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Volvo XC40 T5 PHEV R-Design

Artigo
Volvo XC40 T5 PHEV R-Design

Visão geral
Marca:

Volvo

Modelo:

XC40

Versão:

T5 PHEV R-Design

Ano lançamento:

2020

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Híbrido plug-in

Pot. máx. (cv/rpm):

262/5800

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

7,3

Consumos (l/100 km):

2,5 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

57 (Combinado WLTP)

Autonomia eléctrica (km):

45 (Combinado WLTP)

PVP (€):

51 754/57 561 (unidade testada)

Gostámos

Motorização potente e económica, Facilidade e agrado de condução, Comportamento e conforto dinâmicos, Segurança, Qualidade geral

A rever

Preço, Velocidade máxima, Acesso aos lugares posteriores, Visibilidade traseira

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Qualidade geral
9.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Aptidões TT
6.0
Desempenho TT
5.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
5.0
Se tem pressa...

O Volvo XC40 T5 PHEV R-Design tem tudo para convencer os apreciadores deste tipo de proposta: às qualidades já reconhecidas ao modelo de acesso à oferta de SUV da marca sueca, junta argumentos como uma mecânica poderosa e eficiente, capaz de garantir óptimas prestações e consumos comedidos quando bem coadjuvado pela autonomia eléctrica, uma condução fácil, agradável e refinada, uma imagem por demais apelativa e um equipamento generoso. O preço está em sintonia com tão extenso leque de atributos…

7.3
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O XC40 T5 PHEV R-Design aqui em avaliação é mais um dos modelos que integra a forte ofensiva da Volvo no domínio da electrificação, área com o qual a construtor sueco estabeleceu forte compromisso desde cedo, nas suas mais diversas vertentes. No caso em apreço, trata-se da versão híbrida plug-in do seu SUV de acesso, com tracção apenas dianteira, e dotada do nível de equipamento mais desportivo e apetecível. Refira-se, a propósito, que o XC40 foi o modelo eleito pela casa de Gotemburgo também para desenvolver o seu primeiro automóvel de propulsão exclusivamente eléctrica, o XC40 P8 AWD, com 408 cv e mais de 400 km de autonomia, esperado no mercado ainda durante este ano (saiba mais aqui).

Enquanto tal não acontece, atenções dos amantes das propostas mais “ambientalistas” centradas nesta variante PHEV, que, exteriormente, por pouco se distingue dos restantes elementos da sua gama, mantendo praticamente intocada a aparência exterior deveras apelativa, dominada por vários elementos típicos da linguagem visual do fabricante nórdico. Elementos que lhe permitem de imediato ser reconhecida como um Volvo, mas sem deixar de exibir uma personalidade própria e bastante vincada, garantida por elementos como o sobredimensionado pilar traseiro de desenho exclusivo, ou a silhueta mais dinâmica e desportiva do que as dos outros SUV da marca. A diferença para qualquer outro XC40 com o mesmo nível de equipamento é ditada por não mais do que o logótipo Recharge subtilmente gravado no topo dos pilares traseiros, pelo emblema T5 Recharge colocado no portão traseiro e pela portinhola de acesso à tomada de carregamento da bateria da motorização híbrida.

Poucos são os elementos que distinguem a versão híbrida plug-in das restantes variantes do Volvo XC40

Poucos são os elementos que distinguem a versão híbrida plug-in das restantes variantes do Volvo XC40

O mesmo raciocínio é válido para o interior, que apenas se diferencia pelos elementos relacionados com a motorização híbrida (caso dos modos de condução específicos, e de algumas funcionalidades e informações próprias oferecidas pelo sistema de infoentretenimento), ou pela bagageira (de capacidade não mais o que mediana) praticamente desprovida de duplo piso, já que sob o alçapão nada mais cabe do que a roda suplente de emergência. Temos, assim, uma decoração e uma disposição dos vários componentes algo distinta do conhecido dos XC60 e XC90; uma construção cuidadosa, que coloca o XC40 ao nível dos melhores exemplos da classe em termos de qualidade; ou uma habitabilidade referencial para o segmento, em especial no que ao espaço disponível para as pernas dos ocupantes do banco posterior diz respeito, embora o referido pilar traseiro de generosas dimensões acabe por condicionar o acesso ao mesmos, e dite que a visibilidade para trás esteja aquém do ideal.

Acima de reparos de maior está o posto de condução, mais alto do que o habitual, como é típico dos SUV, mas não excessivamente, e, também, bastante envolvente, por via quer de uma correcta ergonomia, quer do apreciável conforto e encaixe oferecidos pelos acolhedores bancos em pele e Alcantara incluídos de série com o acabamento R-Design. Ainda neste particular, menção para o completo e muito legível painel de instrumentos totalmente digital e amplamente configurável, e para o extremamente completo sistema de infoentretenimento com ecrã táctil colocado em posição vertical, intuitivo e fácil de operar.

