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Jeep Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S

Artigo
Jeep Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S

Visão geral
Marca:

Jeep

Modelo:

Compass

Versão:

1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S

Ano lançamento:

2020

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.3

Pot. máx. (cv/rpm):

150/5500

Vel. máx. (km/h):

199

0-100 km/h (s):

9,1

Consumos (l/100 km):

5,0/5,5/6,6 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

125

PVP (€):

36 965/40 845 (Unidade testada)

Gostámos

Motor expedito, suave e silencioso, Desempenho dinâmico, Prestações, Habitabilidade, Estética diferenciadora, Imagem de marca,

A rever

Hesitações da caixa pilotada, Consumo excessivamente sensível às variações de velocidade

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Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

A marca norte-americana renovou recentemente o seu SUV compacto, e o Jeep Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S reúne a esmagadora maioria das alterações operadas, entre as quais se destaca o novo motor 1.3 Turbo de 150 cv combinado com a caixa pilotada DCT. Uma proposta muito competente e bastante equilibrada, que nada perdeu do carácter que lhe permite continuar a fazer a diferença num segmento cada dia mais concorrido. Pena o funcionamento perfectível da transmissão de dupla embraiagem e seis velocidades

7.4
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Ao Jeep Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S, protagonista deste ensaio, o que não falta são motivos de interesse, ou não fosse esta uma das mais apelativas versões da renovada gama de um modelo que passou a ser produzido também na Europa. Isto porque sob o capot encontra-se o mais recente membro a integrar a oferta de motores disponíveis para o SUV compacto norte-americano: o quatro cilindros a gasolina sobrealimentado de 1,3 litros, pertencente à nova família FireFly do grupo FCA, aqui presente na sua declinação de 150 cv, que a marca só disponibiliza em conjunto com a caixa pilotada DCT (o modelo também é proposto com a sua variante de 130 cv, mas, nesse caso, tendo sempre acoplada uma caixa manual de seis relações).

Visualmente, as alterações operadas no Compass são praticamente nulas, limitando-se a pouco mais do que a disponibilização de cinco novas cores de carroçaria e cinco jantes de novo desenho. Nada de muito criticável, tendo em conta a boa aparência exterior, garantida por um porte dinâmico e musculado, e por linhas ainda muito actuais e que lhe conferem uma personalidade marcante, em perfeita consonância com os cânones estilísticos da Jeep. O apelo aumenta com a decoração bicolor, em especial na conjugação de cores presente na unidade testada, em que se combinam o vermelho da carroçaria com o preto brilhante aplicado nas jantes, tejadilho e caixas dos espelhos, e a que se juntam as protecções exteriores em preto.

A actualização do Compass deixou a estética exterior praticamente inalterada, sinónimo de que as linhas do modelo se mantêm plenamente actuais, garantindo-lhe uma aparência marcante e apelativa

A actualização do Compass deixou a estética exterior praticamente inalterada, sinónimo de que as linhas do modelo se mantêm plenamente actuais, garantindo-lhe uma aparência marcante e apelativa

Mantendo uma decoração em perfeita consonância com as linhas exteriores, no habitáculo também quase nada mudou. Ainda assim, e não obstante a qualidade dos materiais continuar a estar longe de deslumbrar (sobretudo os utilizados nos locais mais recônditos), a construção apresenta-se mais robusta, por via de uma montagem mais rigorosa, o que se traduz numa superior sensação de robustez – algo que, porventura, ficar-se-á a dever ao facto de o Compass destinado à Europa ter passado a ser construído em Itália, na fábrica de Melfi.

Igualmente inalterada manteve-se a habitabilidade, dentro da média do segmento, mas particularmente generosa em termos de altura e espaço para pernas atrás, o que é sempre de enaltecer num veículo que se presta a uma utilização familiar, ou seja, a transportar com frequência passageiros no banco posterior. A capacidade da mala está, do mesmo modo, em bom plano, variando entre 438-1387 litros, sendo aqui de referir a introdução de uma nova cobertura do compartimento de bagagens, de funcionamento mais convincente, e o banco traseiro rebatível na proporção 40/20/40 e dotado de um vão porta-skis.

Já o posto de condução, bastante correcto, é elevado o quanto baste para garantir uma boa visibilidade para o exterior em todos os sentidos, beneficiando, ainda, de um volante com óptima pega, da instrumentação muito legível (em que combinam mostradores analógicos com um ecrã central digital) e dos bancos dianteiros com regulação eléctrica, memórias e um apreciável apoio lateral. Da vasta dotação de série, esperada de um modelo dotado do nível de equipamento de topo, faz parte o sistema de infoentretenimento Uconnect da nova geração com ecrã táctil de 8,4”, cujo grafismo não encantará, mas que nem por isso deixa de ser muito completo.

O interior também não sofreu modificações de maior, embora seja notória uma maior robustez, porventura devida ao facto de o modelo ter passado a ser produzido em Itália quando destinado à Europa

O interior também não sofreu modificações de maior, embora seja notória uma maior robustez, porventura devida ao facto de o modelo ter passado a ser produzido em Itália quando destinado à Europa

Como referido, a grande novidade introduzida por este Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S é o motor modular de quatro cilindros e 1332 cc, com injecção directa de gasolina, sobrealimentação por turbocompressor e distribuição variável, apto a disponibilizar 150 cv de potência e um binário máximo de 270 Nm logo às 1850 rpm. Senhor de um funcionamento suave, mostra-se aqui ainda mais silencioso do que, por exemplo, no Renegade e no Fiat 500 X, sinónimo da melhor insonorização deste modelo, além de dar muito boa conta de si, seja em termos de prestações, de consumos ou de agrado de utilização.

