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DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155 Auto Grand Chic

Artigo
DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155 Auto Grand Chic

Visão geral
Marca:

DS

Modelo:

3 Crossback

Versão:

1.2 PureTech 155 Auto Grand Chic

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.2

Pot. máx. (cv/rpm):

155/5500

Vel. máx. (km/h):

208

0-100 km/h (s):

8,2

Consumos (l/100 km):

6,3 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

143 (Combinado WLTP)

PVP (€):

39 450/42 000 (Unidade testada)

Gostámos

Estilo original e cativante, Interior refinado e apelativo, Motor e prestações, Condução fácil e agradável

A rever

Preço elevado, Lugares traseiros algo "claustrofóbicos"

Nosso Rating
Rating Leitor
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Qualidade geral
8.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
7.0
Equipamento
8.0
Garantias
6.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Versão de topo do modelo de acesso à gama da divisão de luxo da PSA, o DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155 Auto Grand Chic alia à originalidade e requinte de todos os membros da sua família a desenvoltura e as óptimas prestações garantidas pelo seu motor 1.2 de 155 cv. O preço está de acordo com os atributos desta proposta e com o próprio posicionamento da marca…

7.4
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04 208
Acelerações (s)
0-100 km/h 9,8
0-400 m 17,0
0-1000 m 30,1
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D 4,8
Recuperações 80-120 km/h (s)
Em D 5,7
Distância de travagem (m)
100-0 km/h 35,2
Consumos (l/100 km)
Estrada (80-100 km/h) 5,3
Auto-estrada (120-140 km/h) 6,2
Cidade 7,9
Média ponderada (*) 7,04
Autonomia média ponderada (km) 625
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente 1390
Largura atrás 1340
Comprimento à frente 1100
Comprimento atrás 700
Altura à frente 1010
Altura atrás 960

Na gama do mais recente modelo da marca de luxo da PSA pontifica o DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155 Auto Grand Chic, a mais dotada versão até ao momento, em termos de motorização como de equipamento, do SUV mais acessível da sua gama, aqui avaliada em detalhe. Esta é, também, a segunda proposta verdadeiramente original do construtor gaulês, depois do DS 7 Crossback, após um início de vida em que se limitou a comercializar modelos que pouco mais eram do que derivações relativamente simples de outros já existentes na oferta da Citroën.

Como não podia deixar de ser num DS, a aparência exterior é atributo fundamental do DS 3 Crossback. As suas linhas são deveras atraentes, originais e impactantes, capazes de causar surpresa e admiração por onde quer que o modelo passe, e totalmente dominadas pelo losango típico da DS (que prefere designar esta forma geométrica como diamante), o qual pode ser encontrado um pouco por toda a parte na carroçaria.

Não sendo uma novidade absoluta no mercado, mas ainda pouco vulgar, e mais ainda neste segmento, além de ser sempre uma solução de belo efeito, os puxadores das portas retrácteis, que se destacam automaticamente quando o condutor se aproxima veículo e leva consigo a chave electrónica. Tudo acabando por concorrer para uma imagem sofisticada e distinta, que muito contribui para fazer do novo DS 3 Crossback um automóvel pleno de estilo.

Por onde quer que passe, o DS 3 Crossback a poucos deixa indiferentes e parece integrar-se com igual à vontade em qualquer ambiente

Por onde quer que passe, o DS 3 Crossback a poucos deixa indiferentes e parece integrar-se com igual à vontade em qualquer ambiente

Em plena consonância com as linhas da carroçaria, o habitáculo – também totalmente dominado pelo referido losango, presente em praticamente todos os elementos, dos diversos botões de comando ao grafismo do ecrã do sistema de infoentretenimento. Nesta mais refinada versão de topo, e sobretudo com alguns extras a reforçarem a dotação de equipamento, como o revestimento em pele de belo efeito dos bancos, do tablier e da parte superior dos painéis das portas, o recurso a alguns plásticos mais duros acaba por ser bastante disfarçado, mas, de qualquer das formas, o ambiente é muito acolhedor, marcado que fica pela decoração moderna e sofisticada.

Já a habitabilidade não é mais do que correcta para o segmento, em especial porque o espaço disponível na traseira não só é menos desafogado do que à frente, como está longe de ser uma referência, mesmo que aqui viagem apenas dois passageiros. Aliás, para que o espaço para pernas traseiro seja minimamente aceitável, o formato do banco posterior obriga a que se adopte uma postura demasiado vertical, que não é das mais cómodas em tiradas mais longas, ao mesmo tempo que o formato das portas traseiras, com painéis elevados e janelas de dimensões mais reduzidas do que o ideal, limita bastante a visibilidade para o exterior de quem viaja atrás, acabando por tornar o ambiente um pouco mais “claustrofóbico”.

