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Novo Mercedes Classe C revelado. Chega no Verão

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Novo Mercedes Classe C revelado. Chega no Verão

Está confirmado para o próximo Verão o lançamento comercial do novo Classe C, nas versões berlina e carrinha. Trata-se do primeiro modelo da Mercedes a ser proposto com uma gama de motores totalmente electrificada, sempre de quatro cilindros em linha, dado que da oferta apenas farão parte unidades motrizes, a gasolina e Diesel, com motor de arranque/alternador integrado e sistema eléctrico de 48 Volt, ou a opção híbrida plug-in, a lançar um pouco mais tarde, primeira do segmento a oferecer cerca de 100 km de autonomia em modo exclusivamente eléctrico. Outro dos seus trunfos é recorrer a várias soluções estreadas na mais recente geração do topo de gama Classe S, nomeadamente no domínio dos sistemas avançados de assistência à condução.

Visualmente, o novo Classe C cumpre na plenitude com os pressupostos da mais recente linguagem de design da casa da estrela, impondo-se pelo seu estilo dinâmico e distinto, para o qual contribuem factores como a generosa distância entre eixos combinada com projecções curtas, ou as arestas reduzidas ao mínimo. A secção dianteira é dominada pelos grupos ópticos por LED, propostos de série em todas as versões, e pela distintiva grelha da marca de Estugarda, com a típica estrela colocada em posição central, mas exibindo ligeiras diferenças estilísticas em função dos níveis de equipamento e acabamento: no nível Avantagarde conta com elementos decorativos adicionais nas lamelas (e adornos cromados no pára-choques frontal); no nível AMG dispõe de padrão diamantado e estrela cromada.

A traseira também exibe o visual típico dos familiares médios da marca, com a berlina a recorrer, pela primeira vez, a farolins bipartidos. O tamanho das jantes varia entre 17”-19”, o Cx é o mesmo do modelo anterior (0,24 para o quatro portas, 0,27 para a carrinha), não obstante o aumento das dimensões exteriores: com 4751 mm de comprimento, 1820 mm de largura, 1438 mm de altura e uma distância entre eixos de 2865 mm, o novo Classe C é mais comprido 65 mm (49 mm no caso da Classe C Station), mais largo 10 mm, mais baixo 9 mm (7 mm no caso da carrinha) e maior entre eixos 25 mm do que o seu antecessor – com a largura de vias a aumentar 19 mm e 48 mm atrás, para 1582 mm e 1694 mm.

Em face deste crescimento global, fica a óbvia promessa de uma habitabilidade mais ampla, em todos os sentidos e para todos os ocupantes. A capacidade da mala, essa, manteve-se nos 455 litros no caso da berlina, mas cresceu 30 litros na Classe C Station, variando entre 490-1510 litros, já que, neste caso, o banco traseiro rebatível na proporção 40/20/40 é de série (electricamente, em opção), assim como o portão traseiro de operação eléctrica. No caso da variante híbrida plug-in da carrinha, o reposicionamento da bateria de alta tensão garante um melhor acesso à bagageira e permitiu incrementar a respectiva capacidade, embora esta ainda continue a ser inferior à das versões com motor térmico, variando entre 360-1375 litros.

Garantia da Mercedes para o novo Classe C é que o seu habitáculo oferecer um ainda maior refinamento, mercê, entre outros, de uma decoração moderna e minimalista, mas com um toque de desportividade; da utilização de materiais de qualidade superior (como pele sintética, madeira ou alumínio); e do recurso a várias soluções oriundas do novo Classe S. A iluminação ambiente por fibra óptica é de série em todas versões; a função de massagem para os bancos dianteiros passa a abranger toda a área das costas; e o banco traseiro está, pela primeira vez, disponível com aquecimento.

Vários serão os predicados do habitáculo dignos de um olhar mais atento, em termos de estilo como de funcionalidades. Mas é impossível não destacar a vertente digital, nomeadamente o painel de instrumentos totalmente digital “flutuante” e configurável (de 10,25” ou 12,3”, consoante as versões), ou a mais recente geração do sistema de infoentretenimento MBUX, estreada no Classe S, dotado de um ecrã táctil com 9,5” ou 11,9” (também em função das versões), e igualmente com múltiplas possibilidades de configuração. Neste particular, menção para o assistente virtual mais evoluído, agora capaz de dispensar a interjeição “Olá, Mercedes” para algumas funções, e de reconhecer as vozes dos diferentes ocupantes; para a possibilidade de se comandarem diversas funções de domótica, através do MBUX Smart Home; e para o leitor de impressão digital, para acesso directo e reservado a dados e parametrizações pessoais. Opção é o novo head-up display com 23×8 cm, capaz de projectar uma imagem sobre o capot, a cerca de 4,5 m de distância do condutor.

