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Ford Focus RS 2.3 EcoBoost AWD

Artigo
Ford Focus RS 2.3 EcoBoost AWD

Visão geral
Marca:

Ford

Modelo:

Focus

Versão:

RS 2.3 EcoBoost AWD

Ano lançamento:

2016

Segmento:

Desportivos compactos

Nº Portas:

5

Tracção:

Integral

Motor:

2.3

Pot. máx. (cv/rpm):

350/6000

Vel. máx. (km/h):

266

0-100 km/h (s):

4,7

Consumos (l/100 km):

6,3/7,7/10,0

CO2 (g/km):

175

PVP (€):

50 393/53 341 (unidade testada)

Gostámos

Eficácia em condução desportiva, Motor e prestações, Travagem, Leque de ajustes mecânicos, Relação preço/dotação mecânica/comportamento

A rever

Dificuldade de acesso ao Launch Control

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Qualidade geral
7.0
7.3
Interior
8.0
7.0
Segurança
7.0
7.2
Motor e prestações
9.0
7.6
Desempenho dinâmico
10
7.6
Consumos e emissões
6.0
7.2
Conforto
7.0
6.8
Equipamento
7.0
5.9
Garantias
7.0
6.8
Preço
8.0
7.4
Se tem pressa...

Mesmo no final da sua vida comercial, o Ford Focus RS da actual geração continua a ser uma proposta sem igual no mercado, oferecendo uma eficácia ímpar no seu escalão de preços

7.6
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7.1
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Numa altura em que a Ford acaba de apresentar a mais recente geração do Focus, e mesmo tendo sido já anunciada a descontinuação da versão mais aguerrida da modelo ainda em comercialização, vale bem a pena dedicar um olhar mais atento ao Focus RS. E por três razões: porque há oportunidades que se não desperdiçam; porque, no mercado, continua a não haver automóvel que consiga propor o mesmo que este a este nível de preços; e porque decerto que ainda existirão na rede da marca da oval azul algumas unidades em stock disponíveis para quem se deixe tentar pelo mais emocionante e eficaz desportivo do momento na sua categoria.

Mesmo num primeiro e breve olhar, é impossível não perceber as intenções do Focus RS. Não tanto pelo berrante tom de azul que reveste a carroçaria da unidade ensaiada (que até é um opcional, e dos caros, indicado para quem aprecie não passar despercebido), mas pelos vários alargamentos do carroçaria e apêndices dinâmicos, com especial destaque para o imponente deflector montado no topo do portão traseiro. As belíssimas jantes de 19” são um must, a panóplia de logótipos RS, colocados um pouco por toda a parte, no exterior como no habitáculo, são sinónimo das ilustres origens do modelo.

O Focus RS não permite qualquer tipo de dúvida quanto às suas ambições mesmo num primeiro olhar

O Focus RS não permite qualquer tipo de dúvida quanto às suas ambições mesmo num primeiro olhar

O interior é um pouco mais discreto, mas não menos funcional. A habitabilidade é semelhante à de qualquer outro Focus, e suficientemente ampla para satisfazer as exigências familiares, o mesmo acontecendo com a correcta ergonomia ou uma qualidade de construção e materiais de bom nível.

Claro que, também aqui, existem elementos próprios de um desportivo, destinados a enriquecer a experiência de condução, ou a criar um ambiente com esta condicente. Sejam, no primeiro caso, as excelentes bacquets Recaro (contributo essencial para uma posição de condução que seria perfeita caso não fosse um pouco mais elevada do que o ideal), o volante com uma pega e dimensões soberbas e o conjunto de instrumentos adicional, montado ao centro do tablier (temperatura e pressão do óleo e pressão turbo); seja, no segundo caso, as costuras contrastantes azuis ou os logos RS presentes nas costas dos bancos dianteiros e no volante.

Os instrumentos adicionais são uma das características que distinguem o interior do Focus RS

Os instrumentos adicionais são uma das características que distinguem o interior do Focus RS

Ainda mais determinante para o desempenho do Focus RS é, obviamente, a sua mecânica. No caso do motor, é o mesmo 2.3 EcoBoost já utilizado pelo Mustang, um quatro cilindros turbo de 2,3 litros que, para esta aplicação, recebeu algumas alterações importantes, nomeadamente um turbocompressor, um intercooler e radiadores de maiores dimensões. Com isto, passou a oferecer 350 cv/6000 rpm, e um binário máximo de 470 Nm, disponível durante 15 segundos em overboost.