Também no habitáculo, mantêm-se inalteradas as qualidades já conhecidas do modelo, nomeadamente a generosa habitabilidade, a qualidade geral de bom nível ou o correcto posto de condução

Também no habitáculo, mantêm-se inalteradas as qualidades já conhecidas do modelo, nomeadamente a generosa habitabilidade, a qualidade geral de bom nível ou o correcto posto de condução

Predicado determinante do XC40 T5 PHEV é o seu grupo motopropulsor. Aqui se cojugando um três cilindros a gasolina de 1477 cc (unidade modular, com menos um cilindro, mas as mesmas cotas internas, do que o 2.0 utilizado nas variantes híbridas plug-in das séries S60/V60/XC60 e S60/V90/XC90), com injecção directa, turbocompressor e apto a disponibilizar 180 cv e 265 Nm; um motor eléctrico de 81 cv e 160 Nm; uma caixa pilotada de dupla embraiagem e sete velocidades; e uma bateria de iões de lítio com 10,7 kWh de capacidade (8,5 kWh úteis). A autonomia eléctrica anunciada de 46 km não será a mais generosa do mercado (algo que a prática acaba por confirmar), a velocidade máxima limitada a 180 km/h também está longe de deslumbrar, mas o rendimento combinado de 262 cv e 425 Nm é o garante de prestações de bom nível (7,4 segundos nos 0-100 km/h, 3,7 segundos nos 60-100 km/h e 4,7 segundos nos 80-120 km/h), e os consumos também convencem, particularmente quanto feito bom uso da capacidade do modelo para circular em modo totalmente eléctrico – podendo a bateria ser recarregada em 03h00 unma ligação a 16 A, em 04h00 numa ligação a 10 A e em 08h00 numa ligação a 6 A.

Neste particular, e em cidade, praticando uma condução absolutamente normal, facilmente se percorrem 36 km sem recurso ao motor a gasolina, o que se traduz numa média de consumo de 5,3 l/100 km (8,2 l/100 km quando utilizado o veículos com a bateria totalmente descarregada) – também não sendo difícil, com um pouco mais de contenção, e recurso frequente à função “B” da transmissão (aumenta a regeneração de energia em desaceleração), activável através do manípulo de comando da caixa, garantir uma automomia eléctrica liminarmente superior a quatro dezenas de quilómetros, o que, claro está, ajudará a reduzir o gasto de gasolina. Em estrada, a autonomia eléctrica é sensivelmente a mesma, para um consumo médio de 4,3 l/100 km (6,5 l/100 km com a bateria totalmente descarregada), baixando para cerca de 25 km em auto-estrada, para um consumo médio de 5,9 l/100 km (7,7 l/100 km com a bateria totalmente descarregada). Mesmo sem serem referenciais para uma proposta deste género, há que reconhecer que os valores obtidos são bastante interessantes para um automóvel com 262 cv.

Ao dispor do utilizador do XC40 T5 PHEV R-Design estão os modos de condução Hybrid, Power, Pure e Off Road, bem como, através do ecrã de bordo, as funções Hold (mantém a carga da bateria) e Charge (carregamento da bateria em andamento). Ao mesmo tempo, e pese embora não estejam disponíveis patilhas no volante, o manípulo de comando da caixa, em todos os modos de condução excepto no Pure, totalmente eléctrico, permite comandar a mesma em sequência, permitindo antecipar as trocas de mudança, mesmo que o sistema engrene sempre a relação superior quando se atinge a red line, da mesma forma que reduz automaticamente sempre que se esmaga o acelerador.

A par de consumos convincentes, quando bem utilizada a autonomia eléctrica, a motorização híbrida plug-in garante um funcionamento suave e óptimas prestações, tudo concorrendo para uma condução por demais agradável

A par de consumos convincentes, quando bem utilizada a autonomia eléctrica, a motorização híbrida plug-in garante um funcionamento suave e óptimas prestações, tudo concorrendo para uma condução por demais agradável

No modo Pure, a condução do modelo é bastante convincente em cidade, mas não tanto em estrada, já que é preciso vencer mola do kickdown (e, mesmo assim, não raro, com algum atraso na resposta face ao que seria ideal) para o motor a gasolina entrar em acção quando se pretende manter a velocidade de circulação nas subidas mais acentuadas – caso contrário, a máxima resposta é a possível com recurso apenas ao motor eléctrico, o que se pode traduzir numa significativa redução da velocidade de circulação. Prova adicional de que este modo de condução está particularmente fadado para utilização urbana, o facto de a direcção ser, aqui, demasiado leve e vaga para condução em estrada.

