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Novo Dacia Duster já chegou. Desde €14 900 e Classe 1 nas portagens

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Novo Dacia Duster já chegou. Desde €14 900 e Classe 1 nas portagens

 

 

Responsável por cerca de um quarto das vendas da Dacia a nível global, o Duster já está à venda em Portugal na sua nova geração – um SUV em que, mesmo num primeiro e rápido olhar, são evidentes, face ao seu antecessor, os progressos registados em termos de estilo, qualidade, ergonomia e tecnologia. A que se junta, como pudemos comprovar num primeiro contacto dinâmico, uma evidente maior competência no plano dinâmico, em estrada como fora dela, quer ao nivel do conforto quer da eficácia.

Atributo determinante para o mercado português, o facto de as suas versões de tracção dianteira serem classificadas como Classe 1 nas portagens nacionais. Para tal, as unidades do modelo destinada a Portugal receberam um amortecedor específico, com um apoio da mola rebaixado em 20 milímetros, que reduz em 24 mm altura ao solo, variando a taragem das molas em função do peso das diferentes motorizações e níveis de equipamento, para garantirem sempre o mesmo nível de conforto e de competência dinâmica.

Estilisticamente, o novo Duster exibe uma aparência mais moderna e robusta, para tal concorrendo factores como a grelha de maiores dimensões; as ópticas dianteiras com luzes diurnas por LED, e colocadas mais nos extremos da carroçaria; os redesenhados farolins traseiros com posicionamento semelhante, agora com quatro elementos quadrados; o capot de novo desenho, montado em posição mais horizontal; a linha de cintura mais elevada; as novas proteções inferiores dianteira e traseira de dimensões mais generosas; o pára-brisas mais inclinado, tendo a respectiva base avançado 100 mm; as novas barras de tejadilho em alumínio; e as novas jantes de 17”.

No interior, o Duster também prova o seu maior distanciamento da filosofia “low cost” por norma associada aos produtos do construtor romeno. Embora todos os plásticos continuem a ser duros, é notória a evolução aqui registada em termos de qualidade e agrado ao toque, encómio de que também são merecedores os acabamentos – algo particularmente evidente no novo painel frontal, construído num material mais suave. Os instrumentos possuem um desenho mais actual e apelativo; as portas contam com novos puxadores e apoios de braço em espuma; a alavanca de comando da caixa de velocidades  é mais curta e dispõe de inserções cromadas acetinadas; os bancos também por via do seu encaixe e apoio lombar mais efectivos, são bastante mais confortáveis, com o do condutor a incluir um apoio braços integrado e regulável.

No que à ergonomia diz respeito, referência para o ecrã do sistema de infoentretenimento colocado numa posição mais elevada, para os novos comandos tipo teclas de piano, para a alavanca do travão de mão e para o comando do sistema de tracção integral montados em local mais acessível e para o volante agora regulável em altura e profundidade. O novo Duster estreia na gama da Dacia o ar condicionado automático, oferece novos espaços de arrumação (destaque para a útil gaveta colocada sob o banco do passageiro, com 2,8 litros de 2,8 litros, continua a apresentar como trunfo uma ampla habitabilidade, tendo em conta as dimensões exteriores, e a sua bagageira oferece uma capacidade de 478 litros (467 litros na versão 4×4), ampliável até um máximo de 1623 litros, mediante o rebatimento assimétrico do banco traseiro.

Domínio sempre preponderante, o da segurança, a que a Dacia também dedicou particular atenção no novo Duster. Este é o primeiro modelo não só da marca, como de todo o Grupo Renault, a fazer uso de um novo sistema de visão panorâmica, composto por quatro câmaras (uma frontal, duas laterais, colocadas sob os retrovisores exteriores, e um traseira), fazendo a sua estreia na gama Dacia também o alerta de ângulo morto (funciona entre os 30-140 km/h), a que se juntam o sensor de luz e o acesso e arranque sem chave. A isto há que adicionar longarinas com maior espessura; novos reforços estruturais (moldura do pára-brisas e longarinas sob o piso); novas estruturas dos bancos; novos apoios de cabeça dianteiros (com maior superfície e espessura); novos airbags de cortina; pré-tensores com limitadores de esforço nos lugares dianteiros e laterais traseiros; fixações ISOFIX; e novas estruturas na carroçaria destinadas à absorção de energia em caso de embate.

