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Kia Sportage 1.6 CRDi TX

Artigo
Kia Sportage 1.6 CRDi TX

Visão geral
Marca:

Kia

Modelo:

Sportage

Versão:

1.6 CRDi TX

Ano lançamento:

2018

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.6 Diesel

Pot. máx. (cv/rpm):

136/4000

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

11,2

Consumos (l/100 km):

4,8/5,0/5,3 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

135

PVP (€):

38 790/39 280 (unudade testada)

Gostámos

Conforto de marcha, Espaço e mala, Progresso do motor 1.6 CRDi face ao anterior 1.7 CRDi, Consumos, Posicionamento comercial, Garantia

A rever

Acelerações modestas, Sistema start/stop perfectível,

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
7.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
9.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

Se o Sportage já era o modelo mais popular da Kia na Europa, a chegada à gama do motor turbodiesel 1.6 CRDi de 136 cv só tenderá para reforçar o bom desempenho comercial do modelo tanto no Velho Continente, como em Portugal, até por via de uma excelente relação preço/equipamento

7.9
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Produzido na Eslováquia, o Sportage ainda é o modelo mais importante para a Kia na Europa. E, muito provavelmente, vai continuar a sê-lo ainda durante mais algum tempo, ou não fosse o segmento dos SUV e crossovers o que mais cresce no Velho Continente, para mais à razão de dois dígitos anuais.

Não fosse o seu SUV de médio porte o modelo mais popular da marca na Europa, a Kia apressou-se, recentemente, a operar no mesmo uma ligeira actualização. Oportunidade aproveitada, também, para introduzir na gama o motor turbodiesel 1.6 CRDi de 136 cv, o que justifica o protagonismo aqui dado ao renovado Sportage 1.6 CRDI TX.

A já de si boa aparência exterior do Sportage acaba por ser aprimorada por via da introdução das jantes de 19” nos níveis de equipamento TX e GT Line, elemento que, por si só, muito ajuda a compor um visual, ao mesmo tempo, robusto e dinâmico, subtilmente retocado, ainda, pela redução da altura yotal em 10 mm, pelos pára-choques de novo desenho e com aplicações cromadas, e pela grelha, moldura dos faróis nevoeiro e farolins posteriores redesenhados. Pena que só a versão GT Line receba, de série, as ópticas dianteiras por LED, “ice cube” de seu nome, com quatro elementos individuais.

As alterações estilísticas introduzidas quando da recente renovação do Sportage foram subtis, provando o bom trabalho levado acabo pelos designers da Kia quando da definição das linhas da actual geração do seu SUV

As alterações estilísticas introduzidas quando da recente renovação do Sportage foram subtis, provando o bom trabalho levado acabo pelos designers da Kia quando da definição das linhas da actual geração do seu SUV

No habitáculo, as modificações operadas também foram bastante ligeiras, o que não espanta tratando-se este de um modelo lançado em 2016. Aqui, há a registar a chegada do volante multifunções com novos botões de comando, do renovado grafismo do painel instrumentos, e do sistema de climatização como novos comandos e novas saídas ventilação.

De resto, o bom ambiente interior continua a ser marcado, como é hábito na Kia, e nas suas congéneres orientais, pelo convívio entre materiais de apreciável qualidade com alguns plásticos duros e menos nobres, acabando por ser merecedor de maiores encómios o rigor construtivo e a qualidade da montagem dos vários elementos. A decoração, sóbria e discreta, mas elegante, como também é usual nas propostas oriundas desta região do globo, combina-se com uma habitabilidade generosa (referência para a regulação em inclinação das costas do banco traseiro) e com uma bagageira com uma convincente capacidade de 476 litros, ainda assim inferior em 27 litros à das versões a gasolina, devido à presença do depósito de AdBlue que ajuda a garantir a “despoluição” adicional do motor turbodiesel.

No interior também não há grandes diferenças e assinalar, mantendo-se a razoável qualidade geral, a generosa habitabilidade e um equipamento de série muito completo

No interior também não há grandes diferenças e assinalar, mantendo-se a razoável qualidade geral, a generosa habitabilidade e um equipamento de série muito completo

Motor este que acaba, indubitavelmente, por ser o principal motivo de interesse da variante Diesel do renovado Sportage. Substituto da anterior unidade de 1,7 litros e 115 cv, oferece, com 1685 cc de capacidade, 136 cv de potência (ou 115 cv, no caso da versão de acesso SX), e um binário máximo de 320 Nm, constante entre as 2000-2250 rpm, algo que, por si só, já mereceria análise cuidada. Não menos importante, e como já referido, a presença de um catalisador de redução SCR com AdBlue, para redução das emissões de óxidos de azoto (NOx).

Em termos de utilização, e tendo em conta que a caixa manual de seis velocidades, apesar de suave e precisa, não é especialmente rápida, e conta com um escalonamento propositadamente longo das suas duas últimas relações, há que enaltecer este quatro cilindros turbodiesel pela sua competência global, patente na resposta franca na maioria situações; pelas razoáveis prestações que permite alcançar; e por um funcionamento bastante mais suave e menos ruidoso do que o do seu antecessor, se bem que continue sem ser dos mais silenciosos da classe. A rever, também, o funcionamento do sistema start/stop, nem sempre o melhor companheiro, por exemplo, nas manobras de estacionamento…

Os consumos, esses, são de muito bom nível mesmo quando se pratica uma condução mais dinâmica. Mesmo quando se adoptam ritmos mais intensos, a média tende a ficar aquém dos 8,5 l/100 km, ao passo que, numa utilização convencional no dia-a-dia, é fácil alcançar valores médios na casa dos 7,0 l/100 km sem ter que dispensar preocupações de maior a pedal da direita.