O modo Hybrid é o seleccionado por omissão, e aquele em que a electrónica decide, a cada momento, em função das exigências e condições do motor, o grau de intervenção de cada motor e da transmissão sobre a condução. Já no modo Power, aquele em que tudo é configurado para proporcionar as melhores prestações, não só o motor a gasolina está permanentemente em funcionamento, como é notória uma resposta bastante mais pronta às solicitações do acelerador, que, não tornando este XC40 T5 PHEV num velocista, permite-lhe despachar-se bastante bem na esmagadora maioria das situações, até por via da sua favorável relação peso/potência.

Quanto ao modo Off-road, disponível até aos 40 km/h, acciona automaticamnete o controlo electrónico de descidas HDC, mas não faz do XC40 T5 PHEV um TT “puro e duro”, longe disso, até porque não existe tracção integral, e os pneus, óptimos no alcatrão, não favorecem de todo uma utilização no fora de estrada, bem pelo contrário, devido quer às suas dimensões, quer à sua vocação. Não significa isto que o modelo não consiga lidar com algumas aventuras noutros pisos que não o asfalto, seja pela altura ao solo de 211 mm altura ao solo, seja pelos seus ângulos característicos (ângulo de ataque de 21,7°, ângulo de saída de 30,4° e ângulo ventral de 21,9°), apenas há que levar em linha de conta as suas óbvias limitações.

O comportamento dinâmico honesto, previsível e bastante eficaz é trunfo de peso do Volvo XC40 T5 PHEV R-Design

O comportamento dinâmico honesto, previsível e bastante eficaz é trunfo de peso do Volvo XC40 T5 PHEV R-Design

Mas como o desempenho no todo-o-terreno não foi, em absoluto, uma das prioridades dos técnicos suecos quando do desenvolvimento do XC40 T5 PHEV, mais relevante será sublinhar o óptimo conforto de marcha oferecido na maioria das circunstâncias, apesar de alguma “secura” evidenciada, sobretudo pelo eixo traseiro, nos desníveis mais acentuados, condicionante para a qual também contribuirão a suspensão desportiva e as opcionais jantes de 20” com pneus 245/45. Em contrapartida, estes mesmos elementos ajudam a explicar um comportamento dinâmico bastante eficaz e envolvente: mesmo pesando cerca de 130 kg mais do que as versões a gasolina convencionais, este é um automóvel extremamente fácil de conduzir, que transmite ao utilizador uma reconfortante sensação de segurança, graças a uma afinação de châssis cuja principal missão é facilitar a sua tarefa, algo que cumpre com inequívoco brio, seja numa toada familiar, em viagem ou mesmo quando se adoptam ritmos mais dinâmicos.

Tudo somado, o Volvo XC40 T5 PHEV R-Design tem tudo para convencer os amantes deste tipo de proposta, juntando às qualidades já bem conhecidas do modelo uma mecânica poderosa e eficiente, capaz de garantir óptimas prestações e consumos comedidos, desde que bem auxiliado pela autonomia eléctrica, de oferecer uma condução fácil, agradável e refinada, sendo ainda pautado por uma imagem por demais apelativa e por um equipamento generoso. Pena que o preço acabe por ser condicente com tão extenso leque de atributos, acabando por ficar fora do alcance da maioria das bolsas: €51 574 sem extras, chegando aos €57 561 quando dotado de todos os opcionais instalados na unidade ensaiada.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão e reconhecimento de peões
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Assistente aos arranques em subida
Controlo automático de descidas (HDC)
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Painel de instrumentos digital de 12,3″
Acesso+arranque sem chave
Bancos em pele/Alcantara R-Design
Bancos dianteiros reguláveis em altura com extensão manual do assento+apoio lombar eléctrico
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante desportivo R-Design multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Sistema de infoentretenimento com rádio digital DAB/leitor de MP3+ecrã táctil de 9"+tomada 2xUSB
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Direcção com assistência electrohidráulica variável
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisores interior+exteriores electrocromáticos
Cruise control+limitador de velocidade
Selector de modos de condução
Sensores de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros
Ópticas dianteiras por LED
Faróis de nevoeiro por LED
Barras de tejadilho em preto brilhante
Portão traseiro eléctrico
Suspensão desportiva
Jantes de liga leve de 19″
Kit de reparação de furos
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Sistema BLIS de monitorização do ângulo morto (€554)
Pintura especial (€769)
Jantes de liga leve de 20" (€449)
Fecho de segurança eléctrico das portas traseiras (€89)
Vidros traseiros escurecidos (€400)
Carregamento por indução para smartphones (€221)
Pack Power Seats (€701 – inclui: bancos dianteiros com regulações eléctricas)
Pack Lounge (€2706 – inclui: tejadilho panorâmico; sensores de estacionamento dianteiros+traseiros; câmara de visão panorâmica de 360°; sistema de som Harman Kardon)
Roda suplente de emergência (€98)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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