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Volvo XC60 T8 PHEV R-Design

Artigo
Volvo XC60 T8 PHEV R-Design

Visão geral
Marca:

Volvo

Modelo:

XC60

Versão:

T8 PHEV R-Design

Ano lançamento:

2017

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Integral

Motor:

2.0 Turbo Híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

407/5700

Vel. máx. (km/h):

230

0-100 km/h (s):

5,3

CO2 (g/km):

49

PVP (€):

74 107/85 282

Gostámos

Prestações, Consumos, Facilidade de utilização do sistema híbrido, Agrado de utilização, Qualidade geral

A rever

Conforto em mau piso e aptidões TT (com jantes de 21"), Tacto do pedal de travão

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Qualidade geral
9.0
Interior
9.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
6.0
Equipamento
8.0
Garantias
6.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

O Volvo XC60 T8 PHEV R-Design é, sem dúvida, a versão mais apelativa, convincente e eficiente da família do novo SUV de médio porte da marca sueca. Valendo bem a pena conhecê-lo em pormenor

8.0
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De todas as versões do novo SUV de médio porte da Volvo, a mais estimulante e convincente, em termos dinâmicos, é, na nossa perspectiva, a híbrida plug-in. O que justifica dedicar uma atenção mais cuidada ao XC60 T8 PHEV R-Design, a opção intermédia da variante de topo do modelo, posicionada entre a mais acessível Momentum e a mais refinada Inscription.

Porque importante para a avaliação final, importa sublinhar que optar por este nível de acabamento e equipamento implica, para os que dão valor a tal atributo, condicionar as aptidões do XC60 T8 PHEV para evoluir fora de estrada. Não pela grelha especifica R-Design, pela dupla ponteira de escape ou pelos logótipos distintivos desta versão, mas porque ao mesmo estão associadas jantes de 19” ou 21”, estas últimas as instaladas na unidade testada, e para mais revestidas por pneus largos e de baixo perfil, e nitidamente vocacionados para uma utilização em asfalto.

Por outro lado, e sobretudo sabendo-se que poucos são os amantes dos SUV que pretendem sujeitá-los a aventuras “TT” muito exigentes, é compreensível que boa parte dos compradores do XC60 T8 PHEV acabem por optar pelo nível de equipamento R-Design, ou não fosse esta a mais potente versão do modelo, e a que mais convencerá os condutores mais dinâmicos numa utilização em estrada. Até porque, além da aparência exterior mais desportiva, este nível de equipamento inclui, também, os bancos dianteiros e o volante específicos e a condizer – sendo o punho do selector de comando da caixa de velocidades em cristal um atributo próprio desta versão PHEV, independentemente do nível de equipamento eleito.

O punho da caixa em cristal é o principal elemento distintivo do interior do XC60 T8 PHEV, Os bancos e o volante desportivos fazem parte do nível de equipamento R-Design

O punho da caixa em cristal é o principal elemento distintivo do interior do XC60 T8 PHEV, Os bancos e o volante desportivos fazem parte do nível de equipamento R-Design

Aqui chegados, será já fácil adivinhar que, excepção feita aos pormenores mencionados, e à portinhola de acesso à tomada de carregamento da bateria, colocada no guarda-lamas dianteiro esquerdo, pouco mais distingue, a olho nu, XC60 T8 PHEV das restantes versões da sua gama. O amplo espaço habitável, a capacidade da mala dentro da média da classe, a elevada qualidade de construção e materiais utilizados, a soberba decoração, tão simples quanto apelativa, e que beneficia ainda da ampla luminosidade interior, são trunfos já conhecidos das versões D5 e D4 aqui anteriormente analisadas.

Pelo que o que realmente faz a diferença no mais convincente dos XC60 é mesmo a sua motorização, e aquilo que mais directamente com ela se relaciona. Um grupo motopropulsor já conhecido do XC90 T8 PHEV, que combina o quatro cilindros de 2,0 litros de injecção directa, com turbocompressor e compressor mecânico do tipo Eaton, capaz de oferecer 320 cv e 400 Nm, com um motor eléctrico de 88 cv e 240 Nm e uma caixa automática de oito velocidades. Sendo a novidade a bateria de iões de lítio com 10,4 kWh, já que a versão híbrida do SUV de topo da Volvo ainda recorre a uma bateria com 9,2 kWh de capacidade.

