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Citroën C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine

Artigo
Citroën C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine

Visão geral
Marca:

Citroën

Modelo:

C5 Aircross

Versão:

1.5 Blue HDi Auto Shine

Ano lançamento:

2018

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.5 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

130/3750

Vel. máx. (km/h):

189

0-100 km/h (s):

10,6

Consumos (l/100 km):

5,0-5,9 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

132-154 (Combinado WLTP)

PVP (€):

40 747/43 172 (unidade testada)

Gostámos

Conforto soberbo, Consumos, Facilidade e agrado de condução, Versatilidade interior, Desempenho fora de estrada, Design apelativo

A rever

Pormenores de construção, Insonorização perfectível

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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
9.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Muito mais do que uma alternativa visualmente original aos dominadores do seu segmento, este Citroën C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine. A marca do double chevron decidiu enveredar pelo seu próprio caminho nesta matéria, e criou uma proposta distinta, e que vale bem a pena conhecer de perto

7.9
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Lançado na China no Outono de 2017, o SUV de maior porte da Citroën é, também, pelo menos por agora, o seu modelo de topo, e ainda uma novidade para os consumidores europeus. Aqui testado na versão C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine, a mais dotada entre as animadas pelo motor Diesel de acesso à gama, o modelo tem por base a conhecida plataforma modular EMP2 do Grupo PSA, acabando, por isso, por ser um parente próximo de modelos como o Peugeot 3008 ou o Opel Grandland X.

Mas essa será uma definição excessivamente redutora para uma proposta que conta com argumentos próprios, e diferenciadores, para vingar num segmento tão lucrativo quanto competitivo. Exemplo disso mesmo, a sua aparência exterior, marcada por linhas primorosas, bem ao estilo da nova identidade da marca do double chevron e da sua família de SUV: modernas e joviais, graças às mesmas, o C5 Aircross chega a parecer um automóvel de “brincar”, tendo, ainda, o condão de aligeirar um porte significativo e conferir ao veículo um ar aventureiro. Como não podia deixar de ser, nesta classe, possibilidades de personalização, interiores como exteriores, é o que não falta.

É difícil não gostar da apartência exterior do novo C5 Aircross, original e bem de acordo com o actual código estilístico da Citroën, e capaz de conferir a este SUV um ar jovial e, até, divertido

É difícil não gostar da apartência exterior do novo C5 Aircross, original e bem de acordo com o actual código estilístico da Citroën, e capaz de conferir a este SUV um ar jovial e, até, divertido

Uma vez no habitáculo, é de imediato notório que a decoração interior está em plena consonância com o visual exterior, sendo vários os elementos estilísticos partilhados, tudo concorrendo para a criação de um ambiente igualmente divertido e muito agradável. Um atributo que contribui de forma decisiva para ajudar a disfarçar o recurso a alguns materiais pouco nobres, nitidamente inferiores aos utilizados por alguns familiares do C5 Aircross, nomeadamente o Peugeot 3008.

Já a ergonomia é muito boa, ao passo que o espaço habitável, não sendo uma referência para a categoria, será suficiente para satisfazer as pretensões da maioria dos seus clientes neste particular. Até porque o C5 Aircross conta com algumas soluções determinantes para potenciar a sua versatilidade interior, com especial destaque para os três bancos individuais traseiros: além de estarem colocados num plano mais elevado do que os dianteiros, o que favorece imenso a visibilidade para o exterior de quem os ocupa, são rebatíveis individualmente, e cada qual conta com regulação inclinação das costas (19°-26,5°) e longitudinal do assento (150 mm). Uma solução que permite ajustar a capacidade da bagageira e o espaço para pernas traseiro às necessidades do momento, ainda que, quando colocados na sua posição mais avançada, nestes bancos só seja possível o transporte de crianças nas respectivas cadeirinhas.

A capacidade da mala é generosa, e pode ser ajustada em função da posição dos bancos traseiros reguláveis longitudinalmente

A capacidade da mala é generosa, e pode ser ajustada em função da posição dos bancos traseiros reguláveis longitudinalmente

Pelo contrário, a mala é generosa, oferecendo uma capacidade de 580 litros estando os bancos traseiros na sua posição mais recuada; de 720 litros estando estes na sua posição mais avançada; e de 1630 litros quando os mesmos estão rebatidos. A facilitar o transporte de bagagens estão, igualmente, o favorável plano de carga, que garante um óptimo acesso à bagageira, o piso duplo e o portão traseiro de operação eléctrica e com abertura e fecho “mãos-livres”, bastando passar o pé sob o pára-choques traseiros para o accionar.

