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Hyundai Santa Fe 2.2 CRDi 4×2 Premium Auto

Artigo
Hyundai Santa Fe 2.2 CRDi 4×2 Premium Auto

Visão geral
Marca:

Hyundai

Modelo:

Santa Fe

Versão:

2.2 CRDi 4x2 Premium Auto

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.2 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

200/3800

Vel. máx. (km/h):

203

0-100 km/h (s):

9,3

Consumos (l/100 km):

6,7 (Combinado WLPT)

CO2 (g/km):

177 (Combinado WLTP)

PVP (€):

61 169/61 689 (Unidade testada)

Gostámos

Habitabilidade, Motor e prestações, Conforto, Agrado de utilização, Relação preço/equipamento, Qualidade geral

A rever

Consumo urbano, Hesitações da caixa de velocidades, Ruído do motor

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Qualidade geral
8.0
Interior
9.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
6.0
Conforto
8.0
Equipamento
9.0
Garantias
8.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Nome incontornável entre os SUV generalistas de grande porte e sete lugares, desde o seu lançamento, o novo Hyundai Santa Fe 2.2 CRDi 4x2 Premium Auto não renega os pergaminhos dos seus antecessores. Sem dúvida uma das melhores propostas do mercado na sua categoria

7.8
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Velocidade máxima anunciada (km/h) 203
Acelerações (s)
0-100 km/h 9,4
0-400 m 16,7
0-1000 m 30,6
Recuperações 60-100 km/h (s)
Em D 4,2
Recuperações 80-120 km/h (s)
Em D 6,2
Distância de travagem (m)
100-0 km/h 35,0
Consumos (l/100 km)
Estrada (80-100 km/h) 4,4
Auto-estrada (120-140 km/h) 6,3
Cidade 9,6
Média ponderada (*) 7,90
Autonomia média ponderada (km) 898
(60% cidade+20% estrada+20% AE)
Medidas interiores (mm)
Largura à frente 1520
Largura atrás 1490
Largura 3ª fila 1340
Comprimento à frente 1150
Comprimento atrás 650/750
Comprimento 3ª fila 580/680
Altura à frente 950
Altura atrás 920
Altura 3ª fila 900

Referência incontornável do mercado entre os SUV de grande porte e sete lugares (cada vez mais os sucessores dos um dia populares monovolumes com idêntica lotação…), já está disponível em Portugal a quarta, e mais recente, geração do Hyundai Santa Fe. Aqui em análise, a sua versão de tracção dianteira mais dotada, em termos mecânicos e de equipamento, na forma do Santa Fe 2.2 CRDi 4×2 Premium Auto.

Um primeiro olhar, por breve que seja, permite identificar a substancial evolução que o modelo sofreu face ao seu antecessor. Visualmente, é notório que as linhas exteriores estão, cada vez mais, ao gosto dos europeus: apelativas e modernas, conferem, ainda, ao Santa Fe um porte imponente, e até o fazem parecer maior do que é na realidade (praticamente 4,8 metros de comprimento), merecendo especial destaque a secção frontal nitidamente inspirada no Kauai, dominada pelas finas ópticas dianteiras integralmente por LED (faróis de nevoeiro incluídos).

Quando observado de frente, é óbvio que boa parte da inspiração estilística do novo Santa Fe proveio do bem sucedido Kauai

Quando observado de frente, é óbvio que boa parte da inspiração estilística do novo Santa Fe proveio do bem sucedido Kauai

O interior, apesar da sensação de elevada qualidade transmitida, acaba por não ser tão exuberante, antes apostando numa decoração mais sóbria, quase austera. E se é evidente uma franca evolução no cuidado com os pormenores, também não é possível omitir que a Hyundai continua a apostar na habitual combinação entre materiais macios e nobres, nas zonas de contacto mais necessário e frequente, e alguns plásticos mais duros nos locais mais recônditos – contradição atenuada, nesta versão, pelos pilares e tejadilhos revestidos a tecido, e pelos bancos totalmente forrados a pele, em boa parte responsáveis por um ambiente mais refinado. Ainda assim, indesmentível é, também, que a qualidade dos acabamentos e a robustez da montagem garantem poucos ruídos parasitas.