Mais do que os números, impressiona nesta poderosa unidade motriz a sua sonoridade rouca, sempre presente, nem sequer faltando os deliciosos “ráteres” em desaceleração. E, ainda mais, a sua permanente disponibilidade, sempre com muita força, inclusivamente acima do regime de potência máxima, subindo até à red line com uma impressionante facilidade, sem nunca ser extraordinariamente explosivo – maravilhas da moderna tecnologia de sobrealimentação.

No que aos números diz respeito, a velocidade máxima anunciada de 266 km/h fala por si, a aceleração 0-100 km/h cumprida, nas nossas medições, em 5,7 segundos comprova o correcto escalonamento da caixa manual de seis velocidades, assim como a eficácia da função launch control, o garante de arranques verdadeiramente fulgurantes e cujo único defeito é o número excessivo de passos que obriga a percorrer no computador de bordo para ser activada, quase exigindo um curso para o conseguir…

E se, mesmo assim, este valor não será uma referência face ao conseguido, por exemplo, pelo novo Honda Civic Type-R, já as recuperações traduzem a vantagem de que o Focus RS dispõe face aos seus putativos rivais em termos de potência – ainda que, neste caso, estejamos perante um dos raros modelos do mercado nesta categoria com tracção integral e três diferenciais. Os consumos, esses, são aceitáveis a velocidades moderadas e estabilizadas, facilmente disparando para valores condicentes com o potencial prestacional e dinâmico do modelo mal se aumenta o ritmo.

Apesar do alerta, este é o modo ideal para tirar pleno partido da espantosa eficácia do Focus Rs, e é perfeitamente utilizável em estrada. É ainda possível ajustar o amortecimento e o funcionamento do ESP

Apesar do alerta, este é o modo ideal para tirar pleno partido da espantosa eficácia do Focus Rs, e é perfeitamente utilizável em estrada. É ainda possível ajustar o amortecimento e o funcionamento do ESP

A caixa de velocidades é que não é particularmente precisa quando manuseada com maior rapidez, exigindo decisão e precisão nos movimentos (o que requer alguma habituação) para dela se retirar o melhor contributo. Pelo contrário, o sistema de tracção integral com vectorização de binário, de origem GNK, semelhante ao utilizado também pelo Opel Insignia, é um trunfo decisivo deste Focus RS, pela competência e rapidez com que passa até 70% do binário para o eixo traseiro, e o reparte entre as rodas traseiras até 100% para cada qual, em função do modo de condução seleccionado, da velocidade de passagem em curva e do ângulo do volante.

À sua disposição, o condutor do Focus RS tem, ainda, várias opções de configuração do motor, do amortecimento (independente do modo de condução, como se impõe num desportivo digno desse nome) e do controlo electrónico de estabilidade. As diferenças entre os modos de condução Normal e Sport são, essencialmente, a sonoridade do motor e a resposta do acelerador, mas no modo Pista os diferenciais já permitem alguma deriva de traseira (mas sempre tendo em vista a máxima eficácia, intervindo sempre que surge a tendência para a subviragem), enquanto que o modo Drift pretende simular um tudo atrás, permitindo uma condução bastante mais acrobática. O amortecimento oferece dois níveis de firmeza, ao passo que o ESP pode estar ligado, adoptar um modo mais permissivo ou ser totalmente desligado.

Na prática, o Focus RS começa por impressionar pela forma como pode ser conduzido (muito) depressa por qualquer um, e como se revela absolutamente brilhante quando em mãos mais sabedoras. Senhor de uma eficácia verdadeiramente impressionante, a fazer lembrar modelos de outras eras, conta com uma notável capacidade de tracção, mesmo em piso húmido ou molhado, e com uma atitude em curva capaz de convencer mesmo os mais exigentes e dotados (e, como se exige num verdadeiro desportivo, até o travão de mão é mecânico).

Os traçados sinuosos, com curvas rápidas ou mais retorcidas, são o habit natural do Focus RS, que as devora com a uma velocidade, e com uma facilidade, estonteantes

Os traçados sinuosos, com curvas rápidas ou mais retorcidas, são o habit natural do Focus RS, que as devora com a uma velocidade, e com uma facilidade, estonteantes

Quem pretender ser verdadeiramente rápido ao volante do Focus RS tenderá a seleccionar o modo de condução Pista, a optar pelo modo normal do amortecimento (a não ser que o asfalto seja absolutamente perfeito, o mais desportivo tende a ser excessivamente firme, obrigando a mais labuta sem ganhos notórios de eficácia, por tornar o veículo algo “saltitão” e menos preciso) e a desligar o ESP. Com esta configuração, e assim a coragem o permita, é tirar partido da magnifica tracção, travando a fundo, e tão tarde quanto possível, para virar o volante à entrada da curva, esmagar o acelerador à saída, e deixar que a traseira rode para que, com as quatro rodas em acção, e sem que para tal sejam necessárias grandes correções de volante, a frente fique já apontada no sítio certo, praticamente não existindo subviragem.

