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Volkswagen Beetle Cabrio Design 1.6 TDI

Artigo
Volkswagen Beetle Cabrio Design 1.6 TDI

Visão geral
Marca:

Volkswagen

Modelo:

Beetle Cabrio

Versão:

Design 1.6 TDI

Ano lançamento:

2013

Segmento:

Descapotáveis

Nº Portas:

2

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.6 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

105/4400

Vel. máx. (km/h):

178

0-100 km/h (s):

12,1

CO2 (g/km):

124

PVP (€):

34 511

Gostámos

Conforto, Consumos, Qualidade de construção, É dos poucos descapotáveis onde circulamos mesmo... descapotáveis

A rever

Prestações, Preço, Ruído do motor;

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Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
5.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
8.0
Equipamento
6.0
Garantias
5.0
Preço
5.0
Se tem pressa...

O Volkswagen Beetle Cabrio é um descapotável no verdadeiro sentido da palavra, conseguindo ainda ser bastante confortável. Só é pena que o motor 1.6 TDI não esteja altura. Lento e algo ruidoso.

6.5
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O Mundo Automóvel tem mudado radicalmente nas últimas duas décadas, de forma a adaptar-se à mutação do gosto dos consumidores. Hoje em dia, muitos focam as suas preferências no conforto e na economia, preterindo itens como o prazer de condução, a nobreza do motor, ou mesmo as prestações. Nesse contexto temos assistido, nos últimos anos, à proliferação de conceitos anteriormente descabidos, como o dos descapotáveis com motores Diesel, grandes ou pequenos. O Volkswagen Beetle Cabrio 1.6 TDI é um dos exemplos de como tudo pode redefinir-se. Nasceu como o “carro do povo”, numa arquitectura “tudo atrás”, com o motor a ser refrigerado a ar, para passar a ser um automóvel caro, a que chamamos premium, com motor à frente e tracção dianteira. Esta introdução não serve para preparar o caro leitor para um discurso de “Velho do Restelo”, mas temos de deixar claro que não defendemos a palavra evolução como sinónimo de melhoria de qualidade de vida, pelo menos para quem sente o automóvel como mais do que um meio de transporte. Num descapotável, pensamos tirar proveito de todas as vantagens de rolar de cabelos ao vento, como extrair prazer do ruído emanado pelo escape, ou sentir a forma como todas as qualidades do motor são ampliadas.

Com os vidros recolhidos e sem a colocação do corta-vento, a "sensação Cabrio" é total.

Com os vidros recolhidos e sem a colocação do corta-vento, a “sensação Cabrio” é total

Na teoria, desenvolver um automóvel descapotável com uma estética retro, partir de uma plataforma com provas dadas e utilizar um competente motor Diesel é uma ideia com tudo para resultar bem, mas não é isso que se sente ao volante do Beetle Cabrio 1.6 TDI. O bloco 1.6 Diesel não é particularmente agradável ao ouvido, o que se torna ainda mais evidente depois de esperarmos os 9,5 segundos que a capota precisa para se recolher, altura em que somos incomodados por um matraquear incomodativo, que nos faz ter vontade de voltar a colocar a capota. O problema não é minorado quando damos início à marcha, já que o motor tem alguma dificuldade em lidar com o elevado peso do Beetle Cabrio, o que nos obriga, frequentemente, a usar regimes de motor elevados, até porque a boa caixa manual de cinco velocidades tem um escalonamento algo optimista para uma relação peso/potência de 13,9 kg/cv. Não é difícil chegar à conclusão de que quanto maior o esforço do motor, maior o ruído. Seria de esperar que isso fosse compensado quando paramos e o stop/start entra em acção, mas o Beetle não pertence a essa era e, como tal, o stop/start não faz parte do seu léxico. Não, o Beetle Cabrio Cabrio 1.6 TDI não é um mau automóvel, mas a melhor opção, dentro desta ordem de valores, é o 1.2 TSI 105 cv. Mais agradável, linear, silencioso e sem apresentar consumos exagerados, ainda que, obviamente, superiores aos do Diesel.

A ritmos calmos, o bloco 1.6 TDI mostra-se suficiente para locomover o Beetle Cabrio, mas basta aumentarmos o andamento para que surjam as suas limitações.

