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Toyota RAV4 2.5 Hybrid 4×2 Square Collection

Artigo
Toyota RAV4 2.5 Hybrid 4×2 Square Collection

Visão geral
Marca:

Toyota

Modelo:

RAV4

Versão:

2.5 Hybrid 4x2 Square Collection

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.5 Híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

218/5700

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

8,4

Consumos (l/100 km):

n.d./5,6/n.d. (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

128

PVP (€):

45 396

Gostámos

Consumos de referência, Equipamento de segurança, Espaço e mala, Facilidade de utilização, Desempenho dinâmico, Qualidade geral, Prestações

A rever

Preço, Classe 1 só com Via Verde, Velocidade máxima, Ruído do motor a alto regime

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
9.0
Equipamento
7.0
Garantias
8.0
Preço
5.0
Se tem pressa...

Um automóvel tão completo e equilibrado, que não é fácil apontar-lhe reais defeitos, que não o preço, mas apenas alguns "pecadilhos". O novo Toyota RAV4 2.5 Hybrid 4x2 Square Collection é, de facto, um dos SUV mais interessantes da sua categoria, representando a maior evolução que o modelo sofreu entre gerações ao longo dos seus já longos 25 anos de história!

7.8
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Já com um quarto de século de carreira, o RAV4 é anunciado pela Toyota como o SUV mais vendido da história, algo em que não será difícil acreditar. Actualmente na sua quinta geração, o modelo é aqui analisado em detalhe na sua versão RAV4 2.5 Hybrid 4×2 Square Collection, aquela em que a marca japonesa mais aposta para ser a preferida do público no nosso país, animada pela sua nova motorização híbrida (como todas as comercializadas entre nós), combinada com a tracção apenas dianteira, e dotada do nível de equipamento intermédio, mas já bastante interessante e contando com vários itens oriundos da versão de topo.

Também poucas dúvidas subsistirão que a estética é um dos principais atributos do novo SUV de médio porte da Toyota, ao ponto de este ser, porventura, o RAV4 mais marcante e bem conseguido neste particular desde a pedrada no charco que foi modelo original, há vinte e cinco anos atrás, e o que regista maior evolução neste domínio (e não só, como se comprovará mais adiante…) entre gerações desde há duas décadas e meia. Com uma aparência exterior que impressiona, e um ar um tanto futurista, poucos são os que lhe ficam indiferentes, graças às suas linhas angulosas muito felizes – havendo mesmo quem aposte, num primeiro olhar, tratar-se de um Lexus, e também não faltando quem duvide seja um Toyota, e muito menos um RAV4, proposta sempre conotada com uma imagem mais “suave”.

Há pouco quem fique indiferente ao apelo estético do novo Toyota RAV4, porventura o mais marcante, neste particular (e não só…) desde o lançamento do modelo original, há já um quarto de século

Há pouco quem fique indiferente ao apelo estético do novo Toyota RAV4, porventura o mais marcante, neste particular (e não só…) desde o lançamento do modelo original, há já um quarto de século

Ao contrário do que acontece com os modelos da divisão de luxo da Toyota, no que ao estilo e decoração diz respeito, o interior não será tão coerente, porque bem menos ousado e original, quanto as formas da carroçaria, mas nem por isso lhe faltam atributos. Desde logo, uma excelente qualidade de construção e uma montagem de nível superior, que se conjugam com materiais, na sua maioria, também de elevada qualidade (aqui e ali, é possível identificar alguns plásticos duros, algo que, nesta versão, é bastante disfarçado pelo revestimento em pele dos bancos e de parte dos painéis interiores das portas) para garantir um bom ambiente a bordo e um envelhecimento condigno, e sem problemas de maior, mormente no que a ruídos parasitas diz respeito, com o passar do tempo.

O que não merece reparos é a habitabilidade, muito generosa, merecendo destaque especial a altura e o espaço para pernas traseiros, virtude a que não será alheio o substancial aumento da largura exterior e da distância entre eixos face à geração anterior. Todos os ocupantes usufruem, por isso, de uma ampla liberdade de movimentos, inclusive o que ocupar o lugar central no banco posterior, assim como se inúmeros espaços para a arrumação de objectos. A bagageira é, de igual modo, bastante espaçosa, e o portão traseiro eléctrico é uma comodidade oferecida de série no RAV4 2.5 Hybrid 4×2 Square Collection, havendo apenas que ter em conta um plano de carga um tanto elevado, mas não excessivamente tendo em conta o género de veículo em questão.

Mesmo atrás, a habitabilidade é muito generosa, permitindo, mesmo, transportar três passageiros com conforto e liberdade de movimentos no banco posterior

Mesmo atrás, a habitabilidade é muito generosa, permitindo, mesmo, transportar três passageiros com conforto e liberdade de movimentos no banco posterior

A propósito de equipamento de série, é da mais elementar justiça sublinhar a soberba dotação de dispositivos de segurança, activa e passiva, de que todos os RAV4 dispõem no mercado português nesta sua nova geração. Na unidade testada, e para referir apenas os mais significativos, atente-se em soluções como os sete airbags (incluindo para os joelhos do condutor; o sistema de leitura de sinais de trânsito; o sistema de alerta de saída involuntária da faixa e auxílio à manutenção na mesma; a travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira e detecção de peões e ciclistas; a  monitorização do ângulo morto; ou o alerta de veículos pela traseira.