Quanto à habitabilidade, é das mais generosas do segmento, embora não igual para todos os ocupantes, como é óbvio. Nos lugares dianteiros não existe falta de espaço, na segunda fila de bancos também não – e, como estes são reguláveis longitudinalmente, é possível viajar com extraordinário desafogo quando estes se encontram na sua posição mais recuada, ao ponto de o banco do passageiro dianteiro até contar com comandos na sua face exterior esquerda, para que o passageiro traseiro direito possa comandar as respectivas regulações quando este não está ocupado, à semelhança do é possível encontrar nalgumas limusines.

Já na terceira fila de bancos, as coisas são um pouco distintas. Caso o banco da segunda fila se encontre na sua posição mais recuada, os dois lugares adicionais traseiros para pouco mais servirão do que para instalar cadeirinhas de crianças. Já quando os passageiros da segunda fila de dispuserem a adoptar uma posição mais intermédia, o espaço para pernas até acaba por ser aceitável, sendo mesmo, tal como a largura e a altura, dos mais generosos da classe, pese embora a visibilidade para o exterior seja sempre praticamente nula. Ainda neste particular, menção para o sistema de rebatimento basculante do banco direito da segunda fila, através de botões colocados nas respectivas costas e no assento, que garante uma razoável facilidade de acesso aos dois lugares adicionais traseiros, apenas dificultada pela altura ao solo superior ao normal.

O conforto com que se viaja na terceira fila de bancos depende muito das concessões que os ocupantes da segunda fila de bancos, reguláveis longitudinalmente, estejam dispostos a fazer

O conforto com que se viaja na terceira fila de bancos depende muito das concessões que os ocupantes da segunda fila de bancos, reguláveis longitudinalmente, estejam dispostos a fazer

A bagageira não é tão volumosa quanto a de alguns concorrentes, mas não deixa de cumprir a sua função. Reduzida à sua expressão mínima com os sete luares montados, mas, ainda assim, contando com um espaço próprio sob o piso para albergar a chapeleira, que nunca tem que ficar para trás, oferece 547 litros na configuração de cinco lugares, e uns expressivos 1625 litros com todos os bancos rebatidos.

Chegado o tempo de passar à (desejada) acção, referência primeira para o correcto e envolvente posto de condução, com os cómodos bancos dianteiros a oferecerem múltiplas regulações eléctricas, memórias, ventilação e aquecimento, sendo o volante também multiregulável e aquecido, e estando o painel de instrumentos dotado de um elemento central digital personalizável e de um útil head up display. O sistema de infoentretenimento, apesar do grafismo pouco elaborado, algo datado, até, é completo e não apresenta lacunas dignas de nota, primando ainda pela facilidade de utilização, o que não é de somenos para quem deve ter como principal preocupação concentrar-se na tarefa da condução.

Pressionado o botão de ignição, é dada vida ao quatro cilindros turbodiesel de 2199 cv, uma unidade que, por via dos seus 200 cv, e um binário máximo de 440 Nm, constante entre as 1750-2750 rpm, não só garante boas prestações, como se revela um poço de força, exibindo uma resposta sempre pronta às solicitações do condutor, acabando por tornar a respectiva utilização bastante fácil e agradável.

A caixa automática de oito velocidades oferece os modos de funcionamento Auto e Manual, este último comandável através do próprio selector ou das patilhas montadas do volante, mas com o sistema a selecionar sempre uma mudança superior quando atinge a red line, e a realizar a respectiva redução quando activada a função kick down. Não obstante, como até no modo Sport revela sempre algumas hesitações nas solicitações mais exigentes, o comando manual em sequência acaba por ser altamente recomendável para quem gosta de estar sempre no controlo de todas as operações, e em especial quando se adoptam ritmos mais vivos – fáceis de alcançar e manter com o necessário empenho, nomeadamente através do recurso transmissão para manter motor na zona ideal de funcionamento para o efeito.