Também por via do correcto apoio oferecido pelos bancos dianteiros (parcialmente revestidos a pele, tal como os traseiros, no nível de equipamento Shine), o posto de condução é outro trunfo do C5 Aircross: dominante e envolvente o quanto baste, não é tão “desportivo” quanto o do 3008, oferecendo, por isso, maior liberdade de movimentos a quem o ocupa, como faz sentido SUV. O painel de instrumentos digital configurável também convence, ao passo que o sistema de infoentretenimento é completo, intuitivo e senhor de um grafismo apelativo, pecando apenas por uma resposta que podia (devia…) ser um pouco mais rápida.

A decoração a condizer como visual exterior disfarça, em parte, o recurso a alguns materiais que poderiam ser de melhor qualidade. O posto de condução é muito correcto, o equipamento de série desta versão de topo bastante completo

A decoração a condizer como visual exterior disfarça, em parte, o recurso a alguns materiais que poderiam ser de melhor qualidade. O posto de condução é muito correcto, o equipamento de série desta versão de topo bastante completo

Pressionar o botão de arranque significa dar vida ao conhecido motor turbodiesel 1.5 BlueHDi, um quatro cilindros com 130 cv e um binário máximo de 300 Nm logo às 1750 rpm, aqui combinado com a caixa automática de oito velocidades e patilhas no volante, para comando manual em sequência. Uma unidade motriz que, no C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine, cumpre sem deslumbrar, menos por culpa própria, do que por ter que fazer mover um conjunto de peso significativo (próximo da tonelada e meia) e com um desempenho aerodinâmico nitidamente aquém do de outros modelos de porte importante aos quais também presta serviço.

As prestações são aceitáveis com uma ou duas pessoas a bordo, menos convincentes com lotação e carga máximas. Em estrada e auto-estrada, o C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine até progride com relativa facilidade até perto dos 165 km/h, tornando-se, a partir daí, a progressão um pouco mais penosa, e tanto mais quando menos favoráveis forem o relevo e a quantidade de passageiros e/ou bagagens transportada.

Pelo contrário, este é um propulsor que continua a primar por ser uma dos mais suaves da categoria, sendo o respectivo ruído de funcionamento um pouco mais audível do que noutros modelos do grupo gaulês em que é utilizado, sobretudo em situações de esforço e/ou alto regime, menos por defeito intrínseco do que devido a uma insonorização que se revela perfectível, menos boa, por exemplo, do que 3008. Não obstante, numa utilização familiar típica, para a qual o C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine está principalmente vocacionado, a resposta acaba por satisfazer na maioria das situações, com a caixa de velocidades suave e rápida q.b. a contribuir de forma positiva para o efeito, tanto mais que, sempre que necessário ou preferido, as patilhas no volante contrariam qualquer indecisão que possa surgir.

Prestações aceitáveis, óptimos consumos, elevada facilidade de condução e um conforto magnífico marca o desempemnho dinâmico do C5 Aircross 1.5 BlueHDI Auto

Prestações aceitáveis, óptimos consumos, elevada facilidade de condução e um conforto magnífico marca o desempemnho dinâmico do C5 Aircross 1.5 BlueHDI Auto

Sendo que os modos de funcionamento Eco e Sport influenciam mais a resposta da caixa automática, do que, propriamente, o desempenho do motor, os consumos voltam a ser um capítulo em que o 1.5 BlueHDi (muito) se destaca pela positiva. Mesmo sem sem qualquer cuidado especial com o acelerador (antes pelo contrário…), as médias tendem a ser pouco superiores a 8,0 l/100 km em viagem – sendo que, a velocidades estabilizadas e legais, estas facilmente registam valores abaixo dos 5,0 l/100 km. E se a cidade for o terreno preferencial de utilização do modelo, o consumo também não chega aos 7,0 l/100 km, o que não deixa de ser bastante meritório.

Dinamicamente, o C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine caracteriza-se por um comportamento muito equilibrado, pautado por reacções sempre honestas, que se traduzem numa condução deveras agradável, fácil e segura. A direcção é suficientemente directa e devidamente assistida, o sistema de travagem cumpre com brio a sua função.

É certo que a massa, o centro de gravidade e a afinação e curso da suspensão, a permitir algum adornar da carroçaria em curva, são características que não fazem deste o SUV mais “desportivo” da classe (embora ofereçam outras vantagens, como mais adiante se comprovará). Mas nem por isso o modelo deixa de convencer pela facilidade com que se deixa conduzir depressa, e se controla uma natural e esperada tendência para arrastar a frente nas solicitações mais exigentes (rapidamente contrariada pela electrónica, já que o ESP só desliga abaixo dos 50 km, h para facilitar arranques sobre pisos de aderência realmente diminuta), tudo se passando forma bastante intuitiva, tal a absoluta previsibilidade das suas reações e o correcto controlo dos movimentos da carroçaria. Ao ponto de, por vezes, numa condução mais empenhada, até se desejar um motor um pouco mais potente, que permita colocar um pouco mais de emoção na condução…

