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Renault Clio 0.9 tCe 90 cv S&S Luxe

Artigo
Renault Clio 0.9 tCe 90 cv S&S Luxe

Visão geral
Marca:

Renault

Modelo:

Clio

Versão:

0.9 tCe 90 cv S&S Luxe

Ano lançamento:

2014

Segmento:

Utilitários

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

0.9

Pot. máx. (cv/rpm):

90/5250

Vel. máx. (km/h):

182

0-100 km/h (s):

12,2

CO2 (g/km):

105

PVP (€):

16 500/17 770

Gostámos

Equipamento, Dinâmica, Consumos aceitáveis

A rever

Qualidade geral inferior à da geração anterior, prestações do motor

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Qualidade geral
6.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
5.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
9.0
Garantias
8.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

A versão de equipamento Luxe do Renault Clio comprova que, muitas vezes, não é no meio que está a virtude. Esta espécie de “topo de gama” é a escolha óbvia na hora de comprar um Clio. O 0.9 tCe é poupado… mas não espere grandes prestações.

7.5
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Numa altura em que o número de rivais directos não pára de crescer – vem aí o novo Opel Corsa e o Skoda Fabia “aterrou” agora mesmo -, importa cada vez mais revisitar o Renault Clio, aqui testado com o seu motor a gasolina mais “apetecível”, o 0.9 tCe com 90 cv, e dotado de uma versão de equipamento Luxe – a pseudo-versão topo-de-gama para o utilitário francês se descontarmos a existência da GT, que é uma espécie de versão de equipamento mais orientada para um visual desportivo.

Rever o Renault Clio é rever um utilitário excelente em inúmeros aspectos, quase todos relacionados com a experiência de condução. Muito se falou sobre a descida na qualidade dos materiais utilizados no interior, o que não deixa de ser um aspecto negativo já que cada nova geração deve melhorar, e não piorar, o que tem; tirando isso, o utilitário francês exibe-se com um motor relativamente poupado, ainda que lento, um interior moderno e, como já referido, uma experiência de condução referencial no segmento.

Renault Clio 0.9 tCE Luxe

O sistema R-Link é um opcional de 590 euros que adiciona um conjunto de aplicações de valor, como a actualização do trânsito em tempo real fornecida pela TomTom. Ainda assim, se preferir investir dinheiro noutro opcional qualquer, fique a saber que o sistema “default” do Clio já tem navegação e integração Bluetooth – e funciona na perfeição

Comecemos exactamente por aí: a dinâmica excepcional. O Clio recorre a uma cremalheira substancialmente mais leve e rápida do que a anterior geração e, apesar de exibir uma artificialidade característica, é fidedigna e progressiva na resposta. Melhor ainda, e talvez interesse mais para o “palco” principal do Clio, a nova direcção torna possível fazer uma boa parte do trânsito urbano com pouco mais que meia volta de volante, tornando-se possível conduzir de forma exemplarmente fluída e sempre com as mãos às “nove horas e um quarto”. Falta alguma progressividade ao pedal de travão, é certo (o ataque inicial está muito “à flor” do pedal), mas o conjunto caixa-embraiagem e acelerador têm uma acção natural e progressiva, a caixa ligeiramente arcaica na resistência à passagem de caixa, mas com um tacto mecânico e à prova de “prego”. O modo “Eco”, acessível através de um botão à frente do travão de mão, funciona como uma espécie de placebo ao limitar a resposta do acelerador e ao castrar o funcionamento do ar condicionado, tornando ainda mais “frágil” o processo de ponto de embraiagem – o motor 0.9 tCe tem uma ligeira curva de aprendizagem que tem de ser ultrapassada até se conseguir conduzir de uma forma normal em cidade. A diferença, em termos de consumos é nula, especialmente se, tal como no modo “Eco”, desligar o ar condicionado…

Renault Clio 0.9 tCE Luxe

O botão Eco esconde-se entre a caixa de velocidades e o travão de mão, assim como o botão que activa o limitador de velocidade ou cruise control. Estes últimos dois sistemas são, depois, regulados através dos comandos no volante