Quanto à versão Square Collection, e como acima referido, distingue-se por incluir diversos elementos da versão Lounge que ocupa o topo da gama. Especificamente, caixas dos espelhos, protecções dos guarda-lamas e frisos laterais em preto metalizado; jantes de 18” pretas; tejadilho Night Sky; e bancos desportivos em pele artificial.

Chegado o tempo de ocupar o melhor lugar a bordo, referência para o posto de condução muito correcto, acolhedor e dominante, mas sem ser demasiado elevado, com amplas regulações do volante e do banco, e uma boa visibilidade para o exterior, para que a esmagadora maioria dos condutores encontre, fácil e rapidamente, a melhor postura ao volante -a que se junta uma das melhores ergonomias vistas em modelos Toyota nos últimos anos. O painel de instrumentos com mostrador central digital oferece uma óptima leitura, o sistema de infoentretenimento é completo, e só é pena o computador de bordo, com tantas funções que oferece, não contar com uma cumulativa do consumo que não se reinicie automaticamente a cada nova viagem. Já o monitor do fluxo de energia, com o seu grafismo simples, e tão preciso quanto legível.

Ergonomia em franco progresso, qualidade geral de nível superior e um generoso equipamento de série, em que se destaca, obrigatoriamente, a extensa dotação de dispositivos de segurança activa e passiva

Ergonomia em franco progresso, qualidade geral de nível superior e um generoso equipamento de série, em que se destaca, obrigatoriamente, a extensa dotação de dispositivos de segurança activa e passiva

Assente numa versão alongada da plataforma modular TNGA estreada no Prius, com centro de gravidade mais baixo e um acréscimo de 75% da rigidez, e por isso denominada TNGA-K, o RAV4 2.5 Hybrid monta sob o capot uma motorização totalmente nova, que tem por base o motor de quatro cilindros e 2487 cc de ciclo Atkinson, com injecção directa e indirecta de gasolina, e distribuição variável sobre a admissão (eléctrica) e escape, capaz de oferecer 178 cv de potência e um binário máximo de 221 Nm. Com este combina-se uma caixa CVT de variação contínua, um motor eléctrico mais leve que o anterior, e que oferece 120 cv e 202 Nm, e uma bateria de NiMH mais leve e compacta, com 1 kWh de potência – tudo isto para um rendimento combinado de 218 cv.

Uma vez em marcha, são de imediato notórias as melhorias não só em termos de rendimento, patentes nas boas prestações alcançadas (lamentando-se, apenas, a modesta velocidade máxima, por comparação com modelos convencionais de potência equivalente), mas também de suavidade de funcionamento e prontidão de resposta, já não sendo tão necessário, como na geração anterior, que o motor térmico opere durante tanto tempo no seu limite máximo de funcionamento para que seja possível rolar a ritmos deveras interessantes. Ainda assim, quando se adopta uma condução mais intensa, em que o curso do pedal da direita esteja mais tempo esgotado, há que ter em conta que a caixa CVT leva sempre o motor para a red line, passando a fazer-se sentir no habitáculo o seu ruído de funcionamento algo esforçado até que a pressão sobre o acelerador diminua, o que acaba por deteriorar o bom ambiente a bordo, e só não é mais gravoso devido ao bom trabalho realizado mo isolamento acústico do habitáculo.

A nova motorização híbrida, extremamente optimizada no sentido da eficiência, ao mesmo tempo que oferece soberbos consumos, também não desilude em termos de prestações. Pena a modesta velocidade máxima

A nova motorização híbrida, extremamente optimizada no sentido da eficiência, ao mesmo tempo que oferece soberbos consumos, também não desilude em termos de prestações. Pena a modesta velocidade máxima

Ao condutor são oferecidos os modos de condução Eco, Normal e Sport, que, basicamente, alteram a rapidez de resposta ao acelerador, particularmente sensível quando a carga sobre o acelerador é mais reduzida, e os modos Normal e Sport da transmissão, com este último a garantir maior resistência em desaceleração – podendo a caixa ser, ainda, comandada manualmente em sequência, através da alavanca, já que não existem para o efeito patilhas no volante. Na prática, a disponibilidade e o fulgor do grupo moto propulsor são mais do que suficientes para garantir uma utilização fácil e despreocupada em todas as circunstâncias, e até quando se força o ritmo a aceleração é franca e praticamente constante até aos 189 km/h indicados no velocímetro, correspondentes aos tais 180 km/h reais que a definiu como limite neste capítulo.

