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Jeep Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition

Artigo
Jeep Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition

Visão geral
Marca:

Jeep

Modelo:

Renegade

Versão:

1.3 Turbo 150 cv 4x2 DCT Orange Edition

Ano lançamento:

2019

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.3 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

150/5500

Vel. máx. (km/h):

196

0-100 km/h (s):

9,4

Consumos (l/100 km):

5,9-6,1 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

154-162 (Combinado WLTP)

PVP (€):

28 850/29 450 (Unidade testada)

Gostámos

Conforto, Motor suave e silencioso, Condução fácil e agradável, Linhas marcantes e apelativas, Imagem de marca

A rever

Hesitações da caixa pilotada, Consumo elevado em cidade e muito sensível às variações de ritmo, Alguns plásticos

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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
7.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
6.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
8.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

O visual diferenciador e apelativo marca de forma indelével o Jeep Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4x2 DCT Orange Edition. O novo motor 1.3 Turbo de 150 cv acaba por se prestar mais a uma utilização despreocupada do que, propriamente, intensa, mas o seu maior óbice é mesmo só estar disponível com a caixa pilotada DCT, de funcionamento deveras perfectível. Condicionante que o equilíbrio global, o posicionamento comercial competitivo e uma apreciável exclusividade tenderão a servir de compensação aos adeptos do modelo

7.4
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O Jeep Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition que protagoniza este ensaio conta com dois especiais motivos de interesse. Por um lado, ser animado pelo novo motor 1.3 Turbo a gasolina de 150 cv do Grupo FCA, combinado com a caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e seis velocidades. Por outro, constituir uma edição especial que, como o seu nome indica, assenta numa série de elementos decorativos de cor laranja, a que se junta um equipamento de série mais generoso.

Que se comece, pois, pelo princípio, ou seja, pela cativante aparência exterior do modelo, que acaba por ser o seu principal elemento distintivo e justifica o seu nome de baptismo. Aqui, às linhas já de si apelativas, capazes de fazer sobressair o Renegade num segmento cada dia mais concorrido, até pela forma como de imediato o identificam como uma criação da Jeep, junta-se uma série de elementos estilísticos que redundam num resultado final feliz ao ponto de parecer conseguir convencer tanto mulheres como homens – as primeiras mais cativadas pela combinação cromática, os segundos pelo ar mais aventureiro e musculado.

Concretizando, e neste particular, a marcar a diferença nesta Orange Edition do Renegade está, desde logo, o kit estético que inclui as caixas dos retrovisores em laranja, assim como os emblemas Renegade colocados na base das portas dianteiras e debruados na mesma cor – o mesmo acontecendo com a barra autocolante aplicada no lado esquerdo do capot. Sendo tudo isto complementado pelas jantes, barras de tejadilho e saias laterais em preto brilhante, que asseguram um contraste extra, no caso da unidade em apreço, com a opcional cor Branco Alpine que reveste a carroçaria.

Os elementos em laranja, conjugados com outros em preto brilhante, justificam a designação comercial o Jeep Renegade Orange Edition

Os elementos em laranja, conjugados com outros em preto brilhante, justificam a designação comercial o Jeep Renegade Orange Edition

Já o interior continua a oferecer uma apreciável habitabilidade (por contraste com uma capacidade da bagageira não menos do que mediana – ainda que o piso removível, possível de montar em dois planos, lhe confira alguma polivalência); formas que evocam as linhas da carroçaria; uma qualidade geral que convence menos pelos materiais utilizados do que pela robustez e rigor da montagem, já que boa parte dos plásticos são duros; e um posto de condução correcto (nota mais para o volante com excelentes dimensões e pega), em que também é digna de nota a apreciável envolvência oferecida pelos bancos dianteiros.

Pelo que a novidade, neste capítulo, são as molduras das saídas de ventilação laterais, e das grelhas dos altifalantes montados nas portas dianteiras, no mesmo laranja já utilizado na carroçaria, que muito contribuem para a jovialidade que ganha um ambiente, não fora esses elementos, dominado pelo preto. Referência, ainda, para o compartimento de arrumação existente sob o assento do banco do passageiro da frente, extremamente útil tanto pela sua apreciável volumetria, como pela sua “discrição”, longe que fica dos olhares, por exemplo, dos “amigos do alheio”.

Também no interior é fácil perceber porque motivo se chama Orange Edition esta nova edição do Jeep Renegade

Também no interior é fácil perceber porque motivo se chama Orange Edition esta nova edição do Jeep Renegade

A animar o Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition está o motor modular da família FireFly, com injecção directa de gasolina, sobrealimentação por turbocompressor, distribuição variável e a mesma capacidade unitária, mas com mais um cilindro, para um total de quatro, que o conhecido 1.0 de 120 cv, já avaliado pela Absolute Motors (saiba mais aqui). Refira-se, a propósito, que este é o nível de equipamento mais acessível possível de combinar com esta unidade motriz na gama Renegade, ainda que a Orange Edition também seja proposta entre nós com o mencionado três cilindros de 120 cv.

Suave, não muito ruidoso e suficientemente despachado, graças a uma potência de 150 cv, e a um binário máximo de 270 Nm às 1850 rpm, este é um grupo motopropulsor que garante ao Renegade razoáveis prestações, e consumos minimamente aceitáveis, tendo em conta o seu rendimento, desde que a velocidades moderadas e estabilizadas, em estrada como em auto-estrada. Já em cidade, para ser possível obter valores relativamente contidos, é forçoso dispensar redobrados cuidados ao pedal da direita, e, mesmo assim, dificilmente as médias ficarão abaixo dos 9,0 l/100 km. Aliás, uma das pechas deste motor é mesmo o quanto o seu “apetite” é sensível às variações de ritmo, de imediato disparando quando se adopta uma toada mais intensa, sendo fácil superar os 10,0 l/100 em percurso urbano/suburbano, e aflorar os 15,0 l/100 km numa condução mais empenhada.