Posto isto, temos um rendimento combinado de 407 cv e 640 Nm, que só poderia traduzir-se em prestações de excepção: 230 km/h de velocidade máxima, 5,4 segundos reais nos 0-100 km/h e recuperações fulgurantes, sempre na casa dos 3,0 segundos, tanto nos 60-100 km/h como nos 80-120 km/h. O que resulta, em boa parte de uma notável capacidade de resposta da mecânica em todas as situações, mas extremamente suave e linear, que muito ajuda a garantir que este XC60 T8 PHEV R-Design, não sendo uma versão Polestar, é, seguramente, o mais estimulante membro da sua gama.

O motor 2.0 a gasolina com dupla sobrealimentação e 320 cv, oriundo da versão T6, combina-se com um motor eléctrico traseiro para garantir ao XC60 T8 PHEV um rendimento combinado de 407 cv e 640 Nm

O motor 2.0 a gasolina com dupla sobrealimentação e 320 cv, oriundo da versão T6, combina-se com um motor eléctrico traseiro para garantir ao XC60 T8 PHEV um rendimento combinado de 407 cv e 640 Nm

Para fazer uso deste potencial, o utilizador tem à sua disposição os modos de condução AWD (que obriga os dois motores a funcionar em simultâneo para garantir em permanência a tracção integral, já que o de combustão actua sobre o eixo dianteiro, e o eléctrico sobre o eixo traseiro); Pure (modo totalmente eléctrico, naturalmente disponível em função da carga existente na bateria); Hybrid (o adoptado por omissão, destinado a garantir a máxima eficiência de combustível); Power (optimiza o funcionamento e a ligação entre os dois motores, para garantir a máxima resposta da mecânica); e Off Road (naturalmente, destinado a uma utilização fora de estrada). Através do ecrã do sistema de infoentreteninento Sensus, é ainda possível recorrer aos modos Hold (mantém a carga da bateria, evitando sempre que possível o recurso ao motor eléctrico, para quando se prevê ser necessário utilizar o modo eléctrico numa fase posterior) e Charge (carrega a bateria através do funcionamento do motor a gasolina, nomeadamente inibindo a função stop/start).

Ainda antes de passarmos à análise do comportamento deste XC60 T8 PHEV, importa atentar num dos atributos mais importantes de uma proposta deste género: os consumos. Como é da praxe, é em cidade que mais se notam as suas vantagens, por ser aí que o motor eléctrico mais pode ser utilizado, assim se compreendendo que o consumo em auto-estrada seja superior ao citadino, e o obtido em estrada pouco inferior a este seja.

Claro que estes dados são válidos partindo do princípio que a bateria está carregada – mas também não se prevê que o cliente tipo de um híbrido plug-in pretenda circular em cidade apenas com o motor de combustão… Até porque uma carga total da bateria demora três horas numa ligação de 16 Ampere, quatro horas numa ligação de 10 Ampere e sete horas numa ligação de apenas 6 Ampere.

Não sendo por demais envolvente, o XC60 T8 PHEV é muito fácil e agradável de conduzir, oferecendo excelentes prestações. O conforto em mau piso não é o melhor, sobretudo com jantes de 21", recomendando-se a inclusão da opcional suspensão pneumática Four-C

Não sendo por demais envolvente, o XC60 T8 PHEV é muito fácil e agradável de conduzir, oferecendo excelentes prestações. O conforto em mau piso não é o melhor, sobretudo com jantes de 21″, recomendando-se a inclusão da opcional suspensão pneumática Four-C

Assim, e com a bateria totalmente carregada, o sistema promete uma autonomia eléctrica de 45 km, na prática conseguindo-se percorrer 30 km neste modo quando praticando uma condução absolutamente normal, ou cerca de 35 km se aumentarem o empenho e a capacidade para “encaixar” os “piropos” dos outros utilizadores da via devido à nossa lentidão. Temos, assim, que, em percurso urbano, obtivemos uma média de 6,7 l/100 km, excelente para um automóvel com mais de duas toneladas e mais de 400 cv – se a bateria estiver totalmente descarregada, a média sobre para 9,2 l/100 km, o que também não é nada de assustador para um modelo com estas características, mas não é de todo a forma como o XC60 PHEV deve ser utilizado.

