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DS 7 Crossback 1.6 PureTech 225 cv Automatic Grand Chic

Artigo
DS 7 Crossback 1.6 PureTech 225 cv Automatic Grand Chic

Visão geral
Marca:

DS

Modelo:

7 Crossback

Versão:

1.6 PureTech 225 cv Automatic Grand Chic

Ano lançamento:

2018

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.6 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

225/5500

Vel. máx. (km/h):

236

0-100 km/h (s):

8,2

Consumos (l/100 km):

5,0/5,9/7,5 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

135

PVP (€):

52 857/60 407 (unidade testada)

Gostámos

Motor e prestações, Conforto, Tecnologia, Agrado de utilização, , Habitabilidade, Elegância e distinção

A rever

Pormenores de montagem, Preço, Modo Sport/ausência de modo de condução personalizável

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Qualidade geral
7.0
Interior
9.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
9.0
Equipamento
9.0
Garantias
6.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Para quem aprecia facilidade de condução e desenvoltura ao volante, o DS 7 Crossback 1.6 PureTech 225 cv Automatic Grand Chic é a versão a ter em conta do novo SUV da marca francesa: excelentes prestações conjugadas com consumos moderados a velocidades estabilizadas, e um preço muito mais convincente do que o praticado pela mais dotada das variantes Diesel

7.7
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Depois das excelentes impressões deixadas pela sua versão a gasóleo mais poderosa, chega o momento de avaliar o novo DS 7 Crossback 1.6 PureTech 225 cv Automatic Grand Chic, a derivação a gasolina mais dotada do elegante SUV da marca de prestígio do Grupo PSA. Uma proposta não pouco interessante, tanto pelo seu potencial dinâmico, como pelo preço mais competitivo que pratica, não esquecendo ser este um tipo de motorização cada dia mais procurado pelo mercado (pelo menos no segmento dos clientes ditos “particulares”…), tendo em conta a por muitos anunciada morte do Diesel.

Exactamente com a mesma configuração de equipamento e nível de acabamentos do DS 7 Crossback BlueHDI de 180 cv ensaiado pela Absolute Motors (saiba tudo aqui), em que se inclui a inspiração Opera, esta variante a gasolina do seu homólogo se distingue apenas através do motor, e do que com este se relaciona. O que não significa que não existam outros pontos a destacar, ou relembrar – desde logo uma aparência exterior cujo impacto sobre a maioria dos transeuntes que com o DS 7 Crossback se cruzam é impossível de negar, garantido pelo porte distinto e pleno de classe, e por linhas dominadas pelo losango que serve de base ao logótipo da DS, a que há que juntar o apelo do design das opcionais jantes de 19”.

Seja qual for o ângulo, seja qual for a cor, o DS7 Crossback impressiona pela originalidade, beleza e distinção das suas linhas

Seja qual for o ângulo, seja qual for a cor, o DS7 Crossback impressiona pela originalidade, beleza e distinção das suas linhas

O habitáculo é, pelo menos, tão convincente, voltando a exibir, um pouco por toda a parte, o referido losango, a que se juntam um requinte e um bom gosto indesmentíveis, em termos de estilo como de decoração. Menção obrigatória para a elevada qualidade da maioria dos materiais utilizados, para a correcta ergonomia, para a consola a fazer lembrar soluções normalmente utilizadas no sector da aeronáutica e para os dois ecrãs de generosas dimensões que dominam a secção frontal – o de 12,3”, que serve como painel de instrumentos totalmente digital e configurável; e do táctil de 12”, através do qual se comando o completo sistema de infoentretenimento, com o seu grafismo bastante atraente.

Com mais de 4,5 metros de comprimento, e uma distância entre eixos superior a 2,7 metros, espaço é o que não falta no interior do DS 7 Crossback, qualquer que seja o lugar ocupado, ainda que a altura não seja tão generosa como a largura e o espaço para pernas (inclusive atrás), no que foi, notoriamente, uma concessão ao design e ao desempenho aerodinâmico; ao passo que a bagageira é uma das mais amplas da classe, e ainda oferece um alçapão e alavancas para rebatimento do banco traseiro. Neste nível de equipamento e acabamentos, existem outros “mimos” que muito acabam por contribuir para o bem estar a bordo, como sejam o ar condicionado automático com regulação independente da temperatura para trás; as costas dos bancos traseiros com regulação eléctrica da inclinação (entre 23°-32°); o excelente revestimento em pele dos bancos; e os dos muito cómodos bancos dianteiros com múltiplas regulações eléctricas, memória, aquecimento, ventilação e massagens.