A caixa automática de oito velocidades nem sempre é a mais lesta a responder, mas o comando manual em sequência, no selector e através das patilhas no volante, permite contornar, em boa parte, este handicap

A caixa automática de oito velocidades nem sempre é a mais lesta a responder, mas o comando manual em sequência, no selector e através das patilhas no volante, permite contornar, em boa parte, este handicap

O revés desta pujança da unidade motriz podem ser os consumos. Em cidade nunca gasta pouco, só com muitos cuidados e moderação se obtêm médias liminarmente inferiores a 10,0 l/100 km, e os deslizes rapidamente levam a que este valor seja facilmente superada – afinal, sempre são 200 cv para mais de 1900 kg de peso. Já em estrada e auto-estrada, a velocidades moderadas e estabilizadas, os valores são bastante apelativos, sobretudo tendo em conta as dimensões e o peso do veículo, e o rendimento do motor, mas não se esperam milagres, ou em todas mais intensas, ou quando se transporta maior quantidade de passageiros e/ou carga.

Num primeiro momento, por via do bom trabalho realizado pelos técnicos sul-coreanos ao nível do isolamento acústico, motor e ruídos aerodinâmicos praticamente não se fazem sentir a ritmos mais comedidos. Contudo, a regimes mais elevados, ou com carga mais intensa, a unidade motriz mostra que o silêncio de funcionamento também não é o seu melhor atributo, acabando por fazer ouvir-se mais do que o desejável a partir das 2000 rpm.

Para tirar o melhor partido do Santa Fe 2.2 CRDi 4×2 Premium Auto, o utilizador tem à sua disposição os modos de condução Comfort, Eco, Sport e Smart, este último adaptativo e muito recomendável para quem não quer ter grandes preocupações. Nota mais para a direcção bastante bem calibrada, e para as evoluídas e eficientes suspensões, que quase chegam a fazer esquecer as generosas dimensões exteriores e o significativo peso do conjunto, com o veículo a exibir, inclusive, uma agilidade que chega a surpreender, inscrevendo-se facilmente em curva, e descrevendo-as com elegância.

Porém, é notório que a aposta da Hyundai foi mais no sentido do conforto do que da eficácia pura, como, aliás, seria de prever numa proposta de cariz eminentemente familiar. Assim se justifica uma certa brandura da suspensão, que garante um conforto de marcha exemplar em qualquer circunstância, mas também tem o seu revés: ao permitir um razoável adornar da carroçaria em curva, acaba por realçar uma certa dificuldade do trem dianteiro em colocar no chão toda a potência disponível nas solicitações mais impetuosas (pouco condicentes, reconheça-se, com o carácter de um SUV de sete lugares), ainda mais evidente quando se circula com a electrónica desligada (tanto o controlo de tracção como o controlo de estabilidade podem ser desactivados pelo condutor).

O châssis evoluído garante uma condução bastante fácil e agradável, a suspensão macia e competente assegura um notável conforto de marcha para todos os ocupantes em qualquer circunstância

O châssis evoluído garante uma condução bastante fácil e agradável, a suspensão macia e competente assegura um notável conforto de marcha para todos os ocupantes em qualquer circunstância

Fora de estrada, este Santa Fe 2.2 CRDi 4×2 Premium Auto está, nitidamente, longe do seu habitat natural. Apesar de bastante robusto, e de contar com controlo electrónico de descidas, a ausência de tracção integral, conjugada com a vocação eminentemente estradista dos pneus Pirelli P Zero, não lhe permitem mais do que enfrentar estradões de terra, e pouco mais.