O comportamento é de nível superior, como nos outros XC60, mesmo não sendo este o modelo mais acutilante da sua classe. Porém, o sistema de tracção total e o bom equilíbrio geral, garantido por um correcto controlo dos movimentos da carroçaria e reacções sempre honestas e previsíveis, tornam muito agradável a tarefa da condução, mesmo a ritmos mais empenhados. Nos limites, contudo, há que contar com uma tendência para a subviragem, que a entrada em acção da tracção traseira (ou, se necessário for, da electrónica) acaba por corrigir, mas com um certo atraso da resposta (devido a inexistência de uma ligação física entre os dois motores, pois tudo depende da análise e actuação da gestão electrónica) que impede que a condução seja mais envolvente, pelo que os mais exigentes, sobretudo em piso molhado, decerto encontrarão rapidamente a vantagem de seleccionar previamente o modo AWD nestas circunstâncias.

Este mesmo factor acaba por condicionar o desempenho do veículo no fora de estrada, em especial nas situações que exijam cruzamento de eixos, por isso se recomendando, neste caso, a selecção prévia do modo Off Road. Claro que, no caso do XC60 T8 PEHV R-Design em apreço, apesar do sistema 4×4, da altura ao solo de 216 mm e de ângulos característicos interessantes, as suas limitações provêm, sobretudo, dos pneus Pirelli P Zero de medida 255/40R21, com pouca ou nenhuma apetência por outros pisos que não o asfalto.

O nível de equipamento R-Design, sobretudo quando combinado com as jantes de 21" e os pneus vocacionados para o asfalto, acaba por condicionar fortemente a capacidade do XC60 T8 PHEV para evoluir no fora de estrada

O nível de equipamento R-Design, sobretudo quando combinado com as jantes de 21″ e os pneus vocacionados para o asfalto, acaba por condicionar fortemente a capacidade do XC60 T8 PHEV para evoluir no fora de estrada

Outras particularidades deste XC60 T8 PHEV R-Design são o tacto do pedal de travão demasiado artificial e sensível, a exigir alguma habituação (algo que merece ser revisto, pois há marcas menos prestigiadas que fazem já bastante melhor nos seus modelos eléctricos ou electrificados), e o peso extra das baterias, incidente sobretudo sob o eixo traseiro, que acaba por torna-lo algo “saltitão” e desconfortável em mau piso, e mais ainda com estas jantes de 21”. Recomenda-se, por isso, a inclusão da opcional suspensão pneumática Four-C, isto para quem possa dispender os €2387 adicionais que tal exige.

Ainda assim, há que reconhecer que o XC60 T8 PHEV é um dos mais evoluídos e competentes SUV híbridos plug-in do momento, e sem dúvida a mais competente e convincente versão da sua gama. O preço de €74 107 desta versão R-Design não dista assim tanto do pedido pela variante D4 com “somente” 190 cv, e incapaz de oferecer a mesma souplesse e qualidade de condução. Para as bolsas menos recheadas, o XC60 T8 PHEV está disponível desde €67 699.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Alerta de saída de faixa de rodagem
Sistema de travagem autónoma de emergência com reconhecimento de peões
Assistente aos arranques em subida
Controlo automático de descidas (HDC)
Selector de modos de condução
Travão de estacionamento eléctrico
Cruise control+limitador de velocidade
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Painel de instrumentos digital de 12,3″
Bancos desportivos R-Design em pele+Nubuck
Bancos dianteiros com extensão manual do assento
Banco do condutor com apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante desportivo multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Pedaleira desportiva
Sistema multimédia com tomada USB
Mãos-livres Bluetooth
Direcção com assistência electrohidráulica variável
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisor interior electrocromático
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros
Tecto panorâmico
Ópticas dianteiras por LED
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 19″
Kit de reparação de furos
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura exterior Branco Cristal Inscription (€1513)
Pack Light T8 (€972 – inclui: espelhos retrovisores interiores+exteriores electromáticos; faróis dianteiros LED High; pacote de luzes interiores)
Pack Business Connect Pro (€1956 – inclui: sistema de navegação; Volvo On Call; integração smartphone com ligação USB)
Pack Versatility II (€935 – inclui: rede de protecção de carga da bagageira; portão traseiro eléctrico)
Jantes de liga leve de 21″ com pneus 255/40 (€2030)
Banco eléctrico para o condutor (€492)
Banco eléctrico para o passageiro (€800)
Fecho de segurança eléctrico das portas traseiras (€98)
Câmara de visão 360° (1076)
BLIS – sistema de monitorização do ângulo morto (€584)
Vidros traseiros escurecidos (€431)
Patilhas de comando da caixa no volante (€166)
Sistema de som premium Bowers and Wilkins (€3075)
Sensores de estacionamento FR+TR (€418)
Porta luvas com trancamento (€25)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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