A aparência sofisticada da carroçaria estende-se ao habitáculo, onde ainda pontificam a boa ergonomia, a elevada qualidade geral e um equipamento muito completo

A aparência sofisticada da carroçaria estende-se ao habitáculo, onde ainda pontificam a boa ergonomia, a elevada qualidade geral e um equipamento muito completo

Pelo contrário, a merecer outra atenção numa futura revisão do modelo, o exclusivo relógio criado pela B.R.M especialmente para o DS 7 Crossback, cujo design não só não é o mais convincente, como destoa um pouco do estilo interior do próprio modelo. A qualidade da montagem também deverá ser retocada, no sentido de eliminar alguns desagradáveis ruídos parasitas que se fazem sentir, em especial em pisos mais degradados, e que acabam por destoar, também eles, do bom ambiente interior.

Tendo por base a conhecida plataforma modular EMP2, já conhecida de outros modelos do conglomerado francês, neste caso contando com um eixo multilink suspensão traseiro, o DS 7 Crossback em apreço recorre aos serviços da versão de 225 cv e 300 Nm do reputado motor 1.6 PureTech a gasolina, que transmite a potência ao eixo dianteiro através da caixa automática de oito velocidades utilizada pelo construtor gaulês em diversos modelos do seu portfólio. Uma unidade motriz que tende a abrir sorrisos nos adeptos de uma condução mais activa e empenhada, graças à sua pronta e decidida resposta mesmo nos regimes mais baixos, à facilidade com que sobe de regime e às prestações de nível superior que permite alcançar a um SUV que, na configuração em análise, anuncia um peso superior a 1400 kg. De tal forma que, aqui, até a sonoridade artificial emitida quando se selecciona o modo Sport parece fazer sentido…

A caixa é muito suave, mas nem sempre exibe a rapidez desejável nas solicitações mais exigentes, em especial quando se adoptam ritmos mais intensos – limitação que, por vezes, nem o recurso às patilhas existentes no volante, para comando manual sequencial, mesmo quando está seleccionado o modo de funcionamento mais desportivo do motor, conseguem obviar. Outro senão é o facto de o modo manual de comando da caixa para pouco mais servir do que para antecipar as reduções, dado que, quando se esmaga o pedal de acelerador a fundo, a transmissão, ou seleciona sempre a relação superior quando se atinge o regime máximo de funcionamento do motor, ou reduz automaticamente quando se rola a regimes e velocidades mais moderados, e é activada a função “kickdown”.

Mais uma prova de que o conforto é mesmo uma das prioridades do DS 7 Crossback, a caixa automática de oito velocidades que, mesmo em modo manual, nem sempre permite explorar em pleno o potencial do motor de 225 cv

Mais uma prova de que o conforto é mesmo uma das prioridades do DS 7 Crossback, a caixa automática de oito velocidades que, mesmo em modo manual, nem sempre permite explorar em pleno o potencial do motor de 225 cv

Na prática, é de sublinhar a facilidade, e celeridade, com que o DS 7 Sportback 1.6 PureTech de 225 cv evolui até aos 220 km/h, o mesmo se aplicando às retomas de velocidade. Os consumos também são outro atributo a reter, acabando por não exceder, em média, 1,0 l/100 km os obtidos pela versão turbodiesel de 180 cv do modelo, o que é sempre de enaltecer. Claro está que tal acontece a velocidades estabilizadas e moderadas, e que, quando se impõe uma toada mais intensa, a diferença aumenta na razão directa do ritmo adoptado – mas, ainda assim, os mais de doze mil euros de diferença entre as duas versões significam que, em qualquer circunstância, é necessário percorrer muitos quilómetros para que a opção pelo Diesel seja financeiramente compensatória.

Ligeiramente mais rápido que a mais potente das versões a gasóleo da gama nas acelerações e recuperação, e bastante mais capaz em termos de velocidade máxima, o DS 7 Crossback 1.6 PureTech brilha, igualmente, no capítulo do desempenho dinâmico, aqui começando por se destacar o soberbo nível de conforto em quase todas as situações, muito por culpa da suspensão pilotada, que ajusta automaticamente o amortecimento, de forma independente para cada roda,  em função da informação recolhida pela câmara dianteira e vários sensores. Assim são superadas de modo notável praticamente todas as irregularidades, e só nos ressaltos mais desnivelados se evidencia uma certa “secura” da suspensão, em especial no eixo traseiro.

Com quatro modos de condução ao seu dispor (Normal, Conforto, Eco, Desporto), o condutor não precisa de dispender excessivo tempo com esta solução, já que é excessivo o tempo que cada qual demora a ficar activo quando seleccionado, e todos visam mais o conforto do que a eficácia. Por isso, e mais ainda nesta versão, pena não existir um modo personalizável, e que o ESP não possa ser desligado, para evitar a sua intervenção recorrente e, não raro, precoce sempre que se pratica uma condução de acordo com as capacidades do châssis e o potencial do motor.