Deveras perfectível é o funcionamento da caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e seis velocidades, a única disponível com esta motorização. Não tanto pelo escalonamento, ou sequer pela rapidez e suavidade nas trocas de mudança, mas pelas suas evidentes e recorrentes hesitações em situações de maior exigência, tanto em percursos com maiores variações de velocidade, em que é notória a lentidão em reagir ao kick down, como numa condução convencional e a ritmos mais contidos, em que, desnecessariamente, tende em manter uma mudança mais curta do que o necessário, e do que o ideal para privilegiar a eficiência de combustível, sem que tal acarrete qualquer vantagem noutros domínios, antes acabando por perturbar o conforto a bordo, nomeadamente no plano acústico.

Menos mal que o comando manual em sequência da transmissão permite, boa parte das vezes, minorar as consequências destes pecadilhos, ainda que à custa de uma maior intervenção do condutor sobre o sistema. E, se assim é, também é pena que não existam, quer um selector de modos de condução, quer, sobretudo, patilhas no volante para intervir sobre a caixa de velocidades. Para encerrar o tema, resta referir que, mesmo no modo manual, o sistema, de forma automática, reduz sempre quando em situações de kick down, tal como selecciona sempre uma mudança superior quando atingido o regime máximo de funcionamento do motor, que, curiosamente, está estabelecido às 6000 rpm, quando, no conta-rotações, a red line está marcada às 6500 rpm…

Mau grado o funcionamento perfectível da caixa de velocidades pilotada, o desempenho do Renegade 1.3 Turbo de 150 cv acaba por satisfazer, graças a um comportamento muiMau grado o funcionamento perfectível da caixa de velocidades pilotada, o desempenho do Renegade 1.3 Turbo de 150 cv acaba por satisfazer, graças a um comportamento muito são e a um motor solícito, se bem que um tanto "guloso"to são e a um motor solítico, se bem que um tanto "guloso"

Mau grado o funcionamento perfectível da caixa de velocidades pilotada, o desempenho do Renegade 1.3 Turbo de 150 cv acaba por satisfazer, graças a um comportamento muito são e a um motor solícito, se bem que um tanto “guloso”

De resto, no capítulo dinâmico, o Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition não surpreende face ao conhecido de outros modelos da sua gama com tracção apenas dianteira, o que nada tem de criticável. A direcção é supreendentemente directa e precisa para um SUV; o comportamento é, globalmente, bastante equilibrado, porque são, estável e previsível na generalidade das circunstâncias. E mesmo que o centro de gravidade mais elevado do que o habitual incentive a traseira a soltar-se em apoio nas solicitações mais intensas, o controlo de estabilidade acaba sempre por tomar conta das ocorrências, e por tudo voltar colocar, de forma rápida e eficaz, no seu devido lugar, para o que também contribui o correcto controlo dos movimentos da carroçaria, capaz de digerir devidamente as transferências de massa.

Dotado de suspensões independentes em ambos os eixos, outro dos argumentos do Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition é o seu elevado conforto de marcha, mesmo quando a qualidade do piso se degrada notoriamente. Quanto à sua capacidade para evoluir sobre outros terrenos que não o asfalto, é a esperada de um SUV desprovido de tracção integral e equipado com pneus de vocação nitidamente estradista, em termos de rasto, dimensões e perfil – estradões de terra e pouco mais, em que seja possível manter com facilidade a continuidade da progressão (se assim não for, é elevado o risco de causar excessiva fadiga ao sistema de travagem, por ser através dele que, em boa parte, actua o controlo de tracção).

Oficialmente proposto por €28 850, o Jeep Renegade 1.3 Turbo 150 cv 4×2 DCT Orange Edition custa cerca de €2000 mais do que o seu “primo direito” Fiat 500X dotado dos mesmos predicados mecânicos, o que, só por si, atesta o seu competitivo posicionamento comercial, inquestionável que é o superior prestígio de que o nome do seu construtor usufrui. Mas há mais: tendo em conta o generoso equipamento de série associado a este valor (pena a travagem autónoma de emergência ser uma opção), e o facto de o modelo beneficiar de uma campanha que lhe atribuiu um desconto directo de €3500, acaba por ser tanto ou mais acessível do que os seus mais directos rivais, fazendo desta uma proposta a ter em conta para quem pretenda um SUV deste segmento capaz de oferecer um desempenho desenvolto, mesmo que com um dinamismo aquém daquilo o que os seus atributos técnicos, em tese, possam fazer supor.

 

* – A Absolute Motors agradece ao Restaurante Quinta do Almirante as facilidades concedidas para a realização da sessão fotográfica deste ensaio

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em plano inclinado
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito com assistente de velocidade
Cintos dianteiros+traseiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise-control+limitador de velocidade
Banco dianteiros com regulação em altura+apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele/regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Auto-rádio DAB com leitor de mp3+ecrã táctil de 7"+tomadas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Vidros dianteiros+traseiros eléctricos
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores eléctricos+aquecidos
Faróis de nevoeiro
Sensores de estacionamento traseiros
Barras de tejadilho em preto
Jantes de liga leve de 19”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos
Pack Function II (inclui: retrovisores exteriores rebatíveis electricamente; acesso+arranque sem chave; piso da bagageira reversível; compartimento de arrumação sob o assento do banco do passageiro dianteiro; fecho remoto das janelas)
Pack Visibility (inclui: espelho retrovisor interior electrcromático; sensores de luz+chuva; assistente de máximos)

Pintura Branco Alpine (€600)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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