Em compensação, equipamento é o que não falta a bordo, sendo o único extra disponível a pintura metalizada. São inúmeras as soluções oferecidas, em termos de conforto como de segurança, merecendo neste último capítulo referência o competente cruise control adaptativo com função stop&go e assistente à manutenção na faixa de rodagem, já capaz de permitir ao condutor cumprir razoáveis distâncias em auto-estrada sem se ter que preocupar excessivamente com o traçado ou a envolvência do tráfego – assim mantenha sempre, naturalmente, as mãos no volante.

Perante tudo isto, o novo Santa Fe 2.2 CRDi 4×2 Premium Auto prova que a Hyundai soube fazer evoluir devida e condignamente um dos seus modelos mais prestigiados e emblemáticos, mantendo-o como uma referência da sua categoria. O preço superior a 61 mil euros pode não parecer o mais apelativo numa primeira análise, mas o equipamento de série que lhe está associado acaba por torná-lo bastante competitivo, e fazer desta uma opção por demais interessante para quem procure umn SUV de grande porte e lotação para sete dotado de todos os mimos.

Motor
Tipo 4 cil. linha Diesel, transv., diant.
Cilindrada (cc) 2199
Diâmetro x curso (mm) 85,4,0×96,0
Taxa de compressão 16,0:1
Distribuição 2 v.e.c./16 válvulas
Potência máxima (cv/rpm) 200/3800
Binário máximo (Nm/rpm) 440/1750-2750
Alimentação injecção directa common-rail
Sobrealimentação turbocompressor VGT+intercooler
Dimensões exteriores
Comprimento/largura/altura (mm) 4770/1890/1680
Distância entre eixos (mm) 2765
Largura de vias fte/trás (mm) 1635/1644
Jantes – pneus 8Jx19″ – 235/55 (Continental ContiSportContact 5)
Pesos e capacidades
Peso (kg) 1905
Relação peso/potência (kg/cv) 9,52
Capacidade da mala/depósito (l) n.d.-547-1625/71
Transmissão
Tracção dianteira
Caixa de velocidades automática de 8+m.a.
Direcção
Tipo cremalheira com assistência eléctrica
Diâmetro de viragem (m) 11,42
Travões
Dianteiros (ø mm) Discos ventilados (320)
Traseiros (ø mm) Discos maciços (302)
Suspensões
Dianteira McPherson
Traseira Multilink
Barra estabilizadora frente/trás sim/sim
Garantias
Garantia geral 5 anos sem limite de km
Garantia de pintura 5 anos
Garantia anti-corrosão 12 anos
Intervalos entre manutenções 30 000 km ou 24 meses

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de auxílio à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de monitorização do ângulo morto
Alerta de fadiga do condutor
Alerta+prevenção de tráfego cruzado pela traseira
Assistente aos arranques em subidas
Controlo electrónico de descidas
Safe Exit Assist
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Ar condicionado electrónico bizona
Computador de bordo
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Direcção Flex Steer com assistência eléctrica variável e quatro modos de funcionamento
Travão de estacionamento eléctrico
Bancos em pele+aquecidos FR/TR
Banco dianteiros com regulação eléctrica (memória+extensão do assento para o condutor)+ventilados
Banco rebatível 40/20/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante aquecido/ multifunções
Head-up Display
Sistema de infoentretenimento com ecrã táctil de 8"/sistema de som premium Krell/entradas 2xUSB+Aux
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Carregamento por indução para smartphones
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escureci
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Acesso+arranque sem chave
Faróis integralmente por LED
Faróis de nevoeiro por LED
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento FR+TR
Câmara de auxílio ao estacionamento/camara panorâmica de 360°
Tecto de abrir eléctrico panorâmico
Alarme
Jantes de liga leve de 19”
Barras de tejadilho
Tomada de 220 Volt no habitáculo+bagageira
Portão traseiro de operação eléctrica
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Roda suplente de emergência

Pintura metalizada (€520)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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