Já estabelecendo-se a comparação com o anterior motor 1.7, é notório que as vantagens mais facilmente mensuráveis não são de grande monta. Se os consumos são ligeiramente mais contidos, a diferença é praticamente desprezível, enquanto que, nas acelerações, o renovado Sportage 1.6 CRDi bate o seu predecessor por menos de um segundo 0-100 km/h e os 0-400 m, e por quase dois segundos no quilómetro de arranque.

Consumos contidos, prestações razoáveis, um comportamento muito equilibrado e um conforto de marcha de nível superior marcam o desempenho dinâmico do Kia Sportage 1.6 CRDi TX

Consumos contidos, prestações razoáveis, um comportamento muito equilibrado e um conforto de marcha de nível superior marcam o desempenho dinâmico do Kia Sportage 1.6 CRDi TX

Aparentemente, nada de especial, portanto, sobretudo para quem depositasse maiores expectativas num aumento de potência de 21 cv. Mas há mais a ter em conta, nomeadamente em termos de agrado de utilização, em que o binário mais elevado, alcançado a um regime mais baixo, se traduz em reprises mais céleres, em cerca de um segundo nos 60-100 km/h, e em cerca de 2/3 segundos nos 80-120 km/h. E, também, no domínio da compatibilidade ambiental, mercê da diminuição das emissões de NOx por via da introdução do SCR.

Dinamicamente, e exceptuando o que directamente se relaciona com a unidade motriz, nada de novo é apresentado pelo renovado Sportage. O comportamento é muito honesto, previsível e equilibrado, sempre conjugado com um excelente nível de conforto em todas as situações, e se a suspensão, com um amortecimento algo macio, é um facto que permite um evidente adornar da carroçaria em curva, os movimentos da carroçaria são sempre bastante bem controlados, e o ESP, desligável duas fases (mas só através do menu do computador bordo…), intervém devida e atempadamente quando se afloram limites, para repor tudo no seu devido sítio e incutir maior confiança a quem segue ao volante.

Neste particular, pode resumir-se o desempenho do Sportage 1.6 CRDi como o de um veículo que faz tudo bem, sem falhas de maior que se lhe possam apontar, mas que também não se destaca particularmente em nada, nem é especialmente envolvente. Já a razoável altura ao solo e o controlo eletrónico de descidas HDC poderiam fazer prever uma razoável capacidade para o modelo evoluir no fora de estrada, o que acaba por se não confirmar: a ausência de tracção integral e a opção por pneus nitidamente vocacionados para o asfalto, nitidamente, limitam as suas ambições no TT.

Fora de estrada, o Sportage 1.6 CRDi TX dificilmente supera mais do que estradões de terra, devido à ausência de tracção integral e, sobretudo, à montagem de pneus totalmente vocacionados para o asfalto

Fora de estrada, o Sportage 1.6 CRDi TX dificilmente supera mais do que estradões de terra, devido à ausência de tracção integral e, sobretudo, à montagem de pneus totalmente vocacionados para o asfalto

Nota final para o generoso equipamento série incluído em todas as versões do SUV sul-coreano, e mais ainda nesta variante de topo, que inclui, entre outros, o sistema de infoentretenimento com navegação e ecrã táctil de 7”, e o competente sistema de som de origem JBL – de tal forma que apenas existem dois opcionais: o tecto panorâmico e a pintura metalizada. Trunfo que ajuda a compor outros dos principais factores de atracção do renovado Sportage 1.6 CRDi: o preço, ajustado e competitivo, e mais ainda quando se atenta na garantia de sete anos ou 150 mil quilómetros, e no desconto associado à campanha de lançamento.

Contas feitas, oficialmente, o Sportage 1.6 CDRi SX de 115 cv está disponível em Portugal desde €33 990, custando, na derivação XT analisada €38 790 – mas, quando se aproveita em pleno o desconto directo e o financiamento da marca, estes valores baixam, respectivamente, para €28 990 e para €30 790. Argumento que muito ajudará a justificar a invejável aceitação de que o modelo continua a usufruir no nosso país.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Controlo electrónico de descidas (HDC)
Assistente aos arranques em subida (HSA)
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal
Sistema de monitorização do ângulo morto
Sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Cruise control+limitador de velocidade
Travão de estacionamento eléctrico
Bancos em pele
Bancos dianteiros com regulação em altura+apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Sistema multimédia com ecrã táctil de 7″+leitor de mp3+entradas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Sensores de estacionamento FR/TR+câmara de estacionamento traseira
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Acesso+arranque sem chave
Ópticas dianteiras integralmente por LED
Faróis de nevoeiro por LED
Sensor de luz+chuva
Jantes de liga leve de 19"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Roda suplente de emergência
Barras de tejadilho

Pintura metalizada (€490)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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