Já a capacidade da bagageira é uma das mais generosas da classe, e pode ser substancialmente ampliada mediante o rebatimento do banco traseiro. Único reparo, neste ponto, para o plano de carga um pouco elevado, algo que também já não constitui novidade neste género de veículo.

A decoração do habitáculo está em plena consonância com as linhas da carroçaria, marcando pela originalidade e pela sofisticação. O opcional revestimento em pele confere outro refinamento ao interior

A decoração do habitáculo está em plena consonância com as linhas da carroçaria, marcando pela originalidade e pela sofisticação. O opcional revestimento em pele confere outro refinamento ao interior

O posto de condução é igualmente convincente, com a posição ao volante a ser elevada, como se espera de um SUV, mas não excessivamente, e contando com amplas e múltiplas regulações para os bancos dianteiros deveras envolventes, quase desportivos (no caso da unidade ensaiada, eléctricas para o condutor, opção que inclui, ainda, a função de massagem), assim como para o volante em pele com excelente pega, ainda que a respectiva secção inferior plana seja mais um argumento estético do que, propriamente, funcional. Referência, também, para o painel de instrumentos totalmente digital e configurável, senhor de um grafismo que prima, também ele, pela originalidade sem que tal condicione a sua legibilidade.

No plano dinâmico, nada como começar pelo motor, que nesta sua versão mais potente é disponibilizado exclusivamente com caixa automática de oito velocidades (aliás, na gama do DS 3 Sportback, a caixa manual apenas é proposta nas versões de acesso de 100 cv, a gasolina como BlueHDI, a gasóleo). Com 155 cv/5500 rpm, e um binário máximo de 240 Nm logo às 1750 rpm, este três cilindros turbocomprimido de injecção directa com 1199 cc de capacidade é uma das boas surpresas do DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155, por garantir uma utilização fácil e extremamente agradável a ritmos familiares, e uma boa dinâmica a ritmos mais intensos.

Além de boa oferecer uma resposta franca num amplo leque de regimes, a elasticidade desta unidade motriz acaba por ser sublinhada pela eficiente actuação da rápida e suave caixa de velocidades, permitindo praticar uma condução despreocupada em qualquer circunstância. Já quando se pretende impor uma toada mais acelerada, nota de destaque para a facilidade com que o modelo evolui até velocidades na casa dos 200 km/h, para as boas reprises e para as patilhas no volante, destinadas a comandar manualmente em sequência  a transmissão, algo que os condutores mais exigentes decerto valorizarão, por constituírem um precioso auxiliar quando o objectivo é extrair do modelo tudo o que este tem para oferecer.

Não menos relevante, o facto de, não obstante as convincentes prestações que permite a este DS 3 Sportback alcançar, o motor 1.2 PureTech continuar a exibir, mesmo nesta vitaminada versão de 155 cv, uma apreciável frugalidade tanto a velocidades estabilizadas e moderadas, como em cidade. Ritmos mais intensos e despreocupados implicam médias na casa dos 9,5 l/100 km; enquanto que, numa utilização sempre nos limites, o melhor é contar com valores já acima dos 12,0 l/100 km.

O pequeno motor de três cilindros e 1,2 litros, com 155 cv, garante boas prestações, mas também é deveras económico numa utilização familiar

O pequeno motor de três cilindros e 1,2 litros, com 155 cv, garante boas prestações, mas também é deveras económico numa utilização familiar

Em termos de comportamento, o DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155 Auto revela-se um automóvel algo paradoxal, pois se a afinação da suspensão até permite algum adornar em curva, suficiente para justificar uma atenção redobrada nas trocas de apoio mais intensas, e correspondentes transferências massa mais substanciais, a verdade é que o amortecimento não deixa de tornar o eixo traseiro algo “saltitante” em mau piso, o que não contribui, de todo, para um conforto de referência, em especial para quem viaja atrás.

Não significa isto que as reacções não sejam sempre honestas e previsíveis, ou que a electrónica não esteja sempre em estado de prontidão para tudo manter sob controlo, tanto mais que, como é habitual nos modelos da PSA, não é possível inibir o funcionamento do ESP. Mas também será inequívoco que muito esperariam, ou um conforto de marcha mais efectivo, ou, tendo em conta o generoso rendimento do motor, uma atitude mais acutilante em termos de comportamento – até porque, apesar de ser anunciado como um SUV, o DS 3 Sportback poucas mais capacidades terá para se aventurar por outros terrenos que não o asfalto que um utilitário convencional.

Ainda neste domínio, duas notas. A primeira, para o selector de modos de condução, com as opções Eco, Normal e Sport, em que são sensíveis algumas diferenças entre eles em termos de resposta do motor, transmissão e direcção, embora, infelizmente, e como acontece com muitos modelos do conglomerado gaulês, a opção pelo modo Sport implique sempre a activação do modulador de som do motor, com uma sonoridade demasiado artificial. A segunda nota vai para a direcção, que na unidade ensaiada primava por uma excelente calibragem, pelo que se recomenda vivamente a eleição do opcional Pack Dinâmico, que inclui, justamente, a direcção mais firme, a quem pretender dar pleno uso aos 155 cv deste modelo.