Na verdade, não obstante o Compass ser cerca de 180 kg mais pesado do que o seu “irmão” mais novo, e do que o seu “primo” da Fiat, as diferenças para estes registadas, quando equipados com a mesma mecânica, no capítulo da performance como no do gasto de combustível, são absolutamente desprezíveis. Significa isto consumos comedidos em estrada e auto-estrada, desde que a velocidades minimamente estabilizadas e dentro do estipulado por lei, já que um dos óbices deste propulsor é ser excessivamente sensível às variações de ritmo, pelo que uma toada mais intensa elevará a média para próximo dos 12,0 l/100 km, não sendo difícil alcançar valores na casa dos 15,0 l/100 km quando se pretende tirar em permanência pleno partido dos seus atributos. Em cidade, numa utilização convencional, sem grandes restrições, mas, também, evitando os excessos, o registo tende a rondar os 9,0 l/100 km.

Decididamente a rever, o funcionamento da caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e seis velocidades, manifestamente condicionador do agrado de condução. Não pela rapidez ou suavidade nas trocas de mudança, mas pelas hesitações demonstradas na eleição da melhor relação, tanto em situações de maior exigência (como os percursos com maiores variações de velocidade, pela sua lentidão em reagir ao kick down), como numa condução convencional (em que tende a manter, desnecessariamente, uma mudança mais curta do que o ideal, prejudicando o consumo).

Mantendo um elevado nível de conforto, o Compass passa a usufruir de um comportamento dinâmico ainda mais eficaz, fruto das melhorias operadas na suspensão e na direcção

Mantendo um elevado nível de conforto, o Compass passa a usufruir de um comportamento dinâmico ainda mais eficaz, fruto das melhorias operadas na suspensão e na direcção

É certo que o novo modo de condução Sport tende a disfarçar um pouco este handicap, mas não totalmente, acabando por ser mais útil numa condução tradicional em percursos urbanos e suburbanos com maior intensidade de tráfego. Por isso, numa utilização mais intensa, recomenda-se o recurso ao comando manual sequencial para obviar esta condicionante, ainda que o mesmo apenas esteja disponível na alavanca de comando da caixa, pois não existem para o efeito patilhas no volante.

Menos mal que este pecadilho não chega para ensombrar um dos pontos em que o Compass mais evoluiu: o desempenho dinâmico. Garantem-no a suspensão com novos amortecedores e uma afinação revista, e a direcção mais directa e com uma assistência mais progressiva, a proporcionar uma mais fidedigna comunicação com o condutor.

Assim sendo, além de oferecer um nível de conforto sempre elevado, mesmo em pisos mais degradados, e não obstante as jantes de 19”, o Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S usufrui de um ainda melhor controlo dos movimentos da carroçaria em curva, que se traduz numa maior confiança ao volante, assegurada, ainda, pelas reacções sempre honestas e previsíveis, e pela facilidade e naturalidade com que se corrige a sua tendência subviradora nos limites, tudo concorrendo para uma facilidade e um agrado de condução apreciáveis. Já no fora de estrada, as suas capacidades são as possíveis num SUV com tracção apenas dianteira, e equipado com pneus Goodyear Eagle F1 nitidamente vocacionados para o asfalto, piso sobre o qual cumprem com brio a sua missão.

Revelando-se uma proposta extremamente equilibrada, e plena de personalidade, o novo Jeep Compass 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Limited S é proposto no mercado nacional por uns competitivos €36 965, tendo em conta tratar-se de uma variante de topo, recheada de equipamento. A versão de acesso à gama, com motor de 130 cv e caixa manual, está disponível a partir de €27 935, custando €31 957 euros a mais acessível das versões com motor de 150 cv e caixa DCT.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Sistema de travagem automática de emergência com alerta de colisão frontal
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Sistema de auxílio aos arranques em subida
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Cruise control adaptativo+limitador de velocidade
Computador de bordo TFT a cores de 7″
Bancos em pele
Bancos dianteiros com regulação eléctrica de 8 vias+memórias
Banco traseiro rebatível 40/20/40 com vão porta-skis
Volante em pele, regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Sistema de som Alpine com rádio digital DAB, leitor de mp3+ecrã táctil de 8,4"+tomadas USB/Aux+Apple CarPlay/Android Auto
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+streaming áudio)
Sistema de navegação
Direcção com assistência eléctrica variável
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Sensores de estacionamento traseiros
Sensores de luz/chuva
Luzes diurnas+farolins traseiros por LED
Faróis de Xénon
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro com função de curva
Iluminação ambiente por LED
Alarme
Barras de tejadilho em preto
Jantes de liga leve de 19″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos
Portão traseiro de operação eléctrica com função "mãos-livres"
Tomada de 12 Volt na consola central e na bagageira
Pack Parking (inclui: câmara de estacionamento traseira; sensores de estacionamento dianteiros; sistema de estacionamento automático)

Pintura bicolor (€1350)
Pack Winter (€600 – inclui: tapetes em borracha; bancos dianteiros aquecidos; esguicho do limpa pára-brisas aquecido; volante aquecido)
Kit Fumador (€30)
Tecto de abrir eléctrico panorâmico (€1300)
Roda suplente de emergência (€250)
Sistema de monitorização do ângulo morto (€350)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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