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Fiat 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport

Artigo
Fiat 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport

Visão geral
Marca:

Fiat

Modelo:

500X

Versão:

1.3 Turbo 150 cv DCT Sport

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.3

Pot. máx. (cv/rpm):

150/5500

Vel. máx. (km/h):

200

0-100 km/h (s):

9,1

Consumos (l/100 km):

5,9/6,5/7,4 (Extra-urbano/Combinado/Urbano Euro 6d Temp)

CO2 (g/km):

161

PVP (€):

27 318/31 260 (Unidade testada)

Gostámos

Comportamento eficaz, Conforto Agrado de condução, Imagem apelativa, Motor

A rever

Hesitações da caixa, Consumo elevado em cidade e demasiado sensível às variações de ritmo

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
6.0
Conforto
8.0
Equipamento
7.0
Garantias
8.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

O Fiat 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport posiciona-se no topo da oferta do SUV transalpino, recorrendo ao novo nível de equipamento mais recheado, assim como ao igualmente novo motor 1.5 turbo a gasolina de 150 cv, combinado com a transmissão DCT de dupla embraiagem. Uma proposta centrada no dinamismo, que, na prática, justifica as suas ambições, mesmo que a caixa pilotada nem sempre contribua da melhor forma para o efeito

7.5
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O Fiat 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport que protagoniza este teste é exemplo perfeito da estratégia da marca italiana, de diversificar em permanência a oferta dos seus modelos mais emblemáticos (e, dos quais, o seu SUV compacto é dos mais determinantes) como forma de manter bem vivo o interesse sobre os mesmos junto do consumidor. No caso em apreço, estamos perante o novo nível de equipamento de topo da oferta, conjugado com o motor mais potente da mesma, o novo 1.3 FireFly turbocomprido a gasolina de 150 cv, só disponível com a caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e seis velocidades.

Neste ponto, é pertinente discernir o que distingue o nível de equipamento Sport dos restantes disponíveis na gama. Desde logo, o visual distinto, e assumidamente mais encorpado e dinâmico, e, também, menos SUV do que o das variantes mais polivalentes da família, garantido por soluções como as jantes de 18” revestidas por pneus de medida 225/45 (a unidade ensaiada montava uma opcionais jantes de 19”, com excelentes pneus Dunlop Sport Maxx RT de medida 225/40); a suspensão desportiva (que reduz a altura ao solo em 13 mm, para 157 mm); a iluminação exterior integralmente por LED (incluindo os faróis de nevoeiro com função curva); as ponteiras de escape cromadas; os puxadores das portas, a pega do portão traseiro e as molduras dos farolins traseiros em cinzento escuro acetinado; as caixas dos espelhos em cinzento escuro; e o emblema Spot aplicado nos guarda-lamas dianteiros. Ao mesmo tempo, todos os elementos que, noutras versões do 500X, costumam surgir em plástico preto, estão aqui pintados na cor da carroçaria.

A postura mais dinâmica é confirmada pelo visual exterior, com os elementos que nas outras versões são em plástico preto a surgirem pintados na cor da carroçaria. De série, as rodas são de 18", mas a unidade instalada montava jantes de 19" revestidas por óptimos pneus Dunlop Sport Maxx RT de medida 225/40

A postura mais dinâmica é confirmada pelo visual exterior, com os elementos que nas outras versões são em plástico preto a surgirem pintados na cor da carroçaria. De série, as rodas são de 18″, mas a unidade instalada montava jantes de 19″ revestidas por óptimos pneus Dunlop Sport Maxx RT de medida 225/40

No habitáculo, marcam a diferença os forros dos pilares dianteiros e do tejadilho em preto; os vidros traseiros escurecidos; assim como o volante e os bancos desportivos, forrados a pele e com costuras vermelhas. O “nosso” 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport incluía, ainda, diversos opcionais tendentes a incrementar o agrado de utilização e o apelo visual, merecendo aqui especial referência um que torna mais desportivo o ambiente interior: o Pack Bad S, que, por €500, acrescenta as inserções em Alcantara no volante, o revestimento da cobertura do painel de instrumentos igualmente em Alcantara, a pedaleira desportiva em alumínio e a iluminação ambiente.