Fora da cidade, os mesmos predicados: a mesma direcção que tão bem funciona em ambiente urbano, quando em velocidades de auto-estrada, exibe uma inserção em curva feita de forma praticamente telepática; inserção essa que também deve algum crédito ao trabalho de amortecimento que, em poucas palavras, é muito bom, apenas rivalizado pelo do VW Polo que oferece um acerto ligeiramente mais confortável. O rolamento de carroçaria do Clio é extremamente contido, a resistência à subviragem é elevada, e, apesar do ESP indesligável, o Clio oferece bons momentos de condução e uma traseira com algum grau de ajuste.

O motor 0.9 tCe de 90 cv tem start/stop e apresenta um nível de emissões de CO2 abaixo das 100 g/km. É um motor que gosta de rodar (a potência máxima surge às 5250 rpm) e está acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades, mas… é inacreditavelmente lento para a potência que tem. Os mais de 13 segundos que compõe o processo de arranque 0-100 km/h parecem uma eternidade, e as recuperação 80-120 km/h, então, parecem afundar-nos num buraco espaço-temporal. Salva-o uma média de consumo de 5,5 l/100 km que, para um motor a gasolina, é um valor bastante aceitável.

Face à versão de equipamento Dynamique S, a Luxe oferece um visual com pormenores em preto no interior e no exterior, retrovisores com rebatimento eléctrico, ar condicionado automático (o da Dynamique S é manual), volante em couro, jantes de 16″ e a possibilidade de se adquirir o sistema R-Link por mais €590, (tem informação de trânsito em tempo real e um sem-número de aplicações). Tudo somado, ultrapassa, por muito, o custo de 1200 euros a que o upgrade obriga. E como aquilo que acrescenta tem toda a validade, das escolhas estéticas, passando pelo volante em couro (muito superior) e terminando no ar condicionado automático, não há dúvida de que a Luxe, apesar de dispendiosa, é a versão de equipamento a escolher quando se compra um Clio. Resta saber que tipo de campanhas fará agora a marca para combater o preço ultra-competitivo do Opel Corsa 1.0 Turbo 115 cv Cosmo que, pelo mesmo preço, oferece um motor incomensuravelmente superior e equipamento em barda…

Airbags dianteiros
Airbags laterais dianteiros
Sistema de assistência ao arranque em subida
Controlo de tracção e controlo de estabilidade
Cruise-control
Fixações Isofix nos bancos traseiros e no banco do passageiro dianteiro
Pára-choques dianteiro e traseiro na cor da carroçaria
Jantes de alumínio 16″ Passion
Kit antifuro
Barras de tejadilho em cromado acetinado
Bancos em tecido acolchoado carbono escuro e inserções em tecido cinza com serigrafia
Acabamentos em preto brilhante no volante, ventiladores, selector da caixa de velocidades,
e frisos interiores das portas dianteiras
Acesso sem chave
Direcção assistida eléctrica e variável
Volante em couro regulável em altura e profundidade
Indicador de mudança de velocidade
Faróis de nevoeiro
Sensores de luz e chuva
Luzes diurnas LED
Faróis de halogéneo
Retrovisores exteriores eléctricos + aquecidos + sonda de temperatura + rebatíveis electricamente
Ar condicionado automático com filtro de habitáculo
Sistema Media Nav + ecrã 7″ táctil + navegação + Bluetooth + entradas USB e Aux
Sistema de trancamento automático das portas em movimento
Tomada 12 V

Sistema R-Link + tablet multimédia com ligação Internet + ecrã táctil 7″+ comandos por voz + navegação TomTom + streaming de áudio + Bluetooth + entradas USB e Aux + processador de som Auditorium «3D» by Arkamys (€590)
Sensores de estacionamento traseiros (€120)
Pneu suplente (€70)
Jantes 16″ em cor preta (€90)
Pintura metalizada (€400)

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Sobre o autor
Pedro Mosca
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