomadas USB/Aux
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+streaming áudio)
Sistema de navegação 3D
Direcção com assistência eléctrica variável
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Cruise control+limitador de velocidade
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira (360°)
Sensores de luz/chuva
Luzes diurnas por LED
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro
Tecto de abrir panorâmico
Portão traseiro eléctrico com funçao "mãos-livres"
Divisória de carga para a bagageira
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Roda suplente de emergência

Pintura metalizada (€650)

Qual é a sua reação?
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0%
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0%
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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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