Inequívoco é que, não obstante o tempo decorrido sobre o lançamento do modelo, as linhas do 500X continuam a ser muito felizes, até porque foram actualizadas há cerca de um ano. Predispondo-se, na perfeição, a adoptar um visual mais dinâmico, como pretendido neste caso, por via dos elementos acima referidos, bem como da cor vermelha da carroçaria, que lhes assenta na perfeição. Apelo visual é, pois, o que não falta a esta versão.

O interior exibe um apreciável nível de qualidade geral, já que os materiais utilizados são, globalmente, bons, bem como oferece um espaço generoso aos seus ocupantes, inclusive no que concerne ao destinado às pernas dos ocupantes traseiros. A mala também é ampla, e conta com um fundo falso, possível de colocar em duas posições de diferente altura. Ou seja, e exceptuando aquilo que é específico do nível de equipamento Sport, também aqui nada há que difira muito do já conhecido.

Ainda assim, é digno de nota o correcto posto de condução, com quem o ocupa a usufruir de bancos revestidos a pele com secção central em tecido, ao mesmo tempo cómodos e senhores de um razoável apoio lateral, e de um volante com óptimas dimensões e pega – ambos acabando por fazer jus a designação Sport. O sistema de infoentretenimento, por seu turno, é tão completo quanto fácil de utilizar.

Num habitáculo com uma apreciável qualidade geral, a decoração convence e está de acordo com o visual exterior, pese embora a unidade testada contasse com alguns opcionais que tornam o ambiente a bordo ainda mais acolhedor

Num habitáculo com uma apreciável qualidade geral, a decoração convence e está de acordo com o visual exterior, pese embora a unidade testada contasse com alguns opcionais que tornam o ambiente a bordo ainda mais acolhedor

Pelo contrário, em estreia no SUV italiano está o motor modular da família FireFly, com injecção directa de gasolina, turbocompressor, variador de fase e a mesma cilindrada unitária, mas com mais um cilindro do que o conhecido três cilindros de 999 cc e 120 cv, já avaliado pela Absolute Motors (saiba mais aqui). Com 150 cv de potência, e um binário máximo de 270 Nm às 1850 rpm, esta unidade garante ao 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport razoáveis prestações, e uma boa capacidade de resposta na generalidade dos regimes, embora pecando por, logo a partir das 3000/3500 rpm, fazer sentir a sua presença através de um ruído de funcionamento que podia ser mais contido. Não obstante, é desenvolvo o quanto baste para garantir uma condução fácil e, até, dinâmica – como pretendido numa versão deste género.

E o seu brio só não é mais notório devido à caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e seis velocidades, única disponível com esta motorização. Em causa nem está o respectivo escalonamento, ou a sua rapidez e suavidade nas trocas de mudança, mas as permanentes hesitações em situações de maior exigência, quer em percursos com maiores variações de velocidade, em que é patente a lentidão em reagir ao kick down, quer a ritmos mais moderados, em que, desnecessariamente, mantém uma mudança mais curta do que o necessário, e do que o ideal para privilegiar o consumo (até porque não existe um selector de modos de condução), sem que daí advenha nenhum benefício, acabando, até, por prejudicar o conforto acústico.

Menos mal que o 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport contava com as opcionais patilhas no volante, para comando manual em sequência da transmissão, capazes de mitigar em boa parte esta condicionante, mesmo que, inclusive neste modo, a caixa troque sempre de relação quando o motor atinge a red line ou é pressionado com intensidade o acelerador. De todo o modo, a verdade é que fazendo bom uso destas patilhas, a utilização tende a tornar-se mais convincente, assim o condutor se disponibilize a seleccionar ele próprio, a todo o momento, a mudança ideal, “truque” que ajudará, ainda, a optimizar os consumos, nomeadamente em cidade.