Sem dúvida determinante, a gama de motores, na fase de lançamento composta apenas por três blocos, dois a gasolina e um a gasóleo, ainda que quase todos em várias derivações, e sempre conjugados quer com a caixa automática 9G-Tronic de nove velocidades, quer com o motor de arranque/alternador integrado e o sistema eléctrico de 48 Volt. Solução que permite, entre outras funcionalidades, fornecer um adicional de potência de 20 cv, e de binário de 200 Nm, por curtos períodos de tempo e nas solicitações mais exigentes, como sejam os arranques ou o início das acelerações.

O acesso à gama é feito, então, através dos C 180/C 180 Station, animados pelo motor 1.5 a gasolina com turbocompressor e injecção directa, capaz de debitar 170 cv e 250 Nm, e de lhes permitir cumprir os 0-100 km/h em 8,6 segundos e alcançar uma velocidade máxima de 231 km/h. Seguem-se os C 200/C 200 Station, sub cujo capot está a versão de 201 cv e 300 Nm deste mesmo motor, apta a garantir 7,3 segundos nos 0-100 km/h e 246 km/h de velocidade máxima (7,5 segundos e 240 km/h no caso da carrinha) – com tracção integral 4Matic, com um novo diferencial dianteiro, qie permite transferir maior binário, C 200 4Matic e C 200 Station 4Matic cumprem os 0-100 km/h em 7,1 segundos e alcançam uma velocidade máxima de 241 km/h). A mais dotada das variantes a gasolina recorre à derivação de 2,0 litros deste propulsor, com 258 cv e 400 Nm, capaz de permitir, tanto aos C 300/C 300 Station de tracção traseira, como aos C 300 4Matic e C 300 Station 4 Matic de tracção total, cumprir os 0-100 km/h em 6,0 segundos e atingir os 250 km/h de velocidade máxima.

As opções Diesel são todas animadas pelo conhecido motor turbodiesel OM 654. Que recebeu uma nova cambota, o que fez aumentar o curso dos cilindros para 94,3 mm, e a cilindrada para 1992 cc (anteriormente, 92,3 mm e 1950 cc); um sistema common-rail com pressão máxima de injecção aumentada de 2500 bar para 2700 bar; dois turbos geometria variável com refrigeração líquida; condutas de refrigeração dos cilindros preenchidas com sódio; um catalisador NOx; um filtro de partículas; um catalisador SCR com AdBlue; e um catalisador SCR adicional. Na sua derivação ee 200 cv e 400 Nm, este motor permite ao C 220 d cumprir os 0-100 km/h em 7,3 segundos e atingir os 245 km/h (7,4 segundos e 242 km/h na C 220 d Station); ao passo que a mais dotada versão de 265 cv e 550 Nm permite ao C 300 d cumprir os 0-100 km/h em 5,7 segundos (5,8 segundos na C 300 d Station), para uma velocidade máxima de 250 km/h.

Garantida está, também, a chegada, para pouco depois do início da comercialização, e em ambas as versões de carroçaria, de um grupo motopropulsor híbrido plug-in, que combina o motor 2.0 a gasolina de 204 cv e 300 Nm com um motor eléctrico de 129 cv e 440 Nm, para um rendimento combinado de 313 cv e 55 Nm. A bateria com 25,4 kWh de capacidade, produzida pela própria Mercedes, garantirá uma autonomia, em modo totalmente eléctrico (disponível até aos 140 km/h), de aproximadamente 100 km, segundo a norma WLTP, podendo a mesma ser recarregada em cerca de meia hora através do opcional carregador de corrente contínua de 55 kW, sendo de série proposto um carregador de 11 kW trifásico de corrente alternada para Wallbox. Atributos exclusivos da versão híbrida plug-in do novo Classe C serão a modulação, em três níveis, da intensidade da regeneração de energia em desaceleração através das patilhas de comando da caixa no volante (disponível em em todos os modos condução excepto no Sport); os modos de utilização adicionais Battery Hold (mantém a carga da bateria para utilização a posteriori) e Electric (100% eléctrico); e a suspensão pneumática com eixo traseiro autonivelante, incluída no equipamento de série.

A propósito de suspensão, refira-se que esta foi reconfigurada, para garantir um maior dinamismo, dispondo o novo eixo dianteiro de quatro braços, e adoptando o eixo traseiro uma arquitectura do tipo multi-link, montada num subchâssis, tudo com o intuito de garantir um elevado nível de conforto, baixos níveis de ruído, um comportamento ágil e um elevado prazer de condução – sendo opcionais o amortecimento pilotado e a suspensão desportiva. Igualmente como opção, o novo Classe C propõe, ainda, e pela primeira vez, o eixo traseiro direccional, conjugado com uma direcção de relação mais directa, o qual pode adoptar um ângulo de até 2,5° em ambos os sentidos, oposto ao das rodas dianteiras abaixo dos 60 km/h, e idêntico aos das dianteiras acima dos 60 km/h.

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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