Eficaz, honesto e previsível, mas sempre dando prioridade ao conforto e à facilidade de condução, o DS 7 Crossback alcança, nesta versão, respeitáveis prestações, mas também consegue ser poupado

Eficaz, honesto e previsível, mas sempre dando prioridade ao conforto e à facilidade de condução, o DS 7 Crossback alcança, nesta versão, respeitáveis prestações, mas também consegue ser poupado

Assim sendo, o melhor, mesmo, é usufruir da extrema facilidade de condução do DS 7 Crossback 1.6 PreTech, das suas reações sempre seguras e previsíveis, que fazem deste um excelente estradista, que se destaca, ainda, pelo competente sistema de travagem e pela direcção directa e correctamente assistida: Em troços mais sinuosos, e não obstante o bom controlo dos movimentos carroçaria, mesmo nas trocas de apoio mais exigentes, as dimensões e o peso do modelo acabam por impor a sua lei, não sendo possível ir mais longe do que aquilo que a Física permite. Mas também nunca terá sido esse o propósito da casa francesa…

Um SUV que cumpre com todos os pressupostos que os tempos modernos exigem a um automóvel deste género, o DS 7 Crossback 1.6 PureTech 225 cv Automatic Grand Chic não é uma proposta acessível a todas as bolsas, mas também não deixa de ter no plano comercial um argumento. Perante tão vasto leque de atributos, o preço ligeiramente superior a 57 mil euros já seria aceitável, sobretudo tendo em cobra o soberbo equipamento de série que ao mesmo está associado. Não sendo, ainda, de todo, negligenciável o diferencial de mais de 12 mil euros existente face à mais capacitada das opções a gasóleo da gama, ou de pouco mais de 2000 euros por comparação com a variante de acesso com caixa automática, animada pelo motor 1.6 turbodiesel com não mais do que 130 cv!

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros+traseiros
Airbags de cortina dianteiros+traseiros
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de travagem automática de emergência
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Alerta de atenção do condutor
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de monitorização do ângulo morto
Assistente aos arranques em subida
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise-control+limitador de velocidade
Bancos em pele
Bancos dianteiros eléctricos com ventilação, aquecimento e massagem
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Vidros laterais acústicos+escurecidos
Pack Modular (inclui: superfície da bagageira plana com bancos traseiros rebatidos+2 compartimentos de arrumação laterais na bagageira+toma de 12 volt na bagageira)
Rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 8″+tomadas USB/Aux dianteiras+2xtomadas USB traseiras+8 altifalantes+comandos por voz
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Sistema de navegação conectada
Carregamento por indução para smartphones
Inspiração DS Rivoli (estofos em pela granulada preta+decorações em pele prete diamantada+bancos dianteiros reguláveis electricamente com memória para o condutor+costas dos bancos traseiros reguláveis electricamente+airbags frontais/laterais FR-TR/cortina FR/TR+apontamentos cromados nas portas dianteiras/DS Wings/friso do portão traseiro+protecções dianteiras/frisos do pára-choques traseiro cromados+incrustações em cristal no comando do sistema de infoentretenimento+relógio B.R.M. rotativo+volante multifunções em pele de flor integral)
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Iluminação ambiente por LED com oito cores
Faróis por LED com assistente de máximos e função de curva
Faróis de nevoeiro por LED
Sensores de luz+chuva
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira
Travão de estacionamento eléctrico
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Suspensão activa com câmara de leitura do estado do piso

Pintura nacarada (€800)
Inspiração Opera  (€2000 – inclui: pespontos em ponto pérola+friso do tablier em madeira+friso da consola central cromado+comando sob ecrã do sistema de infoentretenimento em cristal+apoio de braços em TEP Crioll+pega da porta em TEP PVC Mistral+punho e puxadores em pele  liso+relógio B.R.M rotativo+estofos em pele+painel de bordo e painéis das portas com efeito brilhante+bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem)
Pack Grand Chic (€2000 – inclui: Câmara de visão nocturna com visão 360°+ar condicionado automático trizona+DS Sensorial Drive+cruise-control adaptativo com função stop&go)
Sistema de som Focal com 14 altifalantes (€900)
Tecto panorâmico (€1000)
Pack Easy Access (€500 – inclui: acesso/arranque sem chave+portão traseiro eléctrico+Access Bras Charge)
Jantes de liga leve de 19" (€350)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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