Disponível está, também, o habitual botão EV, destinado a “forçar” o modo totalmente eléctrico, no qual, com uma carga completa de bateria, será possível, dispensando mil cuidados ao pé direito, e caso o relevo ajude (se assim não for, o motor de combustão entra imediatamente em acção), cumprir um par de quilómetros, e pouco mais. Mas esse também não é o fito da vertente eléctrica nas extremamente optimizadas motorização híbridas da Toyota, antes contribuir para que o motor térmico possa passar tanto tempo quanto possível desligado e, assim, alcançarem-se consumos de referência.

Neste domínio, missão cumprida. Adoptando-se uma condução moderada e ponderada, mas sem restrições de maior, os registos obtidos são soberbos, tanto em estrada e auto-estrada como em cidade, tão bons ou melhores do que os oferecidos pelo “primo” afastado Lexus UX 250h, com quase menos 30 cv de potência e um peso inferior em mais de 200 kg, significando a média real de 5,6 l/100 km por nós alcançada que um depósito de combustível dará para percorrer quase um milhar de quilómetros. Mesmo quando a despreocupação é total, e se abusa mais do acelerador, as médias tendem a rondar os 7,0 l/100 km, o que é notável; e até a ritmos realmente intensos, quando se tira pleno partido de todas as capacidades do motor, o esmagar do acelerador é uma constante, os valores não vão muito além dos 12,0 l/100 km, o que não deixa de impressionar num automóvel com 218 cv de potência e 1750 kg de peso.

O desempenho dinâmico do novo Toyota RAV4 é merecedor dos maiores elogios, conjugando eficácia, facilidade de condução e um extremo conforto de forma particularmente invulgar e feliz

O desempenho dinâmico do novo Toyota RAV4 é merecedor dos maiores elogios, conjugando eficácia, facilidade de condução e um extremo conforto de forma particularmente invulgar e feliz

Com vias mais largas, suspensão traseiros por triângulos sobrepostos e uma altura ao solo de 190 mm, o novo RAV4 2.5 Hybrid também brilha no capítulo do desempenho dinâmico, ainda que, apesar do ar robusto, as suas limitações no fora de estrada sejam as naturalmente decorrentes de um tracção dianteira equipado com pneus estradistas – quem pretenda maiores aptidões nesta matéria, deverá optar pela versão de tracção integral, naturalmente mais dispendiosa… Já sobre o asfalto, o comportamento é muito bom, inclusive a ritmos realmente acelerados, graças à forma como o modelo lida devidamente com as transferências de massa mais exigentes, beneficiando, ainda, de uma frente rápida e precisa, de uma direcção devidamente assistida e informativa, e mesmo de uma agilidade superior ao esperado, ligeiramente incrementada quando se desactiva por completo o controlo electrónico de estabilidade, embora, aí, nos limites, os pneus já denotem alguma dificuldade em colocar no chão toda a potência disponível, especialmente em mau piso. O que não depende da qualidade do piso é o nível de conforto de marcha oferecido, sempre bastante elevado, mesmo sobre asfalta mais degradado, ou mesmo caminhos de terra.

Resumindo, o novo RAV4 2.5 Hybrid 4×2 Square Collection é, efectivamente, um SUV extremamente fácil e agradável de conduzir em quase todas as circunstâncias, mesmo a ritmos mais intensos, exibindo uma competência dinâmica não só desconhecida de qualquer dos seus antecessores, como superior à da maioria dos seus concorrentes, e com i trunfo de rapidamente fazer esquecer generosas dimensões exteriores. Os consumos deveras contidos, traduzidos numa economia de utilização referencial, são outro dos seus argumentos de peso, tudo resultando numa proposta tão equilibrada que é difícil apontar-lhe verdadeiros defeitos. A não ser um preço que não é dos mais simpáticos e acessíveis, bem pelo contrário, e que o generoso equipamento de série generoso, mas não isento de algumas lacunas, decerto não justifica. Nota final: pagar Classe 1 nas portagens portuguesas com o novo Toyota RAV4 só com Via Verde.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Cintos dianteiros/traseiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Sistema de auxílio à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira e detecção de peões+ciclistas
Sistema de monitorização do ângulo morto
Assistente aos arranques em subidas
Alerta de veículos pela traseira
Travão de estacionamento eléctrico com função Hold
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Banco do condutor com regulação eléctrica
Bancos dianteiros desportivos em pele sintética+aquecidos
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante multifunções em pele regulável em altura+profundidade
Soleiras das portas em alumínio
Direcção de assistência eléctrica
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+streaming de áudio)
Sistema de som com 6 altifalantes+ecrã de 8"+tomadas USB
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FT/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Tejadilho Night Sky
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Faróis dianteiros+farolins traseiros por LED
Faróis de nevoeiro
Assistente de máximos
Sensor de luz/chuva
Sensores de estacionamentoFR/TR+câmara de estacionamento traseira
Portão traseiro eléctrico
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Roda suplente de emergência

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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