Neste particular, é imperioso sublinhar que este é um propulsor capaz de alcançar valores bastante comedidos em estrada e auto-estrada, quando a velocidades dentro do permitido por lei e minimamente estabilizadas, e relativamente aceitáveis em meio urbano – mas que se mostrar demasiado sensível ao ritmo imposto e ao estilo de condução adoptado. Por isso, maiores descuidos com o pedal da direita implicarão médias em cidade que facilmente superarão os 9,0 l/100 km, com os ritmos mais acelerados a levarem os valores para a casa dos 11,0 l/100 km, ou mesmo de 13,0 l/100 km numa toada realmente intensa.

As prestações são interessantes, mas, dinamicamente, é o comportamento muito eficaz que mais cativa, até porque a suspensão desportiva e os pneus de baixo perfil não prejudicam notoriamente o conforto de marcha

As prestações são interessantes, mas, dinamicamente, é o comportamento muito eficaz que mais cativa, até porque a suspensão desportiva e os pneus de baixo perfil não prejudicam notoriamente o conforto de marcha

Por oposição, o desempenho dinâmico é, indubitavelmente, um dos melhores atributos desta versão Sport. Mesmo com a suspensão rebaixada, mais firme do que nas outras variantes, e os opcionais pneus de perfil mais baixo, o conforto de marcha continua a ser de nível superior em qualquer circunstância, mas com a vantagem de um menor adornar em curva e um ainda melhor controlo dos movimentos da carroçaria.

Com reacções sempre sãs e previsíveis, o modelo beneficia, ainda, de uma direcção com leis de assistência específicas, mostrando uma substantiva estabilidade a alta velocidade, e uma elevada precisão de inserção em curva, com a traseira a evidenciar, até, uma certa propensão para se soltar em apoio, característica de que acaba por não ser possível tirar pleno partido em termos de acréscimo de agilidade, por não existir a possibilidade de desligar o controlo de estabilidade, nem sequer um modo mais permissivo do ESP. Algo que poderá não agradar aos condutores mais radicais, mas que também não ensombra a elevada eficácia dinâmica do veículo em termos globais, seguramente suficiente para satisfazer a esmagadora maioria dos seus utilizadores tipo.

Por tudo aquilo que oferece, os €27 318 pedidos pela Fiat pelo novo 500X 1.3 Turbo 150 cv DCT Sport acabam por se justificar, até porque a esta verba, por agora, haverá que retirar os €3500 do desconto atribuído pela filial lusa da marca italiana quando da respectiva compra, tornando o seu preço ainda mais competitivo. Já o equipamento de série associado a este valor também agrada, pese embora existam, por um lado, alguns extras que tornam mais agradável o convívio com o modelo; e, por outro, algumas lacunas que não se compreendem, tornando uma opção alguns elementos que mereciam já ser incluídos de série.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em plano inclinado
Alerta de transposição involuntária de faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Cintos dianteiros+traseiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Cruise-control+limitador de velocidade
Bancos em pele+tecido
Bancos dianteiros reguláveis em altura
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele/regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Auto-rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 7"+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Vidros dianteiros+traseiros eléctricos
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores eléctricos+aquecidos
Iluminação exterior integralmente por LED
Faróis de nevoeiro por LED com função de curva
Sensores de estacionamento traseiros
Jantes de liga leve de 18”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Suspensão desportiva

Pintura especial (€550)
Pack Comfort Sport (€400 – inclui: apoio de braços dianteiro; terceiro encosto de cabeça traseiro; Cargo Box - bagageira multifuncional; tapetes dianteiros e traseiros desportivos; banco do condutor com regulação eléctrica do apoio lombar; ganchos de retenção de bagagem na mala)
Pack Magic Eye (€350 – inclui: câmara de estacionamento traseira; sensores de estacionamento dianteiros)
Pack Bad S (€500 – inclui: inserções em Alcantara no volante; cobertura do painel de instrumentos revestida a Alcantara; pedaleira desportiva em alumínio; iluminação ambiente)
Acesso+arranque sem chave (€200)
Sensor de luz (€100)
Sensor de chuva (€100)
Patilhas de comando da caixa no volante (€110)
Jantes de liga leve de 19" (€350)

Qual é a sua reação?
Excelente
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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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