A gama de motores inclui uma opção a gasolina e outra a gasóleo, no caso das versões 4×2, estando as de tracção total disponíveis apenas com motor Diesel, mas sempre combinadas com uma caixa de velocidades manual de seis relações – numa fase posterior chegará o motor 1.6 SCe de 115 cv, com caixa manual de cinco velocidades, apto a consumir gasolina ou GPL. Assim, na base da ofertam estará o motor 1.2 TCe de 125 cv, capaz de levar o Duster até aos 177 km/h, e de lhe permitir cumprir os 0-100 km/h em 10,4 segundos, para um consumo combinado de 6,2 l/100 km. Já o motor 1.5 dCi de 110 cv promete 171 km/h, 11,8 segundos nos 0-100 km/h e um consumo combinado de 4,4 l/100 km.

Ao volante do novo Duster, sempre com o motor dCi 110, a primeira nota vai, obrigatoriamente, para a insonorização substancialmente melhorada, incomparavelmente mais efectiva do que na anterior geração do modelo, provando a validade das medidas aplicadas pela Dacia neste particular. Segundo a marca, o aumento, entre 20%-50%, dos materiais fonoabsorventes no habitáculo e zona do motor, e a adopção de um pára-brisas com 0,35 mm de espessura, permitiram reduzir para metade os ruídos de rolamento.

Além deste rolar mais refinado, o Duster também oferece um pisar mais maduro e confiável, mercê da correcta afinação da sua suspensão e de uma direcção bastante melhorada, agora capaz de filtrar com outra competência as irregularidades do piso, em todas as circunstâncias. Com um comportamento em estrada seguro e previsível, o modelo conta ainda com um motor solícito e económico, bem coadjuvado por uma caixa precisa e bem escalonada, para proporcionar prestações interessantes, consumos comedidos e uma condução bastante fácil e agradável.

O primeiro contacto com o novo Duster, realizado em estradas (e terras…) da Estremadura e Alentejo, também serviu para avaliar o seu potencial para evoluir fora de estrada. Aqui, e ainda na versão de tracção apenas dianteira, os razoáveis ângulos característicos (ataque de 30°, saída de 34° e ventral de 21°), a altura ao solo de 186 mm, o peso na casa dos 1200 kg e a disponibilidade do motor permitem enfrentar incursões por estradões e caminhos de terra com grande à vontade, assim não se peça ao modelo aquilo para que não foi concebido – a superação de obstáculos verdadeiramente complicados.

Algo a que a versão de transmissão integral se presta com outra desenvoltura, graças ao sistema 4×4 com função de bloqueio e à altura ao solo aqui de 210 mm (embora o ângulo de saída baixa para 33°), como foi possível comprovar sem margem para dúvidas tanto na pista TT do Circuito do Estoril, como numa incrível visita, a 150 metros de profundidade (!), a uma espectacular  galeria de onde é extraído algum do melhor do famoso mármore Alentejo – uma experiência única, uma visita absolutamente recomendável. Esta foi a oportunidade ideal também para tirar partido do controlo electrónico de descidas HDC (que, tal como o assistente aos arranques em subida, faz a sua estreia no Duster) e do ecrã de informações 4X4, com bússola integrada e indicador, em tempo real, dos diversos ângulos de inclinação do veículo.

Sem dúvida senhor de todos os argumentos para conquistar os apreciadores de um SUV competente, económico e que não se nega a enfrentar praticamente nenhuma aventura, o novo Duster seguramente que terá no preço praticamente imbatível mais um argumento decisivo para aumentar uma legião de adeptos que, em Portugal, lhe assegurou vendas de mais de 7500 unidades desde que foi lançado entre nós. Com uma gama que se articula entre três níveis de equipamento, a versão de acesso 1.2 TCe Essential custa €14 900, orçando o Comfort em €16 650 e o Prestige em €18 400. Para os amantes do Diesel, o dCi 110 é proposto por €19 650 no nível de equipamento Comfort, e por €21 400 no nível Prestige, com as respectivas versões 4×4 a custarem mais €2500, além de obrigarem ao pagamento de Classe 2 nas portagens, o que até acabará por ser, para a maoria, o seu principal handicap…

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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