Assim descrito, até parece fácil. A verdade é que o Focus RS é autêntico brinquedo em traçados mais sinuosos, pela rapidez com que muda de direcção, devorando curva após curva, qual carro de ralis “domesticado”, impondo-se ainda pela sua direcção muito directa, rápida e precisa (com assistência fixa e apenas duas voltas de topo a topo, tem como único senão a reduzida “brecagem” nas manobras de estacionamento ou a baixa velocidade), e pela potência e resistência à fadiga do sistema de travagem de origem Brembo, com enormes discos dianteiros com 350 mm de diâmetro.

Mas se este será, as mais das vezes, o acerto com o qual o Focus RS é mais eficaz, quem pretender maior divertimento ao volante – embora não sendo, necessariamente, mais rápido… – tem sempre ao seu dispor o mais acrobático modo Drift, que permite derivas de traseira mais acentuadas. Claro que, não sendo um puro tracção atrás, o Focus RS não consegue prolongar assim tanto as derrapagens do eixo posterior, mas, quando devidamente provocado, travando-se já em apoio, depois esmagando-se o acelerador, permite que estas sejam suficientemente longas para garantir outra nota artística – assim se tenham as devidas cautelas na contrabrecagem necessárias para controlá-las, pois a capacidade de aceleração garantida pelo motor, e a forma extremamente rápida como o sistema 4×4 actua, tendendo a endireitar o Focus RS no final das curvas, obriga a destreza e rapidez no manuseamento do volante, para que este não acabe a chicotear para o lado oposto. Sendo certo, ainda, que este tipo de condução não cotribuirá, propriamente, para a longevidade dos excelente Michelin Pilot Super Sport.

Rápido, poderoso, terrivelmente eficaz e, no modo Drift, senhor, até, de alguns dotes de acrobata, o Focus RS é a referência da sua classe

Rápido, poderoso, terrivelmente eficaz e, no modo Drift, senhor, até, de alguns dotes de acrobata, o Focus RS é a referência da sua classe

De regresso ao essencial: este Focus RS já saiu de produção, e é mais do que provável que o seu sucessor será ainda melhor, já se antevendo possa oferecer 400 cv. Mas como é quase certo que será, também, mais caro, e ainda falta algum tempo para a sua chegada ao mercado, o actual Focus RS continua a ser um modelo verdadeiramente único no mercado, e se os mais de 50 mil euros por ele pedidos não são para todas as bolsas, também não há nada que se lhe possa comparar no mesmo patamar de preços.

Memorável deve ser, também, o fsocus RS quando dotado do Pack Performance (inclui, entre outros elementos, o diferencial dianteiro autoblocante mecânico da Quaife), e mais ainda se equipado com os pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 vocacionados para uma utilização em circuito, e com o kit oficial da Mountune que, graças à reprogramação do motor, ao filtro de ar de competição e aos novos colectores de admissão, aumenta o rendimento do motor para 375 cv e 510 Nm, ganhando 0,2 segundos nos 0-100 km/h e sem perder a garantia de fábrica. Assim sendo, e contas feitas, o que continua a não faltar são razões para comprar um Focus RS daqueles que já não se fabricam…

Airbag de duplo estágio para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em subida
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Bancos dianteiros desportivos parcialmente revestidos a pele
Banco do condutor regulável em altura
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele multifunções regulável em altura+profundidade
Acesso+arranque sem chave
Alarme
Auto-rádio com leitor de CD/mp3+DAB+ecrã táctil de 8"+1o altifalantes+tomadas USB/Aux
Sistema de navegação 3D
Mãos-livres Bluetooth
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros Vidros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos
Retrovisor interior electrocromático
Sensor de luz+chuva
Faróis bi-Xénon adaptativos com lava-faróis
Luzes diurnas por LED
Faróis de nevoeiro
Sistema de amortecimento electrónico
Jantes de liga leve de 19"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de pneus

Pack Conforto RS (€508 – inclui: controlo automático de velocidade, sistema de chave inteligente, câmara de estacionamento traseira)
Pack City (€508 – inclui: travagem activa em cidade, sistema auxiliar de estacionamento traseiro, retrovisores eléctricos+rebatíveis electricamente)
Sistema de navegação+Sync 3+10 altifalantes Sony (€559)
Pintura especial Nitrous Blue (€1271)
Vidros escurecidos (€102)

Qual é a sua reação?
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Razoavel
0%
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0%
Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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