O controlo de tracção optimizado Grip Control oferece cinco modos de funcionamento, que ajustam a respectiva actuação às exigências do momento

O controlo de tracção optimizado Grip Control oferece cinco modos de funcionamento, que ajustam a respectiva actuação às exigências do momento

Tracção integral, no C5 Aircross, a existir, só em 2020, quando chegar a sua variante híbrida plug in. Contudo, no fora de estrada, este C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine, de tracção apenas dianteira, acaba mesmo por surpreender pela forma como o controlo de tracção optimizado Grip Control (com os modos de funcionamento “Normal”, “ESP off”, “Neve”, “Lama” e “Areia”) permite ir muito mais longe do que o esperado. Não fazendo do C5 Aircross um todo-o-terreno “puro e duro”, é de molde a espantar os mais incautos ou renitentes, seja quando se trata de enfrentar pisos menos aderentes, seja na superação de alguns obstáculos, para o que também contribui a generosa altura ao solo de 230 mm. Dando o controlo electrónico de descidas HDC uma preciosa ajuda nos declives mais acentuados.

Em estrada ou fora dela, seja em que circunstância for, o que está acima de qualquer suspeita é o soberbo conforto marcha oferecido pelo C5 Aircross. Esta é, indubitavelmente, uma das maiores qualidades do modelo, que muito fica a dever à suspensão com batentes hidráulicos progressivos, capaz de absorver com notável competência as irregularidades do piso – a que se juntam os bancos Advaced Comfort, com espumas de duas densidades, à semelhança do introduzido pelo novo C4 Cactus.

No fora de estrada, o sistema Grip Control, a generosa altura ao solo e o curso da suspensão permitem ao C5 Aircross chegar mais longe do que aquilo que a maioria imaginará

No fora de estrada, o sistema Grip Control, a generosa altura ao solo e o curso da suspensão permitem ao C5 Aircross chegar mais longe do que aquilo que a maioria imaginará

No final, o ensaio ao novo C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine comprova, sem margem para dúvidas, que este é um modelo que cumpre, de forma cabal, o pressuposto de honrar a tradição Citröen em domínios como a inovação tecnológica, o conforto e a originalidade estilística. Mas há mais: esta é, também, uma mais do que válida alternativa às referências da classe, como o Peugeot 3008, não por ser mais um rival directo das mesmas, mas porque abdica de alguma “desportividade” (termo sempre muito relativo quando aplicado a um SUV…) no asfalto, em prol de uma capacidade para evoluir fora dele invulgar para o segmento classe, pelo menos entre modelos de tracção somente dianteira.

Trata-se, pois, de um automóvel pelo qual fará todo o sentido optar por parte de quem pretende um SUV para algo mais do que estar subir passeios, estar na moda ou usufruir de uma visual mais aventureiro – domínio este em que, por sinal, o C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 Auto Shine até não se dá nada mal… O preço desta versão de topo, com caixa automática, é de €40 747, mas escolher a opção manual já permite poupar praticamente €3000, estando a variante de acesso, animada por esta mesma motorização, disponível por uns bem mais apelativos €32 607, se bem que à custa de uma dotação de equipamento de série, naturalmente, bem mais contida.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Controlo de tracção optimizado Grip Control
Pack Drive Assist (inclui: travagem autónoma de emergência com alerta de colisão; assistente de manutenção na faixa de rodagem; sistema alargado de leitura de sinais de trânsito; sistema de monitorização do ângulo morto; alerta de fadiga do condutor; sistema de monitorização da atenção do condutor; assistente de máximos; cruise control adaptativo com função stop&go+limitador de velocidade)
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Painel de instrumentos totalmente digital configurável de 12,3"
Bancos dianteiros Advanced Comfort reguláveis em altura+regulação do apoio lombar para o condutor
3 bancos individuais traseiros, rebatíveis e com regulação longitudinal/inclinação das costas
Bancos parcialmente em pele
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Pedaleira em alumínio
Direcção com assistência eléctrica variável
Rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 8″+função mirror screen (Apple CarPlay+Android Auto+MirrorLink)+2 tomadas USB dianteiras+Citroën Connect Box (chamada de emergência+assistência permanente)
Sistema de navegação
Mãos-livres Bluetooth
Carregamento por indução para smartphones
Acesso+arranque sem chave
Portão traseiro eléctrico com abertura/fecho "mãos-livres"
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Sensores de estacionamento traseiros
Ópticas dianteiras integralmente por LED
Faróis de nevoeiro com função de curva
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros
Pack City Camera (inclui: sensores de estacionamento dianteiros+câmara de estacionamento traseira 180°)
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18″

Barras de tejadilho (€200)
ConnectedCam Citroën (€200)
Tecto de abrir panorâmico (€1100)
Câmara panorâmica de 360°+sistema de estacionamento automático (€650)
Roda suplente de emergência (€150)
Jantes de liga leve de 19" (€155)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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