Fácil e agradável de conduzir, o DS 3 Sportback podia, contudo, ser um pouco mais eficiente na absorção das irregularidades do piso, mesmo que as suas capacidades para evoluir fora do asfalto sejam pouco maiores do que as de um automóvel convencional

Fácil e agradável de conduzir, o DS 3 Sportback podia, contudo, ser um pouco mais eficiente na absorção das irregularidades do piso, mesmo que as suas capacidades para evoluir fora do asfalto sejam pouco maiores do que as de um automóvel convencional

Um SUV mais na forma do que no conteúdo, nitidamente fadado para circular sobre o asfalto, de preferência em bom estado de conservação, o novo DS 3 Crossback 1.2 PureTech 155 Auto Grand Chic assume-se, assim, como uma proposta muito a ter em conta por quem pretenda um utilitário capaz de fazer a diferença a vários níveis. Requintado e distinto, conta com uma mecânica capaz de assegurar boas prestações e uma condução com uma apreciável envolvência, mas nem por isso menos económica quando numa utilização familiar, destacando-se, ainda, pelo equipamento de série generoso e pela sofisticação interior.

Claro que tudo tem um preço, o qual, nesta versão de topo do DS 3 Crossback, está longe de ser acessível a todos, aflorando já os 40 mil euros, alcançando os 42 mil euros quando dotado dos vários extras montados na unidade testada. Ainda assim, este é um valor que acaba por estar de acordo com a exclusividade e a qualidade do produto, e até com o praticado pelos rivais directos. Além de que a estética decerto terá o condão de a muitos encantar, ao ponto de relegar para segundo plano alguns pecadilhos…

Motor
Tipo 3 cil. linha, transv., diant.
Cilindrada (cc) 1199
Diâmetro x curso (mm) 75,0x90,5
Taxa de compressão 10,5:1
Distribuição 2 v.e.c./12 válvulas
Potência máxima (cv/rpm) 155/5500
Binário máximo (Nm/rpm) 240/1750
Alimentação injecção directa
Sobrealimentação turbocompressor+intercooler
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm) 4118/1791/1534
Distância entre eixos (mm) 2558
Largura de vias fte/trás (mm) 1548/1557
Jantes – pneus (série) 7 1/2Jx18″ – 215/55 (Michelin Primacy 4)
Pesos e capacidades
Peso (kg) 1205
Relação peso/potência (kg/cv) 7,77
Capacidade da mala/depósito (l) 350-1050/44
Transmissão
Tracção dianteira
Caixa de velocidades automática de 8+m.a.
Direcção
Tipo cremalheira com assistência eléctrica
Diâmetro de viragem (m) 10,7
Travões
Dianteiros (ø mm) Discos ventilados (302)
Traseiros (ø mm) Discos maciços (249)
Suspensões
Dianteira McPherson
Traseira Multi-link
Barra estabilizadora frente/trás sim/sim
Garantias
Garantia geral 2 anos
Garantia de pintura 3 anos
Garantia anti-corrosão 12 anos
Intervalos entre manutenções 30 000 km ou 12 meses

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de travagem automática de emergência com alerta de colisão  frontal
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de monitorização do ângulo morto
Assistente aos arranques em subida
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Painel de instrumentos digital de 7"
Head-up display
Cruise-control+limitador de velocidade
Bancos em pele
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 10,3″+tomadas 2xUSB/Aux+8 altifalantes+comandos por voz
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Sistema de navegação conectada
Carregamento por indução para smartphones
Acesso+arranque mãos-livres
Inspiração DS Rivoli Couro (estofos em pele/tecido+decorações em pele TEP+apontamentos cromados nas portas dianteiras/DS Wings/friso do portão traseiro+volante multifunções em pele de flor integral)
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+electrocromáticos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Vidros traseiros escurecidos
Faróis por LED com assistente de máximos e função de curva
Sensores de luz+chuva
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira
Travão de estacionamento eléctrico
Jantes de liga leve de 18”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Roda suplente de emergência

Pintura nacarada (€800)
Banco do condutor eléctrico com massagem (€900)
DS Sensorial Drive (€300 – inclui: Pack Dinâmico [direcção mais firme, tratamento digital da sonoridade do motor]+animação do ecrã)
Pack Extended Safety+DS Drive Assist (€750 – inclui: assistente activo à manuteção na faixa de rodagem+cruise control adaptativo)
Inspiração DS Opera (€900 – inclui: aplicações em pele no tablier e painéis das portas+bancos em pele)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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