A ritmos calmos, o bloco 1.6 TDI mostra-se suficiente para locomover o Beetle Cabrio, mas basta aumentarmos um pouco o ritmo para que surjam as suas limitações

Outro dos pontos onde o Beetle Cabrio não consegue convencer é no habitáculo. Aburguesou-se no preço, mas os materiais do interior estão muito longe desse patamar, sendo todos eles rijos e muito aquém do que se exige a um automóvel cujo valor se aproxima dos 35 000 euros. Nem mesmo as várias superfícies pintadas na cor da carroçaria conseguem disfarçar esta característica menos conseguida. Vale um desenho bem enquadrado com o Carocha, ainda que bem adaptado à modernidade. Ainda no habitáculo, destaque para o equipamento de série desta versão Design, resumido apenas ao essencial, faltando alguns itens que consideramos importantes, como o ar condicionado automático, o sensor de luz, ou uma simples entrada USB. Felizmente, o Beetle Cabrio conserva várias qualidades da plataforma do Golf VI, capazes de equilibrar a balança. Considerando que se trata de um descapotável, o espaço para os passageiro da frente é bastante generoso e, mesmo atrás, dá para transportar dois adultos com algum conforto, ainda que as costas sejam muito direitas. O conforto é bom, mesmo com jantes de 17”, até porque os descapotáveis têm molas com uma taragem mais suave, de forma a minorar os efeitos da perda da rigidez face às versões fechadas, algo a que o Beetle Cabrio não é imune. Em mau piso, sentem-se vibrações nas zonas mais sensíveis, como o aro do pára-brisas, ou a coluna de direcção, mas nada que chegue a incomodar, ou que seja de estranhar para um descapotável. A menor resistência à torção não acarreta prejuízos notórios para o comportamento dinâmico, já que o Beetle não é, nem pretende ser, o pináculo da condução desportiva. É suficientemente eficaz, fácil de guiar e seguro, sendo que nem é possível desligar o ESP. A carroçaria inclina bastante, o ESP entra em acção com alguma frequência, mas tudo isto acontece quando obrigamos o Beetle a ritmos para os quais não foi pensado. O próprio motor 1.6 TDI é curto para condutores apressados.

O desenho vai buscar inspiração ao modelo original, com destaque para o porta-luvas superior. Mas é uma pena que a qualidade esteja muito longe do Golf.

O desenho vai buscar inspiração ao modelo original, com destaque para o porta-luvas superior. Mas é uma pena que a qualidade esteja muito longe do Golf

O melhor que tem a fazer é recolher a capota, esquecendo a cobertura para a mesma, por ser muito trabalhosa de colocar, e aproveitar as vantagens de circular a céu aberto. Recorde-se de colocar o corta-vento, pois faz toda a diferença. Sem o mesmo, é complicado manter uma conversa a bordo assim que ultrapassamos os 80 km/h. Esse limite passa o legalmente estabelecido para as auto-estradas portuguesas assim que o colocamos. Nessa altura, perceberá as vantagens de usufruir do Beetle Cabrio, pois é realmente um descapotável, ao contrário do que acontece com todos os coupé-cabriolet actuais, com os seus pára-brisas colocados acima da cabeças dos passageiros, que se esquecem que estão a rolar de cabelos ao vento. Acreditamos que, assim, consiga esquecer-se dos elevados 34 511 euros que teve de desembolsar por um descapotável com um motor justo e um nível de equipamento pouco mais que aceitável.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Ar condicionado manual
Computador de bordo
Bancos dianteiros com regulação em altura
Sensores de parqueamento à frente e atrás
Banco rebatível 50/50
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência electrohidráulica variável
Rádio com leitor de CD e MP3
Apoio de braços à frente
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Retrovisor interior electrocromático
Cruise-control
Faróis de nevoeiro
Jantes de liga leve de 16″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Corta-vento
Caixa de primeiros socorros
Sensor de chuva

Pintura metalizada (€410)
Manómetros de informação adicional (€142)
Alarme (€197)
Rádio “RCD 510” (€225)
Bluetooth (€335)
Jantes 17″ de liga leve “Rotor” (€418)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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